SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Jovens Protetores: Artifices de um Amor Revolucionário. Palestra por Egidio Guerra


Jovens Artifices somos cada um de nós que através da fala e da ação realizamos feitos. São os modos como os seres humanos se mostram e se relacionam uns com os outros.
Amor é amar. Revolução é a politica da felicidade!

Como não excluir desta Revolução , a Politica da felicidade dos jovens ? Incluindo o prazer , a estética e ética indo além dos limites de Max Weber? Como unir o Porque? e o Como? Nesta geração castrada no jogo imbecil e mediocre do poder pelo poder. Unindo pensamentos á sentimentos, praticas ás ideias. Lembrando que os motivos são tão importantes quanto o talento para fazer algo. Portanto encontrar o caminho que constroí e realiza nos jovens um amor revolucionário, em cada pensamento , sentimento e ação é que nos move como protetores da vida e da humanidade. Esta é a forma como busco entender e ajudar os jovens nos dias de hoje ...


A promessa do amor é a felicidade , uma juventude eterna capaz de curar o futuro das dores sem perder a agitação mental , a paixão , o perigo e os desafios que nos impulsionam nas buscas de sentidos e evoluções em nossas vidas e no mundo ao redor. Por isso temos que caminhar pelo desconhecido para encontrar as sementes da revolução em nós , nos jovens , e propaga-las pelo mundo....para além das autoridades existentes e seus projetos de poder , devemos nos alistar, jurar fidelidade e receber conselhos para nosso projeto de Ser , Artifices de um amor revolucionário.

Artificies que rejeitam o trabalho que gera pobreza, uma escola de saberes repetitivos , a criminalidade e a violência, o prazer vazio do alcool e das drogras. Para além destas trágicas realidades existem muitas vitórias , mas é preciso enxerga-las com ideias e imaginação, transformando o cotidiano e a monotonia da vida em sonhos e visões mais fortes que as drogras porque carregadas de sentidos vão além das muralhas que nos preendem como ser. Ser que necessita se conectar de verdade com os amigos, a familia , com a vida , a natureza, o saber, a fé , o trabalho , o amor para compreender além de si o que será revolucionário em sua vida e dos que compartilham este horizonte.
O coração é o começo desta nova era que surge e que incorpora o intelecto e a vontade. Unindo a evolução e o desenvolvimento; transformando a alma num microcosmo do mundo capaz de interagir com ele. De forma intensa incluindo a diferença e a diversidade em nossos caminhos por saberes e mundos ; com as causas que nos movem a caminho de um amor revolucionário.

Eu estou apaixonado por um destas jovens feitas de amor revolucionário . Ela se chama Ada , ela ao invés de Adão , é a primeira mulher desta nova terra ou era que se descortina o Seculo 21 , sobre as luzes da escuridão surge uma nova heroína sem conhecer exatamente o que isto significa após o naufragio de incompetência do capitalismo. De idolos idiotas sem nenhum significado , ela tem algumas mensagens que vale a pena voltar a sonhar, a amar , a ser .. e a dançar, dançar, viajar, viajar. Será imortal porque é o nosso destino . Porque melhor que qualquer filme , livro , programa de TV é viver, de preferência apaixonado por Ada.
Entre o divino e o satânico ela caminhava " na linha divisória entre as duas pistas de corrida . Coloca pé ante pé sem pisar de lado , sem balançar, sem dificuldades com o equilibrio. Isto enquanto ela imagina que essa linha é uma crista estreita , a cumeada longa de uma cadeia de montanhas , e a direita e a esquerda dela haveria precipicios de milhares de metros. A vida é um movimento permanente sobre esta linha. Enquanto a gente acredita que se trata de um risco pintado entre duas pistas , caminhamos calmos e seguros. Assim que reconhecemos que se trata de uma crista de montanhas que conduz sobre um abismo sem fim , começamos a cambalear e estamos em perigo de vida. Ada sobre um defeito de nascença , falta a capacidade de esquecer o abismo. Eu não sei se o senhores classificaria isto de divino, demoniaco ou humano...? Ada tem o aspecto de alguem que odeia o mundo á fim de poder amar a si mesma e considera tanto o odio imenso quanto o amor grandioso um sinal de burrice. Ela queria contar várias histórias de sua vida que sucumbiam ao esquecimento sem platéia e gritavam sem parar. Porem algo especial estava prestes a acontecer em sua vida, ninguem imagina quantas vezes por ano, por semana ou mesmo por hora , testemunha acontecimentos que significam uma preparação, uma consequencia ou um breve detalhe de um acontecimento que pode acabar de forma terrivel, ou até mesmo fatal ou mágico, mas cujo momentos individuais tomados em si não dizem absolutamente nada.

Ela tinha a capacidade de desligar todos os sensores para questões pessoais e ignorar os sinais de outros membros da especie. Ativava e controlava seu autismo como um video game.
Vivia na ociosidade de cortar as unhas porque nenhum trabalho as gasta . Mas ela se sentia no mais puro sentido da palavra capaz de tudo. Ela não exigia razões de si mesmo ou porques ? A moral , enquanto não se inventava um meio novo e melhor , preenchia uma função ordenadora indispensavél no imenso lidar dos homens uns com outros. Como todos sabemos a maior parte de questões da vida é uma questão de vontade. De vontade de poder. Ela até então servia como uma cobaia demasiada solicita, que tem todas as suas bonificações e atenções dimuídas para testarmos suas reações ou ver se ela suspende ou não seus esforços. Corria o risco de pessoas como ela que demora anos para repteis se transformarem em um rebanho de jovens gazelas.

