Habitante Terra da Sabedoria
SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Os estudantes estão sendo aprovados porque aprenderam mais ou porque o sistema está apenas empurrando o aluno para a série posterior sem critério?
O Censo Escolar 2025 foi divulgado e vemos uma grande comemoração em torno do aumento no índice de aprovação de estudantes da educação básica.
Mas a pergunta incômoda é: os estudantes estão sendo aprovados porque aprenderam mais ou porque o sistema está apenas empurrando o aluno para a série posterior sem critério?
Pensando nessa questão, montei esse ranking cruzando a aprovação média apontada pelo Censo Escolar 2025 com a classificação dos estados no ENEM 2024. Percebe-se que não há correlação entre os indicadores. Como exemplo, vemos que o estado que mais aprovou no ensino médio foi também o penúltimo colocado no ENEM.
Não se trata de defender reprovação. Reprovar por reprovar é fracasso pedagógico e estimula o abandono escolar.
Mas aprovar sem recomposição de aprendizagem também é muito prejudicial.
Temos ainda um agravante: o mesmo país que, ano após ano, flexibiliza a progressão dos alunos na educação básica, depois exige provas, indicadores, desempenho e responsabilização no ensino superior.
Na educação básica, acaba-se criando uma cultura de pouco caso com a avaliação.
No ensino superior, estudantes e instituições passam a ser punidos por baixos resultados em exames oficiais.
Como se pode construir uma trajetória inteira em que a prova vale pouco, a aprendizagem é relativizada e a progressão acontece automaticamente, para depois exigir, na última etapa da formação, uma postura completamente diferente?
Como ignorar lacunas de aprendizagem durante anos e depois cobrar que elas desapareçam no ENADE, por exemplo, ou em qualquer outra avaliação de saída?
O ensino superior recebe pessoas reais, com histórias escolares reais, muitas vezes marcadas por defasagens profundas em leitura, escrita, matemática, interpretação e repertório.
A avaliação não pode ser usada apenas no final da linha, como instrumento de punição. Ela precisa ser parte de uma cultura educacional desde o início: para diagnosticar, recuperar, acompanhar e garantir aprendizagem.
Aprovar mais pode sim ser uma boa notícia, desde que signifique que os estudantes estão aprendendo mais. Caso contrário, estamos apenas empurrando o problema para frente. E, no fim, a conta chega na vida adulta, junto a outros tantos desafios e responsabilidades.
Na sua visão, o maior problema hoje é a reprovação que exclui ou a aprovação sem aprendizagem que apenas adia o fracasso? E o mais difícil: como criar uma cultura de avaliação séria sem transformar a escola em uma máquina de reprovar?
Quanto sobra depois de vender o boi e repor o bezerro?
Quanto sobra depois de vender o boi e repor o bezerro?
Grande parte das análises de mercado se concentra no ágio do bezerro ou na relação de troca boi gordo × bezerro. São indicadores importantes, mas existe uma métrica que, para quem faz recria e engorda, talvez seja ainda mais relevante:
Quanto dinheiro sobra depois de vender o boi e comprar a reposição?
É esse valor que financia a recria, a engorda, paga os custos operacionais e, no final, determina a margem do negócio.
Por isso, mais importante do que olhar apenas o percentual de ágio, é entender o tamanho do recurso disponível para produzir arrobas.
Para que a comparação entre os anos seja justa, todos os valores foram corrigidos pelo IPCA, trazendo o poder de compra para valores equivalentes aos de hoje.
📊 Saldo após reposição (junho de cada ano):
• 2016: R$ 2.141 ← menor valor da série
• 2017: R$ 2.496
• 2018: R$ 2.461
• 2019: R$ 2.597
• 2020: R$ 3.316
• 2021: R$ 4.615
• 2022: R$ 4.787 ← maior valor da série
• 2023: R$ 3.418
• 2024: R$ 2.769
• 2025: R$ 3.777
• 2026: R$ 3.931 (valor atual)
📌 O dado mais interessante é que 2026 é o melhor resultado dos últimos quatro anos (2023–2026) e o terceiro maior valor de toda a série histórica, ficando atrás apenas de 2022 e 2021.
