SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

terça-feira, 21 de abril de 2026

80 milhões de dólares em futuros de petróleo foram negociados — minutos antes de Trump anunciar que estava pausando os ataques ao Irã. Minutos. Não horas.




CORTESIA DA FEMINIST NEWS: 580 milhões de dólares em futuros de petróleo foram negociados — minutos antes de Trump anunciar que estava pausando os ataques ao Irã. Minutos. Não horas. Minutos. Alguém sabia. E que alguém fez uma fortuna absoluta com uma decisão sobre guerra e paz. O economista vencedor do Prêmio Nobel Paul Krugman chamou isso do que é: traição. Ele fez a pergunta que TODOS deveríamos gritar: As decisões sobre guerra e paz estão sendo tomadas — em parte — para servir aos insiders e não ao interesse nacional?

Isso não é uma teoria da conspiração. BBC, Reuters, Axios e Salon documentaram um padrão de negociações massivas e suspeitas ocorrendo minutos antes dos anúncios mais revolucionários de Trump — pausas nas tarifas, reversões do Irã, o que você imaginar. Só em 9 de abril de 2025, os traders faziam apostas superiores a 2 milhões de dólares em picos de mercado — e ficaram com quase 20 milhões — minutos antes de Trump anunciar uma pausa tarifária que fez os mercados dispararem. A SEC? Quase dormindo. Enquanto isso, contratados de defesa estão imprimindo dinheiro. O Pentágono está pedindo ao Congresso mais 200 BILHÕES de dólares para financiar a guerra do Irã — tudo isso enquanto o "Grande Projeto de Lei" de Trump acabou de tirar o seguro saúde de 10 milhões de pessoas e cortar a assistência alimentar de crianças famintas. Lockheed Martin, Raytheon e outros estão sendo solicitados a quadruplicar a produção de armas. E os próprios filhos de Trump estão apoiando uma empresa que tenta vender interceptadores de drones para os próprios estados do Golfo sob fogo. Isso não é governança. Isso é um barulho. ISSO NÃO PRECISAVA ACONTECER. Por anos, líderes democratas e republicanos tiveram todas as oportunidades de lutar — de usar todas as ferramentas processuais, legais e de pressão pública disponíveis para impedir essa deriva para a oligarquia. Em vez disso, caminharam devagar. Eles hesitaram. Eles arrecadaram fundos. Eles fizeram discursos. Eles nos deram uma política de gerenciamento do declínio em vez de defender a democracia. Eles escolheram o conforto deles em vez do nosso país. E agora estamos aqui — assistindo guerras sendo travadas por lucro, vendo os mercados serem manipulados em tempo real, vendo nossa democracia ser vendida ao maior lance.

J.P. Morgan just did something scientists couldn't.


 J.P. Morgan just did something scientists couldn't. They made climate tipping points expensive enough to care about 💰.


Not in a "this is bad for the planet" way. In a "this costs huge amount of money" way.

Here's the number that stopped me.

A flood event with a 0.2% annual probability sits comfortably in most risk models. Around $30 in present-value damages across a 30-year horizon.

Tiny. Noted and moved on. Who cares.

Add a climate tipping point halfway through that window, and the same asset produces over $1,600 in damages.

Same building. Same timeframe. 50x times the exposure.

That's not a stress test. That's a different category of risk entirely.

Johan Rockström and the Potsdam Institute have been mapping this territory for years. 16 tipping points. 5 already at risk. (2022 paper in Science). Including the Greenland and West Antarctic ice sheets, Atlantic circulation systems, coral reefs, and permafrost.

The scientific community has been consistent, clear, and largely unheard in boardrooms.

What Sarah Kapnick at J.P. Morgan understood is that the problem wasn't awareness. It was translation.

Finance doesn't act on warnings. It acts on frameworks. Give risk a 💰 number, and suddenly it has a seat in the room.

Now repricing will move fast - because enough institutions will begin treating the probability as decision-relevant.

But here is the question I haven't seen asked:

"J.P. Morgan priced the risk. Who is pricing what reduces it?"

✅ Functioning wetlands absorb floodwater before it becomes a damage figure.

✅ Intact forests regulate the rainfall patterns that underpin agricultural yields.

✅ Healthy soils make sure we have food to eat, which is a matter of national security.

