SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

sábado, 15 de agosto de 2026

No Dia do Economista.

 



📚 No Dia do Economista, é preciso lembrar que economia não é sinônimo de administrar escassez, mas sim construir as condições materiais do desenvolvimento e colocar a riqueza a serviço da sociedade.


🏭⚙️ Celso Furtado e Maria da Conceição Tavares representam uma tradição intelectual que compreendeu o desenvolvimento como a transformação justa da estrutura produtiva. A lição deles permanece viva!

💡 O Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento (Cicef), como difusor do seu legado, reitera a convicção de que economia também é esperança organizada. Economia é escolha política; desenvolvimento é projeto de país.

"O Que Aconteceu com a Democracia Liberal?


 Eu recomendo fortemente a todos a lerem o mais recente livro de Daron Acemoglu, "O Que Aconteceu com a Democracia Liberal? Refazendo uma Política de Prosperidade Compartilhada", lançado esta semana. Daron não apenas oferece uma análise perspicaz de como e por que o liberalismo se desviou, mas também apresenta uma visão para um caminho melhor a seguir. (Link para pedir o livro nos comentários)

EGIDIO GUERRA, A VITÓRIA DO SINDIUTE!


Esta não é apenas uma comemoração institucional – são 40 anos da minha própria vida dedicados à luta pela Democracia de verdade. Foram 40 anos nas ruas, ao lado dos movimentos estudantis e sociais, atuando em ONGs educacionais como a EDISCA e nas frentes ambientais. Passei pelo Cinema, pelas Universidades e, principalmente, pelo chão das Escolas – onde fui Estudante, tornei-me Professor e sou Pai.

Essa mesma caminhada de resistência me trouxe até aqui, vendo o 13 do Lula chegar à sétima vez nas urnas, recolocando o Brasil no rumo da esperança! Mas a minha trincheira diária é a Escola Pública de Educação Infantil. É ali, com a geração de 0 a 6 anos, que exerço meu sacerdócio: educar com ética e estética, com arte, com o brincar e com a saúde – porque é nos primeiros anos que se constrói um novo mundo.

E tem mais: o SINDIUTE não é apenas o meu sindicato; é a minha casa. E foi ele quem lutou ombro a ombro comigo para que eu me tornasse CANDIDATO. Esta vitória não é só minha, nem só do sindicato – é a vitória de cada criança, de cada educador e de cada cidadão que acredita que a educação transforma.

A minha candidatura é a continuidade desses 40 anos de luta! Vamos juntos!

Os livros que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador — a inteligência artificial

 

Jovem parado no meio de uma livraria antiga cercado por livros usados.

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,As livrarias de livros usados, conhecidas como sebos, tornaram-se um novo reduto para buscar o 'alimento' da IA
    • Author,Philippa Wain
    • Role,Repórter de tecnologia
  • Published
  • Tempo de leitura: 4 min

Algo misterioso vem acontecendo no mundo dos livros usados. Nos últimos meses, livreiros independentes têm observado um padrão estranho de compras, que resulta no envio de grandes quantidades de seus romances para armazéns distantes.

Em uma semana típica, Stuart Manley, da livraria Barter Books, em Northumberland, um condado no norte da Inglaterra, costumava vender entre dois e três mil livros. Mas um único pedido feito recentemente, por uma empresa canadense, igualou o volume que ele esperaria movimentar em sete dias.

Ele afirma que "nunca viu nada parecido em 30 anos no ramo de livros usados".

Manley não é o único. Livreiros de todo o mundo têm relatado megapedidos igualmente incomuns. Eles não sabem ao certo qual é o destino final de seus livros.

Mas a suspeita é que eles não estejam sendo comprados por leitores ávidos no exterior, e sim por algo mais com um apetite voraz por novas informações: a inteligência artificial (IA).

A batalha judicial pelos livros

A ideia de que o aumento nas vendas de livros usados ​​está sendo impulsionado pelo crescimento explosivo da IA ​​remonta a uma decisão judicial nos Estados Unidos.

Em 2025, um juiz decidiu que o uso de livros adquiridos dessa maneira para treinar softwares de IA não constituía violação da lei de direitos autorais americana. A decisão foi resultado de um processo movido contra a empresa de IA Anthropic por três autores.

