Fui outrora
tão pequenina,
tão diáfana,
uma miudez de semente,
quase um espectro.
Hoje
espanto-me
com a minha dimensão,
não por me haver alargado de repente,
Mas porque um Jardineiro
achou-me no seio do nada,
regou-me,
cultivou-me
Deitou-me
em terra fecunda.
E ainda me elevo
à altura em que possa tocá-Lo
e finalmente contemplar-Lhe o rosto.
Cresço para a Luz que me nutre,
para Aquele que primeiro me enxergou
e me fez desabrochar.
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