SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

TRÊS CAMINHOS, UMA ESTRADA: O QUE LULA, ALCKMIN E CADA UM DE NÓS CONSTRUÍMOS — E POR QUE PRECISAMOS PLANTAR NOVAS LIDERANÇAS EM 2026

 



A política brasileira é feita de histórias. Histórias de superação, de luta, de erros e acertos. Hoje, quero olhar para duas delas — as de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin — e colocá-las lado a lado com a minha. Não para me comparar por vaidade, mas para mostrar que o tempo mudou, o mundo mudou, e São Paulo precisa de um governante que tenha vivido as transformações deste século por dentro, com alma, com tecnologia e com a sociedade civil organizada. 

LULA: O SINDICALISTA QUE ENSINOU O BRASIL A SONHAR 

A trajetória de Lula é um monumento à resistência. 

Nordestino retirante, metalúrgico, liderança sindical que enfrentou a ditadura. Nos anos 1970 e 1980, construiu o Partido dos Trabalhadores e o movimento sindical mais vibrante da América Latina. Sua luta era a luta do chão de fábrica, do operário, do salário mínimo, do direito de greve. 

Nos anos 1990, depois de três derrotas presidenciais, Lula amadureceu. Fez alianças, aproximou-se do empresariado, tornou-se o presidente que tirou 30 milhões da pobreza, que expandiu universidades federais, que fez o Brasil voar. 

Lula é filho do século XX. Sua ferramenta sempre foi o sindicato, o partido, o comício de massa. Sua grandeza está em ter dado voz a quem não tinha. Seu desafio, hoje, é dialogar com um mundo que já não se organiza apenas em fábricas e centrais sindicais — mas em redes, em coletivos, em startups sociais, em influência digital, em ocupação cultural das periferias. 

ALCKMIM: O GESTOR QUE CONSTRUIU O SUDESTE 

A trajetória de Alckmin é um monumento à gestão. 

Médico, prefeito de Pindamonhangaba aos 28 anos, governador de São Paulo por quatro mandatos. Construiu estradas, hospitais, escolas técnicas. Foi o homem da estabilidade, da continuidade, do "deixa que eu resolvo". 

Nos anos 1990 e 2000, Alckmin representou o PSDB que governava o Brasil com a moeda forte, com a responsabilidade fiscal, com a crença de que o Estado eficiente é a chave do progresso. Foi vice de Lula neste terceiro mandato porque entendeu que, diante do avanço do bolsonarismo, era preciso unir o centro democrático. 

Alckmin é filho do século XX e sua ferramenta sempre foi o Estado, o cargo, a estrutura. Sua grandeza está em ter mostrado que é possível governar com seriedade e competência. Seu desafio é compreender que o século XXI exige mais que gestão — exige conexão com a alma das pessoas, com a economia criativa, com a inovação que não cabe nos gabinetes. 

E EU, EGIDIO GUERRA? O QUE FIZ NESTES 35 ANOS? 

Enquanto Lula e Alckmin construíam suas trajetórias no século XX, eu construía a minha nas entranhas do século XXI, de 1991 a 2026, com as ferramentas que só agora a política começa a descobrir. 

1991-2000: A SEMENTE DO EMPREENDEDORISMO SOCIAL 

Em 1991, com Daniela Siaulys, fundei o Movimento Empresas Juniores. O que era? Um punhado de estudantes que acreditavam que poderiam fazer consultoria, empreender, transformar a economia antes mesmo de se formarem. Hoje, o movimento está em todas as universidades do país. Naquela época, era loucura. 

Fui executivo em multinacionais — aprendi como o mercado pensa, como o dinheiro circula, como o capital pode ser aliado da transformação social quando bem orientado. Mas não me acomodei. Fui para a escola pública, dei aula de matemática. Queria sentir na pele o que é educar no Brasil real. 

2001-2010: A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO GLOBAL 

Nesta década, tornei-me fellow Ashoka — a rede mundial de empreendedores sociais que mais inova no planeta. Fui consultor do Banco Mundial. Realizei a Primeira Feira de Conhecimento da ONU no Brasil. Comecei a escrever diariamente no meu blog habitante terra da sabedoria — hoje são mais de 1.700 textos que contam, em tempo real, minhas ideias, minhas lutas, minhas causas. 

Fui para os Estados Unidos. Tornei-me professor e orientador de pesquisas para alunos de Harvard, Yale, Stanford, Columbia, MIT no Programa de Justiça Social e Sustentabilidade com aulas em campo no Brasil, liderado pelo Professor William Calhoun. Não como turista acadêmico, mas como alguém que levava o Brasil para as melhores universidades do mundo e trazia o melhor delas para cá a luz das tecnologias sociais inovadoras brasileiras 

Criei o Programa de Agentes de Responsabilidade Social ESG com recursos da CNI — Confederação Nacional da Indústria. Antes de ESG virar moda nas empresas, eu já estava lá, construindo pontes entre o setor produtivo e a justiça social. 

2011-2020: A ARTE, A TECNOLOGIA E A DENÚNCIA DA CORRUPÇÃO 

Fiz cinema e campanha para o Oscar dos filmes — "Ainda Estou Aqui" e "Agente Secreto" —. Por quê? Porque sempre acreditei que a arte é a forma mais profunda de comunicar a verdade. Que um filme pode denunciar o que mil discursos não conseguem. 

Criei o Aplicativo Game Terra da Sabedoria — uma ferramenta para conectar jovens a oportunidades de vida, gerando trabalho, cidadania e mercado. Enquanto a política tradicional pensa em programas assistenciais, em presídios, eu penso em autonomia, em tecnologia, em gameficação da cidadania. 