Em sua sentença, o juiz William Alsup afirmou que o uso dos livros dos autores pela Anthropic era "extremamente transformador" e, portanto, permitido pela legislação americana.

Quando os documentos judiciais foram tornados públicos no mês passado, revelou-se também que livros estavam sendo destruídos durante o processo de treinamento do chatbot de IA da Anthropic, o Claude.

"O Claude é treinado com uma combinação de dados da web disponíveis publicamente, conjuntos de dados adquiridos comercialmente e dados que nós mesmos geramos", disse um porta-voz.

Eles ressaltaram que a obtenção de livros para treinamento é uma prática amplamente utilizada em toda a indústria de IA. "Nenhum de nossos programas de aquisição de dados compra e destrói livros raros ou de antiquário", acrescentaram.

Ainda assim, a ideia de que livros estão sendo transformados em polpa de papel causa inquietação.

David Tobin, que administra a livraria Walden Books, no norte de Londres, também tem registrado vendas incomuns. "De certa forma, é muito bom vender alguns desses títulos que não eram comercializados há muitos anos, mas seria triste se eles acabassem sendo destruídos", diz ele.

Varredura destrutiva

Documentos judiciais relacionados ao caso da Anthropic revelaram que o projeto de ingestão de livros antigos era referido em comunicações internas da empresa como "Projeto Panamá".

Os documentos indicavam que o objetivo da empresa era "digitalizar de forma destrutiva todos os livros do mundo".

A digitalização destrutiva é o processo de enviar livros para locais onde possam ser digitalizados em escala industrial.

Isso inclui remover a lombada do livro para que todas as páginas possam ser digitalizadas rapidamente — e os restos, reciclados.

"Há muito mistério em torno do Projeto Panamá", diz Manley, da livraria Barter Books. "O nome é novidade para mim, mas a realidade do projeto não é. Ele tem sido objeto de muita discussão nos fóruns de livreiros."

Ele não sabe que seus livros estão sendo comprados para esse ou para projetos semelhantes de outras empresas de IA. Mas diz que também é difícil rastrear as vendas, que parecem aleatórias e "sem qualquer lógica aparente".

Elas variaram de textos obscuros em latim a romances de faroeste.

Especialistas afirmam que a diversidade de temas também aponta para a IA, uma vez que textos incomuns e raros poderiam fornecer material novo para aprimorar o treinamento de grandes modelos de linguagem — a tecnologia que sustenta ferramentas de IA generativa, como os chatbots.

A professora Emily Hudson, especialista em propriedade intelectual da Universidade de Oxford, afirma que as leis de direitos autorais no Reino Unido diferem das dos EUA.

"O ponto de partida no Reino Unido é que todos esses atos de cópia — criar a biblioteca de treinamento e realizar o treinamento — exigem a permissão do titular dos direitos autorais", diz ela.

Livros usados ​​à venda.

Crédito,Getty Images

Preocupações éticas

Para os livreiros, isso representa um dilema.

Eles se sentem desconfortáveis ​​com a ideia de livros serem destruídos — mesmo reconhecendo que nem todo título precisa ser preservado.

"Uma obra acadêmica recente, publicada em uma tiragem de apenas cem exemplares — dos quais 75 já estão em bibliotecas —, pode ser muito rara no mercado; mas talvez não seja uma perda tão grande se um exemplar for destruído", diz Derek Walker, proprietário da livraria McNaughtan's, em Edimburgo, na Escócia.

"Mas temos — e já vendemos — livros que são, por exemplo, o único exemplar conhecido de uma edição do século 18. Seria um problema muito mais grave se um livro desses fosse comprado para ser destruído, depois de ter sobrevivido por tanto tempo."

Manley afirma que a reciclagem de livros é uma boa solução para muitos títulos que o público não quer mais em suas estantes, especialmente quando isso impulsiona os negócios.

"Algumas pessoas podem ter preocupações éticas sobre o destino dos livros e se eles serão destruídos", diz ele. "Mas o mundo não precisa mais de cinco milhões de exemplares de O Código Da Vinci. Já tive livros anunciados na internet por 20 anos que não foram vendidos até hoje."

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Egidio Guerra! O Maestro das Pontes entre mundos com as cores da vida!




