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terça-feira, 17 de março de 2026

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Diretor de combate ao terrorismo no governo dos EUA se demite e aconselha Trump a 'reverter curso' da guerra no Irã.

 

Joe Kent

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,Joe Kent é apoiador de Trump de longa data e veterano condecorado das Forças Armadas americanas
    • Author,Bernd Debusmann Jr.
    • Role,Da Casa Branca para a BBC News
  • Tempo de leitura: 4 min

A principal autoridade do governo Trump sobre contraterrorismo pediu demissão em função da guerra no Irã, aconselhando o presidente a "reverter o curso".

Em carta postada na sua conta no X, o diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Joe Kent, declarou que o Irã "não representava ameaça iminente" aos Estados Unidos e que o governo "começou esta guerra devido à pressão de Israel e seu poderoso lobby americano".

Kent tem 45 anos e é veterano da CIA e das forças especiais dos Estados Unidos. Sua esposa, a técnica em criptologia da marinha americana Shannon Kent, foi morta em um bombardeio na Síria em 2019.

A Casa Branca criticou a carta, afirmando que Trump detinha "evidências convincentes" de que o Irã iria atacar os Estados Unidos em primeiro lugar.

No Salão Oval da Casa Branca nesta terça-feira (17/3), Trump declarou achar Kent um "bom rapaz", mas "fraco em questões de segurança".

O presidente americano afirmou que a carta de renúncia de Kent fez com que ele percebesse que "é bom que ele esteja fora" e discordou da avaliação do ex-funcionário sobre a ameaça iraniana.

Com sua saída, Kent se torna a figura de mais alto escalão do governo Trump a criticar publicamente a operação dos Estados Unidos e Israel no Irã.

Na carta endereçada a Trump, Kent afirmou que "altas autoridades israelenses" e influentes jornalistas americanos semearam "desinformação", levando o presidente a comprometer sua plataforma "América em Primeiro Lugar".

"Esta câmara de eco foi usada para induzir o presidente a acreditar que o Irã representava uma ameaça iminente aos Estados Unidos", prossegue a carta. "Era uma mentira."

Kent é apoiador de Trump de longa data. Ele concorreu duas vezes ao Congresso americano, sem sucesso.

O presidente o nomeou no início do governo e ele foi confirmado no cargo por pequena margem. Muitos democratas criticaram suas ligações com grupos extremistas, incluindo membros do grupo Proud Boys.

Na audiência de confirmação, Kent também se recusou a retirar as afirmações de que agentes federais teriam fomentado o levante de 6 de janeiro no Capitólio e que Trump teria vencido as eleições presidenciais de 2020.

No Centro Nacional de Contraterrorismo, Kent se reportava à diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard. Ele supervisionava a análise e detecção de possíveis ameaças terroristas de todas as partes do mundo.

Antes de ocupar o cargo, Kent foi destacado 11 vezes para o exterior com as Forças Armadas americanas, incluindo com as forças especiais do Exército dos Estados Unidos no Iraque.

Ele se tornou oficial paramilitar da CIA, até deixar o serviço público após a morte da esposa.

O presidente americano Donald Trump, sentado e falando no Salão Oval da Casa Branca

Crédito,YURI GRIPAS/POOL/EPA/Shutterstock

Legenda da foto,No Salão Oval da Casa Branca, Trump discordou da avaliação do ex-funcionário sobre a ameaça representada pelo Irã aos Estados Unidos

Kent mencionou seu serviço militar e a morte da esposa na sua carta.

Ele afirmou "não suportar o envio da próxima geração para lutar e morrer em uma guerra que não traz benefícios para o povo dos Estados Unidos, nem justifica o custo de vidas americanas".

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a indicação de que Trump teria "tomado a decisão com base na influência de terceiros, até de países estrangeiros, é ultrajante e hilária".

"Como o presidente Trump declarou de forma clara e explícita, ele tinha evidências fortes e convincentes de que o Irã iria atacar os Estados Unidos em primeiro lugar", destacou ela.

