SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

sábado, 30 de maio de 2026

Por que o T. rex tinha braços 'ridiculamente pequenos'?

 

Imagem ilustrativa mostra a parte frontal de um dinossauro T. rex com uma mandíbula grande e aberta e braços pequenos.

Crédito,FOTOKITA via Getty Images

    • Author,Daisy Stephens
    • Role,BBC World Service
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Um novo estudo lançou luz sobre uma possível razão pela qual o Tyrannosaurus rex e alguns outros dinossauros bípedes tinham braços tão pequenos em relação ao seu tamanho.

Os terópodes eram um grupo diverso de dinossauros bípedes, em sua maioria carnívoros e que, apesar de enormes, tinham "braços ridiculamente pequenos", segundo o autor da pesquisa Charlie Roger Scherer, estudante de doutorado do University College London (UCL), no Reino Unido.

Os T. rex tinham cerca de 12 ou 13 metros de comprimento, mas seus braços eram de 1 metro. Eram suficientes, no entanto, para ajudá-lo no acasalamento ou a se levantar do chão.

Imagem ilustrativa mostra um dinossauro T. rex em pé na grama, com a boca aberta, com outros dinossauros, árvores e água ao fundo.

Crédito,Roger Harris/SPL via Getty Images

Legenda da foto,O T. rex viveu na América do Norte há cerca de 68 milhões de anos

O novo estudo da Universidade de Cambridge e da UCL sugere que eles podem ter perdido seus braços longos porque não eram mais úteis para capturar presas, favorecendo, em vez disso, cabeças e mandíbulas maiores e mais poderosas.

A equipe analisou 82 espécies de terópodes e constatou que o encurtamento dos membros anteriores ocorreu em cinco grupos, incluindo os tiranossaurídeos, a família que inclui o T. rex.

Eles também descobriram uma maneira de medir a potência do crânio, com base em fatores como suas dimensões e como os ossos estavam fundidos.

"Examinamos as proporções entre o crânio e o tamanho do corpo e também o comprimento dos membros anteriores em comparação com o crânio e com o tamanho do corpo. Buscamos tendências", disse à BBC a coautora da pesquisa, Elizabeth Steell, de Cambridge.

Evolução

A equipe constatou que o encurtamento dos membros anteriores estava mais relacionado com o desenvolvimento de crânios grandes e mandíbulas fortes do que com um aumento geral do tamanho corporal, sugerindo que braços menores não eram apenas um subproduto de corpos maiores.

Na verdade, alguns dinossauros como o Majungasaurus — um dos principais predadores que viveu onde hoje é Madagascar — tinham braços pequenos e não tinham o corpo tão grande. Ainda assim, possuíam cabeças poderosas.

"Essas adaptações frequentemente ocorreram em áreas com presas gigantes", disse Scherer, sugerindo que elas podem estar relacionadas às técnicas de caça.

Imagem ilustrativa mostra um pequeno dinossauro correndo em pastagens pantanosas.

Crédito,Kostyantyn Ivanyshen/Stocktrek Images via Getty Images

Legenda da foto,O Majungasaurus era muito menor em tamanho em comparação com o T. rex e mesmo assim tinha braços muito pequenos

Parte da dieta dos terópodes era composta por herbívoros como os gigantescos saurópodes — animais de pescoço e cauda longos que se alimentavam de plantas.

Os pesquisadores suspeitam que o aumento na robustez do crânio pode ter sido impulsionado por um aumento no tamanho desses herbívoros, porque isso significava que os terópodes tiveram que passar a usar mandíbulas para caçar, em vez de garras, e vencer uma “corrida evolutiva”.

“Tentar puxar e agarrar um saurópode de 30 metros de comprimento com suas garras não é o ideal. Atacar e segurar com as mandíbulas poderia ter sido mais eficaz”, disse Scherer.

“A cabeça substituiu os braços como método de ataque. É um caso de 'use ou perca' — os braços não são mais úteis e diminuem de tamanho com o tempo.”

Steell afirma que alguns dinossauros ainda utilizavam seus braços, “mas seus crânios são diferentes, mais alongados e um pouco mais delicados”.

Uma foto do esqueleto de um jovem T. rex em pé, exibido em um salão de azulejos.

