SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

CEARÁ DE VALORES - Excelentíssimo Presidente da Assembleia Legislativa e Deputado Romeu,





Excelentíssimo Presidente da Assembleia Legislativa e Deputado Romeu,

Venho, por meio desta, expor-lhe, com a devida vênia e a indignação de quem viu uma semente plantada com suor ser colhida por outros, a verdadeira gênese do Programa Ceara de Valores.

Esta ideia não nasceu nos gabinetes, mas na efervescência do Condomínio de Inovação da UFC, onde, ao lado de um grupo de jovens universitários e de bravos estudantes do Jangurussu, dedicamos nossos dias, desde 2021, a construir um sonho. Ele foi lapidado pela experiência transformadora que o Governador Alckmin me confiou no Governo de São Paulo, a partir de 2017 — um laboratório de informações públicas que nos rendeu reconhecimentos nacionais e internacionais e nos mostrou que a inovação precisa ter alma e endereço.

Em 2024, acreditando no potencial do projeto, o CENTEC, então presidido pelo Professor Acrísio Sena, financiou nossa iniciativa. Naquela ocasião, rogamos veementemente ao presidente que nos apresentasse a Vossa Excelência, para que este sonho se tornasse um programa perene desta Casa, à semelhança dos cursinhos pré-vestibulares que tanto orgulham o Legislativo. Entretanto, para nossa decepção, o CENTEC firmou parceria com a Assembleia para a construção do "Programa Ceara de Valor", mas, ao fazê-lo, apagou a autoria, a inovação e a luta de anos travada por nós no Vale da Inovação em Políticas Públicas e no Ecossistema Digital.

Procuramos, com a dignidade de quem não pede esmola, mas reconhecimento, o candidato Acrísio Sena. Suplicamos que ele, tão entusiasta da inovação, tivesse a grandeza de não macular a história nem furtar o trabalho de jovens que dedicaram a vida a essa causa. Chegamos a sugerir uma nobre dobradinha: eu na Federal, ele na Estadual, unindo forças para chancelar a origem deste projeto que é fruto de nossa labuta. Contudo, ele se esquiva, foge ao diálogo e deixa no ar o silêncio amargo de quem não quer encarar a verdade.

Por isso, Presidente Romeu, recorro a Vossa Excelência não como a um mero gestor, mas como ao guardião da ética que esta Casa deve representar. Peço-lhe, de coração: grave um vídeo conosco, que ecoe o reconhecimento da nossa inovação. Um testemunho público de que, graças ao seu olhar atento, milhares de jovens foram beneficiados, mas, principalmente, de que jamais se pode construir o futuro sobre as cinzas do esquecimento.

O legado que um jovem de valores realmente carrega não está apenas no sucesso do projeto, mas na lisura do caminho percorrido. Que possamos ensinar ao Ceará que a verdadeira política pública se faz com ética na gestão, transparência no ato e, acima de tudo, respeito à memória de quem a concebeu.

Que Vossa Excelência, com sua voz, devolva a luz à nossa autoria e transforme essa ferida em lição para toda a juventude cearense.

Respeitosamente, com a alma ferida, mas a cabeça erguida por uma causa justa, subscrevo-me. Egidio Guerra- Eleito Empreendedor de um novo Brasil pela Revista Exame, atuou no Banco Mundial e com a ONU, Fellow Ashoka, Recebeu Prêmio do Presidente da UNESCO e da Ministra da Ciência e Inovação na Espanha, Conselheiro da EDISCA, Fundador do Movimento Empresas juniores, Criador do Programa Agentes de Responsabilidade Social na FIEC, atuou no Gabinete do Governador Cid com Ivo Gomes por 6 anos.

Os jovens querem trabalhar. O que mudou foi a relação que desejam ter com o trabalho.


 Os jovens querem trabalhar. O que mudou foi a relação que desejam ter com o trabalho.


Pesquisa da Fundação Itaú mostra uma geração otimista sobre o futuro, mas pressionada no presente por renda, acesso, condições de trabalho e mudanças tecnológicas.

No ano passado o Observatório Fundação Itaú e o Itaú Educação e Trabalho iniciamos um estudo com apoio técnico do Datafolha e do Instituto Locomotiva. Essa pesquisa investiga como brasileiros de 16 a 29 anos enxergam o trabalho e sua relação com a formação e o futuro profissional.

A pesquisa ouviu presencialmente 1.816 jovens, em maio de 2026, em uma amostra nacional representativa dessa população. A etapa qualitativa reuniu ainda 16 grupos focais virtuais, com jovens de diferentes estratos socioeconômicos.


Os jovens estão na luta. Os dados põem por terra a visão preconceituosa de que o jovem “não quer nada com nada”.

📊 70% trabalham ou realizam estágio;

🌱 62% aceitariam ganhar um pouco menos para trabalhar em um ambiente com menos pressão e estresse;

📈 91% acreditam que sua situação financeira estará melhor daqui a cinco anos, enquanto;

🌱 61% temem não conseguir pagar as contas e ter uma vida tranquila;

🤖 50% têm medo de perder espaço profissional com as novas tecnologias;

97% acreditam que podem usar a tecnologia para aprender e crescer profissionalmente;

🎓 91% veem os cursos técnicos e profissionalizantes como um caminho mais rápido e eficiente para conseguir trabalho;

Há uma combinação entre confiança e insegurança. Os jovens projetam mobilidade social, mas convivem com receios concretos sobre renda. Também se preocupam com acesso ao emprego e condições de trabalho.

A educação continua presente nas respostas. Para 85%, o diploma ajuda a conquistar trabalho; 88% consideram necessário estudar mais para conseguir uma boa colocação. Nove em cada dez jovens afirmam que a prática ensina mais do que os estudos.

Para 60%, programas que ajudam jovens a entrar no mundo do trabalho deveriam incluir cursos práticos. Para 49%, quem não tem experiência encontra mais dificuldade para entrar no mercado.

E 96% consideram decisivo conhecer alguém na empresa ou receber indicação de familiares ou amigos. Entre os jovens que trabalham, 77% conseguiram o emprego atual por indicação. Quando o acesso depende tanto das redes pessoais, as desigualdades de origem também podem se reproduzir no acesso às oportunidades.

Entre as áreas profissionais, saúde, com 25%, e tecnologia, com 22%, despertam mais interesse para o futuro.

Enfim, a pesquisa está muito consistente e reveladora. Nós, na Fundação, temos nos dedicado a produzir mais evidências para apoiar nossas decisões e, sobretudo, para oferecer elementos que contribuam para melhores políticas públicas.

🔗 Nos comentários, deixarei o link da pesquisa. Aliás, temos dezenas de pesquisas disponíveis no Observatório, sobre cultura, arte, educação e mundo do trabalho.

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Quão rico é um país quando seus idosos são pobres?


 Quão rico é um país quando seus idosos são pobres?


Na Coreia do Sul, 40% das pessoas com 66+ anos vivem abaixo da linha relativa da pobreza. Nos EUA, 23% têm. Na Noruega, o número é de apenas 3,2%.

A pobreza aqui é pobreza relativa: aqueles que vivem abaixo da metade da renda média dos domes. Então, esta é uma história sobre desigualdade, não sobre privação absoluta.

Três pensamentos:

1. A segurança econômica das pessoas mais velhas merece muito mais atenção.

2. A renda nacional sozinha nos diz pouco sobre o quão seguramente as pessoas envelhecem.

3. O mundo em desenvolvimento está envelhecendo em velocidade vertiginosa, muitas vezes muito antes de ficar rico. O desafio de garantir a segurança econômica na velhice é ainda maior lá.