SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

domingo, 18 de janeiro de 2026

Twenty One Pilots - More Than We Ever Imagined (Official Trailer)


 

Holocausto e Genocídio na Palestina: Memória, Resistência e Justiça

 


As Raízes Históricas da Perseguição

A história do povo judeu é marcada por séculos de perseguição, desde a diáspora forçada sob o Império Romano até os pogroms na Europa Oriental. A tragédia alcançou seu ápice no século XX com o Holocausto (Shoah), onde seis milhões de judeus foram sistematicamente assassinados pela máquina de morte nazista, fundamentada em uma ideologia de ódio racial.

Paralelamente, o povo palestino carrega sua própria história de deslocamento e opressão, iniciada com a Nakba (catástrofe) de 1948, quando centenas de milhares foram expulsos de suas terras durante a criação do Estado de Israel, dando início a um longo processo de ocupação e fragmentação territorial que perdura por gerações.



Guetos: Varsóvia e Gaza

O Gueto de Varsóvia tornou-se símbolo da resistência judaica durante a Segunda Guerra Mundial. Cercado por muros, com fome deliberada e condições desumanas, seus habitantes enfrentaram a deportação para campos de extermínio com uma revolta heróica em 1943, demonstrando que mesmo na iminência da morte, a dignidade humana podia florescer.

Hoje, a Faixa de Gaza representa um gueto moderno: um território cercado por muros e bloqueios, onde dois milhões de palestinos vivem sob ocupação militar, com mobilidade restrita, economia asfixiada e ataques periódicos que causam milhares de mortes civis. Ambos os guetos, separados por décadas, testemunham a capacidade humana de resistir à desumanização.

Consequências: Mortes e Destruição

O Holocausto deixou a Europa em ruínas, com cidades destruídas, sociedades traumatizadas e o reconhecimento tardio de que a civilização ocidental era capaz de barbárie industrializada. Daquela devastação surgiram as Convenções de Genebra e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Na Palestina, décadas de ocupação resultaram em milhares de mortes, desapropriações contínuas, assentamentos ilegais e a fragmentação do território palestino. A destruição não é apenas física, mas também do tecido social, cultural e da esperança de gerações.

Julgamento Histórico e Necessidade Presente

Os Julgamentos de Nuremberg estabeleceram princípios fundamentais: indivíduos podem ser responsabilizados por crimes contra a humanidade, e "apenas cumprir ordens" não constitui defesa válida. Este precedente histórico nos obriga a exigir accountability contemporâneo.

Assim como Nuremberg foi necessário, hoje exigimos que o Tribunal Internacional de Haia examine completamente os crimes de guerra na Palestina, assim como os cometidos na Ucrânia por forças russas sob Vladimir Putin. A justiça não pode ser seletiva; deve aplicar-se igualmente a todos os perpetradores de atrocidades, independentemente de poder ou alianças políticas.


Sabedoria Judaica e Esperança

A tradição judaica oferece profundos ensinamentos sobre justiça e humanidade. O Talmud nos ensina: "Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro" (Sanhedrin 4:5). A Cabala fala sobre Tikkun Olam - o reparo do mundo - um chamado à ação ética coletiva.

Os Salmos ecoam através do tempo: "Busquem a paz e empenhem-se por alcançá-la" (Salmos 34:14). As parábolas rabínicas frequentemente destacam que a verdadeira força reside na compaixão, não na dominação.

Conclusão: A Derrota Inevitável da Tirania

Assim como Hitler, Mussolini e outros ditadores foram finalmente derrotados pela coalizão da humanidade consciente, a história demonstra que regimes baseados em opressão, expansionismo e violência contêm as sementes de sua própria queda.




Putin, Netanyahu, Trump, Bolsonaro  e figuras similares que promovem nacionalismo extremo, violência e desrespeito ao direito internacional serão, como seus predecessores, derrotados. Não pelas armas apenas, mas pela perseverança da justiça, pela resiliência da democracia, pela solidariedade humana e pelo Deus de Israel que exige justiça acima de sacrifícios rituais.

Que possamos trabalhar por um mundo onde "nunca mais" signifique realmente nunca mais para todos os povos - judeus, palestinos, ucranianos e todas as vítimas de opressão. Que nossa memória histórica nos guie não para ciclos de vingança, mas para a construção de uma paz justa, onde a dignidade de cada ser humano seja reconhecida e protegida.

