SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Terrorismo e Contraterrorismo Global: Uma Análise Multidimensional das Ameaças e Respostas Contemporâneas




Introdução

Desde os ataques de 11 de setembro de 2001, o terrorismo global emergiu como uma força transformadora na política internacional, remodelando estratégias de segurança e desafios geopolíticos. A compreensão deste fenômeno exige uma abordagem multidisciplinar, capaz de integrar análises históricas, estudos de caso nacionais e as evoluções estratégicas contemporâneas. Este texto, fundamentado em contribuições acadêmicas seminais e pesquisas recentes, oferece uma visão abrangente sobre o terrorismo e o contraterrorismo global. A análise percorre a evolução da doutrina israelense, as transformações nas estratégias dos EUA, a dinâmica dos estados patrocinadores e a complexidade das redes de jihad global, culminando nos desafios atuais, como a disseminação de ataques de "lobo solitário", o fortalecimento de grupos jihadistas na África e a erosão das estruturas estatais tradicionais.

Parte I: A Evolução do Fenômeno Terrorista e a Dinâmica dos Atores não Estatais

O terrorismo moderno é um fenômeno dinâmico, cuja compreensão exige o exame de sua natureza multifacetada e de seus atores centrais. A obra seminal de Bruce Hoffman (Inside Terrorism) fornece uma base teórica robusta para entender a evolução histórica do terrorismo. Em sua edição revisada, Hoffman analisa as novas motivações, os novos adversários e as táticas que emergiram nos últimos anos, focando especialmente em como a Al-Qaeda mudou após o 11 de Setembro. Ele examina os motivos por trás de sua resiliência e longevidade, destacando o uso bem-sucedido da internet e de vídeos para angariar apoio público e novos recrutas. Hoffman argumenta que a "guerra ao terror" não terminou com a morte de Osama bin Laden; a instabilidade contínua em lugares como Síria, Iraque, Afeganistão e Líbia continua a sustentar os movimentos terroristas, com amplas implicações para a segurança global. Para ilustrar essa evolução, pesquisas recentes do Global Terrorism Index 2026 mostram que o Estado Islâmico (ISIS) e seus afiliados continuam sendo a organização terrorista mais mortal, sendo responsáveis por quase 17% de todos os ataques mundiais.

Aprofundando-se na análise dos atores, Assaf Moghadam (Nexus of Global Jihad) oferece uma estrutura analítica crucial para compreender a resiliência do terrorismo jihadista global. Moghadam identifica os tipos de atores terroristas, a natureza de suas parcerias e os ambientes que lhes permitem prosperar, explicando seu sucesso contínuo. O autor demonstra como grupos jihadistas líderes, como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico, dominam por meio da cooperação em várias formas, incluindo compartilhamento de conhecimento e recursos, treinamento conjunto e colaboração operacional. Este "nexo" da jihad global, que envolve desde alianças ideológicas até parcerias logísticas, representa um desafio fundamental para as estratégias de contraterrorismo que visam atores isolados.

Esta internacionalização do jihadismo é particularmente evidente na análise de Guido Steinberg (German Jihad: On the Internationalization of Islamist Terrorism). Steinberg fornece a primeira análise do jihadismo alemão, que desde 2007 se tornou a cena mais dinâmica da Europa. Ele mapeia como jihadistas alemães viajam para a Turquia, a Chechênia, o Paquistão e o Afeganistão, onde se aliam a organizações filiadas à Al-Qaeda, como a União da Jihad Islâmica (IJU) e o Talibã. O estudo de Steinberg interpreta esta cena alemã em expansão como parte de uma internacionalização mais ampla da ideologia e estratégia jihadista desde o 11 de Setembro, um fenômeno que tem implicações preocupantes para a segurança da Alemanha e de seus aliados.