Crédito,Kevork Djansezian/Getty Images

Legenda da foto,O estudo descobriu que diferentes grupos de terópodes pareciam reduzir seus membros anteriores de maneiras diferentes

Scherer reconheceu que o estudo só pôde estabelecer uma correlação entre a robustez do crânio e o comprimento do membro anterior, e não provar que um causou o outro.

Mas disse que é “muito provável” que crânios mais fortes tenham surgido antes de membros anteriores mais curtos. "Não faria sentido evolutivo que ocorresse o contrário e que esses predadores abandonassem seu mecanismo de ataque sem ter uma alternativa."

A equipe descobriu que diferentes grupos de terópodes pareciam reduzir seus membros anteriores de maneiras diferentes: alguns tinham mãos e antebraços particularmente encurtados, enquanto outros eram encurtados de maneira mais uniforme em todo o membro. Isso sugere que os diferentes grupos podem ter alcançado o mesmo resultado em caminhos evolutivos paralelos.

“Acabamos de confirmar o que muitas pessoas suspeitavam: se você tem um crânio grande, não precisa tanto dos braços”, disse Steell.

Ela acrescentou que também pode valer a pena aplicar técnicas semelhantes para medir a robustez do crânio em outros animais. "Isso será muito interessante de aplicar às aves, que também são dinossauros terópodes, mas que ainda existem hoje", disse.

A guerra invisível que está confundindo sinais de GPS e colocando aviões em risco

 

Artur Rodionov sentado na cabine de comando de uma aeronave, aparentemente em voo, tirando uma selfie. Ela usa uniforme de piloto com camisa branca, gravata escura e ombreiras com listras douradas, além de óculos escuros e um headset com microfone. Pela janela da cabine é possível ver o céu azul e uma camada de nuvens abaixo da aeronave. Parte do painel de instrumentos e dos controles do cockpit aparece à direita da foto, reforçando o ambiente de pilotagem profissional.

Crédito,Artur Rodionov/Acervo pessoal

Legenda da foto,O piloto Artur Rodionov diz que a falsificação de sinais de GPS se tornou uma ocorrência comum com a qual ele precisa lidar
    • Author,Peter Ball
    • Role,Serviço Mundial da BBC
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  • Tempo de leitura: 8 min

Um avião da Força Aérea Real Britânica (RAF), que transportava o Secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, sobrevoava a Estônia perto da fronteira com a Rússia na semana passada quando algo estranho aconteceu.

De acordo com dados de voo analisados ​​pelo Serviço Mundial da BBC, o transponder da aeronave repentinamente começou a indicar que ela estava em território russo, a 300 quilômetros de distância de onde estava segundos antes.

Supostamente, o avião estava voando a apenas 11 quilômetros por hora sobre um lago perto de São Petersburgo. Mas nada disso era verdade. O sistema de navegação da aeronave havia sido afetado por um ataque cibernético. Isso ocorre quando uma área é inundada por sinais de rádio que imitam os de GPS.

Como os sinais de satélite são relativamente fracos quando chegam à Terra, um transmissor terrestre pode emitir sinais falsificados mais fortes, que podem ser captados por sistemas de navegação, incluindo os de aeronaves.

A prática, conhecida como spoofing, é normalmente realizada por militares que buscam reduzir a precisão de armas inimigas que usam navegação por GPS, como mísseis de longo alcance e pequenos drones.

Muitas forças armadas possuem unidades especializadas que constroem transmissores em bases fixas ou os instalam em veículos. Mas voos comerciais agora estão sendo afetados por essa guerra eletrônica.

Pilotos da Força Aérea Real foram forçados a guiar a aeronave usando um sistema de navegação mais antigo e menos preciso, que opera em paralelo com o GPS. O Ministério da Defesa britânico declarou que a segurança da aeronave não foi comprometida.

Na verdade, não foi a única aeronave na área afetada naquele dia. Dados compartilhados com a BBC pela consultoria de aviação SkAI Data Services mostram que mais de cem aeronaves com passageiros a bordo estavam transmitindo localizações incorretas como resultado de falsificação de sinal.

Os mesmos dados indicam que a falsificação e o bloqueio de sinal — outro tipo de interferência que mascara os sinais de satélite para impedir o funcionamento do GPS — estão se tornando cada vez mais comuns em áreas próximas a zonas de guerra ou onde há muita atividade militar, como a região do Mar Báltico, o Golfo Pérsico, o Mar Vermelho, a Índia, o Paquistão e a área ao redor de Mianmar.