These are not conservation arguments - they are the physical infrastructure standing between a $30 liability and a $1,600 one.

The asset that cuts a 50x multiplier (aka restored land!) should be extraordinarily valuable right now. Markets haven't caught up. Yet.

This gap between awareness and pricing is also where the investment opportunity lives.

When measurement follows risk recognition - and it always does - the assets that sit on the other side of that liability become investable at institutional scale.

The financial tipping point is already in motion. Natural capital is the next big investment class.

Is this already on your agenda, or does it still feel too distant to act on?

A economia pode tanto permitir a queda rumo ao fascismo, quanto defender a acessibilidade, a dignidade e a democracia.


A economia pode tanto permitir a queda rumo ao fascismo, quanto defender a acessibilidade, a dignidade e a democracia.


Escrevi ECONOMIA ANTIFASCISTA com meu bebê ao meu lado — um lembrete constante de que o futuro deve ser vivível para todos.

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MARTIN HEIDEGGER: O Filósofo Que Redefiniu A Existência Humana - Documentário


 

Como a Terra mudou em 58 anos: o que revelam as fotos icônicas das missões Apollo 8 e Artemis 2

 

Duas imagens da Terra: uma tirada pela missão Apollo 8 e a outra pela missão Artemis.

Crédito,NASA

Legenda da foto,À esquerda, a foto tirada pela missão Apollo 8. À direita, a imagem fotografada pela Artemis 2
    • Author,Richard Hollingham
    • Role,BBC Future*
  • Tempo de leitura: 7 min

Quando o comandante da missão Apollo 8, Frank Borman, viu pela primeira vez o lado oculto da Lua pela janela da nave, em 1968, ele ficou impressionado com o seu aspecto desolador.

"A superfície lunar estava terrivelmente danificada por crateras de meteoritos e detritos vulcânicos", contou ele em uma entrevista à BBC em 2018.

"Era cinza, preta ou branca; não tinha absolutamente nenhuma cor e parecia completamente devastada."

Mas, quando a nave completou sua quarta órbita ao redor da Lua, uma visão totalmente diferente surgiu de repente.

"Olhamos pra cima e lá estava a Terra ao fundo, surgindo por sobre a superfície lunar. Bill Anders tirou a foto que provavelmente se tornou uma das imagens mais significativas já feitas pelo ser humano", disse Borman.

"A Terra era a única coisa em todo o universo que tinha cor; foi uma visão extraordinária. Somos muito, muito sortudos por viver neste planeta."

Essa foto do nascer da Terra (ou Earthrise, em inglês), como logo ficou conhecida, tornou-se uma das imagens mais reproduzidas de todos os tempos.

Ao mostrar nosso planeta no contexto do deserto lunar e da imensidão do espaço, ela impulsionou o movimento ambientalista, contribuindo para a criação do Dia da Terra em 1970.

Cinquenta e oito anos depois, os astronautas da Nasa registraram outra imagem impressionante da Terra "mergulhando" sob uma paisagem lunar árida: Earthset (ou "pôr da Terra", em tradução livre).

Durante o sobrevoo da Lua no início deste mês, a tripulação da Artemis 2 capturou essa nova imagem do nosso frágil planeta azul na vastidão do espaço. Não se sabe quem tirou a foto desta vez, já que os quatro astronautas optaram por não atribuir as imagens a indivíduos, mas sim à tripulação como um todo.

Em termos geológicos, pouco mais de meio século é praticamente um piscar de olhos. Ainda assim, as mudanças climáticas alteraram de forma significativa a superfície do nosso planeta nas últimas seis décadas.

Especialistas explicam à BBC as diferenças visíveis entre as fotos do "nascer" e do "pôr" da Terra — e o que elas revelam sobre o nosso planeta ontem e hoje.

A Terra vista pela missão Artemis 2.

Crédito,NASA

Legenda da foto,Foto tirada pela tripulação da missão Artemis 2 durante um sobrevoo de sete horas ao redor da Lua
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Apesar do seu impacto e legado, o mais surpreendente da foto do "nascer da Terra" é que ninguém na Nasa a tinha planejado.

"Eles a tiraram por acaso, não foi?", comenta a astronauta americana Sian Proctor, piloto da primeira missão espacial totalmente civil, chamada Inspiration4.