A verdade é que o momento da revolta estava sendo perdido , a revolução que vazava pelos dedos , e o fato de que seus amigos todos haviam adormecido entre festas e msns. Guerra ou Revolução, eles estavam atrasados, por isso o vacuo. Onde nada acabava , nada podia começar...Ela buscava um sentido para vida, algo havia fugido a ordem , e não havia nada nem ninguem , ser humano nenhum, lugar nenhum, ideia nehuma, momento nenhum , convicção nenhuma para qual ela pudesse se dirigir. Uma guerreira solitária contra um estado fortemente armado.
Todos lhe tiravam uma quantidade enorme de tempo para coisa banais sem sentido como se fosse um fenomeno natural.Era hora de dar direção a seu veiculo em voo cego. Isso era extraordinário. Ela precisava rapidamente identificar os centros de poder, penetrar dentro deles, fazer contatos, forjar intigras, descobrir e instrumentalizar interesses , esfacelar e reagrupar grupos estabelecidos. Um jogo sem objetivos indentificavéis , sem oponente conhecido e sem regras escritas mal podia ser colocado em movimento. Era hora de fazer politica para os objetivos de sua vida, da felicidade em sua casa , no bairro, na cidade , no mundo em que vivia....
Mas ela entra em pânico quando percebe que "vai perder tempo" com isto como todos lhe dizem , sente os sintomas a cada segundo. Para evitar esta perda de tempo , de pensar em sua vida e no mundo em que vivia , ela queria fazer qualquer coisa , ir para festa , se drogar, se castigar por uma coisa que no fundo não tinha culpa de nada. Essa decisão entre o bem e o mal , na linha divisória pelo caminho que andava, era contudo a coisa mais simples do mundo: bom era tudo que ajudava sua sobrevivência e ruim aquilo que a ameaçava destrui-la. Mas de repente ela não foi capaz de se decidir . Na verdade não havia nada que depusesse a favor ou contra , nenhum motivo para escolher a direita ou a esquerda.Porem para mim era outra coisa que lhe falta... Ela não acreditava no amor porque não tinha capacidade de acreditar no quer que seja. Será que ela não estava enganada e ela não soubesse nada ? A rapidez em sua vida de não querer perder tempo , porem esta velocidade lhe protegia da dor.
A verdade é que temos de nos apaixonar pelo exito e não pelo fracasso . E tudo depende de apreender a ter esperança. Não se reduzindo a ir em busca de um corpo belo e magro , assim como um intelecto igualmente belo e magro como o garoto ou a garota da semana. Ela estava avída por voltar a ser uma flecha num arco distentido.Mirar. Depois voar.
Era hora de recalcular sua personalidade e definir um plano de vida. No mundo aonde o pensar em si já não é uma virtude. Mas só dá para jogar o jogo da vida se abrirmos mão de qualquer especie de exatidão. Ela não se sentia louca, mas não se sentia normal em demasia. Ela lembrou que a maior parte da humanidade não tinha espaçõ para se expressar. Espaço de expressão existia para aqueles que tinha sempre a mesma resposta pronta para dar em qualquer acontecimento. Apesar da porção de rato , bolsa-familia, com a qual tinha de vegetar naquele país , apesar dos pedagogos de PH neutro, que não possuiam eles mesmos , nenhum dos valores que tinham a tarefa de propagar, apesar do eterno mal-entendido entre liberarismo e indiferença, todo mundo conseguia se dividir em moleculas sociais de seis unidades, divididos conforme o sexo, a importância e a beleza. E era entre seus amigos, sua Tribo, que ela ia começar a Revolução.
A necessidade humana de transcedência era uma grandeza estabelecida , semelhante a fome, que exige uma determinada quantidade de calorias diariamente. Se esta necessidade não é satisfeita , alma humana perambulva por aí mendigando- e se tornava presa facil de qualquer apanhador de ratos . Num mundo aonde Deus e o Diabo estão acostumados a ninguem acreditar neles. Ada era uma parcela da versão atual do divino e do demoniaco.
Ela vive cheia de preocupações , grita em silêncio, esperando por um sinal, querendo quebrar seu auto-controle. Está trancada num mundo que foi planejado para ela , se sentindo como uma ferramenta social inutil ? Grite para mim, Ada, que eu quero escutar e vou cuidar disto apenas para voce . Ela começava a entender que suas duvidas eram ideias de outras pessoas...Despertando agora dos pesadelos , estava saindo da bolha que consumia sua vida . Ela quer se libertar ! Ela vai fazer uma mudança de uma vez em sua vida, vai ser bom de verdade, vai fazer a diferença, vai fazer isto direito! Enquanto os computadores sofre uma pane e param , nós temos a capacidade de ri ou chorar , saltar por um problema e seguir nosso caminho.
Ada é bastante diferente das Patricinhas , que no colégio se encontram no apice da vida, recebem as mais altas confirmações da Sociedade e vivem , dia após dia, uma especie de bem-estar descolorido , simplesmente felicidade. Depois dos estudos secundários, as coisas começam a desmoronar vagarosamente morro a baixo...era esperar pelo casamento. Por isso os movimentos graciosos da Patricinhas tinham algo de lerdo, a lerdice, algo de tragico , e á tragedia algo especial.
A forma como uma Sociedade educa sua juventude , seus artificies, aonde ela canaliza seu amor natural pela revolução do mundo , aponta os rumos de sua história. Encontrar a musica desta geração para toca-la em simetria com a evolução da sociedade é o desafio que com maestria temos que orquestrar , de nota em nota . De baixo para cima , outras relidades emergem , não pela força do poder ou do dinheiro mas pela paixão e imaginação de uma geração diante dos desafios de sua época. Quais são as Adas , líderes, que despertarão este mundo e sua vidas , de uma sonolência triste ? Quais as transformações que vamos construir dentro de nós para ganhar vida ao nosso redor ? Que saberes, projetos e pessoas são capazes de dar forma a esta cidade que habita dentro de nós ? Sim esta sininho ilumina a Terra do Nunca e o coração de Peter Pan, Ada vai mudar o mundo que nasce com ela vivendo seu amor. Ela começa a contar sua história e imaginar o mundo que constroí . Seu grupo de amigos, as ideias inovadoras que brilham, os projetos , as primeiras pequenas vitórias sendo construídos com fotos que retratam estes momentos mágicos e dias melhores.
Mas será que Ada , a Sininho de nossa Terra do Nunca , não é uma garota pobre fumando crack, vendendo seu corpo por uma pedra ? Nós fingimos que não é um alma humana que sofre e pensa este mundo com a sua própria vida sem destino, seguindo para nenhum lugar...elas não tem para onde ir.
É hora de reconhecer o fracasso da lei , do estado e do capitalismo, porque a diginidade humana assim o exige. Transformando as leis em nosso atos, uma rede do bem! Lutando para que cada ser humano receba aquilo que deseja em medidas limitadas.
Porque não mudamos nossa forma de pensar? Se voce quer tornar um mudo um lugar melhor, começe por voce ! Em cada atitude seja um artifice de um amor revoulucionário! Ser jovem é também escolher que amores nos vamos proteger neste mundo .

