SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Quando o denunciante adoece e a oligarquia dorme!




Dizem que o corpo fala quando a boca é calada. E que psiquismo nenhum suporta o peso de uma verdade que exige o sacrifício da própria sanidade. Hoje, enquanto a corrupção ri nos corredores do poder, quem a denúncia é internado, medicado, ameaçado de morte e perseguido até o osso. A perseguição não é mais a masmorra úmida; é o bombardeio de violências, o assédio moral travestido de legalidade, a difamação sistemática que corrói o sono e implanta o pânico. Jornalistas e delatores adoecem de ansiedade, depressão e pânico; seus algozes, de cinismo. É a mesma engrenagem que, noutros tempos e latitudes, quebrou homens e mulheres com métodos que a humanidade jurava ter enterrado.

Lembremos Dreyfus. Em 1894, um capitão judeu foi condenado por traição com base num dossiê forjado. A França inteira gritou "morte ao traidor". Ele foi degradado, enviado a prisão, e a nação assistiu ao linchamento moral de um inocente enquanto a razão de Estado exigia silêncio. A peça central não foi a espada, mas a mentira institucionalizada. Zola precisou fugir para não ser preso por dizer a verdade. O psiquismo de Dreyfus, o que restou dele após cinco anos de ilha do Diabo, ninguém mediu. A República só o reabilitou em 1906, quando a ferida já era gangrena.

Na Itália, a máfia não processa; ela explode. Giovanni Falcone, juiz que ousou tocar no intocável, foi assassinado em 1992 com 500 quilos de explosivo na autoestrada de Capaci. Com ele morreram a esposa e três agentes. Falcone não sofreu de depressão; foi desintegrado. O terror como resposta à denúncia é a forma mais brutal de censura: o silêncio feito de carne carbonizada. E Paolo Borsellino, seu parceiro, morreu semanas depois. O Estado italiano, que hoje os chora, conviveu com a máfia por décadas. A violência não é acidente: é o preço que se cobra de quem vê o que não devia.

Na América Latina, as ditaduras dos anos 1970 e 1980 transformaram o Estado em máquina de desaparecimento. No Chile de Pinochet, na Argentina de Videla, no Uruguai de Bordaberry, opositores eram jogados de aviões, torturados em centros clandestinos, enterrados como "NN". A psiquiatria política não existia: o trauma era a regra, não a exceção. Quem sobreviveu carregou no corpo e na mente o peso de uma noite que não terminou. E quantos denunciaram a corrupção militar? Foram chamados de subversivos e tratados como tal. A lógica é idêntica à de hoje: quem ameaça o sistema é patologizado, criminalizado, eliminado.

Stalin fez escola. Os expurgos dos anos 1930 não visavam apenas inimigos reais; visavam qualquer um que pudesse, um dia, sussurrar uma verdade inconveniente. O terror era sistêmico, calculado, burocrático. Milhões passaram pelos gulags, e os que saíram vivos — quando saíram — não eram mais os mesmos. Havel descreveu o comunismo tardio como uma "ausência de lei de luvas de pelica", que trocou as câmaras de tortura por escritórios acarpetados de burocratas sem rosto. A doença mental como efeito colateral do medo constante era esperada. O regime não precisava matar todos: bastava quebrar os que falavam. 

No Leste Europeu, a Stasi mantinha arquivos sobre o psiquismo alheio. Denunciar corrupção partidária era entregar-se à vigilância, à chantagem, ao isolamento social. A censura não era só externa; era internalizada. O sujeito adoecia porque a realidade era insuportável e a fala, proibida.

No Oriente Médio, regimes de terror fizeram da delação uma indústria e da psique humana um campo de batalha. Jornalistas iranianos, sírios, egípcios que denunciaram corrupção conhecem a tortura, a prisão perpétua, o exílio forçado. A violência não é metáfora: é cotidiana, e o sofrimento psíquico, inevitável.