Em rápida entrevista ao jornal The New York Times, o comentarista conservador Tucker Carlson elogiou Kent, com quem mantém laços pessoais próximos.

"Joe é o homem mais corajoso que conheço e não pode ser descartado como sendo maluco", declarou Carlson.

"Ele está deixando um cargo que deu a ele acesso a inteligência relevante do mais alto nível. Os neoconservadores tentarão destruí-lo por isso."

"Ele sabe disso e fez assim mesmo", concluiu ele.

Diversas autoridades de alto escalão do governo Trump já se demitiram, como a diretora executiva da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, Margaret Ryan, e o presidente do Centro Kennedy, Ric Grenell.

Mas o segundo mandato do atual presidente apresenta muito menos rotatividade que sua primeira passagem pela Casa Branca, entre 2017 e 2021.

Educar desde crianças antifascistas apreender a dizer NÃO!




...É essa memória, a da nossa própria falibilidade como indivíduo, que devemos transmitir. Para nos armar de discernimento perante nossa própria cegueira perante a manipulação dos populistas e oligarquias, tanto da direita como da esquerda. Seus métodos atuais no Brasil e no mundo são bastante semelhantes aos implantados a um século, e exploram a fragilidade de nossos referenciais de identidade, mesmo ao brincar ou nas redes sociais, para nos impor uma nova identidade, apontar falsos culpados e inverter nosso sistema de valores. 

É precisamente contra essa "amnésia" que a educação deve se levantar. A jornalista franco-alemã Géraldine Schwarz, em seu livro "Os Amnésicos" ( Les Amnésiques ), realiza um exercício poderoso dessa memória ao investigar o passado de sua própria família. Ela descobre que seu avô alemão, Karl Schwarz, se aproveitou das leis de "arianização" do regime nazista para comprar a preço vil uma empresa de uma família judia, os Löbmann, que mais tarde seria assassinada em Auschwitz. Mas a história não termina aí. Schwarz expande sua investigação para compreender como a Europa lidou (ou deixou de lidar) com esse legado. 

O conceito de "amnésicos" não se aplica apenas aos que esqueceram, mas sim àqueles que, como seu avô, se encaixaram na massa dos Mitläufer — os "que acompanham a maioria", os que nada fizeram, que se adaptaram e, por conveniência ou omissão, tornaram-se engrenagens da máquina de destruição. A autora mostra como essa memória encoberta, esse passado que não foi totalmente elaborado, criou um terreno fértil para o ressurgimento de movimentos extremistas décadas depois. A história não se repete como uma farsa, como disse Marx, mas os mecanismos psicológicos de adesão, conformismo e busca por bodes expiatórios permanecem intactos, sendo transmitidos silenciosamente através de gerações, seja nas histórias de família que se conta, seja naquelas que se prefere ocultar. É essa transmissão silenciosa da culpa e da omissão que a educação precisa interromper. 

Foi o filósofo Theodor W. Adorno quem, após testemunhar os horrores do nazismo, colocou a exigência fundamental para qualquer projeto educacional sério: "A exigência de que Auschwitz não se repita é a primeira de todas para a educação". E agora de novo temos a Palestina. Para Adorno, a barbárie não foi um acidente de percurso, mas uma potencialidade latente na própria civilização, e combatê-la exige mais do que a transmissão de conteúdo. Exige um "giro em direção ao sujeito", ou seja, uma investigação profunda sobre os mecanismos que tornam as pessoas capazes de cometer ou aceitar tais atrocidades. Sua pesquisa apontou para a formação de um "caráter manipulador", marcado pela frieza, pela incapacidade de se identificar com o outro, pela obsessão pela ordem e pela coisificação da consciência, que vê a si e aos demais como coisas. Essa personalidade autoritária, sedenta por liderança e propensa a descarregar sua agressividade nos considerados "fracos", é forjada desde a mais tenra infância, em lares e escolas que privilegiam a obediência cega e a dureza em detrimento da empatia e da autonomia. 