sexta-feira, 28 de agosto de 2009


A ONU RAIMUNDO! CONSTRUINDO A DIGINIDADE DO POVO BARBALHENSE

NARRADOR: VAMOS CONTAR PRA VOCES A HISTÓRIA DE RAIMUNDO E LUIZA 2 JOVENS DE BARBALHA QUE DE REPENTE CONHERCERAM A ONU E CONTARAM A REALIDADE DE VIDA DELES! DIFICULDADES, DESAFIOS , PROJETOS DESENVOLVIDOS NA CIDADE PELA PREFEITURA, ONGS, COMUNIDADES, GOVERNO ESTADUAL E FEDERAL, EMPRESAS, UNIVERSDIDADES, CENTRO TECNOLÓGICOS E OUTROS! NESTE CAMINHO ELES APRENDERAM QUE A FORÇA DO TRABALHO COLETIVO ENGRANDECE HOMENS E INSTITUIÇÕES.

RAIMUNDO FINAL 2008: EU SOU UM BARBALHENSE, TENHO VINTE UM ANOS, MINHA ESPOSA TÁ GRÁVIDA DE 05 MESES, NÃO TENHO TRABALHO, VOU TER QUE CORTAR CANA NO INTERIOR DE SÃO PAULO, SE DEUS QUISER VOLTO DAQUI A 6 MESES, TALVEZ NÃO VEJA O NASCIMENTO DO MEU PRIMEIRO FILHO.

LUIZA – FINAL DE 2008: EU SOU LUIZA, ESTOU GRÁVIDA, VIVO COM TRÊS IRMÃOS SUSTENTADOS COM O APOSENTO DE MINHA VÓ. HOJE, BATEU A MINHA PORTA O PROGRAMA DE APOIO A GESTANTE QUE ME LEMBROU DA MINHA RESPONSABILIDADE COMO MÃE E AI ELES ME CONVIDARAM PARA PARTICIPAR DE UM CURSO, FIQUEI MUITO FELIZ POR QUE NO FINAL EU VOU RECEBER UM ENXOVAL PARA MEU BEBÊ(QUINTO OBJETIVO DO MILÊNIO), SE DEUS QUIZER VOU TER PARTO NORMAL, APRENDI NAS PALESTRAS QUE É MELHOR PARA TODOS, MINHA AMIGAS DE MISSÃO VELHA E JARDIM VÊM PRA CÁ PARA FAZER CESARIANA.

NARRADOR: BARBALHA É UMA CIDADE REFERENCIA PARA O ESTADO NA ÁREA DE SAÚDE, POSSUI 03 HOSPITAIS, UM CENTRO MATERNO INFATIL, REALIZA CIRURGIA DO CORAÇÃO E DO CRÂNIO, CAPTA ORGÃO PARA TRANSPLANTE E POSSUI DUAS RESIDÊNCIA MÉDICAS, HOSPITAL MATERNIDADE SÃO VICENTE DE PAULO E HOSPITAL SANTO ANTONIO E AINDA POSSUI UM CENTRO DE ONCOLOGIA QUE ATENDE UM RAIO DE 04 ESTADOS DO NORDESTE, O GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ JÁ GARANTIU A CONSTRUÇÃO DE UMA POLICLÍNICA COM 13 ESPECIALIDADES MÉDICAS.

NARRADOR: O PAU DA BANDEIRA É O CARREGAMENTO DE UM MASTRO SIMBOLIZANDO O COMEÇO DOS FESTEJOS ALUSIVOS AO PADROEIRO SANTO ANTONIO.

