SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

É preciso dar um jeito meus amigos Lula, Alckmim, Hadadd, Luizianne e Elmano na luta contra as oligarquias e extrema Direita!

 



Senhoras e senhores, eu não vim aqui pedir licença. Vim rasgar o véu de uma democracia de mentira, pintada de vermelho mas podre por dentro. Porque no Ceará não se governa para o povo: governa-se para as oligarquias que se perpetuam no poder como dinastias medievais, enquanto a juventude cearense é dizimada nas periferias, nos becos sem esgoto, nas filas da saúde que não chega, nas escolas que não formam.

Dados não mentem: 60% do nosso povo não concluiu o ensino médio. Analfabetismo escancarado. Criminalidade que ceifa vidas como praga. E os bilhões desviados nos governos de Cid Ferreira Gomes Junior e Camilo Santana Junior? Cadê? Sumiram em propinas, superfaturamentos, incentivos fiscais para os amigos do BNB. Enquanto isso, o povo morre. Morre jovem, morre preto, morre pobre, morre nordestino. Isso não é gestão pública — é genocídio.

E eu pergunto: onde estão as vozes que deveriam ecoar desta Casa? Caladas. Compradas. Amordaçadas por acordos de votos, por espaços no governo, por migalhas do orçamento. Transformaram-se em Neo Capitães do Mato — rastreiam seus próprios, vendem as lutas históricas por uma cadeira, por uma secretaria, por um silêncio cúmplice. Viraram os “amigos do Rei”, seja o rei de direita ou o de esquerda. E o resultado é uma Ditadura da Corrupção, onde se troca o mandato pela manutenção das gangues no poder.

Enquanto no México o povo enfrenta o sistema com urnas e coragem, enquanto em Nova York uma vereadora como Alexandria Ocasio-Cortez enfrenta o establishment, enquanto Bernie Sanders levanta multidões contra as oligarquias e a extrema direita — aqui, no Ceará, a esquerda negocia a revolta em gabinetes climatizados. Na Colômbia, Petro sacode a alma; na Bolívia, o movimento indígena resiste; no Chile, a nova Constituição sangra conquistas. E nós? Nós nos ajoelhamos diante da mesma Casa Grande que chicoteou nossos avós.

Presidente Lula — que lutou quatro mandatos, que foi preso, que renasceu — sabe o preço da luta. Mas no Ceará, o PT se cala. Cala para manter o mandato. Cala para não romper com a oligarquia. Cala enquanto o povo morre. Lula voltou à Presidência porque não se calou. Aqui, infelizmente, muitos fazem o contrário.

Governador Elmano: o senhor deve desculpas ao povo cearense. Desculpas por se calar diante do genocídio da juventude. Desculpas por sua agenda ambiental que aprovou licenças para grandes empresários e massacrou comunidades pobres, indígenas, quilombolas. Desculpas pelos casos de corrupção que varrem para debaixo do tapete. Tudo isso foi plantado lá atrás, por Cid Ferreira Gomes Junior — com a participação ativa de Ciro Gomes — e regado por Camilo Santana Junior durante décadas.

Isso nunca será a agenda de um governo de trabalhadores. É a agenda de oligarcas e bilionários que enriqueceram com incentivos fiscais e dinheiro do BNB, às custas de vidas cearenses e nordestinas. Sangue no asfalto, lucros que matam.

Se o senhor quer ser governador de novo, pare de fazer média com a elite. Saia do gabinete, vá para as ruas, escute o povo. Construa um plano de governo com quem sangra todos os dias. Enfrente as oligarquias. Porque isto aqui, sr. governador, ainda é uma Democracia e uma República Federativa. E o Brasil precisa saber: o Ceará não pode continuar nas mãos de uma oligarquia que troca de partido — agora o PT — para manter a mesma ditadura de corrupção, mortes e mentira.