Há homens que constroem muros. Há outros que constroem pontes. E há aqueles, raros como estrelas cadentes em noite de céu aberto, que são a ponte — o próprio arco que conecta margens antes inimagináveis, a fibra que tece o diverso em unidade, o maestro que rege uma orquestra onde cada instrumento é um mundo inteiro.

Este é o Deputado Federal EGIDIO GUERRA que carrega em si a pluralidade de uma nação e a potência de uma civilização por nascer. Sua jornada não começou nos palácios do poder, mas no pequeno grão de terra onde a vida germina — e dele se estendeu, como raízes que abraçam o planeta, até a Terra da Sabedoria.


I. O Grêmio Marista e a Semente da Educação Humanista

Tudo começa onde a vida começa: na educação. Não na educação que decora, mas na que transforma. Herdeiro do legado de São Marcelino Champagnat — o jovem padre que, ao ver um adolescente morrer sem conhecer Deus, decidiu que nenhuma outra criança morreria sem saber quem ela mesma poderia ser —, ele aprendeu que educar é amar.

No Grêmio Marista, forjou-se a convicção que o guia: a escola não é uma fábrica de aprovados no vestibular, mas um jardim de almas em flor. O conteudismo que adoece a educação brasileira encontra nele um adversário à altura. Seu projeto é claro: currículos integrais onde a arte, a filosofia, a ética e a empatia são tão importantes quanto a matemática; escolas onde o livro físico e o contato com a natureza reconquistam o espaço roubado pelas telas.

É a educação humanista que ele leva como bandeira ao Congresso — porque, como ensinou Champagnat, "para educar bem as crianças, é preciso amá-las e amá-las a todas igualmente".


II. O Executivo do ESG e a Revolução do Desenvolvimento Integrado

Mas a sala de aula não contém o mundo. E ele saiu para o mundo. Executivo na Coca-Cola, na Ambev, na Du Pont, no Amro Bank, aprendeu que estratégia, marketing e finanças são ferramentas poderosas — e que, sozinhas, não constroem um país justo.

Foi nessa travessia que ele descobriu os pensadores que iluminam seu caminho: Celso Furtado e a crítica ao subdesenvolvimento como estrutura; Darcy Ribeiro e a aposta no povo brasileiro como povo em construção; Milton Santos e a geografia das múltiplas realidades. E, com eles, a síntese que o move: competitividade e desenvolvimento humano, eficiência e justiça social.

Da Confederação Nacional da Indústria à FIEC, criou os Agentes de Responsabilidade Social — não como enfeite de marketing, mas como função estratégica, integrada ao coração do negócio. Foi ali que nasceu seu compromisso com o ESG: não como moda, mas como missão.

Seu plano para o Congresso é audacioso: um pacto federativo pelo desenvolvimento sustentável que une Ceará e São Paulo, Nordeste e Sul, agronegócio e tecnologia, energia limpa e justiça social. O Brasil como terceira via — nem cópia dos EUA nem da China, mas um país que concilia crescimento com solidariedade, inovação com preservação.


III. O Movimento Estudantil e a Luta nas Ruas

Mas o executivo não esqueceu as ruas. Sua trajetória de luta começou cedo — no Grêmio Marista, no Centro Acadêmico da Administração na UECE, na Economia da UFC, no Cinema, no CA Paulo Freire na Pedagogia. E, finalmente, na UNE dos Cara Pintadas, onde viveu o grito de uma geração que exigiu o fim da ditadura e o começo da democracia.

Essa trajetória não foi acadêmica. Foi de corpo inteiro. Ela lhe ensinou que a luta não se faz sozinha — se faz com os movimentos sociais que pulsam nas periferias, nas comunidades rurais, nos territórios indígenas e quilombolas, nas escolas públicas, nos sindicatos.

E ele carrega consigo o fantasma da Espanha — a lição fria do abandono da República Espanhola em 1939, o alerta de que o mundo não pode, outra vez, virar o rosto. A Terceira Guerra, ele nos adverte, já começou: não uma guerra de tanques, mas de narrativas — uma guerra pelo direito de existir, de sentir, de significar.

Nesta guerra, seu primeiro disparo foi uma palavra. E sua missão no Congresso é transformar a luta das ruas em lei: fundos para movimentos sociais, educação crítica e cidadã inspirada em Paulo Freire, proteção aos defensores de direitos humanos, arte e cultura nas comunidades.


