SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

domingo, 21 de junho de 2026

O Infinito Jogo das Grandes Evoluções. Por Egidio Guerra





Há, pelo menos, dois tipos de jogos. Esta é a premissa fundamental com que James P. Carse abre seu livro Finite and Infinite Games, e é também a chave para compreender as grandes evoluções — aquelas transformações profundas que moldam sociedades, mercados, espécies e o próprio curso da história humana. Os jogos finitos são os familiares embates do cotidiano: são jogados para serem vencidos, e terminam quando um vencedor é declarado. Os jogos infinitos, porém, são mais misteriosos e, em última análise, mais importantes: seu objetivo não é vencer, mas garantir a continuação do jogo. Suas regras podem mudar, suas fronteiras podem se deslocar, seus participantes podem se transformar — contanto que o jogo jamais tenha permissão para chegar ao fim.

As grandes evoluções — da cooperação entre inimigos nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial ao surgimento de padrões sociais não planejados, da arte de prever o futuro à luta para não ser enganado pelo acaso — são todas manifestações desse jogo infinito. São processos que não se encerram com uma vitória, mas se perpetuam na tensão criativa entre competição e colaboração, ordem e caos, previsibilidade e acaso.

A Cooperação que Emerge do Conflito

Se o jogo infinito é aquele que continua, a pergunta que Robert Axelrod coloca em The Evolution of Cooperation é: como a cooperação — a própria condição para que qualquer jogo continue — pode emergir em um mundo de egoístas em busca de vantagem própria, sem que haja uma autoridade central para policiar suas ações? Axelrod responde a essa questão recorrendo ao Dilema do Prisioneiro, um experimento mental que revela uma verdade contra intuitiva: quando dois indivíduos perseguem exclusivamente seu interesse racional, ambos se prejudicam; eles estariam muito melhor se se protegessem mutuamente.

Em um torneio computacional que se tornou célebre, Axelrod demonstrou que a estratégia mais bem-sucedida — aquela que permitia a continuação do jogo — era também a mais simples: olho por olho (tit-for-tat). Cooperar na primeira jogada e, em seguida, replicar o movimento do oponente. A lição é profunda: a cooperação não é fruto da ingenuidade ou da bondade inata, mas uma estratégia evolutivamente estável. Nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial, os soldados de ambos os lados descobriram que, se cada lado permanecesse onde estava, as perdas seriam muito menores — mesmo que isso não trouxesse uma vitória rápida. Estavam, sem saber, jogando o jogo infinito da sobrevivência mútua.

Microdecisões, Macro padrões

Thomas C. Schelling, em Micromotives and Macrobehavior, leva essa percepção um passo adiante, investigando como as escolhas de indivíduos — cada um perseguindo seus próprios interesses e respondendo ao seu ambiente imediato — combinam-se para produzir padrões sociais em larga escala que ninguém pretendeu ou sequer previu. Seu modelo de segregação, hoje clássico, mostra como preferências individuais moderadas por vizinhos semelhantes podem gerar, no agregado, uma sociedade profundamente segregada.

A distinção fundamental de Schelling é entre comportamentos que se escalam diretamente e aqueles que criam loops de retroalimentação. No jogo infinito das grandes evoluções, as ações de cada participante transformam o ambiente ao qual todos os outros participantes precisam responder. O resultado são surpresas emergentes: um engarrafamento que começa com um único motorista freando, uma sala de conferências onde 800 pessoas se amontoam nas filas traseiras deixando as primeiras vazias, uma epidemia que ressurgem porque o sucesso da vacinação gerou complacência. O jogo infinito é, por definição, imprevisível em seus desdobramentos.

A Arte e a Ciência da Previsão

Se o jogo é infinito e, portanto, imprevisível, como navegar por ele? Philip E. Tetlock, em Superforecasting, oferece uma resposta: não eliminando a incerteza, mas tornando-se melhores em lidar com ela. Os "super previsores" que Tetlock identificou em um torneio financiado pelo governo não eram videntes nem possuíam informações secretas. Eram pessoas comuns que cultivavam hábitos mentais específicos: pensar em probabilidades, atualizar crenças à luz de novas evidências, buscar perspectivas opostas, e — crucialmente — reconhecer os limites de seu próprio conhecimento.