Parte II: Dinâmicas Regionais e Modelos de Contraterrorismo

A complexidade do contraterrorismo pode ser analisada através de diferentes lentes regionais e teóricas. O caso israelense, examinado por Ami Pedahzur (The Israeli Secret Services and the Struggle Against Terrorism), oferece insights críticos sobre as falhas e os sucessos de um modelo de contraterrorismo baseado na inteligência. Pedahzur argumenta que a forte dependência de Israel nas unidades de elite da comunidade de inteligência é fundamentalmente falha. Através de um estudo de encontros com terroristas — incluindo missões de resgate de reféns, as guerras no Líbano e os desafios na Cisjordânia e Gaza — o autor destaca que as ações da inteligência israelense, em alguns casos, alimentaram atividades terroristas em todo o mundo. A sua análise oferece uma transparência rara sobre estas atividades, avaliando fatores que contribuíram para os sucessos e fracassos.

Esta questão mais ampla de como os Estados lidam com atores não estatais em território de terceiros é o foco de Wendy Pearlman (Triadic Coercion: Israel's Targeting of States That Host Nonstate Actors). Pearlman e Boaz Atzili investigam a estratégia de "coerção triádica", pela qual os Estados, em vez de enfrentar diretamente os grupos não estatais, visam os Estados que os abrigam, usando ameaças para coagir estes a agir. A sua investigação, abrangendo setenta anos de história israelense, produz descobertas surpreendentes: ao contrário da lógica tradicional, esta estratégia pode ser mais eficaz contra um Estado anfitrião forte do que contra um fraco, uma vez que regimes fortes têm mais coesão interna e capacidade institucional para agir. Esta análise ajuda a explicar comportamentos estatais que, à primeira vista, parecem contraproducentes.

Enquanto Pedahzur e Pearlman se concentram no Oriente Médio, Jennifer Taw (Mission Revolution: The U.S. Military and Stability Operations) analisa a transformação da doutrina militar dos EUA. Em 2005, o Pentágono inverteu uma postura de décadas ao elevar as "operações de estabilidade" — como atividades de construção da paz e controle da população — a uma missão central das forças armadas, indo além do simples combate para criar um espaço não violento para negociações. Taw argumenta que esta mudança representou uma revolução com consequências prejudiciais, resultando em uma enorme expansão da missão ("mission creep") e uma dependência prejudicial do exército, enquanto as agências civis ficavam incapacitadas. Esta análise é crucial para entender as ambições excessivas da política externa americana no Afeganistão e no Iraque.

Parte III: Os Paradoxos e as Impossibilidades das Doutrinas Modernas

A eficácia das doutrinas de contraterrorismo e contra insurgência tem sido amplamente contestada. M.L.R. Smith (The Political Impossibility of Modern Counterinsurgency), em coautoria com David Martin Jones, oferece uma crítica fundamental ao paradigma da contra insurgência (COIN) que dominou o pensamento estratégico ocidental. Smith e Jones argumentam que este paradigma assume que as guerras futuras serão conflitos de "baixa intensidade" dentro dos Estados, exigindo técnicas militares especializadas. Eles questionam a suposta singularidade das atribuições da COIN, expondo um paradoxo crítico: embora a COIN ignore as dimensões políticas vitais da guerra, ela é produto de uma fé ideológica equivocada na modernização. A sua investigação mina as alegações duradouras sobre o sucesso da COIN, revelando os seus significados e efeitos ocultos.

Este ceticismo em relação às doutrinas rígidas é ecoado em pesquisas contemporâneas sobre as estratégias de contraterrorismo. Um estudo de 2025/2026 argumenta que o contraterrorismo deve visar os incentivos organizacionais por trás do terrorismo, e não apenas prevenir ataques. O paradoxo central do terrorismo moderno é que, embora as campanhas terroristas raramente atinjam seus objetivos estratégicos, os grupos continuam usando o terrorismo como tática primária porque ele oferece benefícios organizacionais internos, como recrutamento, construção de solidariedade e ganho de visibilidade na mídia.