Enquanto os amigos do Rei — de esquerda e de direita — se calam nos gabinetes como bolsonaristas de grife, a juventude cearense segue morrendo. Mas a história não perdoa. E a poesia, hoje, é um tiro.

Por todas as mães que enterraram filhos sem entender por quê — eu denuncio. E não me calarei mais.





quarta-feira, 3 de junho de 2026

64% do recente aumento do desemprego entre jovens graduados universitários pode ser explicado pelo trabalho remoto.


 No post de hoje, os autores estimam que 64% do recente aumento do desemprego entre jovens graduados universitários pode ser explicado pelo trabalho remoto.


Eles descobrem que recém-formados em ocupações que podem ser exercidas remotamente têm uma taxa de desemprego maior do que aqueles em áreas onde o trabalho é mais provável de ser presencial. Eles atribuem isso, em parte, aos desafios de aprender com colegas em ambientes remotos. O gráfico abaixo ilustra como a diferença de desemprego para recém-formados é impulsionada pela possibilidade de um trabalho ser feito remotamente. https://nyfed.org/49xvTtq

Brasil lança novo Plano Nacional do Livro e Leitura e prevê distribuição de 100 milhões de livros até 2035



Brasil lança novo Plano Nacional do Livro e Leitura e prevê distribuição de 100 milhões de livros até 2035. O Governo Federal oficializou o novo Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) para o período de 2026 a 2036, com metas ambiciosas para ampliar o acesso aos livros e fortalecer bibliotecas em todo o país. Entre as principais metas do plano está a garantia de que todos os municípios brasileiros contem com pelo menos uma biblioteca pública em funcionamento. (Jornal Nota)

Menos desperdício. Mais valor. Melhor gestão de recursos.


 Além da Reciclagem


Ao falar sobre economia circular, a reciclagem frequentemente ganha destaque. Mas as soluções mais eficazes vêm muito antes de um produto chegar à lixeira de reciclagem.

Essa hierarquia de resíduos ilustra uma verdade poderosa: quanto mais alta a ação está na pirâmide, maior seu impacto ambiental.

No topo está o Reduzir — a estratégia mais eficaz. Todo item não produzido, comprado ou descartado economiza matérias-primas, energia, água e emissões. A prevenção é sempre mais sustentável do que a gestão de resíduos.

Em seguida, vem Reutilizar e Reabastecer, prolongando a vida útil dos produtos e embalagens. De recipientes reutilizáveis a estações de recarga e modelos de compartilhamento, essas abordagens mantêm recursos valiosos circulando enquanto reduzem a demanda por materiais virgens.

Reparo e Reaproveitamento representam outra mudança crítica. Em vez de substituir os produtos ao primeiro sinal de uso, o pensamento circular incentiva manutenção, reforma e reutilização criativa. Isso não só reduz o desperdício, mas também apoia empregos locais e fortalece a resiliência dos recursos.

Quando há alternativas disponíveis, Substituir significa escolher produtos projetados com sustentabilidade em mente—duráveis, reutilizáveis, recicláveis ou feitos de materiais renováveis.

Só então vem a Reciclagem. Embora a reciclagem continue essencial, ela não deve ser vista como a primeira solução. Reciclar frequentemente requer energia, infraestrutura e processamento, e nem todo material pode ser reciclado indefinidamente sem perda de qualidade.

No fundo está o Aterro Sanitário — o resultado menos desejável. Aterros sanitários representam recursos perdidos, valor econômico desperdiçado e impactos ambientais de longo prazo.

A economia circular desafia o modelo tradicional de "aceitar-fazer-descartar" ao transformar resíduos em oportunidades. Prioriza o design de produtos, sistemas e modelos de negócios que mantenham os materiais em circulação pelo maior tempo possível, minimizando a extração de recursos e os danos ambientais.

O objetivo é simples, mas transformador:

Menos desperdício. Mais valor. Melhor gestão de recursos.