Como profetizado em Isaías: "Eles converterão suas espadas em arados, e suas lanças, em foices. Uma nação não levantará a espada contra outra, e nunca mais se prepararão para a guerra" (Isaías 2:4). Esta visão permanece nosso horizonte ético coletivo.




sábado, 17 de janeiro de 2026

Imagine Dragons - Forever Young (cover) @ São Paulo 18/04/2015




 

FORA TRUMP! VIVA DINAMARCA! Por Egidio Guerra



Enquanto o mundo arde em conflitos inflamados por megalomaníacos, eis que surge, vindo das entranhas da arrogância imperial, um delírio de proporções grotescas: o Presidente Donald Trump, em seu insaciável apetite por saquear, cobiçar e dominar, ousou pôr seus olhos gananciosos sobre a Groenlândia! Como se a majestosa terra de gelo e auroras boreais, berço dos povos Inuit, fosse uma propriedade à venda no monopólio perverso de um bilionário. À Dinamarca, um farol civilizatório, ele ofereceu uma “proposta de negócio” tão ridícula quanto ofensiva. Mas erguemos bem alto o grito: FORA TRUMP! VIVA DINAMARCA!



Que soe forte, pelas fiordes e planícies, o hino "Der er et yndigt land" – “Há uma terra adorável”. Esta terra é a Dinamarca, que não se vende, não se negocia com traficantes de poder. E que ecoe, das imensidões árticas, o "Nunarput utoqqarsuanngoravit" – “Nossa Terra Ancestral”. A Groenlândia é um povo, uma cultura, um ecossistema, não um depósito de “terras raras” para alimentar a fome tecnológica de um império em decadência.

Enquanto Trump promove a estupidez como virtude, a Dinamarca ilumina o caminho. Ensina empatia nas escolas, formando cidadãos, não soldados do consumismo. Tem a coragem de proibir redes sociais para menores, protegendo mentes em vez de explorá-las. É uma potência em energia limpa, mostrando que o progresso não precisa crucificar o planeta. Seu modelo de renda e cidadania é um baluarte contra a pobreza e a desigualdade que Trump tanto fertiliza.




Das mãos dinamarquesas, o mundo ganhou o lúdico gênio da LEGO e a inovação salvadora da Novo Nordisk, com medicamentos como o Ozempic. Da épica Maersk que conecta os mares, aos cineastas como Lars von Trier e Thomas Vinterberg, que desafiam as consciências. Esta é uma nação que constrói, cura, inspira e pensa.

Olhemos para sua história! Dos Vikings, que eram exploradores (e sim, guerreiros), mas também fundadores de democracias nascentes como o Althing islandês. Da resistência heroica na Segunda Guerra Mundial. De figuras como Hans Christian Andersen, que com seus contos tocou a humanidade, e Søren Kierkegaard, que a desafiou a pensar.



E agora, esse mesmo país, com sua sociedade que equilibra bem-estar, liberdade e responsabilidade ambiental, é alvo do apetite de um homem cujo “legado” é: bombardear civis palestinosestrangular a Venezuela com sanções criminosas para roubar seu petróleo (estima-se que suas políticas visavam controlar reservas avaliadas em centenas de bilhões de dólares), incitar golpesatacar seu próprio povo no Capitólio, beneficiar bilionários com cortes de impostos obscenos, proteger predadores sexuais (lembram do caso Jeffrey Epstein, seu amigo e confidente?), e cuspir na democracia diariamente.

Ele vê a Groenlândia e só enxerga um saque: minérios estratégicos e terras raras, um tesouro estimado em dezenas a centenas de bilhões, cobiçado por suas corporações amigas. Impor tarifaços contra aliados e economias frágeis é sua política externa. Enquanto a Dinamarca contribui para fundos climáticos e de combate à pobreza, Trump quer roubar – da Venezuela, da Groenlândia, do futuro do planeta.



Portanto, que fique registrado na história e no grito do presente:

À ganância grotesca de Trump, respondemos com a dignidade dinamarquesa. À sua política de pilhagem, opomos o exemplo de uma sociedade que prospera sem esmagar os mais fracos. À sua barbárie, contrapomos a civilização.

