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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
O polêmico plano de Trump para construir uma 'Nova Gaza' repleta de arranha-céus

Crédito,Reuters
- Author,David Gritten
- Role,BBC News
- Tempo de leitura: 7 min
Os Estados Unidos revelaram seus planos para uma "Nova Gaza", uma tentativa de reconstrução do zero do devastado território palestino.
Uma série de slides mostra dezenas de arranha-céus ao longo da costa do Mediterrâneo e bairros residenciais na zona de Rafah, no sul da Faixa de Gaza. E um mapa indica o empreendimento por fases, com novas zonas residenciais, agrícolas e industriais para os 2,1 milhões de habitantes do território.
As imagens foram apresentadas durante a cerimônia de assinatura do Conselho de Paz criado pelo presidente americano Donald Trump. O novo organismo se propõe a pôr fim à guerra de dois anos entre Israel e o Hamas e supervisionar a reconstrução de Gaza.
A cerimônia ocorreu durante o Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça.
"Teremos muito sucesso em Gaza", declarou Trump. "Será um espetáculo digno de se ver."
"No fundo, sou um incorporador imobiliário e o importante é a localização. E eu disse: 'Vejam esta localização em frente ao mar. Vejam este belo terreno. O que ele poderia se tornar para tantas pessoas.'"
O genro de Trump, Jared Kushner, ajudou a negociar o cessar-fogo que entrou em vigor em outubro.
Ele afirmou durante a cerimônia que foram lançadas 90 mil toneladas de munições sobre a Faixa de Gaza e é necessário limpar 60 milhões de toneladas de escombros.
"Inicialmente, consideramos a ideia de dizer 'Vamos construir uma zona livre e uma zona do Hamas'. Mas, depois, dissemos: 'Querem saber? Vamos simplesmente planejar para termos um sucesso fenomenal", declarou Kushner.
"O Hamas assinou um acordo de desmilitarização e é o que vamos fazer cumprir. As pessoas nos perguntam qual é o nosso plano B. Não temos plano B."

Crédito,Reuters
Um mapa do plano americano mostra uma zona reservada para o "turismo litorâneo".
Ali, haveria 180 prédios de apartamentos, diversas "zonas residenciais", "complexos industriais, centros de dados e indústrias avançadas", além de "parques e instalações agrícolas e esportivas".
Seria construído um novo porto marítimo e um aeroporto, perto da fronteira com o Egito. E haveria um "cruzamento trilateral", no ponto onde convergem as fronteiras com o Egito e Israel.
A reurbanização seria dividida em quatro fases, começando em Rafah e avançando gradualmente para o norte, até chegar à Cidade de Gaza.
O mapa também mostra uma faixa de terreno baldio, que se estende ao longo das fronteiras com o Egito e Israel.
Ela parece marcar o que o plano de paz de 20 pontos de Donald Trump chama de "perímetro de segurança", onde as forças israelenses permanecerão "até que Gaza esteja devidamente protegida".

Crédito,Getty Images

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Outro slide mostrou uma "Nova Rafah". A cidade contaria com mais de 100 mil moradias permanentes, 200 centros educacionais e 75 instalações médicas.
Cerca de 280 mil pessoas moravam naquela cidade localizada mais ao sul da Faixa de Gaza. Mas ela foi arrasada pelos ataques israelenses e pelas demolições controladas ao longo da guerra. Atualmente, ela se encontra dentro do território controlado por Israel.
Kushner afirmou que acredita ser "viável" concluir a construção da "Nova Rafah" em dois ou três anos.
"Já começamos a retirar os escombros e realizar parte das demolições", explicou ele. "E logo estará pronta a Nova Gaza. Poderia ser uma esperança, poderia ser um destino turístico, ter muitas indústrias."
Ele acrescentou que, nas próximas semanas, ocorrerá uma conferência em Washington, onde serão anunciadas as contribuições dos países e delineadas "incríveis oportunidades de investimento" para o setor privado.
Em fevereiro do ano passado, Trump provocou indignação em todo o mundo, ao sugerir que os palestinos da Faixa de Gaza poderiam ser permanentemente relocados em países vizinhos e que os Estados Unidos poderiam assumir o controle do território, para transformá-lo na "Riviera do Oriente Médio".

