SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

O livro argumenta que a justiça social tem uma dimensão espacial:


 Olá, pessoal!


*Spatial Justice: The Basics* está disponível com Routledge, e eu criei um *site complementar* gratuito* para acompanhá-lo.

https://lnkd.in/eFr5aAQ6

O livro argumenta que a justiça social tem uma dimensão espacial: a justiça distributiva pergunta quem recebe o quê, e onde; a justiça processual pergunta quem decide e por meio de quais instituições; A justiça reconhecível pergunta de quem conhecimento, trajetórias e formas de habitar o espaço realmente contam.

Traça essas três dimensões desde o direito de Lefèbvre à cidade passando por Rawls, Sen, Fraser e Young, até o urbanismo sulista de Holston, Miraftab, Roy e Simone, e depois testa toda a estrutura contra um caso: a favela Paraisópolis, em São Paulo, com a qual o livro começa e termina.

O *site complementar* foi feito para ensinar, não apenas para ler. Inclui um guia de leitura capítulo a capítulo, três sessões de curso prontas para conduzir (incluindo um role-play baseado na parábola da flauta de Amartya Sen), um glossário de dezesseis semestres e sugestões de autoestudo para quem estiver trabalhando o livro por conta própria.

Esta página complementar foi feita para instrutores que desejam um módulo que possam inserir em um curso existente de teoria do planejamento ou estudos urbanos, e para estudantes que desejam uma forma de entrar no argumento antes de abrirem o Capítulo 1. Centre for the Just City, Hugo Lopez, Caroline Newton, Selena Hostetler, Russell Smith, Luciana Royer

https://lnkd.in/eFr5aAQ6

A CONEXÃO COM O CONSUMIDOR: Cada clique, transmissão e entrega no dia seguinte traz um custo ambiental invisível.


 68.800.000 toneladas. Esse é o custo invisível de carbono da conveniência de uma única empresa.


Quando pensamos em poluidores pesados, nossa mente imediatamente vai para gigantes da fast fashion, manufatura de tecnologia ou marcas globais de bebidas.

Mas os dados revelam uma verdade muito maior sobre a economia digital.

De acordo com dados recentes da Earth.org e do Commons, a Amazon emite mais gases de efeito estufa do que Shein, Apple e Coca-Cola JUNTAS.

Vamos analisar os números concretos (MT CO2e anual):

📦 Amazon: ~ 68,8 milhões de toneladas métricas

👗 Shein: ~ 16,7 milhões de toneladas métricas

🍏 Apple: ~ 16,1 milhões de toneladas métricas

🥤 Coca-Cola: ~ 5,2 milhões de toneladas métricas

Embora a Amazon tenha se comprometido a alcançar carbono líquido zero até 2040, a expansão dos data centers para alimentar a IA, aliada a uma enorme rede logística global, mantém sua pegada de carbono fortemente carregada.

Essa comparação não é apenas sobre denunciar e envergonhar – é uma análise crítica das cadeias de suprimentos modernas:

O CUSTO DIGITAL: A infraestrutura de computação em nuvem e IA exigem energia imensa, muitas vezes superando a manufatura física pesada.

Descarbonização Sistêmica: A verdadeira sustentabilidade não pode depender de greenwashing corporativo ou pequenos ajustes operacionais.

Isso exige uma mudança fundamental na forma como negócios em hiperescala operam.

A CONEXÃO COM O CONSUMIDOR: Cada clique, transmissão e entrega no dia seguinte traz um custo ambiental invisível.

Ao olharmos para economias circulares e modelos de negócios sustentáveis, a escala exige um nível proporcional de responsabilidade.

A verdadeira liderança climática não é medida pela ambição de um compromisso de 20 anos, mas pelas mudanças sistêmicas feitas hoje.

Quais são suas opiniões sobre como gigantes de tecnologia e logística podem desvincular drasticamente o crescimento das emissões de carbono? Vamos discutir abaixo. 👇

O mercado global de softwares de gestão de carbono deve chegar a quase US$ 1,8 bilhão até 2031


 O mercado global de softwares de gestão de carbono deve chegar a quase US$ 1,8 bilhão até 2031, crescendo 15% ao ano, segundo a Verdantix.


Mesmo em um cenário mundial volátil, a demanda segue impulsionada por cadeias de suprimentos, regulamentações e pela necessidade de eficiência nos processos de gestão da agenda de clima e sustentabilidade.

É nesse contexto que a WayCarbon anuncia a nova versão da WayCarbon Ecosystem, plataforma de gestão climática e ESG que está no mercado há mais de 10 anos e já atendeu mais de 200 empresas, de múltiplos setores, por meio dos módulos: Gestão de Emissões, Gestão de Riscos Climáticos, Gestão de Indicadores ESG, Gestão ESG de Fornecedores e Gestão de Relatos.

Totalmente integrada, a plataforma une infraestrutura tecnológica de ponta às necessidades reais de grandes empresas. Confira os benefícios da atualização no carrossel a seguir.

"Frog and Toad Are Friends", um livro infantil sobre as aventuras de dois anfíbios machos


 No verão de 1970, o autor e ilustrador Arnold Lobel publicou "Frog and Toad Are Friends", um livro infantil sobre as aventuras de dois anfíbios machos. A química excêntrica da dupla encantava as crianças e divertia seus pais; ao final da década, Lobel havia lançado três sequências populares. Externamente, as histórias eram curtas e diretas, com enredos infantis que geralmente terminavam em uma resolução arrumada.