Que o "Der er et yndigt land" seja um hino de resistência para todos os povos que ousam sonhar com um mundo diferente. E que o delírio do saqueador Trump seja varrido para a lata de lixo da história, onde sempre pertenceu.


FORA TRUMP! VIVA DINAMARCA! VIVA A GROENLÂNDIA LIVRE! E VIVA A LUTA DE TODOS OS POVOS CONTRA OS NOVOS VIKINGS DE WALL STREET – OS SAQUEADORES DE TERNOS E GRAVATAS! VIVA A HUMANIDADE QUE RESISTE!

Sim, ele grita "Make America Great Again". Mas sabemos qual é o dicionário desse homem: "Grande" significa saquear. "Novamente" significa regredir. Sua fórmula para a suposta grandeza é uma equação de morte: Roubar os recursos alheios + Estrangular economias soberanas + Negar a ciência + Semear ódio = Um império de cinzas e lucro privado.

Ele acha que tornará a América "grande" roubando o petróleo da Venezuela, estimado em mais de 300 bilhões de dólares em reservas sob sanções genocidas. Acha que será "grande" cobiçando as terras raras da Groenlândia, um tesouro ártico vital para a transição energética, que ele quer verter não para salvar o planeta, mas para engordar o complexo militar-industrial e a indústria de gadgets de luxo. Sua grandeza é parasitária: suga a riqueza alheia e destrói o berço de todos nós, o planeta Terra.


Enquanto isso, a pequena e gigante Dinamarca mostra que a verdadeira grandeza é construída, não roubada. É a grandeza de gerar energia limpa que não afoga ilhas nem incinera florestas. A grandeza de uma economia circular que não trata a Terra como um lixão. A grandeza de uma democracia onde a rede de segurança social é tão forte que a liberdade é real, não um slogan para moradores de rua.

Trump quer grandeza pelo caminho mais curto e sangrento: a pilhagem. A Dinamarca conquista sua grandeza pelo caminho mais desafiador e humano: a construção coletiva. Uma nação que investe em empatia na sala de aula está construindo um mundo sem armas. Uma nação que proíbe a exploração de crianças por algoritmos está defendendo a sanidade mental das futuras gerações. Uma nação que criou a LEGO (imaginação), a Novo Nordisk (saúde) e o Acordo de Copenhague (meio ambiente) está contribuindo para a infraestrutura da civilização.



A América que Trump defende é uma América contra a humanidade. É a América dos campos de detenção, das famílias separadas, dos cheques de auxílio negados durante a pandemia enquanto a bolsa de valores era socorrida. É a América que abandona o Acordo de Paris para que os bilionários do petróleo possam ter um iate a mais.

A Dinamarca, com todas as suas complexidades, representa uma América que poderia ter sido e que, talvez, ainda possa ser: uma nação que lidera pelo exemplo, não pela intimidação; que prospera pela inovação compartilhada, não pelo segredo militar; que entende que a segurança nacional começa com a segurança planetária e a justiça social.



Portanto, que fique claro para o mundo:

NÃO SE TORNA GRANDE ROUBANDO O ALMOÇO DAS CRIANÇAS VENEZUELANAS.
NÃO SE TORNA GRANDE DERRETENDO O ÁRTICO PARA MINERAR E MATAR O FUTURO.
NÃO SE TORNA GRANDE APOIANDO TIRANOS E BOMBARDEANDO HOSPITAIS.
NÃO SE TORNA GRANDE ENVENENANDO A PRÓPRIA POPULAÇÃO COM MENTIRAS E GANÂNCIA.

A grandeza que Trump prega é um tumoral: cresce devorando o corpo que habita. A grandeza que a Dinamarca exemplifica é ecológica: floresce quando todo o ecossistema – social e ambiental – é saudável e respeitado.

FORA TRUMP, O CAVADOR DE TUMBAS DO FUTURO!
VIVA DINAMARCA, SEMEADORA DE POSSIBILIDADES!
VIVA A GROENLÂNDIA, GUARDIÃ DO GELO E DA MEMÓRIA!

