SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

quarta-feira, 26 de julho de 2023

A MATEMÁTICA E A CIÊNCIA DO EU QUERO, NÓS QUEREMOS, NÓS PODEMOS.



Eu não quero educar a próxima geração de serventes, lixeiros, cozinheiros, porteiros, vigilantes, e outros que sempre vem das comunidades pobres. Eu quero que nossos alunos das escolas públicas possam usar a imaginação para pensar novas profissões, usando tecnologia e matemática, inovando nos fins sociais e ambientais como bons economistas capazes de implantar uma boa renda mínima para todos ou projetos que minimizem os impactos das mudanças climáticas. Eu quero educar ricos e pobres para acabar com a pobreza e ampliar nossas relações como cidadãos do mesmo Brasil. Eu quero que eles imaginem como Einstein novas teorias científicas e consiga prová-las usando a matemática e a física. Eu quero que eles aprendam Biologia sintética e possam resgatar o amor à natureza que perdemos.  



Hoje as escolhas que nossos estudantes fazem para suas vidas são reféns da falta de mobilidade, vivências, referências, e informações que amplie seus horizontes, dinâmicas e trajetórias de vidas. Ousadias que reduzem visões míopes da realidade, intensifica relações entre o eu e os outros, de preferência que saiba respeitar e valorizar a vida do outro na busca de igualdade de oportunidades, vivendo em ecossistemas educacionais de trocas múltiplas. Novas narrativas e cartografias emergem dessa construção conjunta da educação, sonhos e realidades. Porém é preciso paz na vida individual e coletiva para que novas melodias surjam dessas interações sociais entre saberes e teoria dos jogos, complexidade e outras. Educar para matemática da incerteza, do caos, da irreversibilidade já provadas pela ciência, assim como a teoria da incompletude, nos leva a outro nível de amor pela vida e a educação, muito além de relações apenas mecânicas e exatas que nos reduzimos e as realidades, isso nos ajuda a explorar outros universos macro e micro que vivemos. Outras possibilidades sociais e econômicas que não cabem mais em dogmas.  

            

 

Moby Dick como literatura na época não fez sucesso, a sua linguagem antecipava os tempos, assim como outras inovações que produziam as diferenças não reguladas, nem medidas pelas métricas da época. Mas antes que surjam inovações as nossas escolas tendem a matar a diferença e a curiosidade, ou melhor as vidas, mas principalmente nega os motivos que movem a aprendizagem que não podem ser reduzidas as provas. Afinal, como se calcula o destino que a ciência ignora? Enquanto o mundo é destruído por vidas mal educadas e planejadas! Se não fizermos nossa parte como educadores, atuando nos destinos programados de miséria e violência de grande parte de nossos alunos é o mesmo que matá-los? Não precisa responder, a realidade nos mostra respostas todos os dias. A que matemática, ciência, educação está a serviço sua vida? 



Algumas forças invisíveis regem nossas mentes e corações, conectadas às forças da natureza mais do que às forças econômicas e sociais que regem o mundo, por isso a História ainda não está escrita muito menos no fim. Os destinos de vida de uns estão ligados uns aos outros, e devemos resolver essa equação não linear com sabedoria e atitudes que mudam nossos futuros. A sobrevivência demanda coragem e escolhas. Conhecimento é um espelho que pode nos mostrar quem somos e quem podemos nos tornar. Cada um de nós tem que fazer o que deve ser feito, isso é a essência da educação. Saciar nossa fome por sempre querer mais é entender os limites da ciência e da matemática, e evitar novas bombas atômicas em forma de inteligência artificial, inserir no cálculo as teorias da incerteza, incompletude, complexidade. A fé, o medo, o amor são forças a serem entendidas e calculado seu poder como a energia nuclear, ambas são forças que determinam nossas vidas e futuros. Forças que moldam tempos e espaços e podem remodelar quem somos, fazer coisas que não planejamos nem imaginamos; isso acontece desde que nascemos e vai continuar quando morremos. Nossas vidas e nossas escolhas como trajetórias quânticas alteram o passado e o futuro. Elas devem ser entendidas momento a momento, cada ponto de intersecção, cada encontro, sugere uma nova direção potencial, um novo destino. 