Mas os livros podem ter contido uma dimensão mais complicada. Quatro anos após o primeiro "Sapo e Sapinho", Lobel informou à família que era gay. Meio século depois, a conexão carinhosa entre seus dois amados protagonistas parece algo mais profundo do que os relacionamentos de uma série infantil comum, mesmo que os livros mantenham seus muitos encantos originais. Leia mais: https://lnkd.in

Segundo a OMS, o cuidado aos idosos precisa ser reorganizado.


 Estamos vivendo uma situação de alerta sobre os cuidados aos idosos, mas muito provavelmente não estamos discutindo isso nas empresas de saúde como deveríamos.


Segundo a OMS, o cuidado aos idosos precisa ser reorganizado.

Em outras palavras...
Não pode mais ser episódico.
Não pode mais ser estruturado exclusivamente em consultórios e hospitais.

Precisa ser contínuo e conveniente.

Demanda a formação de novos profissionais.
Demanda o desenvolvimento de soluções de monitoramento remoto.
Exige muitos investimentos em educação continuada de profissionais, pacientes e familiares.

O alerta deveria ser tratado como pauta estratégica.
Mas é visto por muitos como "variação da normalidade".

Países que não reorganizam o cuidado diante do envelhecimento acabam sobrecarregando famílias, precarizando a vida dos trabalhadores (principalmente dos cuidadores) e ampliando desigualdades.

O Brasil corre esse risco.
O risco já está se transformando em realidade.
O tema não é secundário.

Acordemos!

O escândalo não é apenas o número. É a produção deliberada da incerteza.


 O escândalo não é apenas o número. É a produção deliberada da incerteza.


O número oficial de mortos em Gaza já é catastrófico, mas todos os estudos sérios de mortalidade apontam na mesma direção: os mortos estão sendo subestimados. Corpos permanecem sob escombros, hospitais foram destruídos, famílias desapareceram dos registros, e mortes por fome, doenças, exposição, ferimentos não tratados e colapso médico são colocados fora do quadro oficial.

O número de 680.000 deve ser tratado como uma estimativa extrapolada, não como uma contagem confirmada. Mas o ponto moral e legal não depende de um número. Israel tornou as condições de vida em Gaza letais, depois usou o colapso da documentação para contestar a escala da morte.

Isso não é neblina. É política.

No Brasil, o cenário é o inverso: a renda é o fator que mais impacta o aprendizado.


 O Chão da Escola: O Abismo entre o Modelo Japonês e a Realidade Brasileira


A Educação no Brasil só fluirá quando os responsáveis estiverem presentes na vida dos seus filhos e se tornarem parceiros reais da escola.

Tenho família no Japão e, ao conversarmos sobre a rotina escolar de lá, fico impressionada com a organização e o respeito absoluto pelos professores.
A relação é baseada na autonomia do docente (Sensei), combinada com uma altíssima corresponsabilidade em casa.
Os pais não interferem na linha pedagógica; o foco deles é apoiar a socialização e a segurança das crianças fora da sala.Em vez de reuniões tradicionais, eles têm os Dias de Observação (Jugyou Sankan), onde assistem às aulas em silêncio e, depois, debatem estruturadamente os pontos fortes e fracos da turma.

No Brasil, vivemos o oposto: a minoria participa das reuniões. A maioria prefere ser atendida às pressas na saída, momento em que o professor precisa de atenção total para entregar as crianças, ou através de grupos caóticos de WhatsApp.

Na cultura japonesa, se o estudante vai mal, a família foca no esforço dele e busca suporte (como os Jukus, escolas de reforço privadas). Raramente culpam o professor.

Por aqui, diante de uma nota baixa, o único culpado apontado por pais e governantes é o próprio professor.

Outro choque cultural é o O-soji (limpeza coletiva). No Japão, estudantes e professores limpam as salas, corredores e banheiros juntos diariamente.
O objetivo principal é pedagógico: ensinar responsabilidade pelo espaço coletivo e humildade ("nenhum trabalho é menor do que o outro").

No Brasil, temos escolas enormes com pouquíssimas funcionárias e alunos que acumulam sujeira a cada troca de aula. Se pedimos para recolherem a bagunça, não é raro aparecer um responsável dizendo que o filho "não está ali para fazer faxina".

Segundo a OCDE, o Japão tem um dos sistemas mais igualitários do mundo: a origem socioeconômica do estudante influencia apenas 9% do seu desempenho.

No Brasil, o cenário é o inverso: a renda é o fator que mais impacta o aprendizado.

Sou uma professora que acredita na Educação porque ela mudou a minha vida. Mas precisamos urgentemente mudar nossas atitudes para um futuro melhor. Governantes, invistam na educação para termos cidadãos capazes de honrar nosso país!

Como professora, sigo acreditando na mudança, mas precisamos agir.

Na sua opinião, qual é o maior desafio hoje para construirmos essa parceria real entre os pais e a escola no Brasil?

#EducacaoTransforma #ProfessoresDoBrasil #ChaoDaEscola #EscolaEFamilia #ValorizacaoDoProfessor #PisaOCDE


Fonte: OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)
NCEE (National Center on Education and the Economy)
Diretrizes do Ministério da Educação do Japão (MEXT).