Que o hino dinamarquês, um canto à terra amada, seja a antítese do grito de guerra do saqueador. Nossa luta é pela terra, por toda terra, e pela ideia de que a única grandeza que vale a pena é aquela que eleva a humanidade, não a crucifica. A batalha final não é entre nações, mas entre extrativismo e vida, entre pilhagem e cuidado, entre o delírio de grandeza de um homem e o sonho coletivo de um planeta habitável. Escolhamos o lado certo da história.



OUT WITH TRUMP! LONG LIVE DENMARK! LONG LIVE THE HUMANITY THAT RESISTS!

While the world burns with conflicts inflamed by megalomaniacs, behold, from the bowels of imperial arrogance, emerges a delusion of grotesque proportions: President Donald Trump, in his insatiable appetite to plunder, covet, and dominate, has dared to cast his greedy eyes upon Greenland! As if the majestic land of ice and aurora borealis, cradle of the Inuit peoples, were a property for sale in the perverse Monopoly game of a billionaire. To Denmark, a beacon of civilization, he offered a "business proposal" as ridiculous as it is offensive. But let us raise our cry high: OUT WITH TRUMP! LONG LIVE DENMARK!

Let it sound strong, through the fjords and plains, the anthem "Der er et yndigt land" – "There is a lovely land." This land is Denmark, which is not for sale, not to be negotiated with power traffickers. And let it echo, from the Arctic vastness, "Nunarput utoqqarsuanngoravit" – "Our Ancient Land." Greenland is a people, a culture, an ecosystem, not a deposit of "rare earths" to feed the technological hunger of a decaying empire.

While Trump promotes stupidity as a virtue, Denmark illuminates the path. It teaches empathy in schools, forming citizens, not soldiers of consumerism. It has the courage to ban social media for minors, protecting minds instead of exploiting them. It is a powerhouse in clean energy, showing that progress does not need to crucify the planet. Its model of income and citizenship is a bulwark against the poverty and inequality that Trump so diligently fertilizes.

From Danish hands, the world gained the playful genius of LEGO and the life-saving innovation of Novo Nordisk, with medicines like Ozempic. From the epic Maersk that connects the seas, to filmmakers like Lars von Trier and Thomas Vinterberg, who challenge consciences. This is a nation that builds, heals, inspires, and thinks.

Let us look at its history! From the Vikings, who were explorers (and yes, warriors), but also founders of nascent democracies like the Icelandic Althing. From the heroic resistance in World War II. From figures like Hans Christian Andersen, who touched humanity with his tales, and Søren Kierkegaard, who challenged it to think.

And now, this very country, with its society that balances well-being, freedom, and environmental responsibility, is the target of the appetite of a man whose "legacy" is: bombing Palestinian civilians, strangling Venezuela with criminal sanctions to steal its oil (it is estimated that his policies aimed to control reserves valued at hundreds of billions of dollars), inciting coups, attacking his own people at the Capitol, benefiting billionaires with obscene tax cuts, protecting sexual predators (remember the Jeffrey Epstein case, his friend and confidant?), and spitting on democracy daily.

He looks at Greenland and sees only plunder: strategic minerals and rare earths, a treasure estimated at tens to hundreds of billions, coveted by his corporate friends. Imposing punitive tariffs on allies and fragile economies is his foreign policy. While Denmark contributes to climate and poverty-fighting funds, Trump wants to steal – from Venezuela, from Greenland, from the planet's future.

Therefore, let it be recorded in history and in the cry of the present:
To Trump's grotesque greed, we respond with Danish dignity. To his policy of plunder, we oppose the example of a society that prospers without crushing the weakest. To his barbarism, we counterpose civilization.

May "Der er et yndigt land" be an anthem of resistance for all peoples who dare to dream of a different world. And may the delusion of the plunderer Trump be swept into the dustbin of history, where it has always belonged.

OUT WITH TRUMP! LONG LIVE DENMARK! LONG LIVE A FREE GREENLAND! AND LONG LIVE THE STRUGGLE OF ALL PEOPLES AGAINST THE NEW VIKINGS OF WALL STREET – THE SUIT-AND-TIE LOOTERS! LONG LIVE THE HUMANITY THAT RESISTS!

Yes, he screams "Make America Great Again." But we know this man's dictionary: "Great" means to plunder. "Again" means to regress. His formula for supposed greatness is an equation of death: Steal others' resources + Strangle sovereign economies + Deny science + Sow hatred = An empire of ashes and private profit.