 

Cada um tem o poder de mudar o mundo com conhecimento, não com ignorância maléfica. Um poder, todos podemos, existem lugares para quem busca a transição de uma sociedade que nunca está em paz. Todos os limites são convicções a ponto de serem transgredidos em mundo melhores, mais integrados e orgânicos a serviço da vida e do amor. A separação é uma ilusão! O eu, se estende para o infinito sempre em expansão. Mas porque sempre cometemos os mesmos erros na vida? não existe uma lógica ou prova? O ódio atacará, o processo de massificar pessoas, negar suas existências, e guerra mas a ideia de educação, amor, vida, verdade sempre sobreviverá nessa e outras eras. Ser é ser percebido pelos olhos do outro com inteligência não com violências. As consequências de nossas palavras e feitos se reverberam pelo Universo, através do tempo. O amor é um fato científico e matemático, sem paraíso nem inferno, vidas que se renovam sempre em novos desafios e destinos a serem estudados e aprendidos. O mundo continuará a mudar de milhões de pequenas gotas de coragem e de pequenos grãos de terra para a Terra da Sabedoria. 




segunda-feira, 24 de julho de 2023

O rapper que ajudou a derrubar um ditador

 

O rapper que ajudou a derrubar um ditador

El General
Legenda da foto, 

Rapper tunisiano El General em seu estúdio

O rapper tunisiano El General tinha apenas 21 anos quando seu vídeo Rais Lebled, ou Mr President, viralizou no final de 2010.

De pé em um beco escuro e cheio de esgoto — com pichações por todo o lado — ele atacou o então ditador do país, Zine al-Abidine Ben Ali, de uma maneira que ninguém ousara antes.

Nascido Hamada Ben Amor, o jovem deu voz à raiva, frustração e desespero de toda uma geração.

"Sabia que haveria consequências, o que me assustou devido à minha pouca idade. Percebi o perigo do que havia feito", disse ele à BBC em seu estúdio na cidade costeira de Sfax, na Tunísia.

El General estava rapidamente se tornando famoso, mas com o boné de beisebol puxado para baixo na testa, poucos sabiam sua verdadeira identidade. No entanto, à medida que manifestantes passaram a cantar gritando sua música em todo o país, sua identidade acabou sendo descoberta, e ele foi preso.

"Achei que era o fim, sabe, porque naquela época se você entrava no Ministério do Interior, não saía mais."

Felizmente e talvez surpreendentemente, El General foi libertado depois de alguns dias. A essa altura, sua canção não era apenas um hino revolucionário na Tunísia, mas também um grito de guerra para manifestantes pró-democracia em todo o Oriente Médio, das ruas do Egito aos mercados de rua do Bahrein.

O rosto de El General estampou a primeira página da revista americana Time, que o listou entre as 100 pessoas mais influentes do mundo.

El General na capa da revista americana TIME

CRÉDITO, REPRODUÇÃO

Legenda da foto, 

El General agora é casado e mora com sua família em um subúrbio de luxo em Sfax

Logo: Brasil Partido
Brasil Partido

João Fellet tenta entender como brasileiros chegaram ao grau atual de divisão.

Episódios

Fim do Podcast

Em meados de janeiro de 2011, Ben Ali havia fugido do país. El General e todos aqueles que saíram às ruas no que ficou conhecido como a Revolução de Jasmin haviam vencido.

Infelizmente, a democracia foi uma grande decepção para muitos na Tunísia. Embora tenha sobrevivido lá, ao contrário de outros países que foram varridos pela chamada Primavera Árabe, sucessivos governos pouco fizeram para melhorar a situação da maioria dos tunisianos.

A maioria dos políticos passou a ser vista como mais interessada em disputas inúteis e em sua própria importância do que em resgatar uma economia em queda livre. A democracia logo foi vista por muitos como sinônimo de anarquia, inércia política e colapso da lei e da ordem.

Tudo isso levou à vitória esmagadora de Kais Saied nas eleições presidenciais de 2019. O ex-professor de direito prometeu resgatar o país do caos político e econômico. O que se seguiu é descrito por seus críticos como semelhante a um golpe.

Depois de suspender o Parlamento em julho de 2021, o presidente populista passou a atribuir poderes a si mesmo para governar por decreto. Depois disso, fechou o Congresso, que desde então foi substituído por uma versão mais fraca, em grande parte destituída de poderes para se opor ao mandatário.

Saied dissolveu o Conselho Superior da Magistratura, que protegia a independência dos tribunais, antes de demitir mais de 50 juízes.