Porque o produto mais sustentável muitas vezes não é aquele que é reciclado — é aquele que nunca se torna lixo em primeiro lugar.

A Máquina do Amor e do Ódio: O Paradoxo Afetivo do Conservadorismo. Por Egidio Guerra



Para o senso comum, a vida política moderna é retratada como um campo de batalha entre o amor e o ódio. De um lado, forças progressistas supostamente pautadas pela tolerância, pela inclusão e pela compaixão; de outro, movimentos de direita impulsionados pelo rancor contra imigrantes, minorias e tudo o que foge a uma suposta ordem natural. Esta dicotomia simples, porém, frequentemente falha ao capturar a experiência subjetiva dos próprios protagonistas, obscurecendo a verdadeira natureza afetiva que move forças conservadoras e reacionárias em todo o mundo.

A proposta inovadora para desvendar o paradoxo afetivo conservador, de que "o amor que os conservadores sentem por seu modo de vida se manifesta como ódio aos que ameaçam esse modo de vida", não apenas explica a natureza ambivalente do fenômeno, como também ilumina as contradições internas deste fenômeno, revelando a complexa engenharia moral que transforma afeições privadas em armas políticas. A obra seminal Buckley: A Vida e a Revolução que Mudou a América, do jornalista Sam Tanenhaus, oferece um estudo de caso paradigmático desta dinâmica. Ao narrar a trajetória de William F. Buckley Jr., o arquiteto do conservadorismo americano moderno, é possível identificar os mecanismos pelos quais o discurso de amor à nação, à tradição e à liberdade paradoxalmente semeou divisões que fraturam a política contemporânea — e como o "ódio" politizado é, muitas vezes, a sombra projetada por um amor que se vê sob ameaça.

I. A Psique Conservadora: Entre o Amor à Ordem e o Medo da Mudança

A compreensão do conservadorismo como um movimento emocionalmente complexo requer um mergulho em sua psicologia política e em suas origens históricas. A biografia de Buckley, meticulosamente traçada por Tanenhaus, revela um homem movido por uma intensa paixão por sua visão de mundo: um profundo amor ao seu país, à sua fé católica e ao que ele percebia como as virtudes da civilização ocidental. No entanto, foi justamente essa devoção que o impeliu a empregar táticas agressivas contra seus inimigos ideológicos — os "liberalistas", como os chamava —, utilizando sua revista National Review para ostracizar grupos considerados ameaças, como os simpatizantes da John Birch Society, a quem acusou de paranóia, ou ao inicialmente relativizar as demandas do movimento dos direitos civis, preferindo uma abordagem de "evolução gradual" que, na prática, significava a manutenção de hierarquias raciais estabelecidas.

O acadêmico Corey Robin, em seu influente livro A Mente Reacionária: O Conservadorismo de Edmund Burke a Donald Trump, argumenta que esta aparente contradição não é uma falha de caráter, mas a própria essência do pensamento conservador. Robin desafia a narrativa de que o conservadorismo é simplesmente um apego ao passado ou uma prudente resistência à mudança. Para ele, ele é fundamentalmente uma ideologia reacionária nascida da reação à Revolução Francesa, moldada pela luta de classes e unificada por um único fio condutor: a defesa da hierarquia e do privilégio. Nessa perspectiva, a hostilidade do conservador a movimentos que exigem liberdade e igualdade para "as classes mais baixas" — sejam escravos, trabalhadores, mulheres ou minorias — não é um ato gratuito de ódio, mas uma resposta defensiva e apaixonada para preservar uma ordem social que considera não apenas justa, mas profundamente amada.

