SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

Domínio de sala de aula: Conhecendo cada aluno com princípios e práticas pedagógicas.


A igualdade das inteligências pode surpreender a todos colocando em suspenso a hierarquia dos títulos, nas Universidades ou nas Escolas. A educação é uma aventura na "floresta de coisas e signos” onde os números, as palavras, as artes, os poderes, nosso corpo, a natureza, as tecnologias, a espiritualidade nos desafiam a explicá-los e construir sentidos em nossas vidas. 



A curiosidade e as diversas formas de aprender de cada pessoa sempre será o caminho do despertar das inteligências, e da mesma forma que aprendemos a falar podemos aprender diversas ciências e linguagens para conhecer o mundo e expressar quem somos. Necessitamos tomar a palavra e expressar com igualdade, revelando nosso processo de aprendizado e conhecimentos. Claro que o tempo livre, não confundir com o tempo de descanso, é essencial para brincar com a vida e os saberes, dialogarmos com o mundo e com os outros, atuando como pequenas máquinas de destruir hierarquias e produzir igualdade de inteligências em um mundo desigual.



“No fundo, o que eu tentei fazer por meio da escrita foi romper as barreiras entre as disciplinas e entre palavras de cima para baixo, para constituir o que hoje gosto de chamar de planos de igualdade, esses pequenos tecidos de um mundo da palavra igualitária.” Hoje infelizmente a palavra liberada é das redes sociais, carregadas de ódio, uma palavra que é desigual e violenta que tem invadido a sala de aula por comportamentos “tik tok” e mimetismos múltiplos. Muitas vezes também queremos que os alunos aprendam de forma autoritária repetindo as palavras ou buscando decifrar nossas explicações de sábios. Quando devemos todos aprender e ensinar com a circulação das palavras, os cruzamentos de palavras, todas as formas de apropriação de palavras do outro, a cultura do outro sempre está no cerne de processos de emancipação, e pela fala e escuta do outro. Não existe a palavra dos intelectuais e a do povo. Somos todos intelectuais aprendendo com a igualdade das inteligências. Abrir disciplinas e buscar diálogo entre palavras e pensamentos que compartilham um ecossistema educacional, uma floresta de coisas e signos, onde todos partilham essa sensibilidade e aprendizagem uns com os outros.



Escrever e falar é pensar, carrega em si uma certa política, formas de compreender a si e sua relação com o outro e com o mundo. A igualdade não é algo que se acredita é algo que se vive e verifica em nossas relações. A igualdade rompe com métodos estabelecidos, exige o ato livre de criação e compartilhar ideias, é contrário ao ethos pedagógico sempre de disciplinar e determinar regras. Mudar o mundo necessita mudar a escola e para mudar a escola é preciso mudar o mundo. Por isso a conquista do tempo livre na escola e no mundo é central para a emancipação do ser. O tempo livre é uma prática autodidata quando as pessoas decidem dispor do tempo que não tinham.


 

A escola com 20 minutos de recreio sem espaços e brinquedos para brincar, focada apenas no conteúdo sem diversos princípios e práticas pedagógicas para educar, sem conhecer e compreender a singularidade de cada ser e como os processos econômicos e sociais impactam sua aprendizagem. Essa escola do século XXI é a mesma tecnologia social que foi inventada há mais de 200 anos quando a sala de aula era o único lugar para transmissão dos conhecimentos, isso era baseado nos mosteiros e os professores como padres. Não existiam livros, televisão, carros para viajar, computadores e agora celulares e inteligência artificial, tudo isso impacta a educação. Da mesma forma que a pobreza, o crime, a destruição de famílias e lares, o consumo, as redes sociais, a política das desigualdades e os fascismos. Hoje por onde andamos, o que falamos, ouvimos, vemos, e sentimos, produzem várias sínteses sensíveis que impactam a formação do nosso ser que não se resume à escola e seus conteúdos.