IV. O Cineasta que Resgata a Memória

Há quem veja o mundo e há quem o filme. Ele é dos que filmam. Cineasta por vocação, aprendeu que a imagem bem enquadrada pode mudar o rumo de uma história.

Seus filmes são faróis que iluminam o que não pode ser esquecido. Em "RE-EXISTÊNCIAS e RESISTÊNCIAS! Em Busca da Terra da Sabedoria", o protagonista enfrenta o vácuo binário da inteligência artificial e proclama: "A IA é um espelho sem fundo. Nós? Nós somos o filme que queima o projetor". Em "THE RED BUTTON", o mundo assiste ao vivo pela tela do celular enquanto robôs ocupam as ruas dos vencidos. Em "INSENSÍVEIS", mergulha no sistema prisional brasileiro.

Seu estilo é uma colisão ética e estética — o ato de filmar um teorema em pleno desmantelamento, sob a luz crua do real. Como Godard, acredita que a imagem não é sagrada — é suspeita. Como Pasolini, faz alegorias metafísicas. Como o neorrealismo italiano, busca a textura da vida real.

Sua missão no Congresso é transformar Fortaleza na Hollywood brasileira — com incentivos fiscais, fundos de desenvolvimento, parcerias com universidades. Porque, como ele escreve, "nossas vidas são um meio, uma forma de expressão das interações da rede. Precisamos encontrar os desafios, as passagens secretas do castelo da existência bela — e saber nos locomover por elas".


V. O Empreendedor Social das ONGs e da Inovação em Políticas Públicas

Das telas do cinema às redes da transformação social, o salto é natural. Fundador do Movimento de Empresas Juniores no Brasil, Fellow Ashoka, empreendedor de organizações que se tornaram referência — Empreendedores de Sonhos, Instituto Educação Portal, MH2O, Agência Mandala—, ele aprendeu que as melhores soluções nascem onde a dor é mais aguda e a criatividade mais fértil.

Consultor do Banco Mundial e da ONU, articulador de sinergias sociais no Ceará, transformou mais de 15 tecnologias sociais em políticas públicas. Desenvolveu a Rede Nós — Rede Nordeste de Inclusão Social e Redução da Pobreza — em parceria com o Banco Mundial e o Banco do Nordeste, 9 governos estaduais e diversos atores sociais.

Sua missão no Congresso é dar escala às tecnologias sociais: fomentar ONGs com impacto comprovado, criar selos para tecnologias sociais, estabelecer parcerias estratégicas entre universidades e poder público, instituir um fundo nacional de apoio à inovação social. Porque, como ele afirma, "mais importante do que observar o que foi feito pelos políticos é pensar o que não foi feito — e por quê".


VI. O Visionário das Startups e do Eco Digital

E se a inovação social encontra a revolução digital, nasce um novo mundo. Fortaleza, com seus dezesseis cabos submarinos de internet, é um polo tecnológico em ascensão. O ecossistema de startups da cidade cresceu 54% em 2025.

Ele propõe transformar a Associação Iracema Digital em política pública, criando o Vale Fortaleza de Inovação — um cluster tecnológico que une empresas em rede, com financiamento via leilão reverso e integração ao Ecossistema Digital Terra da Sabedoria.

Terra da Sabedoria não é uma rede social como as outras. Seu algoritmo é pedagógico — sugere conexões não por interesses comerciais, mas por potenciais colaborativos. É um portal onde cada ser humano pode despertar sua singularidade e suas missões neste mundo — um lugar onde a arte anda junta com a tecnologia, o econômico com o social, o ambiental com o educacional, o espiritual com o material.

"O futuro está contido no presente quando aprendemos a olhar de forma transparente seus sinais de transformação do agora", escreve ele. E convida: "Sim, podemos transformar o mundo em que vivemos — difundindo nossas causas, talentos, sonhos, espiritualidades, afetos — e milhões de atitudes em rede ecoam pelo infinito usando a robótica, a genética, a inteligência artificial e outras tecnologias a nosso favor".