He thinks he will make America "great" by stealing Venezuela's oil, estimated at over 300 billion dollars in reserves under genocidal sanctions. He thinks he will be "great" by coveting Greenland's rare earths, an Arctic treasure vital for the energy transition, which he wants to channel not to save the planet, but to fatten the military-industrial complex and the luxury gadget industry. His greatness is parasitic: it sucks the wealth of others and destroys the cradle of us all, planet Earth.

Meanwhile, the small and giant Denmark shows that true greatness is built, not stolen. It is the greatness of generating clean energy that does not drown islands nor incinerate forests. The greatness of a circular economy that does not treat the Earth as a dump. The greatness of a democracy where the social safety net is so strong that freedom is real, not a slogan for the homeless.

Trump wants greatness by the shortest and bloodiest path: plunder. Denmark achieves its greatness by the most challenging and human path: collective construction. A nation that invests in empathy in the classroom is building a world without weapons. A nation that bans the exploitation of children by algorithms is defending the mental sanity of future generations. A nation that created LEGO (imagination), Novo Nordisk (health), and the Copenhagen Accord (environment) is contributing to the infrastructure of civilization.

The America that Trump champions is an America against humanity. It is the America of detention camps, of separated families, of relief checks denied during the pandemic while the stock market was bailed out. It is the America that abandons the Paris Agreement so that oil billionaires can have one more yacht.

Denmark, with all its complexities, represents an America that could have been and that, perhaps, still could be: a nation that leads by example, not by intimidation; that prospers through shared innovation, not military secrecy; that understands that national security begins with planetary security and social justice.

Therefore, let it be clear to the world:
YOU DO NOT BECOME GREAT BY STEALING THE LUNCH FROM VENEZUELAN CHILDREN.
YOU DO NOT BECOME GREAT BY MELTING THE ARCTIC TO MINE AND KILL THE FUTURE.
YOU DO NOT BECOME GREAT BY SUPPORTING TYRANTS AND BOMBING HOSPITALS.
YOU DO NOT BECOME GREAT BY POISONING YOUR OWN POPULATION WITH LIES AND GREED.

The greatness that Trump preaches is tumoral: it grows by devouring the body it inhabits. The greatness that Denmark exemplifies is ecological: it flourishes when the entire ecosystem – social and environmental – is healthy and respected.

OUT WITH TRUMP, THE GRAVE DIGGER OF THE FUTURE!
LONG LIVE DENMARK, SOWER OF POSSIBILITIES!
LONG LIVE GREENLAND, GUARDIAN OF THE ICE AND OF MEMORY!

May the Danish anthem, a song to the beloved land, be the antithesis of the plunderer's war cry. Our fight is for the land, for all land, and for the idea that the only greatness worth having is that which elevates humanity, not crucifies it. The final battle is not between nations, but between extractivism and life, between plunder and care, between the delusion of greatness of one man and the collective dream of a habitable planet. Let us choose the right side of history.


Acordo Mercosul-UE é assinado e cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo: entenda o que pode ficar mais barato no Brasil

 

Da esquerda para a direita: o presidente do Panamá, José Raúl Mulino; o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz; o presidente do Conselho Europeu, António Costa; a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente do Uruguai, Yamandu Orsi; e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, participam da cerimônia de assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul

Crédito,AFP via Getty Images

Legenda da foto,Representantes dos países do Mercosul e da União Europeia assinam acordo em Assunção, no Paraguai
    • Author,André Biernath*
    • Role,Da BBC News Brasil em Londres
  • Tempo de leitura: 10 min

Após mais de 25 anos de negociações, o tratado econômico entre os países que compõem o Mercosul e a União Europeia (UE) foi assinado.

A cerimônia que ratificou o tratado aconteceu neste sábado (17/1), em Assunção, no Paraguai.

Estavam presentes Santiago Peña, presidente do Paraguai, Javier Milei, presidente da ArgentinaYamandú Orsi, presidente do UruguaiRodrigo Paz, presidente da Bolívia, José Raúl Mulino, presidente do Panamá, Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu.

Em seu discurso, Peña lembrou do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não foi ao evento, e disse que, "sem ele, não haveria acordo".

Já Paz e Milei aproveitaram a ocasião para prestar solidariedade ao povo venezuelano após a prisão de Nicolás Maduro.