Crédito,Casa Branca
Kushnner também declarou que a desmilitarização de Gaza "está começando agora" e destacou que "sem segurança, ninguém irá fazer investimentos".
Ele garantiu que o novo governo palestino tecnocrático do território — o Comitê Nacional para o Governo de Gaza (NCAG, na sigla em inglês) — "trabalharia com o Hamas para a desmilitarização, a fim de realmente levar os princípios definidos no documento para a fase seguinte".
Anteriormente, o Hamas havia se negado a entregar suas armas sem a criação de um Estado palestino independente. Mas Trump advertiu ao grupo que "eles têm que entregar suas armas e, se não o fizerem, será seu fim."
Trump também insistiu para que o Hamas entregue o corpo do último refém israelense morto na Faixa de Gaza, o que, segundo Israel, deveria ter ocorrido antes do início da segunda fase do plano de paz, na semana passada.
Na primeira fase, o Hamas e Israel concordaram com o cessar-fogo, o intercâmbio de todos os reféns israelenses vivos e mortos em Gaza por palestinos detidos em prisões israelenses, a retirada parcial de Israel e o aumento do fornecimento de ajuda humanitária.
O cessar-fogo permanece frágil, com pelo menos 477 palestinos mortos em ataques israelenses nos últimos três meses, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas.
O exército israelense afirma que três dos seus soldados foram mortos em ataques de grupos armados palestinos.
Cinco pessoas teriam sido mortas sob fogo israelense à Faixa de Gaza na quinta-feira (22/1). Quatro delas morreram em um ataque de artilharia no bairro oriental de Zeitoun, na Cidade de Gaza.
As condições humanitárias também continuam sendo alarmantes, com quase um milhão de pessoas sem refúgio adequado e 1,6 milhão enfrentando altos níveis de insegurança alimentar aguda, segundo a ONU.

Crédito,Reuters
O Hamas emitiu um comunicado na quinta-feira (22/1), afirmando que mantém seu compromisso com o acordo de outubro e acusou Israel de tentar "minar os esforços internacionais para consolidar o cessar-fogo".
Durante sua intervenção em Davos, o presidente israelense, Isaac Herzog, elogiou os "esforços do presidente Trump e sua liderança". Mas advertiu que "o verdadeiro teste é fazer com que o Hamas saia de Gaza".
O presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, que governa partes da Cisjordânia ocupada, exigiu a plena implementação do plano de paz, incluindo a retirada das forças israelenses e um papel central para a AP no governo da Faixa de Gaza.
Paralelamente, o chefe do NCAG, Ali Shaath, anunciou que o cruzamento fronteiriço de Rafah com o Egito seria aberto na próxima semana, nos dois sentidos. O cruzamento permanece praticamente fechado desde maio de 2024, quando as forças israelenses assumiram o controle do lado palestino.
"A abertura de Rafah demonstra que Gaza já não está fechada para o futuro e para a guerra", declarou ele.
A guerra foi desencadeada pelo ataque liderado pelo Hamas no sul de Israel, no dia 7 de outubro de 2023. Nele, morreram cerca de 1,2 mil pessoas e outras 251 foram feitas reféns.
Israel respondeu ao ataque lançando uma campanha militar na Faixa de Gaza, durante a qual foram mortas mais de 71.560 pessoas, segundo o Ministério da Saúde do território.
A Alquimia das Limonadas: Transformando Azedumes em Vitórias Singulares
Há uma metáfora que atravessa séculos de literatura e biografias humanas: "Quando a vida te der limões, faça uma limonada." Esta aparente simplificação esconde uma profunda alquimia existencial, documentada nas narrativas daqueles que transformaram acontecimentos ruins em vitórias singulares.
As Raízes Literárias da Transformação
A ideia de transmutar sofrimento em força aparece já nas tragédias gregas, onde personagens como Édipo encontram uma forma de sabedoria mesmo na desgraça. Séculos depois, Viktor Frankl, em "Em Busca de Sentido", narra sua experiência nos campos de concentração nazistas e desenvolve a logoterapia — a busca por significado mesmo no sofrimento mais extremo. Sua "limonada" foi criar uma abordagem terapêutica que ajudaria milhões, derivada do mais amargo dos limões.
Biografias que Ilustram a Transmutação
Helen Keller, cega e surda desde tenra idade, poderia ter sucumbido ao isolamento. Em vez disso, com a ajuda de Anne Sullivan, transformou suas limitações em uma voz única que defendeu direitos humanos e inspirou gerações. Seus limões — a escuridão e o silêncio — tornaram-se uma limonada de percepção tátil e comunicação extraordinária.
Nelson Mandela passou 27 anos na prisão, tempo suficiente para cultivar o ressentimento. No entanto, usou esse período para desenvolver uma paciência estratégica e uma visão de reconciliação. Sua "limonada" foi transformar o cárcere em crisol para uma liderança que uniria uma nação dividida.
Frida Kahlo transformou a dor física crônica e as limitações físicas em uma arte visceral e original. Seus limões — um acidente devastador e múltiplas cirurgias — fermentaram na limonada colorida de autorretratos que exploravam identidade, sofrimento e resistência.
O Processo da Transformação
Analisando esses e outros relatos biográficos, observa-se um padrão na fabricação existencial de "limonadas":
Aceitação do Limão: Como escreveu Carl Jung, "aquilo que você nega, o submete; aquilo que você aceita, o transforma". A primeira etapa é reconhecer a realidade amarga, sem romantizá-la.
A Extração do Suco: Representa o processo de extrair lições, habilidades ou novas perspectivas da experiência difícil. Stephen Hawking transformou suas limitações físicas em uma capacidade extraordinária de visualização teórica.
A Adoçagem: Encontrar significado e propósito no sofrimento, como fez Malala Yousafzai ao transformar um atentado talibã em um movimento global pela educação feminina.
O Servir aos Outros: Muitas dessas "limonadas" singulares tornam-se bebidas coletivas. A escritora norte-americana Maya Angelou transformou traumas de infância em poesia que falava às feridas de milhões.
Limonadas Contemporâneas
Na vida comum, essa alquimia também se manifesta: pais que perdem filhos e criam fundações de apoio, profissionais que são demitidos e descobrem vocações mais alinhadas, pessoas com doenças crônicas que se tornam especialistas e apoiadoras de outros na mesma condição.
A neurociência moderna corrobora essa metáfora: situações desafiadoras podem desenvolver resiliência neuronal, criando caminhos mentais mais complexos e adaptativos. A psicologia positiva chama isso de "crescimento pós-traumático".
O Equilíbrio Necessário
É crucial notar que a metáfora da limonada não sugere que todo sofrimento tenha uma finalidade redentora, nem que devamos buscar o sofrimento. Antes, propõe que, diante dos limões inevitáveis da existência, temos certa agência sobre o que fazer com seu suco azedo.
Como escreveu Haruki Murakami: "Quando você sai de uma tempestade, você não é a mesma pessoa que entrou nela". As biografias que estudamos revelam que as mais saborosas limonadas humanas muitas vezes são preparadas com os limões mais ácidos — aqueles que, em suas cascas rugosas, escondem potencial de transformação singular.
A vida continuará a distribuir limões — imprevistos, perdas, fracassos, limitações. A arte existencial, conforme documentada nessas narrativas de transformação, reside não na recepção dos frutos azedos, mas na coragem de espremê-los, adoçá-los à nossa maneira, e compartilhar a bebida resultante com um mundo igualmente sedento de significado.
domingo, 25 de janeiro de 2026
Agente de imigração mata homem a tiros em protesto em Minneapolis; o que se sabe.