Esta tese é complementada por pesquisas em psicologia política. Estudos publicados no Psychological Bulletin apontam que certos traços, como uma forte preferência por certeza moral e uma "intolerância à ambiguidade", podem estar mais associados a ideologias conservadoras. Esta busca por ordem e estabilidade pode se manifestar como agressão contra aqueles que simbolizam o caos percebido. Em uma ironia trágica, o amor à segurança e à tradição frequentemente se converte em rejeição visceral ao novo, ao estrangeiro e ao progresso social. A psicóloga Christine Reyna e colaboradores, por exemplo, exploraram como o tradicionalismo e o autoritarismo ajudam a explicar o vínculo entre fundamentalismo religioso e preconceito racial, revelando um amor incondicional aos próprios valores que gera, como subproduto inevitável, a hostilidade em relação ao outro.

II. Do Amor Tribal ao Ódio ao Estrangeiro

Se a raiz do conservadorismo é o amor por uma comunidade imaginada — a nação, a raça, a família tradicional —, o ódio ao "outsider" torna-se uma consequência lógica. No calor de uma campanha presidencial ou de um debate sobre imigração, o que o mundo vê como discurso de ódio é, para o ativista de direita, uma forma de defender o que lhe é mais caro. A ensaísta política Kathleen Belew argumenta que grupos de extrema-direita se veem como exércitos de patriotas lutando por um modo de vida ameaçado. A análise do discurso de Marine Le Pen durante a campanha presidencial de 2017 na França e de movimentos identitários na Alemanha, que utilizam abertamente o slogan de "amor à pátria" para justificar a exclusão, materializa esta lógica, na prática: "Os errados, senhores e senhoras, não é um grito de xenofobia, é um grito de amor pelo que nos pertence".

A ascensão do trumpismo e do populismo de direita no século XXI, para Corey Robin, é a confirmação de que esta dinâmica amor-ódio nunca deixou de operar. Os conservadores podem até estar "entediados" com o capitalismo, como confessou o próprio Buckley a Robin pouco antes de morrer, ao declarar que dedicar a vida ao capitalismo era "horrível porque é repetitivo... é como sexo". Mas o que os anima não é a defesa árida do livre mercado; é a luta emocionante contra a "correção política", o "globalismo" e o "marxismo cultural". O alvo do ódio muda, mas a estrutura afetiva — o fervor de uma cruzada para proteger uma ordem amada — permanece notavelmente constante. O teórico político Richard Shorten, em A Ideologia dos Reacionários Políticos, capta essa essência ao descrever o apelo reacionário como uma combinação de apelos à "decadência, conspiração e indignação", todos enraizados na crença de que algo profundamente amado está sob ataque iminente.

O que antes era a luta contra o comunismo, tornou-se uma guerra cultural contra a ideologia de gênero, a imigração em massa e a elite globalista. O amor continua sendo o motor; o ódio, a ferramenta.

III. O Conservadorismo Brasileiro e o Ódio como Plataforma

A análise da dinâmica amor-ódio não se restringe ao contexto norte-americano ou europeu. O fenômeno encontra um paralelo poderoso e singular no Brasil contemporâneo, onde as emoções foram deliberadamente instrumentalizadas como estratégia política. Pesquisas acadêmicas têm se dedicado a entender o que se convencionou chamar de "virada conservadora" no país, um movimento que ganhou força a partir de 2013 e atingiu seu ápice com a eleição de Jair Bolsonaro em 2018.

Um elemento central desse fenômeno foi a construção de uma política do ódio. Estudos demonstram que a extrema-direita brasileira utilizou o ódio como plataforma política para manipular a opinião pública, reconfigurando o sentido da vida política e da cidadania. O termo "ódio" emerge como uma categoria analítica crucial, aparecendo como um "combustível patológico" que percorre diferentes vertentes, desde o neoconservadorismo cultural até o fundamentalismo religioso e o ultraliberalismo econômico. O que unifica essas diferentes faces é um forte sentimento de amor por uma nação, família e valores tradicionais que seus defensores percebem como estando em perigo.