Por isso, Adorno insistia que a educação contra a barbárie deve começar na primeira infância. O educador Ido Abram, sistematizando o pensamento de Adorno, propõe que, para crianças pequenas, façamos uma "Educação depois de Auschwitz e Palestina sem Auschwitz", ou seja, um trabalho de base focado no desenvolvimento de estruturas psíquicas e morais que funcionem como antídotos ao fascismo. Isso significa: 

  1. Promover a autonomia: Educar para a reflexão e a autodeterminação, para que a criança não siga automaticamente o que os outros fazem, desenvolvendo resistência à pressão do grupo e à obediência irrefletida a figuras de autoridade. 

  1. Cultivar a empatia e o afeto: A frieza, para Adorno, é a condição psicológica fundamental para que a barbárie ocorra. Uma educação que aquece os afetos, que ensina a criança a se colocar no lugar do outro (seja ele o colega que chora, o personagem da história ou o "diferente"), combate a indiferença que permite que o sofrimento alheio seja ignorado. Abram destaca a importância de desenvolver empatia não só com as vítimas, mas também a compreensão (não a justificativa) dos papéis de perpetradores e espectadores, papéis que todos nós, em alguma medida, podemos vir a ocupar em situações de conflito. 

  1. Desenvolver o pensamento crítico e criativo: Uma educação que ensina a questionar, a duvidar das narrativas prontas, a identificar a manipulação e a buscar múltiplas perspectivas é a melhor defesa contra a propaganda populista. Não se trata de doutrinar, mas que fornece as ferramentas para que cada um possa, com liberdade, construir seus próprios juízos. 

Modelos educacionais inovadores ao redor do mundo já aplicam esses princípios. Escolas que substituem a hierarquia rígida por assembleias escolares, onde crianças aprendem a ouvir e argumentar. Universidades que promovem a interdisciplinaridade e o debate ético sobre ciência e tecnologia. Projetos que utilizam a literatura, o esporte, o teatro e as artes para explorar dilemas humanos complexos, permitindo que jovens vivenciem, pela sensibilidade, o que o discurso frio da história não consegue transmitir. A filosofia com crianças, por exemplo, é uma ferramenta poderosa para exercitar o pensamento crítico desde cedo. 

Em suma, educar antifascistas é, acima de tudo, educar para a lucidez. É usar a memória não como um fardo, mas como um farol. Como nos ensina a história dos "amnésicos" de Schwarz, o perigo mora no esquecimento e na recusa em olhar para as próprias sombras. E como nos alerta Adorno, a única barreira eficaz contra a repetição da barbárie é a formação de indivíduos autônomos, críticos, afetivos e corajosos, capazes de dizer "não" quando a maré da história parece empurrar todos para o abismo. É essa a grandeza e a urgência da tarefa educacional em nosso tempo. 

 

FELIZ ANIVERSÁRIO PARA TODOS DE QUE COMEMORAM 53 ANOS!





Eu luto com a minha consciência todo dia. Ela é trabalhosa, exige compromisso, posição e coragem para resistir a um mundo moldado pela corrupção, mentiras, ilusões e tristezas. Não há como apagar ou negar as experiências que vivi, os livros que li, o saber que adquiri e os sonhos que alimento — que, aliás, não são apenas meus, mas de milhões que precisam deles para viver, amar e ser felizes. 

Como escreveu Wittgenstein, 'os limites da minha linguagem significam os limites do meu mundo'; cada palavra nova que aprendo amplia e ilumina minha visão. Não somos caranguejos para andar para trás, nem temos o direito de negar a história e os desafios que se impõem diariamente. Ao completar 53 anos, compreendo que estou na metade da jornada e que o mundo precisa de cada um de nós para continuar existindo, especialmente diante da urgência das mudanças climáticas, da necessidade de humanizar a tecnologia e do combate brutal às desigualdades. Se não lutarmos por nós, que seja pelos nossos filhos e pelas próximas gerações. 