No jogo infinito, a previsão não é sobre acertar o futuro, mas sobre melhorar continuamente a capacidade de antecipar. É uma habilidade que se aprimora com a prática, como um músculo, e que exige humildade intelectual: os melhores previsores são aqueles que sabem que podem estar errados e ajustam seus modelos em consequência.

A Armadilha do Acaso

Mas mesmo o melhor previsor pode ser enganado. Nassim Nicholas Taleb, em Fooled by Randomness, adverte que os seres humanos modernos são frequentemente inconscientes da existência do acaso. Tendemos a explicar resultados aleatórios como se fossem não-aleatórios, confundindo sorte com habilidade, ruído com sinal. No mundo dos mercados financeiros — o cenário mais conspícuo em que a sorte é confundida com competência — essa ilusão pode ser devastadora.

O jogo infinito das grandes evoluções é cruel com aqueles que subestimam o papel da aleatoriedade. Taleb nos lembra que o "cisne negro" — o evento raro e imprevisível de enorme impacto — é uma característica, não um bug, do universo. A sabedoria, no jogo infinito, não está em tentar eliminar o acaso, mas em construir sistemas que sejam robustos a ele — que possam absorver choques e continuar jogando.

O Absurdo como Método

Finalmente, Randall Munroe, em How To: Absurd Scientific Advice for Common Real-World Problems, nos oferece uma lição talvez menos óbvia, mas igualmente valiosa: para qualquer tarefa, existe um jeito certo, um jeito errado e um jeito tão monumentalmente complexo, excessivo e desaconselhável que ninguém jamais tentaria. Munroe explora esse terceiro caminho com humor e rigor científico, ensinando, por exemplo, como prever o tempo analisando os pixels de fotos no Facebook ou como medir a idade de alguém pela radioatividade de seus dentes.

O que Munroe revela, sob a aparência do absurdo, é uma verdade essencial sobre o jogo infinito: a criatividade e a inovação emergem frequentemente de abordagens não convencionais. As grandes evoluções — sejam tecnológicas, sociais ou culturais — raramente seguem o caminho mais direto. Elas acontecem quando alguém ousa perguntar "e se...?" e seguir essa pergunta até suas consequências mais extremas.

Conclusão: O Jogo que Nunca Termina

O "Infinito Jogo das Grandes Evoluções" é, portanto, um jogo de múltiplas camadas. É o jogo da cooperação que emerge em um mundo de competição (Axelrod). É o jogo dos padrões macro que nascem de microdecisões (Schelling). É o jogo da previsão que se aprimora continuamente (Tetlock). É o jogo da consciência do acaso que nos torna mais sábios (Taleb). É o jogo da criatividade absurda que expande as fronteiras do possível (Munroe).

E, acima de tudo, é o jogo que Carse descreveu: um jogo que não se joga para vencer, mas para continuar jogando. Suas regras mudam, suas fronteiras se deslocam, seus participantes se transformam — e é exatamente por isso que ele nunca termina. Nesse jogo, o verdadeiro fracasso não é perder, mas fazer com que o jogo pare. O verdadeiro sucesso não é vencer, mas garantir que haja sempre um próximo movimento, uma próxima rodada, uma próxima evolução.

As grandes evoluções — da vida, das sociedades, do conhecimento — são todas, em última análise, manifestações desse jogo infinito. E nós, quer queiramos ou não, somos todos jogadores.

Pensamento Matemático: A Linguagem da Forma e da Beleza. Por Egidio Guerra

 




O pensamento matemático é muito mais do que a capacidade de realizar cálculos ou resolver equações. Ele constitui uma forma fundamental de compreender o mundo — uma lente através da qual padrões, estruturas e relações se revelam em sua beleza mais profunda. Como demonstram as obras de Stephen Ornes, Gary B. Meisner, Philip Ball e D'Arcy Wentworth Thompson, a matemática não é uma invenção abstrata e descolada da realidade, mas sim a própria linguagem com que a natureza escreve sua poesia.

