SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

sábado, 25 de julho de 2026

O Deputado Federal do Grêmio Marista por uma Educação Humanista



Caríssimo eleitor, companheiro de ideal,

Você que acredita que educar é mais do que passar no vestibular — que é formar seres humanos completos, capazes de sentir, de criar, de cuidar do outro e do planeta; você que sente o peso das telas ocupando o lugar dos olhos, das conversas e dos livros; você que quer para seus filhos uma escola que ensine a viver, e não apenas a decorar — esta carta é para você.

Sou candidato a Deputado Federal. Meu time é o 40 — quatro décadas de transformação social, de chão pisado, de vidas tocadas. Meu atacante é o 19 — como Yamal, a juventude que entra em campo com a coragem de quem ainda não aprendeu a ter medo. E juntos, time e atacante, vamos vencer a maior de todas as Copas: a Copa do Brasil com Cidadania, Justiça e Educação humanista para todos.

Mas para vencer esse campeonato, precisamos, antes de tudo, formar os jogadores. Formar cidadãos. Formar gente, como a Brasil Futebol Social Clube, Organização que colaboramos com eles.


A herança que carrego: a lição de Champagnat

Há mais de duzentos anos, um jovem padre francês chamado Marcellin Champagnat visitou o leito de morte de um adolescente de 16 anos, Jean-Baptiste Montagne. Ao conversar com o rapaz sobre Deus, descobriu que ele nem sabia de quem se tratava. Aquele encontro mudou tudo.

Champagnat fundou, em 1817, o Instituto Marista. Sua missão era simples e revolucionária: educar crianças e jovens com amor, formando "bons cristãos e cidadãos virtuosos". Ele acreditava que "para educar bem as crianças, é preciso amá-las e amá-las a todas igualmente". Morreu em 1840, tendo formado 280 Irmãos e fundado 48 escolas, beneficiando cerca de 7 mil alunos.

Hoje, o legado de Champagnat está vivo em mais de 600 escolas, em mais de 80 países, nos 5 continentes, acolhendo 750 mil jovens. São 3 mil Irmãos Maristas e 40 mil leigos dedicados a essa missão. No Brasil, são 100 mil estudantes em 97 unidades — 63 colégios particulares e 34 escolas sociais gratuitas, presentes em 21 estados.

A educação Marista não é conteudista. É integral. Conecta os valores de Champagnat — presença, simplicidade, espírito de família e amor ao trabalho — a uma aprendizagem significativa. Forma cidadãos globais capazes de "navegar na imprevisibilidade com coragem, liderar com propósito e colaborar em ambientes diversos e multiculturais". É uma educação que une evangelização, compromisso social, excelência acadêmica, inovação e a promoção da vida.


O jogo que disputamos: a educação humanista contra o conteudismo.

Hoje, a educação brasileira está doente. Doente de conteudismo — a obsessão por passar no vestibular a qualquer custo, como se a vida fosse uma prova e não uma travessia. Doente de telas — crianças e jovens sequestrados por algoritmos que roubam sua atenção, sua capacidade de concentração, sua alma. Doente de silêncio — a família ausente, a escola que não dialoga, a natureza que não é mais visitada.

Enquanto isso, o mundo avança. Países como Finlândia — consistentemente entre os melhores do mundo em educação — provaram que o caminho é outro: nenhuma prova nacional padronizada até o final do ensino médionenhuma comparação pública entre escolaspouca ênfase em testes de alto risco. A filosofia é simples: "a criança não é um projeto de corrida, mas um projeto humano".

E no combate ao vício digital, países lideram: Austrália proibiu redes sociais para menores de 16 anos; Dinamarca proibiu para menores de 15; França discute proibir para menores de 15; Reino Unido anunciou proibição para menores de 16; Grécia, Indonésia, Malásia, Turquia, Áustria, Alemanha, Polônia, Eslovênia e Espanha estão na mesma direção.

