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terça-feira, 25 de agosto de 2026
Os jovens querem trabalhar. O que mudou foi a relação que desejam ter com o trabalho.
Os jovens querem trabalhar. O que mudou foi a relação que desejam ter com o trabalho.
Pesquisa da Fundação Itaú mostra uma geração otimista sobre o futuro, mas pressionada no presente por renda, acesso, condições de trabalho e mudanças tecnológicas.
No ano passado o Observatório Fundação Itaú e o Itaú Educação e Trabalho iniciamos um estudo com apoio técnico do Datafolha e do Instituto Locomotiva. Essa pesquisa investiga como brasileiros de 16 a 29 anos enxergam o trabalho e sua relação com a formação e o futuro profissional.
A pesquisa ouviu presencialmente 1.816 jovens, em maio de 2026, em uma amostra nacional representativa dessa população. A etapa qualitativa reuniu ainda 16 grupos focais virtuais, com jovens de diferentes estratos socioeconômicos.
Os jovens estão na luta. Os dados põem por terra a visão preconceituosa de que o jovem “não quer nada com nada”.
📊 70% trabalham ou realizam estágio;
🌱 62% aceitariam ganhar um pouco menos para trabalhar em um ambiente com menos pressão e estresse;
📈 91% acreditam que sua situação financeira estará melhor daqui a cinco anos, enquanto;
🌱 61% temem não conseguir pagar as contas e ter uma vida tranquila;
🤖 50% têm medo de perder espaço profissional com as novas tecnologias;
97% acreditam que podem usar a tecnologia para aprender e crescer profissionalmente;
🎓 91% veem os cursos técnicos e profissionalizantes como um caminho mais rápido e eficiente para conseguir trabalho;
Há uma combinação entre confiança e insegurança. Os jovens projetam mobilidade social, mas convivem com receios concretos sobre renda. Também se preocupam com acesso ao emprego e condições de trabalho.
A educação continua presente nas respostas. Para 85%, o diploma ajuda a conquistar trabalho; 88% consideram necessário estudar mais para conseguir uma boa colocação. Nove em cada dez jovens afirmam que a prática ensina mais do que os estudos.
Para 60%, programas que ajudam jovens a entrar no mundo do trabalho deveriam incluir cursos práticos. Para 49%, quem não tem experiência encontra mais dificuldade para entrar no mercado.
E 96% consideram decisivo conhecer alguém na empresa ou receber indicação de familiares ou amigos. Entre os jovens que trabalham, 77% conseguiram o emprego atual por indicação. Quando o acesso depende tanto das redes pessoais, as desigualdades de origem também podem se reproduzir no acesso às oportunidades.
Entre as áreas profissionais, saúde, com 25%, e tecnologia, com 22%, despertam mais interesse para o futuro.
Enfim, a pesquisa está muito consistente e reveladora. Nós, na Fundação, temos nos dedicado a produzir mais evidências para apoiar nossas decisões e, sobretudo, para oferecer elementos que contribuam para melhores políticas públicas.
🔗 Nos comentários, deixarei o link da pesquisa. Aliás, temos dezenas de pesquisas disponíveis no Observatório, sobre cultura, arte, educação e mundo do trabalho.
Juventudes Trabalho EducaçãoProfissional Cultura Educação FundaçãoItaú
Quão rico é um país quando seus idosos são pobres?
Quão rico é um país quando seus idosos são pobres?
Na Coreia do Sul, 40% das pessoas com 66+ anos vivem abaixo da linha relativa da pobreza. Nos EUA, 23% têm. Na Noruega, o número é de apenas 3,2%.
A pobreza aqui é pobreza relativa: aqueles que vivem abaixo da metade da renda média dos domes. Então, esta é uma história sobre desigualdade, não sobre privação absoluta.
Três pensamentos:
1. A segurança econômica das pessoas mais velhas merece muito mais atenção.
2. A renda nacional sozinha nos diz pouco sobre o quão seguramente as pessoas envelhecem.
3. O mundo em desenvolvimento está envelhecendo em velocidade vertiginosa, muitas vezes muito antes de ficar rico. O desafio de garantir a segurança econômica na velhice é ainda maior lá.
A divisão entre arte e ciência está profundamente enraizada em nossa cultura.
A divisão entre arte e ciência está profundamente enraizada em nossa cultura.
A ciência é frequentemente vista como exata, objetiva e limitada por regras rígidas, enquanto a arte é vista como livre, criativa e subjetiva.
Mas essa imagem perde a realidade de como a ciência realmente funciona. Na prática, a ciência não é um processo rígido e passo a passo. Como a arte, ela exige julgamento, intuição e criatividade, argumenta Ann Thresher.
"Nem mesmo o núcleo lógico no cerne da ciência pode escapar do pensamento 'artístico'", ela escreve.
Clique no link para explorar como a criatividade molda o método científico. https://lnkd.in/e29uZ557
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