VII. O Articulador da Cooperação Internacional

Mas a Terra da Sabedoria não tem fronteiras. Da Teia de Luz com a USAID, que atendeu mais de 5.000 jovens com taxa de empregabilidade superior a 70%, à atuação junto ao Banco Mundial criando uma área de inovação social; da Rede Nós com o Banco do Nordeste, que reduziu em 35% os índices de pobreza extrema em 80 municípios, à Primeira Feira do Conhecimento da ONU em Barbalha; do Cartão da Juventude no Chile aos projetos de reconstrução do tecido social em Sarajevo pós-guerra; do programa África Líderes às palestras no Banco Mundial em Washington e na Universidade de Columbia — sua vida é uma teia de pontes entre continentes.

Sua agenda legislativa para a cooperação internacional é vasta: o Estatuto da Cooperação Técnica Internacional para Cidades Pobres, o Marco Legal do Financiamento Internacional para ONGs, o Programa Nacional de Turismo Acadêmico e Social, a Política Nacional de Cooperação Internacional em Pesquisa, a Lei da Cooperação Climática Internacional — e, coroando tudo, o Programa de Articulação Global Brasil-Terra da Sabedoria.


VIII. O Professor da Escola Pública

E no centro de toda essa teia, o professor. Aquele que, com 5 anos, escreveu seu primeiro livro para dar de presente à mãe. Que ajudou colegas na escola, vizinhos na comunidade, fiéis na igreja fundada por sua avó. Que ensinou no Colégio Batista, em escolas públicas, em cursinhos comunitários.

Hoje, professor da rede pública, formado pela UFC, ele leva para a sala de aula as vozes de Freire, Vygotsky, Wallon, Edgar Morin, Rancière, Deleuze, Foucault, Bergson. Não como luxo teórico, mas como ferramenta de sobrevivência e emancipação.

Sua visão de Educação Integral para a Vida é um manifesto: o Currículo Vivo, onde a praça abandonada vira aula de matemática; a Aula-Tribunal inspirada na cultura persa e na Cabala; o Diário do Professor como Pista; a Tapeçaria Global, onde a caneta e a enxada deixam de ser opostas; a Avaliação como Órbita; o Professor-Cineasta; o Letramento Ecológico; e, acima de tudo, a Hora do Shabat Escolar — 60 minutos por semana sem produtividade, apenas presença.

Seus projetos de lei para a educação são a tradução política dessa visão: o Currículo Vivo e Territorial, o Boletim Integral, as Cem Linguagens e os Espaços Lúdicos, a Biblioteca Comunitária e Rede de Saberes, a Formação Docente em Pensamento Complexo.


IX. O Guardião da Economia Ecológica

Mas a educação não pode ignorar a casa que nos sustenta. A palavra Economia significa "lei da casa". E a casa é a Terra.

Formando no primeiro curso de graduação em Economia Ecológica do mundo, na UFC, ele aprendeu que a economia, a educação e a política não podem mais funcionar independentes da vida.

Nas mandalas e hortas comunitárias da Agência Mandalla, na Paraíba; no Bairro Serviluz, onde a comunidade se organizou em torno da terra; no Grande Jangurussu, onde quase 300 mil pessoas construíram uma "cidade insurgente"; nas comunidades indígenas e quilombolas — ele testemunhou que a Economia Ecológica não é teoria. É vida.

E ele ouve a voz dos que alertam: Laura Poppick, que nos ensina que "os sedimentos são como um poema épico da Terra"; Carl Zimmer, que revela o aerobioma — o ecossistema vivo do ar que respiramos; Robert Macfarlane, que pergunta "os rios estão vivos?" e nos convida a adotar uma "gramática de animação"; Jake Bittle, que mostra que a migração climática já é uma realidade presente; Jeff Goodell e John Vaillant, que documentam a ascensão dos mares e o fogo que devora cidades.

Sua missão no Congresso é transformar a Economia Ecológica em política pública: o Programa Nacional de Economia Ecológica, o Selo "Território de Economia Ecológica", a Lei de Educação para a Economia Ecológica, o Fundo de Apoio a Projetos Comunitários, o Programa Nacional de Segurança Hídrica, Energética e Alimentar, a Lei de Proteção do Aerobioma.


X. O Buscador da Espiritualidade e da Coexistência Pacífica 

E, no centro de todas as pontes, a alma. Porque de nada adianta construir o mundo se não se constrói o espírito.