Crédito,REUTERS/Seth Herald
Um homem morreu neste sábado (24/1) em Minneapolis, nos Estados Unidos, após um tiroteio envolvendo agentes federais do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês).
A vítima foi identificada por familiares como Alex Jeffrey Pretti, um cidadão norte-americano de 37 anos que trabalhava como enfermeiro de terapia intensiva. Ele é a segunda pessoa morta por um agente do ICE na cidade neste mês.
A porta-voz Tricia McLaughlin afirmou que agentes realizavam uma "operação direcionada" contra um "imigrante em situação irregular procurado por agressão violenta" quando alguém se aproximou portando uma pistola semiautomática calibre 9 mm.
"Os agentes tentaram desarmar o suspeito, mas o homem armado resistiu violentamente", disse McLaughlin.
"Temendo por sua vida e pela segurança dos demais agentes, um agente disparou em legítima defesa. Socorristas que estavam no local prestaram atendimento médico imediatamente ao indivíduo, mas ele foi declarado morto no local."
McLaughlin acrescentou que o suspeito estava com dois carregadores e sem documentos de identificação, e que manifestantes chegaram depois ao local "para obstruir e agredir as forças de segurança".
Por meio dos vídeos do ocorrido, não é possível confirmar essa versão, razão pela qual vários representantes do Partido Democrata pediram que o caso seja investigado.
O comandante da Patrulha de Fronteira, Greg Bovino, reiterou o que havia sido divulgado pela porta-voz e, em uma declaração à imprensa, afirmou que o agente envolvido era "altamente treinado", embora não tenha revelado sua identidade.
O governador de Minnesota, Tim Walz, afirmou ter conversado com a Casa Branca sobre o que chamou de "mais um tiroteio horrível por agentes federais" e exigiu que o presidente Donald Trump retire "milhares de tropas violentas e sem treinamento" do Estado.
"Acabei de falar com a Casa Branca após outro tiroteio horrível esta manhã. Minnesota não aguenta mais. Isso é nauseante", escreveu Walz.
"O presidente deve encerrar esta operação. Retire agora as milhares de tropas violentas e sem treinamento de Minnesota."
Em uma coletiva de imprensa, o prefeito da cidade, Jacob Frey, descreveu a ofensiva federal contra a imigração como uma "invasão" de agentes mascarados que atuam com impunidade. Ele apelou diretamente ao presidente Trump, pedindo que "seja um líder".
"Que Minneapolis venha em primeiro lugar, que os Estados Unidos venham em primeiro lugar", afirmou. Ele disse ainda que o presidente deveria "agir agora e destituir esses agentes federais".
A polícia afirma que a vítima, um homem branco e cidadão estadunidense, era um proprietário legal de arma de fogo, e que sua única interação conhecida com as forças de segurança estava relacionada a multas de estacionamento.