LUIZA; MAIO DE 2009: HOJE ACONTECEU O CORTE DO PAU DA BANDEIRA, QUE BOM! DESSA VEZ FORAM PLANTADAS VÁRIA MUDAS DE PLANTAS NATIVAS EM SUBSTITUIÇÃO A RETIRADA DE APENAS UM(SETIMO OBEJETIVO DO MILÊNIO). ASSIM ESSA TAL DE CAMADA DE OZÔNIA NÃO VÃO SECAR NOSSAS LINDAS FONTES DE AGUA DO PÉ DE SERRA DA CHAPADA DO ARARIPE QUE ME DISSERAM QUE ERA A PRIMEIRA FLORESTA NACIONAL, COMEÇEI A PARTICIPAR DE UM GRUPO DE ARTESÃS COM O COCO BABAÇU, ESTAMOS PRODUZINDO PARA VENDER DURANTE OS 15 DIAS DA FESTA DE SANTO ANTONIO. NO RÁDIO DISSERAM QUE VÃO VIR 320 MIL PESSOAS. AONDE ESSE POVO TODO VAI SE HOSPEDAR? TEM TANTA COISA BONITA PRA MOSTAR; O BALNEÁRIO DO CALDAS, O SÍTIO PINHEIRO, O ARAJARA PARK, TEM ATÉ O PARQUE ECOLÓGICO DO RIACHO DO MEIO (GEOTOP ARARIPE). SE RAIMUNDO TIVESSE AQUI, ESPERTO DO JEITO QUE ELE É, IA MOSTRAR TAMBÉM OS 42 CASARÕES ANTIGOS, OS GRUPOS FOLCLÓRICOS QUE O POVO DA MINHA COMUNIDADE PARTICIPA, TEM UM PRIMO MEU QUE JÁ FAZ É O CURSO DE ARTES NA URCA, ELE SE ENVOLVEU NOS PROJETOS DA SECRETARIA DE CULTURA E UM DIA FUI ASSISTIR COM ELE O CINEMA EM MINHA COMUNIDADE. O FILME ERA TÃO BONITO...! MAS QUANDO EU VENHO DESCENDO DO SÍTIO MACAÚBA COM MEU IRMÃO PARA VENDER MEU ARTESENATO, EM FRENTE A FABRICA DE CIMENTO ITAPUI VEJO AQUELE LIXÃO FEDORENTO...!
OLHA CHICO, O QUE É AQUILO ALI ATRÁS DO CRAS! OXENTE MUIÉ TU NÃO SABIA? É A ASSOCIAÇÃO DOS CATADORES DE LIXO COM SELETA COLETIVA, PARECE QUE VÃO ACABAR COM O LIXÃO!

LUIZA: AGOSTO DE 2009: TANTA SAUDADE DE RAIMUNDO! VOU ESCREVER UMA CARTA PRA ELE! OLHA RAIMUNDO, A BARBALHA TA COMEÇANDO A FICAR DIFERENTE, TEM CUIDADO RAIMUNDO, SE TU NUM VOLTAR LOGO EU BOTO OUTRO EM TEU LUGAR POIS, JÁ TEM UM MONTE DE UNIVERSITÁRIO SE ENXERINDO! LEMBRA-SE DA FARMACE ESTA CRESCENDO MUITO, PRECISANDO ATÉ INSUFLADOR E NUM TEM NINGUÉM AQUI QUE SAIBA FAZER ISSO E A BOM SINAL VAI INVESTIR 100 MILHÕES PARA CONSTRUIR VAGÕES DE TRENS NA BARBALHAI SABIA DE OUTRA? PARECE QUE ATÉ A USINA VAI VOLTAR, ACREDITA, DEPOIS DE TANDO TEMPO? INDA TÃO CONSTRUINDO A CEASA, TEM VÁRIAS EMPRESAS QUERENDO SE INSTALAR AQUI, O COMÉRCIO CRESCEU MUITO(OITAVO OBETIVO DO MILÊNIO), JÁ ME INSCRIVI ATÉ NO PROJETO “MINHA CASA MINHA VIDA” E SO NÃO ME INSCRIVI NO LEITE FOME ZERO PORQUE COM AVENDA DO ARTESENATO NÃO FIQUEI DESNUTRIDA E NOSSO FILHO VAI NASCER SAUDÁVEL (QUARTO OBJETIVO DO MILÊNIO)

NARRADOR: AS EMPRESAS EM BARBALHA ESTÃO PARTICIPANDO DESSA HISTÓRIA APRESENTANDO SUAS DEMANDAS POR QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL PARA QUE EM CADA SETOR DA ECONOMIA POSSAMOS OFERTAR PROFISSIONAIS QUALIFICADOS. TEMOS CVTEC, CENTEC, URCA, PROJOVEM CAMPO, PROJOVEM ADOLESCENTE, PRIMEIRO PASSO APRENDIZ, PRIMEIRO PASSO BOLSISTAS, GRUPOS PRODUTIVOS DE ARTESENATOS, SERIGRAFIA (OITAVO OBJETIVO DO MILÊNIO)
RAIMUNDO DESCONFIADO: OXE MUIÉ, TU TA FICANDO É DOIDA DE ESMOLA GRANDE CEGO DESCONFIA, EU NUM SEI NEM EMPREENDER, NEM TEM CURSO DE NADA EU SÓ SEI CORTA CANA E AI NÃO TEM MAIS NEM A USINA! LEMBRA QUE SAI DA ESCOLA QUE NUM TEM NADA DE INTERESSANTE, AQUI TEM UM TAL DE EJA AI TEM PELO MENOS ISSO?

LUIZA: OLHA RAIMUNDO O QUE TO TE DIZENDO É TUDO VERDADE, QUE VER ABRE A INTERNET QUE TO DE MANDANDO UM EMAIL, QUE CRIEI NO PROJETO DE INCLUSÃO DIGITAL AI TA TUDO QUE EU TE DISSE SOBRE BARBALHA, TEM EJA,AUMENTOU A MATRÍCULA NO ENSINO FUNDAMENTAL, TEM ESCOLA TECNICA DO SUS, VÃO IMPLANTAR MESTRADO EM DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL E EM RECURSOS HÍDRICOS(SEGUNDO OBETIVO DO MILÊNIO) , AINDA TEMOS CURSOS EM CERÂMICAS E ÓLEO CULTURA , TÃO CONSTRUINDO UMA ESCOLA RURAL DA SANTANA, TÃO CONSTRUINDO UM MINE USINA DE ALCOOL, TEM UM PROJETO DE BENEFICIAMENTO DE CASTANHA DE CAJU E MUITA OUITROS COISAS.. QUANDO TU VOLTAR PRA MACAÚBA A ESTRADA JÁ VAI TÁ É ASFALTADA!