A educação não é um processo de aprendizagem das condições em que se deve obedecer e reconhecer inferioridades pelo domínio, grito e adestramento de conteúdos para avaliações. A oposição entre um saber útil e um considerado como não útil como vemos agora no novo ensino médio é a imposição de um modelo de servidão quando devemos preparar modelos e vidas de igualdade e liberdade. A escola hoje trabalha como um modelo de progresso do saber na marcha do tempo afirmando as desigualdades como seu processo de organização. A escola se torna uma espécie de modelo da sociedade, ou a sociedade, um modelo para escola. Há apenas a marcha do tempo, das coisas, o progresso, o desenvolvimento – e aqueles que acompanham e aqueles que não acompanham, aqueles que têm sucesso e aqueles que não tem sucesso. Há algo de terrível nisso aprendemos a obedecer e servir a quem desprezamos, a quem usa as violências e desigualdades para manter seus poderes, depois passamos a nos desprezar no sistema que legitima e impõe as desigualdades, passamos a nos considerar impotentes e incapazes, e nos acostumamos no lugar onde os poderes nos coloca. Isso não é educar! Usar esses poderes para ter domínio em sala de aula não é educar. Educar passa pela jornada de construção do domínio e autonomia de cada um em seus processos de aprender e expressar seu ser, necessitamos para isso ter princípios e práticas pedagógicas que aprendam a lidar com as diferenças em planos de igualdade de inteligências e sensibilidades.     



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

CARTA AOS GESTORES DA EDUCAÇÃO MUNICIPAIS, ESTADUAIS, E AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.





CARTA AOS GESTORES DA EDUCAÇÃO MUNICIPAIS, ESTADUAIS, E AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. SOBRE AS DIVERSAS BRUTALIDADES E DESIGUALDADES NAS ESCOLAS PARA QUE GOVERNOS, UNIVERSIDADES, TERCEIRO SETOR, EMPRESAS, COMUNIDADES, COOPERAÇÃO INTERNACIONAL POSSAM ATUAR JUNTOS PARA ENFRENTAR AS TRAGÉDIAS QUE MILHÕES DE ALUNOS, FAMÍLIAS E PROFESSORES ENFRENTAM TODOS OS DIAS NAS ESCOLAS E COMUNIDADES. VÁRIOS FATORES SOCIAIS, POLÍTICOS, ECONÔMICOS E EDUCACIONAIS IMPACTAM DIRETAMENTE A EDUCAÇÃO; INCLUSIVE COM DESPERDÍCIO DE RECURSOS E TEMPO QUANDO NÃO OLHAMOS DE FRENTE COM RESPEITO A DIGNIDADE DAS PESSOAS DE FORMA SISTÊMICA, TRANSDISCIPLINAR E COMPLEXA A REALIDADE DAS ESCOLAS E VIDAS QUE LUTAM PARA APRENDER E ENSINAR.

 

Nós temos dialogado com Professores da Rede pública de educação que atuam há bastante tempo nas escolas e os relatos coincidem com professores recentemente concursados ou substitutos. Nós estamos atuando em dezenas de escolas onde faltam jogos, brinquedos e espaços para brincar, faltam livros das séries que não chegam a tempo, aumento da desatenção e indisciplina, muitos ocasionados pela Pandemia, pobreza e violências que invadem a escola. Como todos sabem, há décadas vários níveis de aprendizagem convivem na mesma série, muitos sem saber ler, escrever e fazer algumas operações matemáticas mas avançam de série e o problema se agrava a cada ano. É preciso enfrentar esses problemas numa rede de colaboração entre nós Professores, Governos, Secretarias de Educação, Universidades, ONGs e outros que conquistaram bons resultados em situações semelhantes. Como sabemos a verdade está nas escolas e em seus processos de ensino e aprendizagem que necessitam de algumas condições básicas para serem realizados. Não podemos como professores e povo cearense e brasileiro fazer de conta que não existem, pois dinheiro público e tempo das pessoas estão sendo gastos com baixo impacto nas vidas das crianças e famílias que continuam há décadas na pobreza em processos que mantêm os mesmos erros e outras prioridades. 