Brecht escreveu sobre os que lutam no escuro. Shakespeare mostrou Hamlet enlouquecendo diante da podridão de um reino. A literatura sabe o que os tribunais ignoram: a injustiça adoece. Mas os algozes de hoje não querem ser chamados de algozes. Preferem o eufemismo: "famílias políticas", "alianças", "regulação da liberdade". Enquanto isso, o denunciante toma antidepressivo, muda de cidade, vê a família ameaçada.

A revolta é esta: o mundo condenou Dreyfus, chorou Falcone, enterrou os desaparecidos da América Latina, jurou "nunca mais" diante dos gulags. E, no entanto, a mesma engrenagem segue operando — agora com toga, com algoritmo, com mandatos comprados por emendas e corrupção. Quem luta contra a corrupção não morre mais só de bala. Morre de exaustão, de pânico, de solidão. E a sociedade, anestesiada, chama isso de normalidade.

Enquanto isso nas redes sociais, o mal impera com campanhas políticas que propagam o ódio, a mentira, a ignorância sem ciência, o preconceito, as violências, um mundo que tenta apagar a História e a memória da humanidade para atingir a META de idiotas! 64 % das pessoas que acessam facebook/ instagram se tornam extremistas, compartilhando coisas que te deixam com raiva. É hora de enfrentar os poderosos, elites e oligarquias, nas redes sociais e nas ruas em nome do bom, belo, justo economicamente sustentável.


quarta-feira, 28 de outubro de 2026

À Senadora Luizianne Lins e ao Governador Elmano:




Escrevo esta carta em nome dos milhões que morreram de pobreza, de ausência de políticas públicas e de violência. Vocês não podem se calar. Diante de tantas tragédias, qualquer pacto de silêncio para se manter no poder é um segundo assassinato dos mortos.

A política do Ceará não é política, é um negócio de família que dura quarenta anos. A família Ferreira Gomes, a família Acilon Gonçalves e tecnocratas como Idilvan Alencar trocam de partido como quem troca de camisa; a única coisa que não muda é o controle da máquina estadual. Cid Gomes agora se filia ao PSB e leva Júnior Mano para a disputa — e Júnior Mano é aliado de Bolsonaro, investigado pela Polícia Federal por milhões em emendas eleitorais. Ao mesmo tempo, Cid convida Acilon Gonçalves para candidato a deputado federal — mais uma família que vive há décadas da corrupção.

Vou colocar os nomes e os números na mesa, porque a Assembleia Legislativa silenciosa não fará isso.

O "Aquário" de Cid Gomes: 112 milhões de reais, zero peixes. A obra começou em 2009, nunca foi concluída e o terreno acabou cedido à UFC. Os "Tatuzões": 138 milhões de reais em quatro tatuzões (shield machines) comprados, nenhum metro de túnel escavado, peças roubadas, viraram sucata. Arena Castelão: a Operação Colosseum da Polícia Federal apontou 11 milhões de reais em propinas a Cid e Ciro Gomes em troca da vitória da Galvão Engenharia na licitação.

No governo Camilo Santana, o "Escândalo dos banheiros" desviou recursos que deveriam construir banheiros públicos — que nunca foram entregues — e Camilo teve bens bloqueados pela Justiça. Em oito anos de governo, gastou cerca de 1,1 bilhão de reais em publicidade e mais de 15 milhões de reais por ano em aluguel de jatinhos e helicópteros.

A família Acilon Gonçalves: o TCU abriu representação sobre repasses federais ao município de Eusébio, apontando fraude em licitações e desvio de recursos públicos em obras de habitação, sistema de saúde e centros de convivência. O filho Bruno Gonçalves aparece em áudio oferecendo de 150 mil a 250 mil reais a um pré-candidato para comprar apoio partidário, dizendo "pedi 2,5 milhões a Roberto Cláudio" e mencionando "na eleição passada ele deu 1,2 milhão". O Ministério Público instaurou procedimento. O capitão Wagner chamou Bruno publicamente de "criminoso" e acionou a mãe dele, Marta Gonçalves, na Justiça.