NARRADOR: UMA PARCERIA PUBLICO PRIVADA VAI GARANTIR INTERNET GRATUITA PARA TODOS COM ESSAS CONDIÇÕES; O CIDADÃO PAGUE SEUS IMPOSTOS EM DIAS E FAÇA ADESÃO AO SISTEMA DE SANEAMENTO URBANO E PARTICIPE DA COLETA SELETIVA.

NARRADOR> O BEBÊ NASCEU SAUDAVÉL ( QUARTO OBJETIVO DO MILÊNIO ), COMEÇA UMA NOVA HISTÓRIA NO DSESENVOLVIMENTO DE BARBALHA, RAIMUNDO RETORNA, MAS OS PROBLEMAS E OS DESAFIOS COLETIVOS SÃO MUITOS. AGORA, TODOS TEM QUE PARTICIPAR, SÓ O PODER PÚBLICO NÃO VAI CONSEGUIR RESOLVER ESSES PROBLEMAS SOZINHO É HORA DE EDUCAR JUNTOS ESSA CIDADE CRIANÇA( 163 anos ) QUE COMEÇOU A NASCER.

RAIMUNDO: ESTOU DE VOLTA, LOGO NA RODOVIÁRIA FUI ASSALTADO POR UM DROGADO COM UMA SERINGA NA MÃO ( SEXTO OBJETIVO DO MILÊNIO ) QUE POR UMA PEDRA DE CRAQUE ME LEVOU TUDO QUE EUTINHA POUPADO PARA MINHA FAMILIA ASSIM COMO A CORRUPÇÃO LEVA TUDO QUE É DE TODOS.

LUIZA: LIGA NÃO MEU VÉI, NOSSA VIDA NUNCA FOI FÁCIL E NÃO VAI SER ISSO QUE VAI FAZER A GENTE DESISTIR, LEMBRA QUE NASCEU MAIS UM BARBALHENSE E ESTAMOS CONSTRUINDO A DIGNIDADE DE NOSSOS FILHOS E DE NOSSA CIDADE. POR ISSO VEM COMIGO PARA REUNIÃO DA ASSOCIAÇÃO, LÁ TU VAI VER QUE NÃO ESTAMNOS SOZINHOS NESSA CAMINHADA E QUANDO TU PASSAR LA NA PRAÇA TU VAI VER A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO MUNICÍPIO, ME AJUDA A FISCALIZAR O PREFEITO, A HORA DE COBRAR É AGORA E SEMPRE, NÃO SÓ NA ÉPOCA DA ELEIÇÃO QUE PROMETERAM QUE NOS ULTIMOS QUATRO ANOS IRIAM ACABAR COM AS CASAS DE TAIPA E INFELIZMENTE ISSO AINDA É UMA REALIDADE POR ISSO PRECISAMOS PARTICIPAR NOS CONSELHOS E NAS ASSOCIAÇÕES COMO VERDADEIROS CIDADÃOS!
NARRADOR: EM BARBALHA EXISTEM 52 ASSOCIAÇÕES IRMANADAS EM UMA ENTIDADE CHAMADA UNAB(UNIÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE BARBALHA) ONDE UMA BOA PARTE DOS ADMINISTRADORES ATUAIS AJUDARAM A CONSTRUIR, FORMAÇÃO DOS CONSELHOS, GOVERNO INTINERANTE NOS BAIRROS E ZONA RURAL E A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO MUNICÍPIO EM PRAÇA PÚBLICA COMO FERRAMENTA DE TRANSPARÊNCIA E CONTROLE SOCIAL.

RAIMUNDO: OXE MUIÉ DEPOIS DE TANTO TEMPO TU AINDA TA CUM CONVERSA MOLE! VAMOS PRA CAMA MEU AMOR QUE TO MORRENDO É DE SAUDADE DO TEU XAMEGO E SAIBA QUE EU TE VALORIZO POR SER ESSA GUERREIRA QUE HOMEM NENHUM É SUPERIOR!( TERCEIRO OBJETIVO DO MILÊNIO ) E SAIBA AINDA QUE MAIS NUNCA QUERO SAIR DAQUI, POIS TÃO SURGINDO UM BOCADO DE OPORTUNIDADE, JÁ PENSOU BARBALHA COM TANTO POTENCIAL APROVEITADO! DAQUI ALGUNS NOS VAI SER A MELHOR CIDADE PRA MORAR, POIS COM ESSE SOLO FÉRTIL, COM AGUAS MINERAIS JORRANDO EM TODO PÉ DE SERRA, COM CALCÁRIO, COM AGRICULTURA FAMILIAR CRESCENDO E A GENTE SE CAPACITANDO NÓS VAMOS TÁ EMPREGADOS E NUNCA MAIS VEREMOS A FOME E A MISÉRIA!( PRIMEIRO OBJETIVO DO MILÊNIO )

LUIZA: E PODE TER CERTEZA RAIMUNDO, NÓS NUM TAMO SOZINHO NESSA CAMINHADA, TÁ NOSSA FAMÍLIA, A PREFEITURA, AS EMPRESAS, ONGS, ASSOCIAÇÕES, UNIVERSIDADE E SABE QUEM APARECEU PRA NOS AJUDAR, AH! NÃO SABIA? A ONU, RAIMUNDO!

Por Antônio de Luna, Egidio Guerra, Isabel Cristina Nóbrega, Luciana Cruz e Jose Leite. Em Barbalha no dia 21 de Agosto de 2009.

sábado, 1 de agosto de 2009

Fugas e Sinteses


Estou em busca de um antídoto: a bebida e a droga mais poderosa. A própria vida. Você tomaria ela em pequenas doses homeopáticas porque não suportaria entender a vida e o mundo em que vivemos de uma só vez. Sem ilusões. Vivemos numa Sociedade de fugas . Numa Sociedade aonde é proibido amar , quase tudo virou fuga para minha geração. O sexo, os games, as festas, as bebida, o futebol, as drogas tudo misturado com a busca do dinheiro para financiar a fuga. Deixando de propósito a nossa capacidade de enxergar de lado, o outro, ou a si mesmo. Este é o contexto que alicerça esta geração , cheia de tecnologias que as tornaram máquinas de produzir e ansiosas pela humanidade que insisti em pulsar em sua alma, impregnada de lama que obscurece os mais puros sentidos. Vícios e virtudes imaginárias de uma época. Sonhos e frustrações que convivem no mesmo palco e mal sabem dançar a sinfonia de quem as cria. O nosso eu. Busca sínteses.