"A Apollo 8 mudou a nossa forma de ver o planeta — e acho que é exatamente disso que precisamos agora: mais inspiração."

Quando perguntados, na coletiva de imprensa após o lançamento da missão Artemis, sobre planos para uma nova foto do nascer da Terra, ficou claro que, desta vez, a Nasa não seria pega de surpresa.

"Faremos todo o possível para que isso aconteça", respondeu Lori Glaze, responsável pela Direção de Missões de Desenvolvimento de Sistemas de Exploração da agência.

A foto do "pôr da Terra" foi capturada pela janela da nave Orion às 18h41 no horário da costa leste dos EUA (19h41 no horário de Brasília) no dia 6 de abril, durante um sobrevoo lunar de sete horas.

"O lado iluminado da Terra mostra nuvens brancas e águas azuis sobre a região da Oceania, enquanto as áreas escuras estão na noite. A imagem também revela um nível incrível de detalhe da superfície lunar, com suas crateras e bacias sobrepostas", descreve a Nasa.

Nascer da Terra

Crédito,NASA

Legenda da foto,A imagem 'nascer da Terra' se tornou uma das mais reproduzidas de todos os tempos e impulsionou o movimento ambientalista

Mudanças evidentes

Ao contrário de 1968, em 2026 inúmeros satélites capturam milhares de imagens do nosso planeta todos os dias. Eles coletam dados e monitoram oceanos, terra e gelo em todo o espectro eletromagnético — das micro-ondas ao ultravioleta — muito além do que conseguimos ver a olho nu.

Existe também uma transmissão contínua de vídeo a partir da Estação Espacial Internacional, e até sondas robóticas já registraram imagens da Terra a partir da Lua e de regiões ainda mais distantes.

Ainda assim, o fato de o "pôr da Terra" ter sido fotogradado por seres humanos diferencia essa foto de todas as outras.

Craig Donlon, responsável pelos planos da próxima geração de satélites da Agência Espacial Europeia (ESA), afirma que os humanos oferecem uma perspectiva diferente.

"As imagens feitas pelo ser humano são enquadradas, focadas, e o astronauta toma decisões — conscientes e até subconscientes — ao pressionar o obturador; ele tem algo em mente", explica Donlon.

"Isso gera uma emoção que nos diz: 'Uau, que maravilha, ali está a Terra, mas é ali que vivemos, ali está tudo'."

Floresta destruída por fogo na Alemanha

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,A atividade humana mudou visivelmente o nosso planeta

Mas não é apenas a conexão humana que torna essas duas imagens significativas. Apesar de terem sido captadas com cerca de 58 anos de diferença, elas também ajudam a revelar como a Terra mudou nesse período.

"Desde o 'nascer da Terra', os níveis de dióxido de carbono na atmosfera aumentaram em aproximadamente um terço e as temperaturas globais subiram em pelo menos 1°C", afirma Richard Allan, professor de ciências climáticas no Centro Nacional de Observação da Terra da Universidade de Reading, no Reino Unido.

"O planeta se transformou à medida que as atividades humanas alteraram a textura da nossa superfície vista do espaço: a expansão das cidades, o desmatamento de florestas densas para dar lugar a áreas agrícolas mais claras e o esvaziamento do Mar de Aral, que hoje está reduzido a menos de 10% do seu tamanho na década de 1960."

Parte dessas mudanças pode ser percebida até mesmo nas próprias imagens, embora a Terra esteja coberta por nuvens.

"Embora correspondam a diferentes regiões do planeta, o que se observa em ambas as imagens — apesar de mostrarem áreas distintas — é a Antártida e o Oceano Austral", afirma Benjamin Wallis, da Universidade de Leeds, no Reino Unido.

"A Península Antártica é uma das regiões que mais aquece na Terra, e cerca de 28.000 km de plataformas de gelo colapsaram entre a imagem anterior e a mais recente."

Os estudos indicam que essas mudanças no gelo ao redor da Antártida não têm precedentes nos últimos 10.000 anos. Outras áreas do planeta onde a água existe em estado sólido — a chamada criosfera — também foram afetadas de forma semelhante.

Degelo na Antártida

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,Diminuição da camada de gelo gera preocupação

"Realmente vimos mudanças drásticas", afirma Petra Heil, diretora científica do British Antarctic Survey (BAS).