Ao todo, ao menos 13 países já aprovaram, anunciaram ou discutem projetos para restringir o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais. O argumento é unânime: as plataformas estão associadas a problemas de saúde mental, cyberbullying, vício digital, exploração infantil e exposição a conteúdos nocivos.

E o Brasil? O Brasil está atrasado. Enquanto o mundo protege suas crianças, nós as deixamos à deriva.


A missão no Congresso: o Deputado Federal do Grêmio Marista

Minha terceira missão, ao entrar no Congresso Nacional, será defender e financiar uma educação humanista — aquela que forma pessoas, não robôs; que ensina a pensar, não a repetir; que prepara para a vida, não apenas para o vestibular.

Apresentarei projetos que:

1. Instituam o Programa Nacional de Educação Humanista — com financiamento específico para escolas que adotarem currículos integrais, com ênfase em artes, filosofia, ética, educação sócio emocional, empatia e cidadania. Inspirado no modelo finlandês, com avaliação formativa e não classificatória nos anos iniciais.

2. Proíbam o uso de redes sociais por crianças e adolescentes no ambiente escolar — e, em parceria com o Ministério da Educação e o Congresso, avancemos para uma lei nacional que proteja nossos jovens do vício digital, seguindo o exemplo da Austrália, Dinamarca, França e Reino Unido.

3. Criem o Programa "Livro, Terra e Família" — com recursos para que as escolas recuperem as bibliotecas físicas, promovam aulas em campo (contato com a natureza, agricultura, ecologia), incentivem a presença da família na vida escolar e ensinem a empatia como disciplina transversal.

4. Estabeleçam o Dia Nacional da Educação Humanista — em homenagem a São Marcelino Champagnat, celebrando as escolas que formam cidadãos virtuosos, solidários e comprometidos com o bem comum.

5. Financiar a formação continuada de professores — com mestrado integralmente pago pelo Estado, como na Finlândia, para que o professor seja valorizado, preparado e inspirado a educar com amor e excelência. 

6. Criem o Selo "Escola Humanista" — para reconhecer e incentivar instituições que adotem práticas pedagógicas centradas no aluno, com redução do uso de tecnologias nocivas, estímulo à leitura de livros físicos e projetos de impacto social e ambiental. 

 

Por que me escolher como seu jogador na Seleção Brasileira do Congresso? 

Porque não sou um político de carreira. Sou um professor que ensina transformando. Um cineasta que filma a beleza do que é possível. Um empreendedor social que constrói, há 40 anos, pontes entre a educação e a vida. 

Carrego comigo o legado de Champagnat — o homem que viu um jovem morrer sem saber quem era Deus e decidiu que nenhuma outra criança morreria sem saber quem ela mesma poderia ser. 

Escolha o 40 — porque são 40 anos de chão, de escola, de comunidade. Escolha o 19 — porque é a juventude que avança, a esperança que não se apaga, a energia de Yamal que faz gol quando o jogo parece perdido. 

Escolha 4019 na urna. Não é um número. É um grêmio. É uma escola. É a convocação para a partida mais bonita de todas: a reconstrução da educação brasileira pela humanidade, pela sabedoria e pelo amor. 

 

O apito final 

Esta campanha é arte. Este mandato será missão. E esta jornada — iniciada há 40 anos em um pequeno grão de terra — agora se estende ao Congresso, para que a educação seja devolvida ao seu sentido mais profundo: formar seres humanos livres, conscientes, capazes de transformar a si mesmos e o mundo. 

Faça parte desse time. Vista a camisa. Entre em campo comigo. 

Vamos vencer a Copa do Brasil com Cidadania, Justiça e Oportunidades para todos — formando, acima de tudo, cidadãos com alma. 

Com a sabedoria de quem ensina e a coragem de quem aprende, 

Seu candidato a Deputado Federal — Time 40, Atacante 19 

 

"Para educar bem as crianças, precisamos amá-las — e amá-las a todas igualmente." 
— São Marcelino Champagnat