Nenhum país dos melhores sistemas educacionais do mundo segundo o PISA, separou política educacional da social. Nenhum dos principais teóricos educacionais como Freire, Vygotsky, Malaguzzi, Walon, Morin e outros defenderam crianças com fome na escola e sofrendo brutais desigualdades pelos avanços das desigualdades e violências. Portanto não podemos como Bolsonaros fazem viver de mentiras, fake news e violências contra o povo brasileiro e suas escolas. Necessitamos olhar de frente as condições reais das escolas, escutar as vozes dos professores, alunos e famílias e construir juntos de baixo para cima diagnósticos que revelem por mais dura que seja a realidade que os professores estão enfrentando. Secretarias de Educação não podem se resumir a serem Empresas de Engenharias pois apenas paredes não realizam educação, nem cultura nem economia como mostram os países que tiraram milhões de pessoas da pobreza. O Brasil continua a colocar as pessoas na pobreza. Não podemos tornar a educação refém de engenharias e cases políticos, quando milhões de crianças e jovens não têm acesso ao direito da educação. Temos que valorizar várias ideias e iniciativas de professores e escolas sem nenhum apoio e dialogar em rede com outros setores da sociedade na missão de educar o povo brasileiro. Por isso, organizações como Fundação Lemann, Todos pela educação, Itaú e outras não podem viver de querer ocupar os Ministérios e atropelar a democracia, e sim respeitar os diversos processos coletivos de educadores que constroem de verdade a educação brasileira nas escolas. Se as grandes Empresas e Bancos com a maior taxa de juros do mundo querem de verdade ajudar a educação brasileira ? Como sabem, há décadas as escolas precisam de brinquedos, espaços para brincar, comida, livros, banheiros, apoio aos professores. Os Governos, Universidades, ONGs, Empresas, Cooperação internacional, Comunidades podem colaborar muito mas a partir das vozes, dores e sofrimentos da Escola.  Por isso os Gestores Municipais, Estaduais e o MEC não podem fazer de conta que nada disso está acontecendo e precisamos agir em redes e juntos.



São Paulo - Enquanto houver crianças pobres frequentando as escolas brasileiras, o sistema educacional do país não irá atingir um nível de excelência. A afirmação é de Martin Carnoy, professor da Escola de Educação de Stanford, que é categórico ao afirmar que todo o dinheiro do mundo não será suficiente para melhorar o sistema educacional a menos que haja uma mudança profunda na sociedade brasileira.

 

Com base em suas pesquisas, o professor afirmou que o país não poderá ter um bom sistema educacional público antes de que o problema da pobreza seja resolvido.

 

"Quanto mais crianças pobres, pior o sistema", disse Carnoy. Ele explica que a educação é puxada pela parte inferior, e não pelos exemplos de sucesso, isto é, ela nivelada por baixo. Além disso, ao contrário do que é comumente defendido, Carnoy acredita que a pobreza não vai ser resolvida pela educação, porque esse é o caminho mais caro.

 

"Não é barato resolver o problema da pobreza de um país pela educação, é preciso começar logo na educação infantil, quando a criança tem 3 anos de idade, com um ensino estimulante e de extrema qualidade", explica.

Ele defende que o melhor caminho é o das mudanças na sociedade como um todo, oferecendo melhores condições de saúde, nutrição e segurança, por exemplo.

 

"Os sistemas educacionais estão profundamente mergulhados e conectados com as sociedades em que estão inseridos. Se a sociedade vai mal, a educação vai também", afirma o professor.Para ele, mudanças fundamentais na educação precisam ser puxadas por mudanças profundas na sociedade.

 

O uso da tecnologia, tão aclamado como a solução para todos os problemas, também é colocado em uma posição secundária por Carnoy. "Não há tecnologia que substitua um bom professor e não há um bom sistema educacional sem bons professores", encerra.

 


domingo, 12 de fevereiro de 2023

ESCOLAS EM REDE! MOVIMENTOS DE EXPANSÃO DO SER E DA VIDA EM MÚLTIPLAS JORNADAS DE APRENDIZAGEM.


 

Por Egidio Guerra - Professor, Cineasta, Fellow Ashoka e Pesquisador em integração de processos educacionais, sócio ambientais, tecnológicos, e econômicos. 


 

Por que não pensar de forma crítica nossas trajetórias de aprendizagens em diversos lugares e métodos visando transformar nossas vidas e cotidiano em saberes e dados para compreender as diversas potencialidades e desigualdades que vivemos, e que impactam os diversos processos de ensino e aprendizagem! Necessitamos de melhores escolhas e decisões para transformar a realidade dos alunos e professores, avaliando oportunidades com autonomia, compartilhando recursos, e atuando em rede em torno de objetivos comuns. Todos dizem que a prioridade de várias instituições como Secretária de Educação, Escolas, Universidades, Fundações, Famílias é melhorar a educação, mas é preciso orquestrar e gerar sinergias entre ações fragmentadas, atuarmos, pesquisarmos e educar em redes.   