A Beleza como Ponte entre Arte e Matemática

Em Math Art: Truth, Beauty, and Equations, Stephen Ornes explora a crescente intersecção entre o pensamento matemático e a expressão artística contemporânea. O livro apresenta mais de oitenta obras que vão desde representações em crochê da geometria não-euclidiana até esculturas de bronze cobertas por curvas de preenchimento espacial. Ornes estabelece três princípios fundamentais em sua abordagem: focar em arte com rigor matemático, escrever sobre a arte em si e privilegiar artistas vivos. O resultado é um testemunho de como o pensamento matemático pode inspirar a criatividade e, inversamente, como a arte pode dar forma tangível a conceitos matemáticos abstratos — do número π aos fractais, da topologia às séries de Fibonacci.

Essa relação entre matemática e beleza encontra seu ápice na obra de Gary B. Meisner, The Golden Ratio: The Divine Beauty of Mathematics. Meisner investiga a presença onipresente da proporção divina — aproximadamente 1,618 — na arte, na arquitetura, na natureza e até no cosmos. O que torna essa investigação particularmente relevante para o pensamento matemático contemporâneo é a forma como Meisner combina mais de vinte anos de pesquisa colaborativa com milhares de pessoas em diversas profissões, demonstrando que a proporção áurea não é um mero capricho estético, mas um princípio organizador que atravessa escalas e domínios. A pergunta que Meisner coloca é fundamental: o que faz com que um único número permaneça cativante por mais de dois milênios, aparecendo simultaneamente nas pirâmides do Egito, nas pinturas de Leonardo da Vinci e na estrutura atômica de minerais quasicristalinos?

Padrões Naturais: A Matemática que nos Cerca

Philip Ball, em Patterns in Nature: Why the Natural World Looks the Way It Does, expande essa visão ao demonstrar que o pensamento matemático é, antes de tudo, o reconhecimento de padrões que emergem espontaneamente da interação entre forças físicas. Embora o mundo natural possa parecer avassalador em sua diversidade e complexidade, há regularidades que o percorrem — desde os hexágonos de um favo de mel até as espirais de uma concha e os ramos venosos de uma folha.

Ball argumenta que a busca por ordem e regularidade está "programada em nossos cérebros" e nos ajuda a sobreviver e navegar pelo mundo. As mesmas formas e padrões — espirais, listras, ramificações e fractais — recorrem em lugares que aparentemente não têm nada em comum, como as marcas de uma zebra e as ondulações na areia soprada pelo vento. Isso ocorre porque, no nível mais fundamental, esses padrões podem ser descritos pelos mesmos princípios matemáticos e físicos: há uma unidade subjacente surpreendente no caleidoscópio do mundo natural.

O pensamento matemático, nesse contexto, é a capacidade de reconhecer que a natureza opera com um conjunto relativamente restrito de elementos de design — simetrias, fractais ramificados, espirais, ondulações, manchas e listras — que emergem de um conjunto básico de propriedades organizadoras do crescimento e da busca por equilíbrio. A espiral logarítmica, por exemplo, é uma característica constante em uma vasta gama de escalas, estendendo-se das dimensões fósseis de conchas de amonites até a imensidão rotacional das estrelas em uma galáxia espiral.

Crescimento e Forma: As Raízes do Pensamento Matemático na Biologia

Nenhuma discussão sobre o pensamento matemático aplicado ao mundo natural estaria completa sem referência à obra seminal de D'Arcy Wentworth Thompson, On Growth and Form. Publicado originalmente em 1917, este livro monumental — com mais de mil páginas na edição revisada de 1942 — representa uma das primeiras tentativas sistemáticas de aplicar ideias da matemática e da física a questões globais de crescimento e forma biológica.