Idilvan Alencar: de auditor fiscal da SEFAZ a secretário de Educação e depois deputado federal. Usa a COGEP para perseguir professores, libera mestrados antecipados para correligionários, nomeia quem não cumpriu estágio probatório. O dinheiro da educação vai para construtoras e editoras de livros. Isso não é gestão educacional, é máquina eleitoral.

Júnior Mano: relatório da Polícia Federal revela um esquema suspeito envolvendo 800 milhões de reais em emendas que pode ter atingido pelo menos 50 campanhas municipais, com crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes eleitorais. Diálogos com o prefeito cassado de Choró, Bebeto Queiroz, mostram retenção de 12% a 15% das emendas como "taxa".

Tudo isso sob o silêncio da Assembleia Legislativa. Como no Rio de Janeiro de Sérgio Cabral e Pezão, quando os tribunais e o parlamento também se calaram. O Ceará não é exceção; o Ceará é outro Rio, só que mais pobre e com mais mortos. 

E Flávio Bolsonaro tem que ser julgado e preso como o pai. Ele está envolvido no golpe de 8 de janeiro, no tarifaço contra os Estados Unidos, na "rachadinha", nos depósitos em dinheiro da loja de chocolates, no Banco Master de Daniel Vorcaro — a quem pediu 61 milhões de reais para o filme biográfico do pai, "Dark Horse" —, na compra de pelo menos 51 imóveis em dinheiro e na concessão de medalha ao miliciano Adriano da Nóbrega. Não são "acusações": são fatos registrados pela Polícia Federal e pela Justiça.

Mas não podemos apenas esperar os tribunais. Temos que aprender a cortar na pele essas oligarquias — que trocam de partido, de aliança, de máscara, e a única coisa que não trocam é a posse do Estado. Luizianne, Elmano: ou vocês dizem esses nomes e enfrentam essas estruturas, ou são signatários do pacto de silêncio. Os mortos do Ceará não votam, mas os vivos lembrarão quem escolheu calar e quando.

Nós precisamos ter a coragem de Jones Manoel, Erika Hilton, Ana Elisa e de outros militantes da esquerda que se elegeram este ano: a coragem de enfrentar as reais estruturas de poder, as oligarquias e tecnocratas corruptos e dar os nomes, aos aliados do Bolsonaro no Ceara como Acylon, Idilvan, Ferreira Gomes e outros. É imperativo que sejamos corajosos como São Paulo e outros estados brasileiros têm sido, nas ruas com a juventude e o povo enfrentando as oligarquias com seus 01, 02, 03, 04...como a família Bolsonaro.

Um dos milhões de mortos pela pobreza, pela violência e pela ausência de políticas públicas geradas pela ditadura da corrupção da oligarquia dos Ferreira Gomes, dos Acilon Gonçalves e de outros.


terça-feira, 27 de outubro de 2026

Prezada Senadora Luzianne Lins e Governador Elmano,




A Senadora Luizianne Lins e o Governador Elmano não pode ser calar diante de tantas tragédias e fazer pactos de silêncio para se manter no poder, a qualquer preço. Escrevo esta carta movido pela urgência e pela necessidade de um posicionamento claro diante do cenário político que assola o Ceara de corrupção, pobreza, morte de milhares de jovens enquanto as mesmas oligarquias e tecnocratas se reproduzem no poder comprando votos e aparelhando as instituições públicas como máfias é o caso das famílias Ferreira Gomes, Acylon Gonçalves e tecnocratas como Deputado Federal Idilvan Alencar que de auditor fiscal da SEFAZ vira Secretário de Educação e Deputado Federal para aparelhar as Escolas públicas e se eleger com a força do dinheiro e dos privilégios. Nós precisamos ter a coragem de Jones Manoel, Erika Hilton, Ana Elisa e de outros militantes da esquerda que se elegeram este ano: a coragem de enfrentar as reais estruturas de poder, as oligarquias e tecnocratas corruptos e dar os nomes, aos aliados do Bolsonaro no Ceara como Acylon, Idilvan, Ferreira Gomes e outros. É imperativo que sejamos corajosos como São Paulo e outros estados brasileiros têm sido, enfrentando a direita de verdade. No Ceara o Deputado Federal Idilvan Alencar que se elegeu aparelhando a Secretaria de Educação de Fortaleza, perseguidor de professores com várias denúncias de corrupção com Construtoras, editoras de livros, privilégios, compra de votos e outros.