Alguns números revelam estas sínteses em nossa geração , eles são sintomas das fugas provocadas em manadas, em tribos, oriundos do medo e da insegurança gerado por um mundo vazio e de poucos sentidos nas instituições que dão forma a esta sociedade. Ela parte do pressuposto que o espetaculo é bem vindo e que a imensa maioria se contenta em ser plateia dos devaneios e delírios de poucos, cercado pela míseria da maioria. Mesmo nesta miséria, cercada de violência e drogas, ali se realizam valores fundamentais que mantém a vida pulsando no coração e nos sonhos de muitas crianças e jovens que nascem e morrem. Eles são o alicerce que animam a história mesmo no gramados de futebol, na arte e dança dos excluídos, na beleza que não necessita de maquiagem. Se avaliasse as origens dos grandes pensadores, empresários, políticos, ...observaríamos que a nobreza produz muito pouco e que sua corte é causa maior das doenças que afetam a todos. São canceres que reproduzema si mesmo numa velocidade absurda carregada de absurdos, mentiras e ilusões . Portanto estes números revelam paralelos, contradições, de um lado a violência em morte , de outro a violência do consumo não de comida , mas de vida em nome de imagens .

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O SEGUNDO CICLO DO PROTETOR ( 96.2 A 00.2 )- O Elemento água.






















Os personagens de minha vida ganham forma de poesia e realidade em projetos.

A empresa junior cumpria seu papel de extensão na universidade , de unir o saber com a prática, por isso realizamos várias consultorias, eventos, reformas na Universidade mas estes eram os primeiros passos. Os limites da empresas juniores, iriam lançar as bases da segunda ONG, a Sociedade Executivo Global. E assim sempre será , quando superamos um desafio, ampliamos a visão para enxergar o todo do sistema que estamos envolvidos ou da própria sociedade. Não é a toa que o sonho maior é a Terra da Sabedoria. É como se fossemos resolvendo equações incluindo mais elementos que amplia a complexidade da resposta. Novos saberes, setores, dimensões são integradas , assim geramos uma sintese, uma dialética e evolução orgânica de nosso ser, instituições que criamos e fazemos parte, fazendo da vida e do contextos aliados.

A SEG nasçeu no mesmo dia , no mesmo lugar que as empresas juniores , 4 de maio no auditório da Federação das Industrias do Ceará-FIEC. Este périodo sempre foi um ciclo mágico em minha vida. O primeiro evento da SEG foi Pre- Requesitos para inserção do Ceara na Economia Global em 1996. Palestra realizada por Ciro Gomes. Como conectar o Ceara ao mundo é um desafio de minha geração , hoje cada vez mais com a China e India que somam 40 % da poulação do mundo e em breve serão a primeira e terceira economia do mundo. O segundo evento foi Ética e Modernidade aonde compartilhamos com o Rabino Niltom Bonder , Vicentinho- Presidente da CUT , Governo, e Professores da USP , que queriamos entrar na modernidade da economia global porém com ética . O desafio não era TER e sim SER e TER. Os instrumentos que teriamos para isto foi o terceiro evento : Políticas Públicas e Privadas para geração de emprego e desconcentração de renda visando a formação de capital humano e social para alavancar o desenvolvimento, o primeiro emprego e a Responsabilidade Social. Em 1998 alertamos que o Estado deveria assumir o comando da Economia para dar prioridade ao Social como pilar ético e estratégia de alavancar a economia. Deste turbilhão de angústias, pesquisas, ideias, foram nascendo os projetos com histórias fantásticas que merecem ser contadas....

Lemos um livro do Michael Porter " Estratégia competitiva" , eramos um grupo do terceiro semestre na faculdade. Elaboramos um projeto de consultoria para avaliar a concorrência de empresas públicas e defende-las na globalização. A primeira foi o Correios, ligamos de um telefone público, para o presidente da empresa. Como o nome era imponente SOCIEDADE EXECUTIVO GLOBAL , a ideia inovadora e a oportunidade estratégica. Deu certo , foi um sucesso. Ele achava que tinha poucos concorrentes , nós descobrimos mais de 200, inclusive bicicletas que entregavam contas de planos de saúde e Visa em minha casa. Além da Internet, FEDEX, entre outros. Depois do Ceará , implantamos o projeto no Brasil. A Petrobras nos convidou e fizemos o mesmo em suas lojas de convivência. Foi fascinante ver uma loja de um bairro pobre ter o ticket médio maior que as dos bairros ricos. Isto não estava nos livros e projetos inovadores com a leitura de livros inovadores passaram a ser cada vez mais minha Universidade. Empreender em rede com outros grupos de Alunos, cada um cuidando de uma área estratégica de nossa formação foi vital. Um grupo articulava consultorias, outro grupos de estudos, outro visitas a empresas, assim marcavamos pontos em um curriculo alternativo adequado a nossa estratégia de carreira. Além de desafiarmos a Sociedade a serem Empreendedores de Sonhos. Essa é outra história que continua , personagens reais compreendendo e mudando não apenas seu negócio mas sua vida e de outros e da Sociedade que vivemos.