No ano passado, o presidente tunisiano reescreveu a constituição depois de vencer um referendo, que havia sido boicotado pela maioria dos grupos de oposição, acumulando ainda mais poder para si. 

Seguiu-se a isso a prisão de dezenas de pessoas que se opuseram a ele, de políticos, advogados e jornalistas a acadêmicos e ativistas.

A sensação, segundo El General, é que os dias de medo e repressão estão voltando.

"Estamos mais sob controle do que nunca. Não sabemos se estamos vivendo no presente ou em 2010. Sou um dos muitos que sentem que nosso país está em perigo. Ainda estamos em choque. Não esperávamos esse nível de repressão."

Embora Saied tenha sido amplamente eficaz em suprimir a dissidência, ele teve muito menos sucesso em manter a inflação sob controle.

A escalada de preços está afetando até mesmo tunisianos de classe média, e há uma grave escassez de alimentos básicos como arroz, açúcar e óleo. 

Tudo isso, lamentou um vendedor do mercado, está forçando algumas pessoas a buscar comida no lixo.

Kais Saied (à esquerda) participa da comemoração do Dia dos Mártires no distrito de Sijoumi em Tunis, Tunísia, em 09 de abril de 2023

CRÉDITO, GETTY IMAGES

Legenda da foto, 

Kais Saied era um professor tímido que se tornou presidente

Em nenhum lugar o aumento da pobreza é mais evidente do que no subúrbio de Ettadhamen, na capital, Túnis, onde o desemprego entre os jovens é particularmente alto.

Diante do aumento do uso de drogas, o dono de uma academia de lá, que preferiu não ser identificado, começou a oferecer aulas de kickboxing. Ele espera que isso dê aos jovens um estímulo para ficar longe das drogas.

Um jovem, suando muito por causa de um treino vigoroso, explicou que pretendia chegar se tornar atleta profissional, para poder competir em competições na Europa. 

A ideia era “abandonar o barco” assim que ele chegasse lá.

"Se eu tiver a chance de ir para o exterior e lutar boxe, a primeira coisa que vou fazer é pensar em uma maneira de ficar lá. Não posso mentir, se eu encontrar uma maneira de fazer isso, não voltarei."

Infelizmente para ele, o dono da academia revelou mais tarde que as autoridades do esporte ficaram sabendo de tais planos. Ele disse que agora os agentes do governo estão confiscando os passaportes dos tunisianos que competem no exterior e os escoltando o tempo todo enquanto participam de competições.

Milhares de outros tunisianos desesperados estão se juntando a um número crescente de migrantes da África subsaariana na tentativa de chegar à Europa em pequenos barcos improvisados.

Infelizmente muitos não conseguem. Desde 2014, quase 28 mil pessoas morreram tentando cruzar o Mediterrâneo ilegalmente.

Muitos sobrevivem à jornada extremamente perigosa. Até agora, este ano, mais de 60 mil migrantes chegaram à Itália, o dobro do número no mesmo período de 2022.

À medida que os números crescem, aumenta também a determinação da União Europeia em impedi-los de chegar. Isso está provando ser um grande ganho para o líder tunisiano.

Apesar de ter dito no início deste ano que não estava disposto a atuar como guarda de fronteira da Europa, no início desta semana Saied aceitou cerca de US$ 118 milhões (R$ 600 milhões) da UE para ajudar a combater o tráfico de pessoas na Tunísia.

Outros US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) estão sendo oferecidos pela UE para investimento na Tunísia. 

A liberação de tal montante, porém, depende de Saied concordar com os termos de um pacote de resgate de US$ 2 bilhões (R$ 10 milhões) do Fundo Monetário Internacional (FMI). Até agora ele se recusou a fazer isso.

O acordo com o FMI exige que a Tunísia corte subsídios caros e diminua a inchada folha de pagamento do governo, que Saied sabe que será altamente impopular e pode até levar a outro levante, desta vez contra ele.

Por enquanto, pelo menos Saied continua surpreendentemente popular, embora haja um número crescente de pessoas que estão profundamente preocupadas com a direção que ele está tomando no país, de discursos incendiários sobre migrantes e prisão de seus oponentes políticos, ao enfraquecimento deliberado do parlamento e do Judiciário.

