SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

A importância de Milton Santos para o Planejamento Territorial



 A importância de Milton Santos para o Planejamento Territorial


Ontem celebramos o centenário de Milton Santos, um dos maiores intelectuais brasileiros e referência fundamental para a geografia crítica e o planejamento territorial.

Sua obra desloca o olhar sobre o território: o espaço não é neutro nem vazio. É um conjunto indissociável de objetos e ações, produzido por relações sociais, políticas e econômicas. Planejar o território, portanto, não é apenas uma tarefa técnica, mas um exercício de leitura crítica das desigualdades e disputas que o estruturam.

Conceitos como o meio técnico-científico-informacional e a análise do circuito inferior da economia urbana seguem centrais para compreender os efeitos da globalização sobre territórios periféricos.

Na minha caminhada no Planejamento Territorial e Desenvolvimento Socioambiental, especialmente na atuação com povos indígenas e comunidades tradicionais, Milton Santos é mais que referência teórica. É ferramenta de leitura. O território deixa de ser recorte técnico e passa a ser entendido como espaço vivido, atravessado por memórias, conflitos e resistências.

Nesse sentido, sua contribuição para o planejamento territorial pode ser compreendida a partir de alguns eixos fundamentais:

• Território como produção social
O espaço é construído por relações de poder, desigualdades e disputas.

• Crítica à neutralidade técnica
O planejamento não é neutro. Toda intervenção territorial é também política.

• Valorização do espaço vivido
Incorpora saberes locais, práticas cotidianas e formas de resistência.

• Análise da globalização
Compreende os efeitos das redes técnico-científico-informacionais, especialmente em contextos periféricos.

• Compromisso com a justiça social
Defende um planejamento que articule desenvolvimento com equidade, participação e reconhecimento da diversidade socioterritorial.

Mais do que um autor, Milton Santos é um chamado: pensar o território de forma crítica para transformar o mundo. 🌻

O poder de compra do professor no Brasil é um dos piores do mundo! 👨‍🏫📉


 O poder de compra do professor no Brasil é um dos piores do mundo! 👨‍🏫📉


Um estudo da OCDE comparou o poder de compra de professores ao redor do mundo. Os dados são gritantes. 🥹

Após os ajustes matemáticos que tornam as remunerações comparáveis entre diferentes países, o poder de compra do professor brasileiro equivale a US$ 23 mil por ano. Enquanto isso, a média dos países analisados pela OCDE é de US$ 43 mil. Ou seja: o professor brasileiro tem poder de compra 47% menor. 📉

Em Luxemburgo, esse valor chega a US$ 92 mil anuais (4x o valor do Brasil). Na Alemanha, US$ 85 mil. Nos Estados Unidos, US$ 49 mil.

Mas o dado que mais incomoda é outro: também estamos atrás dos nossos vizinhos latinos. Colômbia e Chile remuneram seus professores com poder de compra de US$ 29 mil anuais: 26% a mais do que o Brasil. 🌎

E essa não é uma discussão apenas salarial. Existe relação direta entre o que um país valoriza seus professores e o quanto os jovens querem ser professores. Segundo a UNESCO, apenas 5% dos estudantes brasileiros de 15 anos querem seguir a carreira docente.
Por que alguém escolheria uma profissão que remunera metade da média global?

⚠️ A consequência já tem nome: Apagão Docente.

- Projeções do Instituto Semesp indicam um déficit de até 235 mil professores até 2040
- ⁠58% dos alunos de licenciatura abandonam o curso antes do diploma.
- ⁠Entre os que se formam, 41% desistem nos primeiros cinco anos de sala de aula.

O impacto na saúde mental é devastador: mais de 80% dos professores da rede municipal de SP apresentaram algum transtorno mental. E apenas 11,4% sentem que sua profissão é valorizada. 😔

O que o governo está fazendo para evitar a falta de professores? 🏛️

No ano passado foi criado o Pé-de-Meia das Licenciaturas, que oferece bolsa mensal a estudantes com bom desempenho no Enem que ingressem em licenciaturas presenciais e se comprometam a atuar na rede pública.
A intenção é boa, mas a execução falha ao excluir estudantes de cursos EaD e semipresenciais. E isso é grave, porque o apagão é ainda mais severo em municípios pequenos e afastados, onde não há oferta presencial. Na prática, o programa exclui justamente os candidatos mais pobres e interioranos, que teriam mais chance de permanecer em suas regiões para lecionar.