Enquanto caminhava pelo terceiro setor, o namoro com Virginia continuava , as lutas sociais no Centro Acadêmico de minha Universidade. Em busca de uma simetria pessoal , avaliamos os professores, mudamos o curriculo, fizemos greve para evitar a cobrança de taxas na UECE, enquanto lutava por horas extras para minha equipe no Banco Real, razão que facilitou minha demissão como gerente do Núcleo de pessoas juridicas ao lado do meu amigo, Paulo Cesar. Graças a isso , tive a oportunidade de trabalhar na melhor empresa do mundo, a Du Pont. Conheçi o mercado Lycra, a melhor estratégia de marketing do mundo, a moda , os desfiles , minha chefe inesquecivél Ana Maria....Na DuPont são tantos momentos mágicos que será dificil escolher alguns. Visitava pequenas confecções na periferia do Ceará para apoia-las em seu desenvolvimento, organizava desfiles, estudava sobre moda, aos poucos ia consolidando minha primeira tese de vida. Neste momento se solidifica , ganha corpo, a tese que inauguraria minha carreira social.

"A tese sobre a relação entre Competitividade das pequenas empresas, crescimentos das Multinacionais e concentração de renda, aumento do capital ficticio, crise, desemprego na Juventude e aumento da criminalidade"
O que seria obvio , hoje , na época derrubava paradigmas e apontava novos horizontes. Este ciclo sempre esteve presente na economia capitalista e torna refem a vida e a realização das potências dos seres humanos por algo insignificante; como a vaidade e o poder vazio de uma minoria.
Afinal obeservei nas multinacionais que através da economia de escala, acesso a capital, tecnologia , publicidade, gestão, e canais de distribuição estas grandes empresas trocavam figurinhas entre si , o mercado e o sistema financeiro. Uma cadeia que une os interesses de alguns poucos países , mantendo sob controle o desenvolvimento da economia , ocasionando o consumo e da destruição do planeta. Portanto esta crise que hoje acompanhamos é uma consequencia direta deste modelo. Quando países como China, Brasil, India e Russia começam a fazer parte ativa desta economia, mudam as regras deste jogo que ilusioramente eles chamavam de livre- concorrência e neo-liberarismo. Quando a concorrência de fato começa a acontecer em vários setores da economia e a inclusão social de milhôes de pessoas na economia . Podemos de fato a tornar a juventude parte da solução trocando a ociosidade,as drogas e a violência pela educação, produção de riquezas e vida . Esta é a magia que começamos a lutar para tornar realidade em vários setores da sociedade através de ideias, projetos e empreendimentos.

De um pequeno grâo de terra á Terra da Sabedoria , empreendendo sonhos, desenvolvia projetos para erguer uma economia ética e criativa. Porem paralelo a empresa junior , agora temos o desenvolvimento em ONGS , de acordo com a vocação do bairro em setores emergentes da economia , de Incubadoras de redes de pequenas empresas . Formada por jovens de comunidades pobres orientados por universitários que aprendiam trabalhando e trabalhavam apreendendo. Ao final de um ano, eles geraravam um curva de experiência, produtos, mercado, acessando em rede economia de escala, tecnologia, marca, gestão para alcançar como prêmio o capital inicial para deixar a incubadora e competir com outras empresas.

Nesta época já tinha 7 anos de namoro, e ia casar com a Virginia , minha primeira namorada. Tiver que deixar a Du Pont e ir trabalhar na Brahma num ritmo de quase 24 horas por dia para pagar as despesas. O sálario era melhor, mudamos para um apartamento novo.Casamos numa igreja na praia, passamos nossa Lua de mel no Marina. Um presente do meu melhor professor e padrinho, Paul Gradhvol. Na época convidei Tasso para ser meu padrinho mas ele me mandou uma carta que não estaria neste momento no Ceará. Ele foi minha primeira referência politica pela ideia do que a gestão poderia contribuir com os desfios públicos. Esse seria como tudo na minha vida , uma longa caminhada de desafios, crenças, aprendizado, decepção, resiliência e inovação. Do PSDB ao PSOL. Das grandes empresas as pequenas. Dos Grêmios e Movimentos sociais as ONGS. Do Estado a Cooperação Internacional. Dos livros passando pela Escolas e Universidades aos prêmios. Das ideias aos empreendimentos. Das igrejas encontrei a espiritualidade, da Universidade encontrei na criação e nos livros ; o saber. Das empresas, a utilidade. Deste livro e da arte, a liberdade. Como é dificil escolher um único caminho na vida ? Quando busco através do amor a formação de um ser humano integrado, sistêmico que ouse com sua vida a sociedade em que vive. As contradições desta sociedade devem ser refletidas e optarmos por caminhos que tenhamos clareza dos significados que eles preenchem em nossa vida.
Por isso esse livro é uma jornada. Não é facil no meio do caos que dá liberdade as ideias , fora da rotina e da disciplina que as instituições requerem, encontrar as sementes de uma nova ordem .

Primeiro porque esta tarefa cabe a líderes que devem integrar estas dimensões dentro de si para depois formar outros líderes com esta mesma missão e juntos construirem esta revolução. Esse livro, escrito em várias linguagens, é para eles.
A minha vida como a deles é um refelexo , um artesanato deste novo mundo, que nasçe dentro da gente e não cabe mais viver em qualquer outra sociedade que lhe reduza a um numero , objetivo ou máquina. Somos sempre maiores e melhores que nosso destino.