A imagem mostra o lançamento de um míssil a partir de uma plataforma terrestre em uma área cercada por vegetação densa. Uma intensa coluna de fogo e gases é expelida pela base do projétil no momento da decolagem, enquanto nuvens de fumaça se espalham ao redor dos veículos e equipamentos militares posicionados no solo. Ao fundo, uma floresta cobre uma encosta sob o céu do entardecer, criando um forte contraste entre o ambiente natural e a cena de caráter militar e tecnológico.

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,A falsificação de identidade é geralmente realizada por militares que buscam reduzir a precisão de armas inimigas que utilizam navegação por GPS, como mísseis de longo alcance e pequenos drones

No Golfo Pérsico, por exemplo, houve um aumento repentino no número de voos que relataram falsificação de GPS após o início da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Em março, 5.381 voos relataram falsificação, um aumento em relação aos 99 de fevereiro e aos 14 de janeiro, segundo a SkAI Data Services.

Os casos na região do Báltico dispararam de 17.243 em 2024 para 59.447 em 2025, ainda de acordo com a SkAI Data Services.

Esse aumento coincide com o crescente uso de ataques com drones no conflito entre a Rússia e Ucrânia.

Outras rotas aéreas movimentadas na Europa, no Oriente Médio e na Ásia também sofreram com falsificação ou interferência de GPS, com uma média de mais de 800 voos afetados diariamente em todo o mundo neste ano.

Considerando que a tecnologia necessária para isso é facilmente encontrada na maioria dos países, especialistas temem que esse fenômeno se torne generalizado.

Falsificação atrapalha mesmo pilotos experientes

Este foi o problema que o piloto britânico Sam Rutherford enfrentou quando pilotava um avião de quatro lugares da Arábia Saudita para Omã no mês passado.

Quando estava próximo da fronteira entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, os sistemas de navegação e o piloto automático pararam de funcionar.

A princípio, ele pensou que poderia ser um problema com o avião, mas várias companhias aéreas na região relataram o mesmo problema.

Descobriu-se que tanto a falsificação dos sinais do GPS quanto o bloqueio das ondas estavam afetando sua aeronave.

Rutherford, que pilotou helicópteros no Exército Britânico por oito anos, usou a bússola magnética de seu avião e contatou o controle de tráfego aéreo para obter ajuda na navegação até seu destino.

Embora tenha pousado em segurança, ele afirma: "Se eu tivesse encontrado mau tempo, pouco combustível e fosse noite, a situação teria sido muito diferente".

A imagem mostra o interior de uma cabine de comando moderna durante um voo ao amanhecer ou entardecer. Os painéis de instrumentos e telas digitais iluminam o cockpit com tons de azul, verde e amarelo, exibindo informações de navegação, altitude e sistemas da aeronave. Em primeiro plano, é possível ver parcialmente dois tripulantes sentados diante dos controles. Pela ampla janela frontal, observa-se o horizonte com o céu em tons azulados e alaranjados acima de uma camada de nuvens, criando uma atmosfera tecnológica e ao mesmo tempo contemplativa.

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,Sistema de navegação da aeronave pode apresentar mau funcionamento devido à falsificação de sinal GPS

Os riscos da falsificação

Um dos riscos da falsificação de sinais de navegação é que, ao serem levados a acreditar que estão em uma posição diferente da real, os pilotos podem acabar desativando ou ignorando os alertas dos sistemas de prevenção de colisão com o solo, afirma Tanja Harter, presidente da European Cockpit Association, entidade que representa cerca de 40 mil pilotos.

Esse sistema alerta os pilotos quando identifica risco iminente de colisão com o solo ou com obstáculos, como montanhas.

Harter afirma que há inúmeros relatos de pilotos recebendo alertas falsos para ganhar altitude, mesmo quando a aeronave voa a 37 mil pés (cerca de 11,3 mil metros).

Sistemas de radar que ajudam as aeronaves a evitar condições climáticas adversas também podem apresentar mau funcionamento, acrescenta.

Embora muitas companhias aéreas façam um bom trabalho ao fornecer informações aos pilotos, Harter diz que a combinação desses problemas "está comprometendo a segurança a bordo das aeronaves".