Pelo lado europeu, Costa celebrou a assinatura do acordo em um mundo "cada vez mais turbulento" e von der Leyen destacou que a aliança dos blocos busca um "comércio justo no lugar de tarifas".

A assinatura do acordo, no entanto, não significa que ele já entrará em vigor.

Ele ainda precisará ser ratificado pelos parlamentos dos países envolvidos, algo que pode enfrentar muitas resistências e gerar modificações na configuração final do tratado (entenda mais a seguir).

Para os brasileiros, analistas projetam que o acordo Mercosul-UE pode significar uma redução no preço de alguns produtos importados, como vinhos, azeites, queijos e lácteos.

Também é esperada a chegada de algumas marcas que não eram comercializadas no país, como a de alguns chocolates premium.

Uma redução de preços também poderá acontecer com outros itens, como veículos, medicamentos e insumos para o agro (como maquinários e produtos veterinários).

Já na exportação, a tendência é que produtos agropecuários e calçados brasileiros cheguem com mais facilidade (e menos taxas) aos países europeus.

As negociações entre os blocos tinham chegado a um impasse, que só foi destravado no final de 2025, quando o Parlamento Europeu aprovou salvaguardas para proteger produtos agrícolas europeus.

As salvaguardas são mecanismos que haviam sido sugeridos pela França como forma de proteger os agricultores do país contra uma possível invasão de produtos agrícolas do Mercosul, em especial de carne.

Elas definem em quais circunstâncias a União Europeia poderia suspender temporariamente as vantagens tarifárias concedidas ao Mercosul.

Por que Lula não participou do evento

Lula não esteve presente na cerimônia em Assunção.

Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo e pelo G1, o governo brasileiro entendeu que o evento de assinatura deveria envolver apenas os representantes de Relações Exteriores dos países sul-americanos e foi elevado para o nível dos chefes de Estado a partir da iniciativa do presidente do Paraguai, Santiago Peña, que atualmente ocupa a presidência do bloco sul-americano.

Peña, aliás, citou Lula em seu discurso durante a assinatura do acordo e destacou o presidente brasileiro como "fundamental" no processo de aproximação entre Mercosul e UE.

"Sem ele, esse acordo não seria possível", destacou o presidente paraguaio.

Lula se reuniu com von der Leyen, no dia anterior (16/1), no Rio de Janeiro.

Na ocasião, a presidente da Comissão Europeia celebrou o acordo e prometeu que "o melhor está por vir".

"É assim que a gente cria a prosperidade verdadeira, que é a prosperidade compartilhada. Nós concordamos que o comércio internacional não é um jogo de zero a zero", pontuou ela.

Já Lula prometeu "padrões elevados de respeito aos direitos trabalhistas e à defesa do meio ambiente".

"Não nos limitaremos ao eterno papel de exportador de commodities. Queremos produzir e vender bens industriais de maior valor agregado", discursou o presidente brasileiro.

Lula e Ursula von der Leyen apertam as mãos no Rio de Janeiro

Crédito,EPA

Legenda da foto,Ursula von der Leyen e Lula se reuniram no Rio de Janeiro na sexta-feira (16/1), dia anterior à assinatura do acordo Mercosul-UE

O que é o acordo Mercosul-UE e quais impactos ele pode ter?

O acordo Mercosul-UE prevê a redução de tarifas comerciais e a facilitação de investimentos entre os dois blocos, que englobam mais de 700 milhões de pessoas e formarão uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

A principal expectativa é que a parceria alavanque o comércio entre os dois continentes e seja um instrumento de fortalecimento das duas regiões, em um mundo cada vez mais polarizado entre China e Estados Unidos.

O acordo prevê a redução de tarifas de importação, que pode ser imediata ou gradual (em até 15 anos), a depender dos setores.

Essa liberação vai atingir 91% dos bens que o Brasil importa da União Europeia e, do outro lado, 95% dos bens que o bloco europeu importa do Brasil.

Quando entrar em vigor, o acordo vai alavancar alguns setores brasileiros (principalmente o agronegócio) e pode prejudicar outros, mas governo e economistas têm uma visão otimista sobre o saldo desse impacto para o crescimento do país.