Lutei contra a corrupção de todos os partidos. Denunciei as oligarquias dos 01, 02, 03, 04... e as gangues partidárias que vivem do Estado. Escrevi, falei, apontei. Não por moralismo, mas por convicção: o Estado não pode ser curral eleitoral de ninguém. 

Fui eleito Empreendedor de um Novo Brasil pela Revista Exame. Recebi prêmios na Espanha (do ex-presidente da UNESCO, Zaragoza), no Chile, na ONU em Nova York. Minha rede não é de cabos eleitorais — é de gente que transforma o mundo em diferentes frentes. 

2021-2026: A RESISTÊNCIA À BARBÁRIE E A CONSTRUÇÃO DA ESPERANÇA 

Na pandemia, fui voz ativa contra os negacionistas. Enquanto alguns governantes brincavam com a morte, eu estava ao lado da ciência, defendendo a USP, a UNESP, a UNICAMP como baluartes da vida. 

Lancei o podcast Missão Educadora no YouTube. Publiquei cinco livros. Continuei escrevendo meus 1.700 textos. Continuei denunciando a burrice de quem considera sua raça superior, de quem persegue negros, indígenas e judeus, de quem esquece que nosso DNA é o mesmo e que a humanidade começou na África. 

Criei o Primeiro Vale de Inovação em Políticas Públicas do Brasil — um espaço onde governo, universidade, empresa e terceiro setor se encontram para desenhar soluções reais para problemas reais. Não no papel, mas na prática. 

E em 2026, coloco meu nome à disposição de São Paulo. Não por vaidade. Mas porque construí, ao longo de 35 anos, as ferramentas que este século exige. 

AS SEMELHANÇAS QUE NOS UNEM 

Com Lula, compartilho: 

  • origem simples e a crença de que a educação transforma vidas. 

  • luta contra a desigualdade e a convicção de que o Estado precisa chegar a quem mais precisa. 

  • amor pelo povo brasileiro e a certeza de que é possível sonhar grande. 

Com Alckmin, compartilho: 

  • capacidade de gestão e o respeito pela coisa pública. 

  • experiência em construir políticas públicas que funcionam. 

  • visão de que é preciso unir centro democrático contra o extremismo. 

Mas há algo que me diferencia profundamente de ambos — e que é a razão da minha candidatura. 

O QUE ME DIFERENCIA: O HOMEM DO SÉCULO XXI 

Lula e Alckmin são gigantes do século XX. Eu sou um construtor do século XXI. 

  • Enquanto eles construíram partidos, eu construí redes — de jovens empreendedores, de ONGs, de universidades globais, de artistas, de inovadores sociais. 

  • Enquanto eles usaram o discurso, eu usei a escrita diária — 1.700 textos que podem ser lidos, verificados, estudados por qualquer cidadão. 

  • Enquanto eles dependeram da estrutura, eu dependi da conexão — com Harvard e com a periferia, com a ONU e com a escola pública, com o cinema e com o game. 

  • Enquanto eles pensaram a indústria do século XX, eu pensei a economia criativa, o ESG, a tecnologia a serviço da vida. 

  • Enquanto eles lutaram contra a ditadura militar, eu lutei contra a ditadura da ignorância, do negacionismo, da corrupção generalizada. 

MINHAS CAUSAS: ESCRITAS NA PELE E NO BLOG 

Tudo o que defendo está escrito. Pode ser conferido. 

Sou a favor da ciência, contra os negacionistas. Amo a USP, UNESP, UNICAMP porque sei, como professor e pesquisador, que universidade pública é patrimônio da humanidade. 

Luto pelos povos perseguidos — negros, indígenas, judeus, palestinos — porque aprendi com a história que quem considera sua raça superior é burro, e que nosso DNA é o mesmo. 

Defendo a educação para a vida, ética, estética e justa. Defendo a economia próspera, criativa e humana. Defendo a democracia direta, onde cada indivíduo conquiste sua liberdade para que a sociedade não fique refém dos delírios de dirigentes de esquerda ou direita. 

Acredito, como Jack London, que "a singularidade do indivíduo tenho como valor acima dos outros". Acredito, como Spinoza, que todos devem viver sua potência sem negar a do outro. Acredito que a arte, a cultura, a diversidade são o que nos salva. 

O PROTESTO DAS ROSAS CONTINUA 

Lula e Alckmin são aliados. Quero seus apoios, seus conselhos, suas experiências. Mas São Paulo, em 2026, precisa de alguém que tenha vivido as transformações deste século por dentro. 

Alguém que entenda de redes sociais não como palanque, mas como território de conexão real. 
Alguém que entenda de tecnologia não como discurso, mas como ferramenta de inclusão. 
Alguém que entenda de juventude não como estatística, mas como potência a ser desabrochada. 
Alguém que entenda de meio ambiente não como pauta, mas como ecossistema vivo do qual fazemos parte. 
Alguém que entenda de políticas públicas não como cargos, mas como missão de vida. 

Esse alguém sou eu. 

Vem comigo. A estrada é a mesma. O século é novo. E o Protesto das Rosas continua. 

#40 #EgidioGuerraGovernador #OSéculoXXISouEu #TerraDaSabedoria #OProtestoDasRosasContinua 

 

"Só te lembres com saudades da glória, atitudes e do saber de grandes homens, que continuam vivos em nosso espírito, proporcionando a transformação de ideias em liberdade e energia. O resto está morto. Nós estamos vivos."