Esse objetivo envolve transformar o conteúdo das disciplinas como português, matemática e outros do Ensino Fundamental  ao médio seguindo a BNCC em uma jornada educacional; onde professores e alunos possam atuar em redes buscando melhorar a qualidade dos seus processos de ensino e aprendizagem com projetos que ligam várias disciplinas com pesquisas acadêmicas, uso de tecnologias, jogos e brincadeiras, e diversas ações pedagógicas como empoderar alunos no ensino cooperativo, onde um aluno ensino o outro na zona de desenvolvimento proximal, gincanas com games, desafios e equipes com níveis de aprendizagem distintos, e outros instrumentos pedagógicos que possam fortalecer a atuação em redes presenciais e virtuais.



Mais de 50 estudantes de pedagogia da UFC passaram no concurso como Professores Pedagogos. Antes das aulas começarem, Professores da Faculdade de Educação da UFC como Professora Claudiana estava se reunindo, presencial e on-line, com seus ex- alunos, agora Professores das Escolas públicas para juntos pensarem caminhos múltiplos de como levar as teorias e práticas pedagógicas para sala de aula. Depois nos reunimos na Escola Yolanda Queiroz com Diretores e Professores de várias Escolas Municipais, Professores da UFC e convidados para dialogar sobre esses processos através da criação de laboratórios de inovação pedagógica. Um dos objetivos é que esses laboratórios de Alfabetização, Matemática, Arte e Tecnologias educacionais sejam elos  integradores das ações de formação da Secretaria de Educação, SINDIUTE, Programas como aprender mais, além dos estágios e curricularização da extensão da UFC. Ao invés de ações fragmentadas, podemos somar conhecimentos, otimizar recursos, gerar complementaridades de ensino e aprendizagem entre Professores e alunos das Escolas públicas e UFC. Escolas em redes oportunizando a compreensão das diversas realidades que vivemos e do potencial de colaboração para que possamos aprender a trabalhar juntos em vários processos e jornadas que melhorem e impactem a construção de uma educação de qualidade. 


 

Não podemos restringir a escola apenas a sala de aula e sistema burocráticos de presença e avaliação pois vários fatores impactam a aprendizagem, assim como a expansão do ser e autonomia de alunos e professores são construídos cada vez mais em redes físicas e virtuais que não cabem apenas em um único lugar. Claro que isso envolve as famílias, comunidades, mais também outras escolas, os órgãos gestores da educação a nível municipal, estadual e Federal, Universidades, Fundações e outros. Nós precisamos aprender a atuar juntos para dar maior agilidade aos processos de transformação organizacional nas escolas, incorporar novos métodos, práticas e tecnologias educacionais porém orquestrando os diversos conteúdos de forma sistematizada que hoje chegam aos alunos apenas através da sala de aula e professores. 



Estamos buscando ir além das disciplinas, controles e espaços que constroem seres fragmentados em seus saberes, poderes, e formas padronizadas de se expressar no mundo.  Buscamos construir caminhos múltiplos em redes para expansão do ser e da vida em jornadas de aprendizagens pela corporeidade, autonomia, afetos, interações sociais, desenvolvimento de múltiplas linguagens visando a individualização do ser através de um pensamento cada vez mais transdisciplinar, sistêmico e complexo capaz de produzir diferenças no mundo.   



A ideia que nos move é superamos as prisões dos lugares, disciplinas, e controles e nos colocar em movimentos de colaboração, de circulação em espaços diferentes, integrando ações, compartilhando saberes, buscando colisões entre pessoas de diferentes lugares com os mesmos propósitos, onde podemos ter acesso aos currículos por diversos formas de ensinar e aprender os conteúdos, onde professores e alunos da Universidade e Escolas possam interagir mais, múltiplos caminhos de escolas em redes.


 

A ideia central é que o currículo tenha diversas formas de ensinar e apreender o conteúdo através dessa rede, usando o esporte, arte, tecnologia, e claro sala de aula. Isso pode ser feito de diversas formas em múltiplos espaços usando missões educadoras, desafios e projetos visando o pensar matematicamente, a expressão do ser em várias linguagens, do viver a ciência, do construir a história, ao mesmo tempo compreendendo os sentidos, explicando as razões, lutando e agindo em diversas formas de ser e viver transformando os lugares onde moramos.