Crédito,Departamento de Segurança Nacional dos EUA
Em uma publicação na Truth Social, Trump defendeu o trabalho do ICE em Minnesota e compartilhou uma imagem da pistola que, segundo agentes federais, o suspeito possuía.
"Esta é a pistola do atirador, carregada (com dois carregadores adicionais cheios!) e pronta para uso – o que tudo isso significa? Onde está a polícia local? Por que não foi permitido que protegessem os agentes do ICE? O prefeito e o governador os impediram? Diz-se que muitos desses policiais não foram autorizados a fazer seu trabalho, que o ICE teve que se proteger por conta própria — e isso não é nada fácil!", comentou Trump em sua rede social.
Sem apresentar provas, Trump lançou uma série de acusações sem apresentar provas, alegando que havia uma "fraude financeira em larga escala" em Minnesota, com "bilhões de dólares desaparecidos".
Os vídeos do incidente
Imagens divulgadas pela imprensa mostram manifestantes reunidos no bairro de Whittier, no sul de Minneapolis, e confrontos com forças de segurança enquanto protestos ocorriam no local.
A BBC Verify confirmou dois vídeos que mostram o que ocorreu durante o tiroteio. Um deles, filmado do interior de uma cafeteria e loja de donuts na Avenida Nicollet, mostra o momento em que agentes cercam e derrubam um homem.
Um agente uniformizado parece golpeá-lo várias vezes antes de serem ouvidos múltiplos disparos. Esse mesmo homem então cai no chão. Não está claro o que aconteceu antes do incidente.
Um segundo vídeo foi gravado na mesma rua, mas a alguns metros de distância. Deste ângulo, os agentes são visíveis, mas o homem detido não. Ouvem-se dez disparos e, durante o tiroteio, os agentes recuam em direção à rua.
O Departamento de Segurança Nacional afirmou que o suspeito estava armado com uma pistola e divulgou uma foto da arma que ele supostamente portava.
A BBC ainda não conseguiu confirmar, a partir dessa imagem, a quem a arma pertence nem onde ela foi encontrada.
Protestos contra batidas anti-imigração

Crédito,REUTERS/Tim Evans
Manifestantes se reuniram em Minneapolis para protestar contra as operações batida anti-imigração do governo republicano.
Desde 6 de janeiro, cerca de 2 mil agentes federais estão na região enviados pelo governo Trump, no que foi descrito pelo Departamento de Segurança Nacional como a maior operação de imigração já realizada — parte de uma repressão ampliada após alegações de fraude em programas de assistência social no estado.
A mobilização faz parte de uma campanha lançada pelo ICE no fim do ano passado para mirar imigrantes em Minneapolis com ordens de deportação, incluindo membros da comunidade somali da cidade.
Protestos ocorreram desde a chegada dos agentes e se intensificaram a partir de 8 de janeiro, quando uma mulher foi morta a tiros por um agente do ICE durante uma operação na cidade. Renee Nicole Good, de 37 anos, foi baleada dentro do próprio carro.
O governo Trump afirmou que o agente agiu em legítima defesa. Autoridades locais, porém, contestam essa versão e dizem que Good não representava ameaça.
Vídeos do incidente mostram agentes do ICE se aproximando de um carro parado no meio da rua e ordenando que a motorista saísse do veículo. Um deles puxa a maçaneta da porta. Quando o carro tenta arrancar, um agente que estava à frente aponta a arma e dispara. O veículo então se afasta e colide com a lateral da via.
A esposa de Good disse à imprensa local que o casal havia ido ao local para apoiar vizinhos afetados pela operação de imigração.
O agente que atirou é Jonathan Ross, veterano do ICE que já havia sido ferido em serviço após ser atropelado por um carro.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que Ross atirou porque Good estaria tentando atropelá-lo. O prefeito democrata de Minneapolis, Jacob Frey, rejeitou essa versão e disse que a mulher tentava deixar o local, não atacar um agente.
O FBI conduz a investigação do caso.
Nesta sexta-feira (23/1), a detenção de um menino de cinco anos durante uma operação contra imigrantes na cidade também provocou indignação.
Liam Conejo Ramos e seu pai, Adrian Conejo Arias, de nacionalidade equatoriana, foram detidos quando chegavam à residência onde vivem.