Sua busca espiritual começou na infância, quando rezava sem entender — e, ainda bem, porque "apenas queria Te falar, de forma simples, sem pensar o que sentia". Hoje, ele carrega a sabedoria da Cabala — o Tzimtzum, a contração divina que abriu espaço para a criação; o Tikkun Olam, a missão de reparar o mundo, recolhendo as faíscas de luz espalhadas por toda a criação.

Ele ouve o Rabino Nilton Bonder"A alma impura está sempre pronta a transgredir por novos caminhos, muitas vezes em nome do sagrado". E aprende com a antropologia da religião que o sagrado é uma dimensão universal da experiência humana — não propriedade de nenhuma religião, mas dom de todos os povos.

Sua mensagem é simples e profunda: "A minha oração é minha vida. Não nego a Ti nem a mim. Não quero aprender o que é justiça nem amor — apenas vivê-los".

No Congresso, ele defenderá a liberdade religiosa, o diálogo inter-religioso e uma nova ética que coloque o amor e o sagrado no centro da política: o Dia Nacional do Diálogo Inter-religioso, o Conselho Nacional de Coexistência Religiosa, a Lei de Proteção dos Espaços Sagrados, o Programa de Educação Espiritual e Ética nas Escolas, a Lei de Combate à Intolerância Religiosa.


XI. A Sinfonia e a Civilização

Todas essas pontes — da educação humanista ao ESG, da luta nas ruas ao cinema, das ONGs às startups, da cooperação internacional à economia ecológica, da escola pública à espiritualidade — não são fragmentos de uma vida acidental. São os movimentos de uma mesma sinfonia.

Cada uma dessas atuações é um instrumento. E ele é o maestro que os rege — não para sobrepor um ao outro, mas para que cada um, em sua singularidade, contribua para a melodia da Terra da Sabedoria.

Terra da Sabedoria não é um lugar. É um movimento — uma comunidade de prática, uma aliança global que articula, a partir do Brasil, embaixadores em diversos setores: juventude, cultura, educação, governança, inovação social e paz.São pessoas que, como ele, acreditam que é possível construir outras formas de ser, viver e governar na civilização que chamamos de Terra da Sabedoria. 

Essa civilização não está no futuro. Ela está sendo tecida agora, em cada encontro, em cada projeto, em cada ponte que construímos. Ela está nos jovens da Teia de Luz, nas famílias da Rede Nós, nos líderes africanos, nos estudantes de Columbia, nos artistas da Sérvia, nos fellows do Equador. Ela está em cada um de nós que lemos estas palavras. 

 

O Apito Final: Do Pequeno Grão de Terra à Terra da Sabedoria 

"Eu sou apenas um cara que sempre acreditou que é possível empreender sonhos. E empreendemos juntos vários — mudando a vida e as ideias de milhares de pessoas, de um pequeno grão de terra à Terra da Sabedoria". 

Esta é a jornada que ele nos convida a percorrer. Não como espectadores, mas como protagonistas. Não como indivíduos isolados, mas como rede. Não como repetidores do que já foi, mas como criadores do que ainda não é. 

"O sonho se torna realidade quando aprendemos a empreender em rede e a compartilhar e colaborar por novos caminhos cada vez mais digitais e reais". 

E ele nos chama, com a força de quem aprendeu nas ruas que a vida só vale a pena quando é vivida em luta e em amor, com a memória de quem não esquece e a coragem de quem avança, com a humildade de quem ora sem saber e a coragem de quem ama sem medida: 

Faça parte dessa jornada. Vista a camisa. Entre em campo comigo.

Porque, como ele escreve, "a boa notícia é que hoje podemos transformar a educação, a economia e a política a serviço da humanidade e da Terra. Em qualquer pedaço de chão ou território — dentro ou fora da escola — podemos reconstruir nossas vidas, comunidades, educação, economia e política por outros caminhos"

Do pequeno grão de terra à Terra da Sabedoria — esta é a travessia. E ela começa agora, com cada um de nós, em cada lugar, a cada dia. 

 

"Pensar, nesta hora, não é refúgio. É trincheira. É a revolta primeira e última. E esta revolta começa com um não — um não esculpido em palavras, alimentado por memória e lançado como um desafio ao futuro". 

Que este não seja o fim, mas o começo.de outros fins.