O presidente da Associação de Juízes da Tunísia, Anas Hmaidi vestindo toga judicial, grita palavras de ordem durante uma manifestação em Tunis, Tunísia, em 10 de fevereiro de 2022

CRÉDITO, GETTY IMAGES

Legenda da foto, 

Demissão em massa de juízes pelo presidente causou indignação na Tunísia

Uma dessas pessoas é El General, embora os tempos sejam outros. 

Desde o enorme sucesso de seu hino de revolta, ele se casou e passou a ter uma vida mais tranquila para criar sua família.

El General, outrora famoso por seu raps incendiários, agora mora em uma mansão imponente em um dos subúrbios luxuosos de Sfax.

Tendo visto seu país ser vítima de uma repressão crescente novamente, ele diz que se sentiu compelido a voltar a compor.

E insiste que as letras de seu último álbum incluem críticas a Saied, embora desta vez certamente não seja um rap revolucionário.

Parece que El General se contenta em deixar essa luta para uma nova geração de rappers, que talvez tenha um pouco menos a perder.

"El General sempre será El General, mas talvez haja alguém que agora seja mais revolucionário do que eu. Como no futebol, por exemplo, dizemos que Lionel Messi é o melhor dos melhores, e talvez em alguns anos haverá alguém jogando futebol melhor do que ele."

sábado, 22 de julho de 2023

SER OU NÃO SER BARBIE? AS BONECAS SEM SHAKESPEARE!

 



A diretora Greta Gerwig do filme Barbie será aclamada no Oscar em 2024 pela catarse e terapia que ela provoca no cinema e nas reações ao filme na sociedade, e claro no marketing. Sim Barbie não é só um filme ou uma boneca, é um ícone cultural. Greta Gerwig dirigiu em 2017 o filme Adoráveis mulheres que concorreu ao Oscar e de forma apaixonada e ativista, duas qualidades das mulheres que amamos, nos ensinou que em várias épocas de nossa sociedade a mulher era refém e obrigada a casar para não se excluída completamente da sociedade e muitas vezes de viver sem ter como pagar suas contas. Talvez hoje seja pior, é o que Barbie nos denúncia quando mulheres são reduzidas a seus corpos como se fossem pedaços de carnes sem sentimentos, nem como expressar seu ser para atender os caprichos, vaidades e arrogâncias de homens machistas e "burros" que se espelham em cavalos? Mas as mulheres assim como Lady Bird, outro filme de Greta Gerwig, sempre encontram os caminhos e a hora de voar com Barbie não vai ser diferente.



Entender determinados conceitos como patriarcado e indústria cultural ajudam a compreender melhor o filme, mas não temos dúvidas que muitas pessoas saíram sem entender muitas mensagens do filme, outras se revoltaram no meio do filme e se levantam quando a verdade dói e denuncia quem achava que o filme era apenas para entreter e brincar de boneca. As bonecas crescerem e seus sonhos não foram realizados, apesar das lutas feministas, o mundo não entregou nem pela beleza, nem pelo amor, nem pão nem flores. Mais violências e mortes contra as mulheres acontecem todos os dias. Violências que obrigam bilhões de mulheres a transformar suas vidas em teatro para agradar a todos menos a elas, negando suas dores e sofrimentos diários, negando sua existência e sonhos. Sonhos delas? Não! O que o homens querem que elas sejam produtos para seus desejos. E no filme a diretora pede para as mulheres repetirem as palavras que as libertam, uma pratica terapêutica que usada pelo cinema se transforma numa prece e numa vingança contra poderes que negam o amor as Evas. 




Mulheres e Deusas que brincam com ícones culturais machistas como Poderoso Chefão e uma Odisseia no espaço com as palavras de uma boneca que não tem vagina, nem complexo de édipo ao se relacionar com sua criadora. A arte, os brinquedos, a economia e o imaginário se associam por caminhos inesperados como os brinquedos LEGO na educação, mas uma boneca é poderosa por ensinar as meninas a criar seus bebês, a espelharem suas roupas, estilos de vidas e corpos, mas o filme Barbie nos ensina  a se revoltar contra as próprias bonecas, ou a boneca a se revoltar com ela mesma? ou as mulheres com as próprias mulheres, seus corpos, celulites, e múltiplos papéis sociais que são obrigadas a exercerem quando querem reduzir elas as suas vaginas ? 