Thompson, um biólogo escocês e pioneiro da biologia matemática, argumentava que os biólogos de sua época super enfatizavam a evolução como determinante fundamental da forma e estrutura dos organismos vivos, subestimando os papéis das leis físicas e dos princípios matemáticos. Sua abordagem era revolucionária: em vez de perguntar "como esta forma evoluiu?", ele perguntava "por que esta forma tem a forma que tem?". A resposta, repetidas vezes, era que a forma segue um fenômeno físico ou uma estrutura matemática.

As páginas mais famosas de seu livro são aquelas que mostram como esticar um tipo de peixe o faz parecer outro — uma demonstração visual de que as formas biológicas podem ser relacionadas por transformações matemáticas. Thompson usava grades cartesianas para mostrar mudanças na forma de crânios de animais e outras estruturas, antecipando em décadas o que hoje chamaríamos de morfometria geométrica. Sua ênfase em "número, ordem e posição" como o "tríplice caminho para o conhecimento exato" ressoa profundamente com a visão contemporânea do pensamento matemático como uma ferramenta para compreender a estrutura fundamental da realidade.

O Pensamento Matemático na Ciência Contemporânea

As pesquisas atuais sobre o pensamento matemático vêm expandindo nossa compreensão de como ele opera, tanto em nível cognitivo quanto educacional. Uma definição contemporânea descreve o pensamento matemático como a "capacidade do estudante de especializar e generalizar seu conhecimento prévio para resolver novos problemas matemáticos". Estudos recentes mostram que o uso de sistemas computacionais no aprendizado de matemática tem um impacto positivo no desenvolvimento, identificação e uso do pensamento matemático dos estudantes.

Paralelamente, o pensamento computacional emerge como uma habilidade fundamental, tão essencial quanto a numeracia. Pesquisas indicam que estudantes com alta atitude em relação ao pensamento computacional são capazes de demonstrar todos os indicadores dessa habilidade — abstração, decomposição de problemas, pensamento algorítmico, generalização e reconhecimento de padrões — enquanto aqueles com atitude moderada ou baixa mostram apenas um desses indicadores.

Pesquisas adicionais demonstraram que as habilidades matemáticas e espaciais estão positivamente relacionadas tanto em nível comportamental quanto neural. Curiosamente, uma maior similaridade entre os padrões de atividade neural para estímulos matemáticos e espaciais no hipocampo anterior está associada a piores habilidades matemáticas e maior ansiedade em relação à matemática — uma descoberta que sugere que a integração entre esses domínios cognitivos pode não ser sempre benéfica e que contextos cotidianos desempenham um papel importante nessa relação.

Conclusão: A Unidade do Pensamento Matemático

O que emerge da convergência entre essas obras e pesquisas é uma visão do pensamento matemático como uma forma de percepção e compreensão que transcende disciplinas. Seja na arte que Ornes documenta, na proporção divina que Meisner investiga, nos padrões naturais que Ball descreve ou nas transformações geométricas que Thompson propôs, o pensamento matemático revela uma unidade subjacente na diversidade aparente do mundo.

Como Ball observa, a busca por ordem e regularidade está "programada em nossos cérebros". O pensamento matemático é, em última análise, a ferramenta que nos permite satisfazer essa busca — uma forma de ver além da superfície caótica da realidade e reconhecer as estruturas profundas que a organizam. É, como os livros aqui discutidos demonstram, simultaneamente uma verdade sobre o mundo, uma fonte de beleza e uma equação que estamos sempre aprendendo a decifrar.

A pesquisa contemporânea continua a revelar as bases neurais e cognitivas dessa capacidade fundamentalmente humana, enquanto artistas, matemáticos e cientistas seguem explorando suas fronteiras. O pensamento matemático, em sua essência, é a linguagem através da qual o universo se torna inteligível — e belo.