Parte IV: O Panorama Global Contemporâneo (2025-2026)

Uma análise acadêmica do terrorismo não estaria completa sem um exame das tendências globais mais atuais. O Global Terrorism Index 2026 revela um quadro paradoxal: embora o número global de mortes por terrorismo tenha caído 28% (para 5.582) e os incidentes tenham diminuído 22% (para 2.944), marcando os níveis mais baixos desde 2007, as fatalidades no Ocidente aumentaram drasticamente em 280%, atingindo 57 mortes. Este aumento foi impulsionado principalmente pelo antissemitismo, islamofobia e terrorismo político. O relatório também identifica a África Subsaariana como o novo epicentro do terrorismo, com seis dos dez países mais afetados localizados lá. O Paquistão, pela primeira vez, lidera o índice como o país mais impactado, com um aumento significativo de ataques.

O ano de 2025 foi marcado por desenvolvimentos regionais significativos. O conflito Israel-Hamas em Gaza e a guerra de 12 dias entre Israel e Irã em junho de 2025 tiveram repercussões globais. No Afeganistão e Paquistão (AF-Pak), o Talibã, desde que tomou o poder, mantém um delicado equilíbrio com outros grupos jihadistas, como a Al-Qaeda e o TTP, com base em laços econômicos e ideológicos. Um estudo mostra que o Talibã está relutante em confrontar outros grupos com a mesma ideologia, o que lhes permite evitar confrontos diretos enquanto se beneficiam de uma rede jihadista mais ampla. A cooperação assume várias formas — ideológica, logística e operacional — levando a parcerias de longo prazo onde os grupos compartilham recursos, conhecimento e tecnologia.

O terrorismo doméstico de extrema-direita também emergiu como uma ameaça persistente em várias regiões, incluindo os EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Europa. Nos EUA, um relatório de 2025 observou que os assassinatos relacionados a extremistas foram cometidos principalmente por extremistas de direita. Finalmente, a ameaça do terrorismo cibernético continua a evoluir, com discussões sobre o uso de IA sem censura para planejar ataques, destacando a natureza em constante mutação da ameaça.

Conclusão

A análise do terrorismo e contraterrorismo global revela um campo de estudo marcado por paradoxos e complexidades. Desde a análise das doutrinas israelenses e americanas até o estudo das redes jihadistas internacionais e o recente aumento de ataques no Ocidente, fica claro que não há soluções simples. As obras de Hoffman, Pedahzur, Taw, Pearlman, Smith, Moghadam, Steinberg e outros nos fornecem as ferramentas analíticas para dissecar este fenômeno, enquanto pesquisas atuais apontam para uma paisagem de ameaças em rápida transformação, onde atores estatais e não estatais interagem de formas novas e imprevisíveis. O futuro exigirá uma abordagem integrada que combine ação militar com diplomacia, desenvolvimento econômico, compreensão cultural e, crucialmente, estratégias que visem as estruturas organizacionais e os incentivos que permitem que o terrorismo persista. Como sugerem as tendências mais recentes, a luta contra o terrorismo não é uma guerra convencional com um fim claro, mas um desafio de segurança contínuo que requer adaptação, cooperação internacional e uma análise sóbria das limitações de qualquer estratégia puramente militar.

São matemática financeira pura, pois quando pessoas inteligentes operam com humildade, elas constroem um ecossistema potencializador.


 

Trabalhar com pessoas inteligentes é ótimo. Trabalhar com pessoas gentis e humildes é incrível no próximo nível!!🎯🔥❤️


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O mercado corporativo está saturado de falsos funcionários e líderes que se escondem atrás de uma vaidade hierárquica destrutiva.

Antes que os obcecados pelo óbvio apareçam nos comentários dizendo que "não adianta ser gentil se não for competente", vamos deixar a linha de corte clara, a competência técnica e emocional não é diferencial, são pré-requisitos básicos de sobrevivência.

A discussão aqui é sobre o que vem depois dela, até porque a inteligência sem humildade gera centralização, silos de informação e o famoso "leva-e-traz" nos corredores.

Segundo dados consolidados pela Gallup, empresas que toleram líderes e especialistas soberbos que sufocam o clima organizacional registram uma queda de 17% na produtividade global e uma lucratividade 21% menor.