O piloto Artur Rodionov conta que um "salto da Lituânia para o Mar do Norte" foi a maior discrepância entre a realidade e a localização exibida na tela que ele já presenciou. "São mais de 1.600 quilômetros", diz Rodionov, que pilota pequenos aviões de passageiros para a empresa de fretamento estoniana Diamond Sky Aviation.

Em resposta a essas ocorrências, Rodionov conta que sua empresa desenvolveu protocolos para lidar com a falsificação de sinal, incluindo a desativação do GPS pelos pilotos ao sobrevoarem áreas conhecidas por interferências.

Isso permite que o piloto monitore se os sinais da aeronave estão sendo falsificados, evitando que o restante do equipamento de navegação seja afetado.

Rodionov afirma que a falsificação de sinal pode causar problemas especialmente para pilotos inexperientes ou quando as aeronaves apresentam outros problemas, como uma pane mecânica ou falha de equipamento. "Sem dúvida, isso representa uma carga de trabalho adicional", conclui.

Interferências permitidas

Não é ilegal que países interfiram no GPS.

O órgão das Nações Unidas (ONU) que regula os sinais de radiodifusão, a União Internacional de Telecomunicações, autoriza a prática para fins de segurança ou defesa, embora tenha expressado a sua "profunda preocupação" com o fato de a sua utilização generalizada estar ameaçando a segurança das aeronaves.

A instituição europeia de segurança da navegação aérea, Eurocontrol, afirma que as aeronaves têm "medidas de mitigação em vigor para garantir a manutenção da segurança" durante a falsificação de sinais e que a tecnologia de navegação aérea e o controle de tráfego em terra podem guiar a aeronave.

Os fabricantes de aeronaves estão trabalhando com os fornecedores da aviação para encontrar soluções técnicas contra a falsificação de sinais, acrescenta a Eurocontrol.

Mas a BBC apurou que há indícios de que as organizações da aviação, incluindo a Eurocontrol, estão mais preocupadas.

Em uma apresentação identificada como "não destinada ao público geral", à qual a BBC teve acesso, há um alerta de que a falsificação de sinais "mina os princípios atuais de segurança da cabine de comando".

Especialistas do setor sugerem que existe uma urgência maior em encontrar uma solução para o problema do que a reconhecida publicamente. "As companhias aéreas estão clamando por melhorias", diz Todd Humphreys, professor de engenharia aeroespacial da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

"O que teremos que fazer é desenvolver novas tecnologias muito mais resilientes", acrescenta.

A tela de um smartphone exibe um mapa de rastreamento marítimo. O mapa destaca uma região do Golfo Pérsico e do Estreito de Ormuz, com diversas embarcações representadas por pontos e ícones coloridos espalhados pelas rotas marítimas. Nomes de cidades costeiras e áreas próximas aparecem identificados no mapa, enquanto a barra de busca do aplicativo está visível na parte superior da tela. O fundo desfocado atrás do celular sugere um ambiente externo com vegetação, mantendo o foco principal na visualização do tráfego naval.

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,A navegação por barcos e carros também pode ser afetada

Soluções possíveis

Possíveis soluções incluem a atualização do software das aeronaves para filtrar interferências, o uso de antenas direcionais para que os equipamentos possam ignorar sinais falsificados vindos do solo e sistemas de navegação totalmente novos que funcionem em conjunto com o GPS.

Mas implementar mudanças em equipamentos críticos para a segurança pode levar tempo. Humphreys alerta que não é apenas o transporte marítimo comercial que pode ser afetado por falsificação e bloqueio de GPS. Isso pode impactar até mesmo aplicativos de mapas para celulares.

"Trata-se do tráfego marítimo, das pessoas dirigindo nas estradas", diz ele. "Sempre que um conflito eclodir no futuro, podemos esperar que o GPS seja uma das primeiras vítimas."