Diretrizes Curriculares para Licenciaturas 📜

A Resolução CNE 04/2024, ao exigir 50% de presencialidade nas licenciaturas, aprofunda esse problema, pois afasta das licenciaturas os estudantes que dependem da flexibilidade da EaD para estudarem.

A Crise Nacional 🥵

Como um país transforma sua educação sem valorizar quem ensina?
Nenhuma reforma funciona se o professor ganhar metade do que seus pares no mundo. A verdadeira mudança começa pelo bolso e pelo respeito de quem está na sala de aula todos os dias.

Sem professores valorizados de verdade, simplesmente não existe futuro. 🇧🇷

Os 30 países com mais florestas do planeta — o Brasil tem a segunda maior cobertura florestal do mundo, e a mais biodiversa de todas 🌍


 Os 30 países com mais florestas do planeta — o Brasil tem a segunda maior cobertura florestal do mundo, e a mais biodiversa de todas 🌍


Território grande não significa território verde. Alguns dos maiores países do mundo são desertos. Alguns dos menores estão cobertos de floresta. Este ranking mostra quem realmente tem floresta — e quanto está perdendo.

Os 30 maiores em cobertura florestal total (km²):



O Brasil é o 5º em território e o 2º em floresta. Mas em BIODIVERSIDADE FLORESTAL é o 1º — disparado. Cada hectare de Amazônia brasileira contém mais espécies de árvores do que toda a Europa. A Mata Atlântica, com apenas 12% de cobertura original restante, ainda tem mais espécies de plantas que o Canadá inteiro.

Território é geografia. Floresta é vida. O Brasil tem ambos — e a responsabilidade que vem com isso. 🌳

Em 15 de abril de 2026, a Espanha lançou um vasto plano para regularizar migrantes indocumentados

 



Em 15 de abril de 2026, a Espanha lançou um vasto plano para regularizar migrantes indocumentados


Em uma carta aos espanhóis, o primeiro-ministro Pedro Sanchez acredita que isso é "uma necessidade" diante do envelhecimento da população e para apoiar a economia, a quarta maior da zona do euro e agora uma das mais dinâmicas da Europa.

"Essa regularização é, acima de tudo, um ato de normalização", disse Pedro Sanchez, primeiro-ministro socialista da Espanha, ao anunciar seu plano em 14 de abril. Aquela que consiste em reconhecer a realidade de quase meio milhão de pessoas que já fazem parte do nosso dia a dia. »

O número de pessoas em situação irregular é estimado em 840.000 pessoas, e 503.000 delas poderiam se beneficiar desse plano obtendo uma permissão de residência renovável de um ano para regularizar sua presença em solo espanhol. Para se beneficiar disso, eles terão que provar que estiveram presentes em território espanhol por cinco meses sem interrupção e que possuem um histórico criminal limpo.

Essa reforma regulatória é apresentada após uma iniciativa popular assinada por mais de 600.000 pessoas e apoiada por cerca de 900 associações, que exigiam a regularização excepcional de todos os imigrantes ilegais na Espanha.

"Uma realidade que deve ser gerenciada com responsabilidade"

"Estamos cientes de que a migração traz desafios. Seria irresponsável negar isso", insistiu, acreditando que "a migração é uma realidade que deve ser gerida com responsabilidade, integrada à justiça e transformada em prosperidade compartilhada".

"É um processo de regularização, como já experimentamos ao longo dos mais de quarenta anos de democracia em nosso país, inclusive sob governos do Partido Popular", acrescentou, durante uma coletiva de imprensa.

Assim, após a Itália, que regularizou mais de um milhão de trabalhadores indocumentados nos últimos 20 anos e promete 500.000 novas permissões de residência para trabalhadores imigrantes, é a Espanha que reconhece que os trabalhadores imigrantes são essenciais para a economia do país.

"Não estamos apenas entregando papieres, estamos dando dignidade e reconhecimento àqueles que estão construindo a Espanha", disse Pedro Sánchez.

Muito obrigado, Sr. Primeiro-Ministro!!

Na França, o mesmo número de trabalhadores indocumentados continua sendo explorado. essenciais para a economia francesa, eles também merecem essa regularização para tornar a igualdade uma realidade.