Além disso, pode beneficiar o consumidor, com o potencial barateamento de produtos importados, como azeites, queijos, vinhos e frutas de clima temperado (frutas secas, peras, maçãs, pêssegos, cerejas e kiwis).

Esse impacto, porém, vai ser gradual e pode ser compensando por outros fatores que afetam os preços dos produtos, como a taxa de câmbio, ressalta o economista Felippe Serigatti, pesquisador da FGV Agro.

Fernando Ribeiro, coordenador de estudos de comércio internacional do Ipea, ressalta que o principal impacto nos preços do consumidor será indireto, ao deixar a produção brasileira mais barata, devido à importação de máquinas e insumos a preços menores.

"E quando a gente vê os produtos cuja importação mais cresce [nas simulações sobre o impacto do acordo], são exatamente máquinas, equipamentos elétricos e outros itens usados como insumos para produção industrial", reforça Ribeiro.

Frigorífico brasileiro, homem trabalha rodeado de pedaços de carne bovina

Crédito,Reuters

Legenda da foto,Setor agropecuário brasileiro deve ser um dos beneficiados pelo acordo Mercosul-UE

Um estudo divulgado em 2024 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que o acordo Mercosul-UE pode ter impactos positivos sobre o Produto Interno Bruto do Brasil (PIB).

Segundo a pesquisa, entre 2024 e 2040 o PIB do país teria um aumento acumulado de 0,46%, o equivalente a US$ 9,3 bilhões por ano.

Para elaborar o estudo, os pesquisadores do Ipea utilizaram projeções de crescimento econômico do Fundo Monetário Internacional (FMI) entre 2014 e 2026 e replicaram as taxas de crescimento para os anos seguintes, até 2040.

O estudo também aponta que o Brasil pode ter um aumento de 1,49% nos investimentos.

A dinâmica das importações e exportações também pode ser transformada.

As importações brasileiras pode crescer rapidamente nos primeiros anos do acordo, atingindo um pico de US$ 12,8 bilhões em 2034, antes de recuar para US$ 11,3 bilhões em 2040.

Já as exportações podem ter um aumento contínuo no mesmo período, alcançando um ganho acumulado de US$ 11,6 bilhões.

Esse movimento pode ser impulsionado por fatores como a redução de tarifas na União Europeia, concessões de cotas de exportação e queda nos custos domésticos de insumos e bens de capital, o que tornaria os produtos brasileiros mais competitivos no mercado global.

Quando o acordo com o Mercosul foi aprovado pelo Conselho Europeu, na primeira semana de 2026, von der Leyen também destacou os impactos positivos que isso traria para os países do continente.

"As exportações da UE para o Mercosul devem crescer quase 50 bilhões de euros [R$ 311,5 bilhões] até 2040, enquanto as exportações do Mercosul, por sua vez, poderão aumentar em até 9 bilhões de euros [R$ 56 bilhões]", calculou ela.

Críticas e resistências ao acordo Mercosul-UE

Nem todos os países estão satisfeitos com a assinatura do tratado.

A França lidera, ao lado da Polônia, Hungria, Áustria e Irlanda, o grupo que se opõe de forma contundente ao acordo.

Para muitos agricultores europeus, o acordo representa a abertura do mercado para uma concorrência desleal, já que esses produtos sul-americanos tendem a ser mais baratos em razão de custos trabalhistas e ambientais mais baixos.

Nos últimos dias, agricultores franceses voltaram a ocupar as ruas em protestos contra o acordo.

Cerca de 350 tratores invadiram a icônica avenida Champs-Élysées, em Paris (capital francesa), e acamparam nas proximidades do edifício do Parlamento.

Os protestos refletem um profundo mal-estar no setor agrícola francês, e a assinatura prevista do acordo entre a União Europeia e o Mercosul é vista como a gota d'água.

Os tratores de agricultores irlandeses também se fizeram ouvir nas últimas semanas. Dezenas ocuparam em massa as estradas de Athlone (Irlanda), no centro do país, exibindo faixas com slogans como "Pare UE-Mercosul" e a bandeira da União Europeia com a palavra "vendidos".

O mesmo ocorreu na Polônia, Hungria e Áustria: estradas bloqueadas, agricultores indignados e tratores nas capitais cobrando de seus parlamentares que reconsiderem um tratado negociado há 25 anos.