A polarização nas redes sociais foi fundamental para disseminar esta paixão política. Em um estudo intitulado "Tecnopolíticas do Ódio", pesquisadores analisaram como grupos conservadores e bolsonaristas no WhatsApp usaram estratégias de disseminação de notícias falsas, desinformação e ataques pessoais para mobilizar eleitores nas eleições de 2018 e 2022. Estas não eram apenas táticas eleitorais; eram a materialização digital de uma guerra cultural, onde o amor por "Deus, Pátria e Família" servia como justificativa moral para o ódio contra opositores vistos como parte de uma conspiração esquerdista para destruir o país. O discurso de Bolsonaro, que por vezes glorificou a ditadura militar e usou ameaças e retórica inflamatória, não é um desvio da norma, mas uma expressão crua e transparente dessa lógica, na qual o inimigo interno é desumanizado em nome da salvação da comunidade amada.

IV. O Legado de Buckley e a Fratura Conservadora

A biografia de Buckley, contudo, não é apenas o retrato de um triunfo. Tanenhaus documenta como o próprio Buckley ficou alarmado com o rumo que a coalizão que ajudara a criar tomou no final de sua vida. A ascensão do Tea Party e, mais tarde, de Donald Trump, representou uma guinada para um populismo de direita mais cru, menos cortês e abertamente nacionalista que, em muitos aspectos, desafiou o código de civilidade e o "fusionismo" que Buckley havia meticulosamente forjado — a união entre tradicionalistas, libertários e anticomunistas.

O crítico George Hawley, autor de Críticos de Direita do Conservadorismo Americano, capta a contradição final: o movimento de direita que Buckley ajudou a criar cresceu tanto que acabou abrigando versões do conservadorismo que ele mesmo rejeitaria. O amor à causa se fragmentou em facções que se odeiam mutuamente, provando que uma política construída sobre a base volátil do ressentimento pode facilmente gerar caos. Este é o legado ambivalente do arquiteto do conservadorismo moderno: ele canalizou a energia da reação para dentro do sistema, mas ao fazê-lo, normalizou uma política onde o amor a um "nós" idealizado justifica, e às vezes exige, o ódio a um "eles" demonizado. Como o crítico Matt Feeney observa, "a armadilha do ódio na política", em vez da persuasão, tornou-se uma característica central do debate, corroendo a confiança nas instituições e envenenando a capacidade de diálogo. 

Conclusão: O Espelho do Amor e do Ódio 

Afirmar que "amor é ódio aos conservadores" não significa psicologizar o conservadorismo como uma patologia. Significa compreender a sua gramática moral. Para o fervoroso conservador, o sentimento primário não é a maldade ou a destruição, mas a devoção — à pátria, a Deus, à família. O problema é que esta devoção, especialmente quando sentida como ameaçada ou sitiada, exige a construção de inimigos. O amor que salva o seu próprio povo deve, por necessidade, odiar aqueles que querem corrompê-lo. O ódio, neste contexto, não é o oposto do amor; é a sua forma de defesa armada. 

Ao fechar a cortina sobre a vida de Buckley, fica a lição de que o império das emoções na política nunca é simples. A obra de Tanenhaus nos lembra que as revoluções são feitas por homens e mulheres movidos por forças que eles mesmos muitas vezes não compreendem plenamente, jurando amor enquanto semeiam divisão. Entender esta dinâmica não é justificá-la, mas é o primeiro passo para reconhecer que, até que a política aprenda a construir sobre a base frágil do amor ao próximo (universal) em vez de apenas ao "igual", a sombra do ódio continuará a acompanhar cada passo da marcha conservadora. 

É no reconhecimento dessa complexa dialética amor-ódio que reside a chave para desarmar a retórica da polarização e encontrar um caminho para um debate político mais saudável. Pois, como nos mostram tanto a história do conservadorismo americano quanto os recentes episódios da política brasileira, a qualidade da democracia não se mede apenas pelo que se ama, mas pelo modo como se trata aqueles que não se ama.