Escola em redes e movimentos onde você se torna personagem de sua própria história, produzindo conhecimentos de forma autoral, exercendo sua autonomia e afetos, menos preocupado com processos de avaliação para compreender seus processos de aprendizagem e expressão das diversas linguagens do ser e da vida.  Múltiplos saberes, vivências, experiências em redes de processos colaborativos carregados de interações sociais e afetos, onde professores, alunos, famílias e comunidades trocam e compartilham seus lugares e saberes nessas escolas em redes. As tecnologias substituem as burocracias e difundem conhecimentos pelo celular, porém como sabemos é preciso aprofundar como aprendemos em rede e com os outros de forma presencial e virtual, através da integração da escola com as famílias e cidades educadoras num currículo aberto e em movimento com os diversos desafios que vivemos individualmente e coletivamente, orquestrando conhecimentos, produzindo e articulando diferenças e capacidades de um pequeno grão de terra à Terra da Sabedoria. É preciso inovar as politicas publicas de educação e criar novos cases como Emilia Romana, Angicos, Finlândia e outros para inspirar as crianças e jovens em suas jornadas de aprendizagens.

 



sábado, 11 de fevereiro de 2023

FACISMO, OLIGARQUIA E DESIGUALDADES!

 


Alguém me perguntou como se desenvolve a consciência crítica? Alguém hoje foi afetado pelas milhares de injustiças que o cercam e pedem urgência? Antes que virem notícias e mais um caso brasileiro de massacre e injustiça social. Sim afetos, mais que razão desenvolve a consciência crítica e política. Claro que livros e filmes ajudam a pensar e imaginar novos caminhos e mundos para a humanidade. Mas é preciso construí-los com coragem, enfrentando as tristes e profundas desigualdades e violências, e tudo isso é consciência crítica. Respondo lutando, escrevendo, sonhando, agindo.


 

Os nazistas pesquisaram e viajaram o mundo inteiro para tentar encontrar o lugar onde surgiu a raça ariana. Isso é verdade foi uma pesquisa publicada no livro" Os exploradores de Hitler da Cultrix". Claro que nunca encontraram o mito no mundo real. Os Bolsonaristas querem um Brasil sem pobres, pretos, gays, sem esquerda, sem pessoas que pensam e são diferentes, querem um país escravocrata cercado de privilégios, sem consciência histórica, crítica, apático, ocioso e delirante com as milhões de injustiças sociais a céu aberto há séculos. As Oligarquias vivem e enriquecem na política, herdando o Estado e privilégios como se fossem parte de uma nobreza ? De uma raça pura que vive e explora as desigualdades, mantendo seu poder sempre, mesmo que isso seja contra lei é fruto de vários tipos de nepotismos e corrupções, matando milhões de pessoas, como fascistas que destroem a democracia, a lei e os direitos.



As elites oligárquicas brasileiras trocam há décadas moedas e poderes entre si, sem lei e sem fortalecer as instituições, acessam o capital nos Bancos públicos, vivem do Estado e dos juros brasileiros, entregam cargos e orçamentos para parentes há décadas no poder. Os fascismos brasileiros têm caraterísticas próprias. E consequências próprias como coronéis de esquerda atuando em nove partidos, cases espetaculares de exclusão social pelas violências e miséria, o Estado gerando bilionários, e claros discursos pós-modernos para inglês ver e práticas feudais e escravocratas de poder. Tipo Máfias e suas famílias operando feudos e recursos públicos sem mercado, cidadania e Democracia. Fascistas. As Oligarquias se aliam ao grande capital gerando bilionários com incentivos fiscais as custas da exclusão e desigualdades da maioria. 



Existem várias formas de superar os fascismos, oligarquias, e as brutais desigualdades e racismo estrutural que geram. Primeiro fortalecer as instituições e as leis, acabar com o nepotismo, corrupção e compra de votos dos quais alimentam suas luxúrias, vaidades e egos. Segundo podemos aguardar por revoltas e rupturas, e pagarmos o preço secular de nossas ignorâncias e violências com os velhos vestidos de novo ou nacionalistas. Assim como o nazismo as oligarquias se alimentam de falsas propagandas e de buscar apagar a história, sempre inventando novas novidades para manter os mesmos, ou negociando com quem se vende por um pedaço do Estado para entregar ao povo de novo, a mesma miséria sem poder para mudar nada. Afinal suas estruturas, cargos e orçamentos continuam intactas independente de quem estiver no poder controlam, os poderes executivo, a mídia, o judiciário, a Assembleia e o Congresso para não investigar suas corrupções, e perseguir os inimigos.