Grupo protesta contra acordo Mercosul-UE em Varsóvia, na Polônia. Homem e mulher seguram cartazes

Crédito,Reuters

Legenda da foto,Grupo protesta contra acordo em Varsóvia, na Polônia: alguns países da UE, liderados pela França, são contra a parceria com o Mercosul nos termos atuais

O temor generalizado em alguns países europeus é o de perda de renda em um setor submetido a normas de produção consideradas muito mais rigorosas do que as sul-americanas, o que implica custos mais elevados.

Especialistas concordam que as diferenças nas regras sanitárias e de bem-estar animal entre o bloco do Mercosul e o europeu são significativas. Na União Europeia, há normas rígidas sobre rastreabilidade, uso de pesticidas, hormônios e bem-estar animal.

Há receio de que produtos importados não cumpram padrões equivalentes, mas ainda assim concorram em preço, um ponto que gera rejeição tanto entre produtores quanto entre consumidores.

Embora o impacto no setor agropecuário europeu seja algo previsível, existem outros setores econômicos onde esses países podem se beneficiar do acordo com o Mercosul, apontam analistas.

É o caso, por exemplo, da indústria automobilística e de serviços. A Europa também pode ter um acesso ampliado aos minerais raros que vêm da América do Sul, o que diminuiria a dependência de importação desse material da China.

Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia concentram uma parte considerável dos recursos mundiais de lítio, grafite e níquel.

(Da esquerda para a direita) O presidente do Panamá, José Raúl Mulino; o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi; e o chanceler da Bolívia, Fernando Aramayo, posam para uma foto oficial durante a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul nas Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, Paraná (Brasil)

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,Serão eliminadas 90% das tarifas ao longo de um período de 10 a 15 anos

O acordo também é criticado pelas Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS), grupo que reúne lideranças sindicais da América do Sul, como a Central Única dos Trabalhos (CUT) do Brasil.

A entidade avalia que o tratado "não contempla direitos, proteção e desenvolvimento social para trabalhadores".

"Não há mecanismos de participação social e ameaça a estrutura produtiva da região", critica Quintino Severo, secretário adjunto de Relações Internacionais da CUT e secretário-geral da CCSCS.

"A perspectiva é de desindustrialização, menos produção nacional e maior dependência de produtos industrializados da Europa. Isso significa enfraquecimento da indústria local e perda de empregos de qualidade", complementa ele.

Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) vê a assinatura como "um passo significativo para avançar na inserção internacional do Brasil e para o fortalecimento da indústria nacional".

Para a entidade, "o acordo deve promover impactos mais significativos sobre os investimentos bilaterais, ao ampliar a previsibilidade regulatória, reduzir barreiras tarifárias e fortalecer disciplinas relacionadas à facilitação de comércio e investimentos".

Linha de produção de automóveis no Brasil

Crédito,AFP via Getty Images

Legenda da foto,Algumas entidades brasileiras veem acordo Mercosul-UE como impulso à indústria, enquanto outras alertam para risco de desindustrialização do país

Reforço ao multilateralismo

Uma vez plenamente implementado, o acordo significará que os exportadores da União Europeia economizarão cerca de US$ 4,6 bilhões (aproximadamente R$ 24,7 bilhões) por ano em tarifas, principalmente em produtos químicos e farmacêuticos, máquinas industriais em geral e automóveis.

Mas, para muitos analistas, o acordo do Mercosul é mais estratégico do que macroeconômico e ajudaria a reduzir a influência chinesa na região.

"As implicações econômicas e os benefícios para empresas de capital aberto são modestos, mas o acordo comercial fortalece a posição geopolítica da União Europeia na América do Sul", avalia Nenad Dinic, do Equity Strategy Research da Julius Baer (Suíça).

Max Maton, economista da Oxford Economics, no Reino Unido, concorda com este ponto: "O impacto econômico total do acordo será modesto se for aprovado definitivamente. No entanto, politicamente, ele reflete um compromisso com o multilateralismo e o livre comércio, que parece estar em declínio diante das crescentes tensões geopolíticas, da transição para acordos bilaterais e da chegada de Trump [presidente dos Estados Unidos, que assumiu o cargo em 2025]."

*Com reportagem de Cristina J. Orgaz, da BBC News Mundo, e Mariana Schreiber e Leandro Prazeres, da BBC News Brasil