No tabuleiro da ISO 31000 de gestão de riscos, o "gênio tóxico" é um risco operacional gravíssimo, pois ele entrega o número do mês, mas destrói o capital intelectual da casa ao expulsar os melhores talentos.

Como consultor empresarial e conselheiro consultivo de PMEs, focado em alta performance, afirmo que a evolução real e uma política organizacional humana (baseada em pertencimento, valorização e colaboração) não são conceitos românticos.

São matemática financeira pura, pois quando pessoas inteligentes operam com humildade, elas constroem um ecossistema potencializador.

É essa engrenagem saudável que viabiliza a empresa vender mais, entregar com mais qualidade, cumprir prazos, aumentar o market share e alavancar o NPS.

Pessoas engajadas enxergam a evolução do negócio como a sua própria evolução!!

Faz sentido isso tudo?

🔴 Alguns conteúdos meus viralizam, mas a real é que espero que além de reflexão, gere AÇÃO, além do que me disponibilizo para falar mais sobre.📲

Por fim, trago crônicas do meio corporativo, sem romantismo bobo ou “LinkeDisney” e estimulo a antifragilidade para lidar melhor com as adversidades.

Bora lá?! Tic-Tac! O tempo não para!⏳

Faça uma segunda-feira, bem como TODO mês de JUNHO, abençoados!🙏

R$ 287 por mês. A EMS anunciou hoje o preço do seu "Ozempic Genérico".


 R$ 287 por mês.


A EMS anunciou hoje o preço do seu "Ozempic Genérico". Chegou ao mercado muito mais barato do que se imaginava. E confirma o que eu venho dizendo aqui há 1 ano e meio. Agora, a história muda.

O preço cheio da caneta é, na verdade, R$ 498. Mas quem aderir ao Programa Vida + Leve tem acesso ao preço especial no primeiro trimestre do tratamento. É uma estratégia de retenção e, claro, recorrência.

No dia 15 de junho chega ao mercado o primeiro lote das canetas, cujo nome comercial é Ozivy. Serão 500 mil unidades, já na largada. A EMS investiu R$ 1,2 bilhão na fábrica que vai produzir o produto.

Muita gente olha para a caneta e vê um remédio. Mas o que vale são as implicações. Quanto mais barato, maior a adoção. E maior o impacto em setores que parecem não ter nenhuma relação com a indústria farmacêutica.

Restaurantes podem vender menos calorias. Supermercados podem migrar para produtos mais saudáveis. Bebidas alcoólicas, fast-food e alimentos ultraprocessados podem enfrentar uma pressão silenciosa, mas crescente.

Ao mesmo tempo, setores como academias, vestuário, saúde preventiva e seguros podem encontrar uma nova onda de crescimento. Afinal, perder peso costuma ser apenas o primeiro passo de uma mudança maior de estilo de vida.

Durante décadas, tentamos resolver a obesidade com "força de vontade". Agora, uma tecnologia altera essa equação. E quando a tecnologia muda comportamentos humanos, os impactos costumam ir além do setor que a criou.

A economia nunca foi, e nunca será, uma ciência sem valores.


 A economia nunca foi, e nunca será, uma ciência sem valores.


No seu cerne, a economia é moldada por ideologias, julgamentos de valor, interesses concorrentes, normas sociais e prioridades políticas.

Adam Smith e Karl Marx — duas das figuras mais importantes da história da economia — trataram a história como um assunto inerentemente político. Eles nem chamavam isso de "economia". Eles chamavam isso de economia política.

Para Smith, o estudo da criação de riqueza era inseparável de questões sobre Estado, classe social e filosofia moral. Para Marx, a economia era um sistema de relações de poder.

No entanto, a maioria dos livros didáticos introdutórios de economia relega política, poder e história a notas de rodapé. Modelos técnicos preenchem o espaço, abstrações que descrevem mais uma economia imaginária do que a real.