A situação é gravíssima. A gestão atual gasta três vezes mais com construtoras do que a gestão anterior, há casos de corrupção denunciados envolvendo editoras de livros e um aparelhamento político escancarado. O deputado Idilvan Alencar, que não é um educador, utiliza a máquina pública em benefício próprio e de seu grupo. São liberados mestrados antes do tempo para correligionários que sequer cumpriram o estágio probatório, nomeações e outros. 

Além disso, utiliza-se a COGEP — o órgão de gestão de pessoas da Secretaria de Educação — para perseguir professores. Como Professor e Candidato a Deputada federal, fiz uma campanha limpa, sem comprar votos, e denunciei ao Ministério Público as piores estruturas das escolas públicas, a corrupção e o aparelhamento. Como retaliação, fui e sigo sendo perseguida.

 Não podemos aceitar que a Secretaria de Educação seja usada como máquina de compra de votos e de privilégios para aqueles que se submetem, deixando reféns os profissionais que dependem do salário para viver. Precisamos de uma governança humana, mas que seja, acima de tudo, corajosa e honesta. Que os nomes sejam ditos, que as estruturas sejam enfrentadas e que a nossa esquerda seja de fato comprometida com o povo, e não com a manutenção do poder pelo poder.

 

Egidio Guerra de Freitas

Professor da Rede Pública de Educação de Fortaleza

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Asas da Alvorada ! O povo cumpriu o seu destino fez acontecer!


 



[Verso 1]
Quando o povo vai cumprir seu destino de ser povo
E a sina de ser junto, de ser muito, de ser bravo
Quando a hora já sabida vai virar realidade
Quando o bravo sepultado vai virar canção de novo

[Refrão]
Gaiolas ou asas? Qual você prefere?
Pergunte aos pássaros enquanto o povo vive e cresce
Medo ou amor, baby? Não diga a resposta
As atitudes valem mais que palavras, e o povo não se acovarda

[Verso 2]
Se eu quero, e você quer
Tomar banho de chapéu ou esperar Papai Noel
Ou discutir Carlos Gardel, então vá!
Faz o que tu queres, pois é tudo da lei

Mas por que brincamos com fogo sem saber?
Por que deixamos nossa mão no fogão a arder?
Se éramos tão livres, diga-me o motivo
De tantas pessoas sangrarem sem abrigo?

[Refrão]
Gaiolas ou asas? Qual você prefere?
Pergunte aos pássaros enquanto o povo vive e cresce
Medo ou amor, baby? Não diga a resposta
As atitudes valem mais que palavras, e o povo não se acovarda

[Ponte]
Viva! Viva! Viva a sociedade alternativa
Todo homem, toda mulher é uma estrela viva
Viva! Viva! A lei do forte é nossa alegria
Faz o que tu queres, há de ser tudo um dia

O que é necessário para acordar uma geração?
Como impedir alguém de alcançar o voo e a razão?
Se não despertarmos e sacudirmos a nação
Comeremos o pó do mundo sem revolução

[Verso 3]
Por que seguimos líderes que nunca lideram?
Por que aguardamos catástrofes para começar a revolução?
Quando o bravo sepultado vai virar canção de novo
E o povo cumprir seu destino de ser muito, de ser povo

[Refrão Final]
Gaiolas ou asas? Qual você prefere?
Pergunte aos pássaros enquanto o povo vive e cresce
Medo ou amor, baby? Não diga a resposta
As atitudes valem mais que palavras

Ações falam mais alto, mais alto que palavras
Ações falam mais alto, mais alto que palavras
Viva! Viva! A sociedade alternativa
Quando o povo vai cumprir seu destino de ser povo
Viva! Viva! A sociedade alternativa
E a sina de ser junto, de ser muito, de ser bravo