Sim, perseguem os inimigos locais como fascistas buscando eliminá-los, tirando todas as possibilidades para que novas lideranças e acontecimentos deixem de emergir e mudem a História. Aqueles que negociam com os fascistas mantém o poder deles intactos sem julgá-los e puni-los, como o exército, a nobreza política do centrão e as oligarquias. Assinam o Pacto sem povo e sem paz.



O melhor caminho que temos como Brasil e Ceará é enfrentar as desigualdades e a exclusão social, sem rupturas, fortalecendo as instituições, dando espaço para que novas lideranças surjam à luz de seus méritos e sonhos, independente de famílias e riquezas. Infelizmente temos péssimos exemplos como Bolsonaro e Ciro Gomes vivendo há décadas do poder sem saciar suas vaidades e loucuras. Enquanto elites no mundo investiram nos alicerces de uma nação, aqui se gasta na podridão. Apoiar as melhorias e inovação das políticas públicas, fortalecer a lei para todos, a cultura, o acesso a Universidade de qualidade e as escolas podem transformar a economia, cidadania e democracia. Ao mesmo tempo atuando em redes de baixo para cima, inovando e fazendo acupuntura das políticas públicas buscando estratégias integradas, sistêmicas e complexas que gere sinergias entre os vários setores da sociedade, otimizando recursos e ampliando impactos nas mudanças de vidas e cidades sem domínio nem controle de fascistas , oligarquias e gangues partidárias, sem reproduzir as desigualdades e privilégios.  E por menos de 2% podíamos ter ganho no primeiro turno, infelizmente tivemos segundo turno mas a Historia podia ser outra. As oligarquias sempre negociam com os dois lados da mesma MOEDA durante décadas .     





sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

MEC JOGUE OS DADOS DA IGNORÂNCIA E VIOLÊNCIAS DOS PODEROSOS!


 


O Ministério da Educação divulgou o Censo escolar e privilegiou para mídia alguns dados como por exemplo: O Ceará e outros Estados do Nordeste tem proporcionalmente mais crianças e jovens em Escolas em tempo integral. Porém é preciso dizer que o Ceará e outros Estados do Nordeste são os que mais excluem e deixam sem acesso e direito a educação milhões de crianças e jovens. 


https://www.unicef.org/brazil/media/14026/file/cenario-da-exclusao-escolar-no-brasil.pdf

 

O Ministro Camilo anunciou que sua prioridade é ampliar Escolas em tempo integral mas as custas da exclusão e mortes de quantas crianças e jovens? Como Governadores Camilo Santana e Izolda Arruda no Ceará são campeões em exclusão educacional, mortes e miséria de crianças e jovens em quase duas décadas que estiveram no Governo do Ceará. Porque eles não divulgam esses dados ?Eles ficaram calados sobre bilhões em incentivos fiscais para grandes empresas e corrupção. 




 

Ministro Camilo não será o senhor nem a Fundação Lemann, como sempre fez no Governo do Ceará criando falsos cases que escondem a exclusão e privilégios, que irá definir as prioridades da Educação no Brasil. Vai começar de novo esse ano, depois da Pandemia, a revisão das metas e prioridades da educação brasileira entre educadores. O que Coronéis Camilo Santana e Ferreira Gomes nunca foram, pois sua Oligarquia vive do Estado há décadas excluindo milhões de Cearenses e gerando bilionários com dinheiro público. 

 

A exclusão social sempre foi o principal projeto no Ceará e no Brasil, preferimos gastar bilhões com grandes empresários, juros da dívida ancorados pela taxa selic do Banco Central, e bilhões em polícia, exército e segurança para poucos; enquanto o crime organizado avança. É mais barato, justo socialmente e ético gastar em cidadania e trabalho gerando mercado e Democracia. O que evitaria que Coronéis estivessem no poder há décadas pela miséria e exclusão que mantém seus projetos de poder.

sábado, 4 de fevereiro de 2023

GOLPISTAS, CORRUPTOS E OLIGARQUIAS EM SELVAS SEM LEI NEM DEMOCRACIA.