Um bom exemplo é como a economia tradicional trata os mercados "livres" mais ou menos como fenômenos naturais. Isso, como a maioria de nós sabe intuitivamente, está longe de como os mercados realmente funcionam. Os mercados são construídos por leis, mantidos por instituições e aplicados pelos estados.

Karl Polanyi deixou esse ponto com clareza em seu livro, A Grande Transformação, publicado em 1944, no qual escreveu: "O caminho para o livre mercado foi aberto e mantido aberto por um enorme aumento do intervencionismo contínuo, centralizado e controlado."

A matéria mais popular do meu boletim é sobre como a economia se tornou uma disciplina desligada da política — apesar de ser intrinsecamente e inevitavelmente política.

Você pode ler aqui: https://lnkd.in/eJ6snPhy

Microplásticos e nanoplásticos: um fator de estresse emergente para solos vivos 🟫🧪


 Microplásticos e nanoplásticos: um fator de estresse emergente para solos vivos 🟫🧪

O solo não é um meio inerte de cultivo, é um sistema vivo, estruturado e biologicamente conectado, cuja função depende da estabilidade dos agregados, redes microbianas, ciclo de nutrientes e fauna do solo. Evidências emergentes mostram que partículas micro e nanoplásticas (MNPs) podem interferir nesse sistema em vários níveis, afetando a estrutura do solo, a reatividade química e a atividade biológica. 🧱 A estrutura do solo pode se tornar menos estável Em altos insumos experimentais, microplásticos e nanoplásticos têm sido associados a um declínio em agregados grandes e estáveis em água, mudanças na densidade global e redução da condutividade hidráulica das raízes. 🧲 Partículas plásticas podem modificar o comportamento dos contaminantes Devido à sua alta área específica de superfície e à mudança na química da superfície durante o envelhecimento, partículas plásticas em nanoescala podem adsorver metais como Pb²⁺ e Cd²⁺ de forma mais forte, atuando como portadores reativos em vez de poluentes passivos. 🧪 Liberação de aditivos químicos Além de interagir com contaminantes externos, os plásticos podem liberar aditivos de fabricação, como plastificantes, enquanto mudanças no pH do solo podem influenciar ainda mais a dessorção e mobilidade dos poluentes. 🦠 Um novo nicho microbiano: a plastisfera Micro e nanoplásticos podem criar um habitat microbiano distinto conhecido como 'plastisfera', frequentemente caracterizado por composição alterada da comunidade e redução da diversidade, com potencial enriquecimento de táxons oportunistas e genes de resistência a antibióticos. 🌱 Organismos do solo e raízes também são afetados Estudos relatam respostas ao estresse oxidativo na fauna do solo, crescimento prejudicado de minhocas e redução do alongamento das raízes das culturas sob certas condições de exposição, sugerindo que a poluição plástica pode se espalhar pelos níveis tróficos do solo.