"Observamos, em ambos os hemisférios, uma redução significativa da camada sazonal de gelo marinho e, na América do Norte, Eurásia e Ásia, vimos uma cobertura de neve sazonal muito mais tardia, além de um derretimento mais precoce."

"Acredito que, com base nas observações e nos modelos numéricos, podemos atribuir provavelmente entre 90% e 95% dessa mudança às atividades humanas", acrescenta Heil.

Mas, embora tudo isso possa ser desanimador, vale lembrar que, em 1968 — apesar das imagens vindas do espaço — já havíamos causado danos ao planeta

"O 'nascer da Terra' deixou muita gente fascinada com a ideia de como a Terra era bonita e de como estava sendo danificada", diz Kathleen Rogers, presidente da rede do Dia da Terra.

"Lembro que, naquela época, em Los Angeles, no horário de pico, não se conseguia enxergar o outro lado da rua por causa da poluição, e nossos rios estavam em chamas."

"De tão longe, a Terra parece tão perfeita e tão bonita, e depois, ao nos aproximarmos, conseguimos ver os estragos de 150 anos do que chamamos de progresso", diz Rogers.

"Mas isso inspirou uma geração a redobrar esforços e fazer parte de um movimento."

Frank Borman faleceu em 2023, mas o legado da sua missão Apollo 8 permanece e suas palavras continuam relevantes para uma nova geração de astronautas lunares: "Acho que nenhum de nós percebeu que iríamos até a Lua e estaríamos mais interessados em observar a Terra."

*Este artigo foi publicado originalmente na BBC Future. Clique aqui para ler a versão original em inglês.

Novo 'O Diabo Veste Prada' é uma versão 'água com açúcar' do original?

 

Atriz Meryl Streep durante cena do filme

Crédito,20th Century Fox

    • Author,Caryn James
    • Role,BBC Culture
  • Tempo de leitura: 4 min

Diabo Veste Prada 2 é um dos filmes mais aguardados de 2026 até agora. Mas a campanha de divulgação indica que a sátira do original foi suavizada — assim como a vilã tóxica interpretada por Meryl Streep.

No ano passado, quando Meryl Streep e Stanley Tucci apareceram de surpresa no desfile da Dolce & Gabbana em Milão caracterizados como Miranda Priestly e Nigel Kipling para gravar uma cena do novo filme, o momento serviu como uma prévia divertida para a continuação do sucesso de 2006.

Nesse mesmo evento, Streep, no papel de Miranda, posou para fotos com Anna Wintour — um reconhecimento sutil à lendária editora da Vogue que foi, de fato, a inspiração para a personagem: a editora imponente e fria de uma revista de moda que Streep transformou em um ícone imediatamente reconhecível.

Mas aquele era apenas o começo de uma campanha publicitária exagerada, que mistura as personalidades dentro e fora das telas e aposta fortemente na imagem de Wintour.

Mas o que começou como algo criativo e divertido acabou se tornando um pouco cansativo — e tão onipresente que corre o risco de ofuscar o próprio filme.

Além disso, deixou dúvidas se a continuação será apenas uma sombra do original, sem a sua força ou impacto.

Capa da Vogue mostra Anna Wintour e Meryl Streep como Miranda

Crédito,Annie Leibovitz/Vogue

Legenda da foto,A capa da Vogue com Anna Wintour e Meryl Streep como Miranda Priestly gerou grande repercussão

No mês passado, Wintour participou da cerimônia do Oscar ao lado de Anne Hathaway, que interpreta a protagonista Andy, a humilde assistente de Miranda no primeiro filme.

Em uma tentativa de humor meio sem graça, Wintour chamou Hathaway de "Emily", nome da personagem de Emily Blunt, também assistente, errando seu nome da mesma forma que Miranda fazia.

E, na semana passada, a internet entrou em alvoroço quando a Vogue divulgou uma capa com Streep caracterizada como Miranda ao lado de Wintour; na reportagem, havia uma entrevista conjunta com Streep (fora do personagem) e Wintour.

As reações nas redes sociais foram diversas, desde um comentário no Instagram que dizia "É um encontro cultural que as pessoas estavam esperando ver" até respostas mais críticas, incluindo uma no X que simplesmente afirmava: "Isso é tão constrangedor".