Sim primeiro vem a costela e o Paraíso, depois a culpa por ter mordido a maçã proibida do conhecimento de outras realidades e vidas, como por exemplo de bonecos kens que não sabem se cuidar, mas não tem māes, e estão perdidos na sociedade que não precisa de machões mas apenas de seres humanos. Quando elas descobrem a existência da morte, será que queremos viver a vida toda como bonecas ou ganhar vida e realidade nossas existências únicas belas, boas e justas ? Qual a pílula vai tomar azul ou vermelha as pessoas que estão assistindo o filme da Matrix Barbie de uma guru tipo Morfeu só que estranha? Que música vai dançar na vida da Barbie girl? Que cenários vai escolher? Viver vidas artificiais camufladas por roupas, reis violentos ou o real com água e leite de verdade? E suas amigas vão sair para beber, mas vão conversar sobre suas vidas, transformação e lutar juntas?  




E nem falamos de amor ou justiça social como salários iguais no filme porque talvez esses temas não vendam Barbies e não interessa a empresa que fabrica a Barbie! Talvez reposicionar a imagem da boneca seja urgente quando meninas destroem suas barbies porque nem o mundo, nem elas são parecidas com a Barbie Lândia. O despertar do vazio existencial, da luta contra as drogas ou o suicídio de jovens são temas pesados demais para tratar no Multiverso Barbie que seduz e obriga corpos a se tornarem escravos de suas mentiras e mortes. Mas se tem algo incrível e mágico que sentimos nessa vida e nesse mundo por mais duro que ele seja é o amor. 



Amor a árvore mãe da Amazônia. Amar as BARBIES que mesmo cansadas e destruídas por essa guerra contra o feminino que nutre a terra e do qual seus úteros somos filhos. Assim como a mãe natureza, elas nos ensinam todos os dias sobre o cuidar e buscar nossas raízes, assim como lindas bruxinhas com suas mágicas nos ensinam a não ter medo das liberdades delas e de suas autonomias que as fogueiras devem queimar os poderes ditos religiosos e políticos que as mataram ou as estupraram em guerras para saciar os instintos de homens diabólicos. A verdade é que os homens têm que rever suas ideias, comportamentos e violências, e não atacar as flores e frutos do jardim que sem elas não existe vida de forma plena. Esses talvez sejam os temas para Barbie 2 mas o melhor que ganhassem sabor, saber, atitudes nas lutas das mulheres agora com apoio de todos e todas para chorar e se emocionar com cada conquista em suas vidas começando a serem amadas de verdade. 



Ser ou não ser Barbies? As bonecas precisam de Shakespeare para ser consumidas por amor a elas, serem donas dos seus destinos e não marionetes que padronizam com ilusões trágicas um mundo e uma vida cor de rosa para os interesses comerciais que as usam e descartam suas vidas e seus corpos. Logo elas que tanto amam seus filhos são mortas em vidas pelos podres e brutos interesses de uma sociedade patriarcal. 


A Última Dança

 

Oh meu doce sofrimento

Por que você insiste? Você começa de novo

Eu sou apenas um ser sem importância

Sem ele, estou um pouco perdida

Estou vagando sozinha no metrô

Uma última dança

Para esquecer minha imensa dor

Eu quero fugir, deixar tudo começar de novo

Oh meu doce sofrimento

 

Eu movo o céu, o dia, a noite

Eu danço com o vento, com a chuva

Um pouco de amor, um fio de mel

E eu danço, danço, danço, danço, danço, danço, danço

E no barulho eu corro e tenho medo

É a minha vez?

Vem a dor

Em toda Paris, eu me abandono

E eu voo, voo, voo, voo, voo, voo, voo, voo

 

Que esperança

Neste caminho, na sua ausência, eu posso me esforçar

Sem você, minha vida é apenas uma decoração que brilha, sem sentido

 

Eu movo o céu, o dia, a noite

Eu danço com o vento, com a chuva

Um pouco de amor, um fio de mel

E eu danço, danço, danço, danço, danço, danço, danço

E no barulho eu corro e tenho medo

É a minha vez?

Vem a dor

Em toda Paris, eu me abandono

E eu voo, voo, voo, voo, voo, voo, voo, voo

 

Neste doce sofrimento

Pelo qual eu paguei todas as ofensas

Veja o quanto meu coração é enorme

Eu sou uma criança do mundo

 

Eu movo o céu, o dia, a noite

Eu danço com o vento, com a chuva

Um pouco de amor, um fio de mel

E eu danço, danço, danço, danço, danço, danço, danço

E no barulho eu corro e tenho medo

É a minha vez?