Gartner: Arquiteturas de roteadores reduziram os custos de IA em 85%


 Gartner: Arquiteturas de roteadores reduziram os custos de IA em 85%

A IA corporativa gastou 37 bilhões de dólares no ano passado. A maior parte foi para os modelos errados. As empresas estão usando inteligência de $20 para tarefas de $0,02. Aqui está o plano que resolve isso: O Projeto do Roteador LLM. Ele direciona cada tarefa de IA para o modelo mais adequado ao menor custo possível. Local GRATUITO quando possível. Baixo custo quando suficiente. Fronteira só quando necessário. A maioria das pessoas ainda usa IA como se fosse 2023. Um modelo. Uma caixa de prompt. Um padrão caro. Tudo é direcionado para o mesmo lugar. Resumos das reuniões. Envie rascunhos por e-mail. Pesquise sobre limpeza. Formatação. Análise simples. Codificação leve. Raciocínio estratégico. Tudo direcionado para o maior modelo. O modelo mais caro. O modelo padrão. Isso não é estratégia. Isso é desperdício de tokens em escala. Implementei isso dentro do nosso próprio fluxo de trabalho. O custo dos tokens caiu 86%. Não porque usamos menos IA. Porque paramos de enviar todas as tarefas para o modelo mais caro. Impacto: • Redução de 86% nos custos dos tokens • Economia anual potencial de $215 mil (Benchmark de tokens de $250K do CEO da NVIDIA) • Mesmos fluxos de trabalho • Mesma capacidade • Roteamento mais inteligente Os operadores mais inteligentes não estão dizendo para as equipes usarem menos IA. Eles estão construindo roteadores de custo/capacidade. Aqui está a arquitetura. 1️⃣ O FILTRO Cada pedido é classificado antes mesmo de tocar em um modelo. É simples? É repetitivo? É sensível? É muito motivativo? É muito exigente em programação? Vale a pena inteligência premium? A maioria das equipes pula essa etapa. É aí que começa o desperdício. 2️⃣ O ROTEADOR O roteador envia cada tarefa para o modelo que melhor se encaixa e pelo menor custo. Trabalho simples é local. Trabalho padrão é de baixo custo. O trabalho privado permanece no dispositivo. Raciocínio complexo vai para a fronteira. A programação avançada se torna especializada. O objetivo não é IA mais barata. O objetivo é inteligência do tamanho certo. 3️⃣ A CAMADA DE ESCALADA Modelos de fronteira ainda importam. Mas eles não deveriam ser a primeira parada. Eles deveriam ser a camada de escalada. Use-os quando o trabalho exigir julgamento. Use-os quando o custo de uma resposta ruim for alto. Use-os quando a complexidade realmente exigir. É assim que você corta gastos sem cortar a capacidade. Não menos IA. Roteamento de IA mais inteligente. Veja o que o Plano do Roteador LLM inclui: • Matriz de decisão de roteamento de modelos • Lógica de classificação de prompts • Pilha local de arranque de modelos • Lista de verificação de escalonamento do modelo fronteira • Lista de repo para as ferramentas que importam • Framework de controle de custos para equipes que usam IA em escala A promessa é simples. Pare de pagar preços de modelo fronteiriço por tarefas de nível estagiário.

Teoria Tri-Sistema não é um alerta contra a IA – é um chamado para que as organizações sejam intencionais em como a utilizam.


 A ideia de pensamento rápido e lento do psicólogo Daniel Kahneman – que ele denominou de "Sistema 1" e "Sistema 2", respectivamente – moldou por décadas como economistas, gestores e executivos entendem julgamento e escolha.


Wharton Executive Education destaca pesquisas recentes do Prof. Gideon Nave e do pesquisador de pós-doutorado Steven Shaw, que argumentam que a estrutura de Kahneman está faltando algo fundamental hoje: foi construída para um mundo em que todo pensamento acontece dentro da mente humana, sem o auxílio da inteligência artificial: https://whr.tn/4dYP3d4

Nave e Shaw abordam essa lacuna com uma nova Teoria Tri-Sistema, propondo que o engajamento com IA criou um terceiro modo de cognição humana que influencia como os outros dois modos operam.

Os pesquisadores argumentam que a IA dá aos usuários a opção de adiar totalmente o pensamento, sobre qualquer questão, a qualquer momento, chamando o fenômeno resultante de "rendição cognitiva", ou seja, a aceitação acrítica das respostas da IA em vez do próprio raciocínio.

Por meio de suas pesquisas, descobriram que pessoas que confiam mais em IA têm muito mais probabilidade de seguir conselhos incorretos e menos propensos a questioná-los, enquanto pessoas mais inclinadas para a análise, que gostam de pensar sobre problemas e têm maior capacidade de raciocínio, têm mais probabilidade de perceber quando algo está errado e reagir em uma resposta errada.

No entanto, Nave e Shaw apontam que a Teoria Tri-Sistema não é um alerta contra a IA – é um chamado para que as organizações sejam intencionais em como a utilizam.

Os líderes precisam entender quais decisões se beneficiam das capacidades da IA e quais exigem julgamento humano que nenhum algoritmo pode replicar, além de construir as condições, incentivos e hábitos que preservem o hábito do pensamento independente entre sua força de trabalho.