Prova Nacional Docente (PND) revela situação crítica para a formação de professores de matemática


 Prova Nacional Docente (PND) revela situação crítica para a formação de professores de matemática. 🚨

Os dados recentes da PND expõem um cenário de escassez e baixa proficiência que atravessa todos os formatos de oferta e gestões institucionais. No total, tivemos 10.459 concluintes participantes na avaliação, mas impressionantes 76% dos estudantes estão em cursos avaliados com notas 1 e 2. Apenas 43,5% dos participantes de Matemática ficaram acima do nível básico. Para entender a discrepância, em Ciências Sociais esse índice foi de 90,3%, e em História, 75,8%. Analisando a distribuição, mais da metade dos alunos (52%) veio de cursos presenciais, contra 48% de cursos a distância. Nas instituições públicas, 52% dos concluintes tiveram resultado acima do nível mínimo, enquanto nas privadas o índice foi de 32%. -> A realidade nas Instituições Privadas Nos cursos EaD, 1.349 estudantes ficaram acima do nível básico (32,1%). Já os cursos presenciais entregaram, em todo o país, irrisórios 27 alunos acima do básico (38,6%). Embora o desempenho entre os formatos seja muito próximo (32% vs 38%), a EaD formou 50 vezes mais professores acima do nível mínimo. Destaca-se que apenas 14 municípios do Brasil têm cursos presenciais de matemática. -> O panorama nas Instituições Públicas Nas IES públicas, 236 estudantes dos cursos EaD ficaram acima do nível mínimo (36,8%), enquanto nos cursos presenciais foram 2.786 (53,8%). -> Destaques que ilustram a crise - IES Públicas: Apenas 20 cursos presenciais obtiveram nota máxima (5), enquanto 90 presenciais e 20 EaD ficaram com Nota 1. - IES Privadas: Todos os cursos presenciais receberam notas 1 e 2. Apenas 1 curso no Brasil obteve nota 5 - era ofertado a distância. - Esvaziamento crônico: Dos 17 cursos presenciais privados, 13 registraram 5 concluintes ou menos. Entre os 77 cursos EaD privados, 32 registraram 5 concluintes ou menos. -> O Diagnóstico Os dados provam que a crise na formação de professores de matemática está longe de ser explicada pelo formato de oferta dos cursos. Essa catástrofe que une o ensino presencial, o EaD, as públicas e as privadas aponta para um gargalo anterior: as graves deficiências na educação básica brasileira. O aluno ingressa no ensino superior, especialmente no privado, com grandes defasagens. Apesar do esforço realizado pelas instituições, ao final forma-se um número muito pequeno de alunos com conhecimentos adequados. -> A Perspectiva Futura A carência de professores de Matemática não é exclusividade nossa, sendo reportada nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e em outros países. Para o Brasil amenizar esse quadro, é fundamental melhorar a educação básica, reduzindo os déficits de aprendizagem e o distanciamento dos estudantes das exatas. Além disso, conforme previsto no novo PNE, deve-se investir na valorização docente para aumentar a atratividade da carreira.

E ele conclui que o uso de técnicas matemáticas é essencial para o progresso na economia.


 

Economista ganhador do Prêmio Nobel Paul Krugman - Economia Não é Excessivamente Matemática** Se a economia se apaixonou demais pela matemática tem sido tema de debate há algum tempo. Esse debate ganhou destaque após a crise financeira de 2008 – e a incapacidade da profissão econômica de prever isso acontecendo. Sugestões de que o campo havia se tornado matemático demais, opaco e desconectado da realidade ganharam brevemente mais destaque. Mas o Professor Krugman vê as coisas de forma diferente. Ele argumenta que analisar o que a profissão econômica recompensa – usando a medalha John Bates Clark como indicador – indica que economistas valorizam pesquisas relevantes para problemas do mundo real. Isso, segundo o Professor Krugman, é uma evidência de que o uso da matemática não tornou a economia desconectada do mundo real. Uma explicação importante para muitos não economistas afirmarem que a economia se tornou excessivamente matemática é que esses observadores não gostam das conclusões a que a economia convencional chegou. Isso é particularmente verdadeiro, ele argumenta, em relação às questões relacionadas à globalização. E ele conclui que o uso de técnicas matemáticas é essencial para o progresso na economia.

A filantropia não vai mudar o mundo até que ela mesma mude."


 A filantropia não vai mudar o mundo até que ela mesma mude."

Alguém disse a parte baixa em voz alta. No novo projeto da Grassroots International, Solidarity Philanthropy: Redefinindo a Relação da Filantropia com os Movimentos Sociais. Aqui está o plano de 10 pontos deles para transformar a filantropia. E como sou conselheiro de dois financiadores, só por curiosidade: O que você acrescentaria a essa lista? Tem algo com o qual você discorda?