Mesmo estando cerca de 18% abaixo do pico histórico de 2022, o cenário atual mostra que ainda existe um bom espaço financeiro entre a venda do boi gordo e a compra da reposição.
Olhar apenas para o ágio pode transmitir uma percepção diferente da realidade. O que realmente importa é quanto dinheiro sobra para transformar em produção e lucro.
📌 Na sua opinião, qual indicador representa melhor a oportunidade da reposição: ágio, relação de troca ou saldo após reposição? Comenta aí!
A corrida da IA já tem três continentes disputando o mesmo lugar.
EUA na frente, China colando, Índia começando a decolar. A corrida da IA já tem três continentes disputando o mesmo lugar.
O que esse mapa mostra de verdade vai além de quem vai ganhar. O ponto é a quantidade de ferramenta nova aparecendo todo mês, de todo canto do mundo. O que era exclusividade de meia dúzia de empresas do Vale do Silício virou lista com dezenas de opções, boa parte gratuita ou barata.
Só que nenhuma dessas ferramentas fatura sozinha. Ter acesso a ChatGPT, DeepSeek ou Sarvam não muda um real no seu caixa. O que muda é colocar uma delas pra resolver um problema real da operação: atendimento que responde na hora, proposta que sai em minutos, financeiro que fecha sem retrabalho.
Enquanto os países disputam o topo dessa lista, a maioria das empresas brasileiras ainda não tirou nem a primeira ferramenta do papel. Essa é a corrida que importa pra você, e ela não depende de nação nenhuma. Depende de decisão.
A gente traduz esse mapa em aplicação dentro da sua empresa.
A falta de poupança compromete o crescimento econômico e a estabilidade social.
A falta de poupança compromete o crescimento econômico e a estabilidade social. Países nessa situação enfrentam vulnerabilidade a choques financeiros, dependem de capital externo e limitam a capacidade de investimento das empresas, resultando em menor geração de empregos, estagnação da renda per capita e forte pressão sobre os sistemas previdenciários.
Cidades densas não são mais sustentáveis. Eles aceleram o colapso.
Cidades densas não são mais sustentáveis. Eles aceleram o colapso.
Continuamos dizendo a nós mesmos que viver mais próximos salva o planeta. Não faz, e o motivo é mais simples do que parece.
A densidade reduz um pouco da infraestrutura por pessoa. Essa parte é real. Mas uma cidade não é só a soma das pessoas nela.
O trabalho de Geoffrey West sobre escalabilidade urbana mostra o que acontece à medida que uma cidade cresce: ela acelera. Mais produção, mais movimento, mais consumo, mais calor, mais desperdício. Tudo isso se torna um metabolismo mais rápido, e é essa parte que a história da sustentabilidade ignora silenciosamente.
Você encolhe a casa. Então tudo que mantém a casa funcionando fica mais intenso. A comida vem de mais longe. A água é bombeada, o lixo é processado, os metais são minerados e a infraestrutura por baixo só cresce.
Muriel Strand coloca números para isso em seu artigo "É verdade que o Pequeno é Belo?" Pegue uma cidade de 5.000 habitantes e a eleve para meio milhão, e a vida cotidiana se torna uma vasta operação de engenharia que precisa de constante vigilância técnica para se manter de pé.
Então a questão não é o quão densamente podemos viver. É o quão rápido nosso modo de vida consume recursos.
E já sabemos que outro modelo funciona.
Pesquisas dinamarquesas sobre comunidades verdes continuam encontrando pegadas menores. Os membros tiveram cerca de 27 a 28% abaixo da média nacional. Uma ecovila ficou 60% abaixo. Não por causa das torres. Porque compartilham mais, consertam em vez de substituir, se movem de forma diferente e organizam a vida em torno de terem o suficiente.
Isso não é um caso para expansão urbana. É um caso para uma vida comunitária e de baixa densidade que tira o calor do cotidiano.
Continuamos planejando a densidade e chamando de verde. Não é. Suficiência é.
Esses hábitos podem ser desaprendidos. Isso é a maior parte do que Erin Remblance e eu trabalhamos em nosso curso Além da Dualidade. As turmas de junho e setembro estão abertas.
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