Se eleger com dinheiro roubado comprando votos é prática comum no Brasil e o orçamento secreto é apenas mais um exemplo. Oligarquias se mantém no poder controlando seus currais eleitorais, e fazendo um pacto com outras famílias e políticos, incluindo ditos de esquerda, para que atuem em espécies de máfias quando dividem o Estado e feudos entre eles. Oligarquias tem esses feudos sobre controle das famílias e os recursos públicos que lá chegam, não importa as prioridades e o acesso da população a eles, e sim que obedeçam e submetam o povo as Ditaduras e corrupção das oligarquias. Isso também é um golpe permanente contra a Democracia que dura décadas com as mesmas famílias e elites privatizando o estado sem lei.  



Vamos entender o Ceará: O Prefeito de Fortaleza Sarto do PDT e o Vice do PSB tiram uma foto da aliança política com o Senador Eduardo Girão Bolsonaro. Os Partidos PDT e PSB são aliados no Governo Federal do PT, assim como no Governo do Ceará vários cargos foram ocupados pelo grupo de Ciro Gomes que atacou Lula com tudo nas eleições presidenciais, sem problemas? pois são aliados do PT há décadas no poder. É como se Lula e Bolsonaro compartilhassem o mesmo Governo, água e óleo se misturam no Ceará. Os irmãos Ferreira Gomes se “dividem” visando ocupar todos os espaços políticos evitando ameaças, inviabilizando a democracia, usando cargos, orçamentos públicos e o dinheiro federal para se manter no poder sempre, às custas da pobreza da maioria do povo cearense há décadas e das políticas públicas sem impacto que são usadas para trocar moedas. Ideologia, plano de governo, mudar vidas, impacto pouco importa! Agora corrupção, farsa, mentiras, violências políticas, esse é o jogo, usando inclusive o dinheiro da cooperação internacional. 



Por esses motivos as leis devem ser aplicadas com o mesmo rigor aos golpistas e corruptos, mas porque as oligarquias continuam impunes apesar de bilhões em corrupção e usam o Estado e o dinheiro público para se manter no poder sempre?


A cultura de enriquecer pelo Estado se enraizou no Ceara, o alpinismo e prostituição politica como forma de vida, a incompetência e o desperdício de recursos públicos, gastando bilhões da cooperação internacional, liberando bilhões em incentivos fiscais, sem reduzir a pobreza e ampliando as violências e desigualdades. Enquanto médicos podem matar pessoas por seus erros médicos, as oligarquias matam milhares de pessoas durante décadas impunemente, cometendo os mesmos erros entre amigos e parentes donos do Estado. Isso afeta a Economia, a produtividade, o Estado de Direito, a cidadania e a Democracia de milhões de cearenses.  


 

A disputa na Democracia é saudável e a alternância de poder é necessária. No Ceará não é assim! As oligarquias ocupam os partidos, independente de quem vencer as famílias estão nos governos nas últimas décadas: os Ferreiras Gomes, Santanas, Benevides, Arrudas, Domingos, Aguiar, Albuquerque's, Acylons, e outros enganando o Governo Federal para o qual entrega algumas bolachas para os aliados da vez. Eles controlam recursos, feudos, mantendo a corrupção intacta com o aumento da pobreza e violências. Sistemas como esses geraram primaveras árabes, revoltas no Chile, apartheid na África do Sul, as castas na Índia porque não se trata de Democracia e sim de Ditaduras que inviabilizam a Democracia, o mercado, a justiça social e a cidadania  excluindo a maioria da população para beneficiar as oligarquias e elites que enricam pelo Estado. Como diria Hanna Arendt, “na qual o homem, aonde quer que vá, só encontra a si mesmo” Desta forma o ego, as violências e delírios da Oligarquia continua sem limites e sem lei usando o Estado apesar dos absurdos da corrupção, pobreza e mortes em seus governos, tornam se refém de seus umbigos e projetos de poder dos Coronéis Ciro Gomes e Camilo com suas respectivas famílias que estão há mais de três décadas no poder sendo pior que a Venezuela. No Ceará o domínio da Banalidade do Mal na politica da Oligarquia é absurda e trágica para o o povo cearense.