Esta não é a única turnê de divulgação de um filme recente a confundir as fronteiras entre atores e personagens fictícios — uma abordagem que combina com o momento cultural e político atual, em que ficção e realidade muitas vezes parecem igualmente misturadas.

As ações de Timothée Chalamet para promover o filme Marty Supreme, indicado ao Oscar, no qual ele interpreta um oportunista arrogante, incluíram um vídeo viral em que ele finge ser uma versão egocêntrica de si mesmo assumindo o controle de uma reunião de marketing.

As declarações emocionadas de amizade entre Ariana Grande e Cynthia Erivo na primeira turnê de divulgação de Wicked, espelhando o vínculo de suas personagens, também foram alvo de muitas piadas.

Uma personagem 'desarmada'

Mas nada se compara à turnê de divulgação de O Diabo Veste Prada em termos de metalinguagem — e, de forma crucial, a onipresença de Wintour sugere que a sátira da história perdeu sua força.

No filme original, Streep transformou Miranda em uma chefe tóxica ao mesmo tempo seca e hilária.

"Detalhes da sua incompetência não me interessam", diz ela friamente a Emily, culpando-a por uma mudança de agenda fora do seu controle.

Mas ter um filme de sucesso muda muita coisa. Parece que Wintour concluiu que é melhor estar "dentro do jogo" do que de fora. E, infelizmente para os fãs, a campanha já indica que a continuação trará uma versão mais suave de Miranda.

Se os trailers nos dizem alguma coisa, eles sugerem um foco no retorno de Andy à órbita de Miranda, além de várias referências nostálgicas ao original. Em um deles, a narração de Nigel descreve a Runway como "uma estrada sinuosa que nos reúne novamente".

Na entrevista conjunta, Wintour — que já não é mais editora da Vogue, mas diretora de conteúdo da Condé Nast — conta que, ao saber da continuação, ligou para Streep, que a tranquilizou: "Vai dar tudo certo."

Agora, a Vogue não para de falar sobre o filme. A revista reuniu os looks do tapete vermelho da turnê de divulgação, seu clube do livro está lendo o romance que inspirou o primeiro filme e seu podcast contou com a participação de três ex-assistentes de Wintour.

Em contraste, quando o filme original foi lançado, Wintour e a maioria dos estilistas mantiveram distância. Streep relembra em entrevista à Vogue: "Todo mundo tinha medo da Anna no primeiro filme, então não conseguíamos roupas."

Molly Rogers, a figurinista responsável pelos figurinos desta vez, afirmou que os estilistas reconheceram que o filme lhes daria "a melhor visibilidade do mundo". Assim como a Vogue, o filme serve de promoção para marcas como Dolce & Gabbana, Balenciaga, Dior e Phoebe Philo, cujas peças aparecem na tela.

Em sua participação no programa The Late Show with Stephen Colbert para promover o filme, Streep defendeu Miranda, dizendo que ela "sabe que o que diz é sarcástico, mas também sabe que é engraçado. Esse jeitinho de fazer as coisas, as pessoas interpretam como maldade, mas é engraçado."

A plateia de Colbert, no entanto, riu do absurdo dessa ideia — afinal, não tem graça nenhuma quando você é a assistente intimidada.

Meryl Streep e Anne Hathaway  de mãos dadas

Crédito,Alamy

Legenda da foto,Meryl Streep e Anne Hathaway participaram de uma extensa turnê internacional de imprensa para o filme

Toda essa construção da personagem pode acabar mudando a forma como percebemos tanto Miranda quanto sua contraparte na vida real. Wintour se posicionou de maneira estratégica — não mais como a chefe assustadora, mas como alguém corajosa o suficiente para abraçar uma caricatura de si mesma. E essa caricatura, ao que tudo indica, deve ser mais gentil agora.

Aline Brosh McKenna, roteirista do filme original e da continuação, disse à Vogue que, enquanto trabalhava no primeiro roteiro, o diretor David Frankel frequentemente a lembrava: "O filme se chama O Diabo Veste Prada, não 'A Dama Não Tão Legal Veste Prada'."

Mas essa personagem inesquecível pode já não ser mais tão "diabólica" quanto antes.