גוף ונשמה - יעקב שוואקי & אמיר דדון | Guf VeNeshama (Live) - Yaakov Shwekey & Amir Dadon


 

Yaakov Shwekey: Shema Yisroel - שוואקי: שמע ישראל - Hebrew - 2023


 

Milton Santos - O Gênio da Geografia | Documentário | 27/05/2026


 

Mark Knopfler & Emmylou Harris - Romeo And Juliet (Real Live Roadrunning


 

Esta música celta épica vai dar-te arrepios! | The Echo of the Glen


 

Salmo 91 - Aquele Que Habita No Esconderijo do Altíssimo


 

Já se passaram 23 anos desde que um livro foi publicado sobre a primeira fortuna da França e



 Leitura obrigatória, mesmo que muitos gostariam que desaparecesse! Já se passaram 23 anos desde que um livro foi publicado sobre a primeira fortuna da França e, quando essa notável investigação da historiadora econômica Audrey Millet é divulgada, a oligarquia está se unindo para silenciá-la. Obviamente, a mídia pertencente a Arnault está silenciosa, o autor é cancelado do "Quotidien" (propriedade de Bouygues) e Bolloré teve o livro removido de todo o Relay (info Canard Enchainé). Entendemos o pânico. 300 páginas de investigação sem uma linha no condicional, tudo é meticulosamente avançado no presente com 100 notas de rodapé. Voltamos ao arrivisme de Bernard na infância, ao casamento com uma grande fortuna local (Dewawrin) para se colocar, à porta giratória após a Polytechnique para não devolver ao Estado o que ele deve. Uma constante na vida de Bernard desde a infância: repartir o estado dos fundos públicos e clamar contra o sovietismo francês. Ele comprou Boussac com 900 milhões em fundos públicos; Isenções de dívida com promessas de emprego quando ele demitiu milhares de pessoas. Ele fez isso novamente 10 vezes, pedindo 600 milhões de euros em crédito fiscal para montar sua fundação a 16 euros por inscrição. Ele vai mobilizar os meios do Estado para espionar François Ruffin, vai mobilizar Bercy para obter 500 milhões em descontos na Tiffany, etc etc... Recursos públicos desproporcionais para um grupo que frauda as autoridades fiscais francesas vários bilhões por ano com suas dezenas de holdings em Luxemburgo. "Sim, mas isso cria empregos e uma certa ideia de luxo!" se falarmos dos trabalhadores chineses que pagavam 4 euros por hora para fazer jaquetas de cashmere a 50 graus para Loro Piana. Em toda parte há uma queda livre na qualidade e a morte do artesanato, o triunfo do logo, de Jeff Koons, em resumo. 40 anos de massacre social, fiscal e ambiental elogiados nos jornais. Pois uma vez que uma obra lista essa vida de destruição dos Comuns, a grande mídia, que tem a LVMH como um dos principais anunciantes, não diz uma palavra sobre isso... Leia e espalhe a palavra!

Sabe aquele resíduo que sobra quando o milho vira etanol?


 Sabe aquele resíduo que sobra quando o milho vira etanol?


Ele tem nome: DDG. É rico em proteína, energia e fibra, e virou um dos ativos mais estratégicos da cadeia agroindustrial brasileira.

Esse foi um dos temas que conversei com José Carlos de Lima Júnior no Visão de Mercado desta semana. E o que começou como uma discussão técnica rapidamente revelou uma equação muito maior.

Três coisas que ficaram na minha cabeça depois dessa conversa:
A rentabilidade da usina pode depender mais do DDG do que do etanol em si. Coproduto que subsidia o custo operacional não é detalhe, é modelo de negócio.

A guerra comercial EUA-China abre uma janela real para o Brasil. Assim como aconteceu com a soja no primeiro mandato Trump, o DDG pode seguir o mesmo caminho, se o Brasil conseguir escala, protocolo sanitário e regularidade de oferta.

Fertilizante nitrogenado é o freio que ninguém quer mencionar. Pode expandir planta, demanda e processamento. Mas enquanto o Brasil depender de nitrogenado importado, qualquer choque externo compromete toda a equação.

Escrevi uma análise completa sobre a entrevista. Se você atua em pecuária, agroenergia, grãos ou investimentos no agro, vale a leitura.