Ao completar 53 anos, descubro que posso viver pelo menos mais 53. Estamos, portanto, na metade da vida. E que mundo encontramos pela frente? Um planeta que precisa de cada um de nós para continuar existindo. Um mundo que exige o enfrentamento das mudanças climáticas, a humanização da tecnologia, o combate ao crescimento brutal das desigualdades e de todas as formas de violência. Se não fizermos por nós, que seja por nossos filhos e pelas próximas gerações. 

Se Greta Thunberg, com apenas 13 anos, sacudiu o mundo, por que não podemos? Se a China mostra a viabilidade de transformações estruturais rumo a uma sociedade melhor, por que nos omitimos? Se os EUA enfrentaram e derrotaram o autoritarismo de Trump, por que vacilamos contra nossos próprios ditadores e corruptos? A prisão recente de Bolsonaro é apenas o começo; falta responsabilizar a cadeia de comando, os envolvidos no Caso Master e as fraudes no INSS. Quantos membros da oligarquia, gangues partidárias e tecnocratas 'capitães do mato' ainda lucrarão com a corrupção?  

Eu sei que não vou ficar parado enquanto a sala de aula e a educação se tornam instrumentos tristes e vazios, enganando a geração dos nossos filhos. Como fizeram agora com a mercantilização da medicina, onde o dinheiro compra vagas e títulos para futuros médicos, mesmo aqueles sem preparo ou vocação. Mais um legado do Coronel Camilo Santana, medíocre e sem dom, assim como tantos outros membros dessa oligarquia que herdaram e compraram votos, sequestraram o Estado pela corrupção e se acham líderes apenas porque ocupam cargos. Na verdade, eles inviabilizam a democracia, ensinando pelo exemplo a criar do nada parentes e "júniores" que há décadas roubam e condenam milhões à miséria. 

"Eu sei que não me satisfaço com uma economia que concentra renda, criando bilionários via incentivos fiscais e absorvendo trilhões do dinheiro público através do Banco do Nordeste há décadas, em uma região que falha em estruturar uma classe média sólida e que infelizmente vê sua economia sobreviver à base de aposentadorias e auxílios sociais. Ceará, palco de contrastes, onde a base salarial ainda grita por dignidade. 

No entanto, meu ânimo se renova com o sopro de esperança que vem da arte. Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto não são apenas filmes; são trincheiras de uma revolução cultural e de memória que reescrevem o Brasil. 

Vejo o avanço progressista na Espanha, incluindo a dignidade aos imigrantes, e a Colômbia e o México despontando na América Latina quando decide governar com o povo e para o povo, tornando-se economias vibrantes. Vejo a Coreia do Sul conquistando o mundo ao exportar sua cultura e, acima de tudo, vejo a percepção popular acordando: Putin, Trump e Netanyahu já não conseguem esconder a verdade de seus povos com o mesmo charme de antes. 

Por isso, clamo aos nossos líderes: CORAGEM, ATITUDE COM CIÊNCIA, INOVAÇÃO, SABEDORIA, AMOR E IMPACTO SOCIAL EM REDE! 

Estes são os princípios que guiaram minhas ações nos últimos 53 anos e que, hoje, selo aqui como o Norte para os próximos 53. Minha luta se materializa na construção de um Ecossistema de Arte, Renda Mínima, Integração Tecnológica-Ambiental e Espiritual. Pesquisas em Educação, Economia e Cidades se unirão a um Game e um Vale de Inovação que concretize milhões de sonhos em 100 cidades. Criaremos missões educadoras para que milhões de pessoas possam escrever sobre suas vidas, desafios e conquistas, cercados de bons amigos, amor e sabedoria, celebrando cada aniversário como uma vitória da vida. 

A revolução é amorosa, educacional, tecnológica e coletiva.