Uma prova disto é o nascimento de meu filho no dia 15 de janeiro de 1997, João Victor Martins Oliveira Guerra. Glória do menino mais bonito , mais inteligente , mais alegre e mais feliz do mundo- meu filho que chamo de Jonh Jonh. Na hora do parto eu filmava com a câmera ao contrário, enquanto sua mãe gritava de dor e alegria . Quem tiver um filho sabe a mágica que não cabe em qualquer destino ou planeta. A alegria de te-lo nos braços , de sentir seu sorriso , de ouvi´lo interagir com o mundo que desperta seu olhar e de toda noite mesmo ele dormindo dar um boa noite falando a oração do amor " o menino mais bonito , mais inteligente , mais alegre e mais feliz do mundo"

O dificil sempre foi para mim cuidar dele, o que sua mãe fez maravilhosamente bem , e de aguar a semente , o pequeno graõ de terra , do berço do mundo em que ele vive e que sua terna infãncia tambem ilumina o nascimento desta nova Sociedade . Mesmo sabendo das dores do parto, dos desafios, desfiladeiros, dragões que uma jornada do bem ousa ir além dos seus limites. Nesta Sociedade oferecem a nossos filhos a mesma miopia que castra nossa vidas.

Acordei um dia de manhã com uma ligação da Secretaria de Jorge Paulo Lemann , dono da IMBEV, Lojas Americans, GP Investimentos ..meu filho num berço, eu sem emprego, estudando numa Universidade horrivél . Ele tinha recebido uma carta minha que pedia uma oportunidade numa Universidade e um trabalho aonde pudesse desenvolver minhas ideias e competências de que é possivel com seus metodos de gestão eficazes ousar muito mais construindo sociedades sustentaveis e empresas sociais justas com o mérito do qual ele é uma referência internacional .

Porem era dificil explicar em alguns minutos o que não era uma Universidade, como a economia não funcionava numa terra aonde os melhores eram selecionados por seus parentes. Era o momento de dar uma pausa na minha carreira de executivo. Anos depois exatamente 5, eu ira re-contra-lo através de um prêmio que recebi de uma organização que ele financiou e fundou , a Endeavor. O prêmio é Empreendedor de um novo Brasil. Pelas ideias das Incubadoras de pequenas empresas.

Já no estado , como gestor . A partir desta ideia começamos a gerar de baixo para cima com alma e paixão - A primeira política pública – Os núcleos setoriais na Prefeitura de Fortaleza, num orgão chamado PROFITEC. Nas pequenas confecções começamos a montar um pequeno grupo liderado por Mazzinha. Esta semente nos ensinou e permitiu apresentar pela segunda ONG que fundamos a Sociedade Executivo Global , uma proposta para a Agência de Cooperação Norte- Americano ( USAID ) visando fortalecer a Rede pela Educação profissionalizante. Foram as ONGS fundadoras desta Rede que se tornaram as primeiras incubadoras , algumas lidavam diretamente com a prostituição juvenil no Pirambu. Estas ONGS formaram o que chamamos de Teia de Luz, na busca de geração de trabalho para jovens . Como o Jornal na época O POVO retratou o Sonho possivél que o estado brasileiro ainda hoje os nega.

A PROFITEC da Prefeitura de Fortaleza virou Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, do qual como um dos fundadores ajudei na concepção de um área chamada Estratégias Econômicas e começamos a desenvolver alguns projetos.

Através do projeto Teia de Luz da Sociedade Executivo Global ganhamos o PRÊMIO EMPREENDEDOR SOCIAL da Mckinsey e Ashoka . Fomos atraido a concorrer este prêmio porque em virtude de ter sido executivo e acadêmicos de Administração a oportunidade de conviver com consultores da McKinsey era Mágica. O nosso consultor , o Joe , é muito especial. Ele devido a compromissos só apareceu na última noite antes do prêmio e queria revisar tudo. Viramos a noite trabalhando. Não dormi. De manhã depois de rezar de joelho no banheiro do hotel , fomos para o local da apresentação. Tinhamos 15 minutos para apresentar o projeto. O fato é que de tão cansado estava falando com sono, foi quando uma gestora da Ashoka me alertou e falou que só restavam 5 minutos. Todos os neurônios ligaram rapidamente acelerei apresentação e o publico torcia conosco para dar tempo e deu . Ganhamos. Com este prêmio fui convidado para ser fellow Ashoka, uma Associação mundial de 1800 empreeendedores sociais presente em 80 países . Todos nós tinhamos uma ideia inovadora com impacto social e sustentabilidade liderada com fibra ética. É absolutamente fantástico saber que no mundo todo tem gente com o seu mesmo DNA e compartilham a loucura de revolucionar esta Sociedade. Obrigado Bill Draytom . Depois de passar nas entrevistas, paineis, calcular a bolsa que seria amplamente comemorada por mim e Virginia, era hora de retribuir a dadiva.

Conheci o Jonhososm do MH20 - Moviemento Hip-Hop Organizado que ajudei a torna-lo do Brasil no Pirambu. Ele tinha lido a matéria Sonho Possivel e queria fazer o mesmo com o Hip- Hop. Organizado e Executivo Globais buscavam empreender seus sonhos. Começamos a conectar valores, linguagens, ideologias , dois mundos que se uniam para evoluir juntos lógico até o limite da compreensão da direita e esquerda brasileira. Desde o inicio lutamos juntos por uma mudança cultural em nossas praticas .Por isso talvez a primeira Incubadora da Economia Criativa que geramos foi com o Hip- Hop produzindo cds, roupas, shows , gerando um mercado interno entre eles. Costumo dizer que eles tiram mais jovens de gangs que todo aparelho do estado conquistando a cabeça com o rap, o corpo com o Break e a alma com o Grafite. Por sua visão comunitária convidei Jonhosom para ser Diretor da Comunidade Empreendedores de Sonhos . Depois eles conquistaram mais recursos e levaram este mesmo projeto para 5 Estados como o nome de Mercado Alternativo. Jonhosom foi convidado pela Ashoka para uma reunião coma Nike no Egito. Entre outras vitórias .

Tive a honra de indicar Jonhosom fellow Ashoka, depois foi Joaquim do Banco Palmas , Willy Pessoa da Agencia Mandalla , através do encontro com seu filho no X Encontro Nacional de Empresas Juniores aonde era palestrante e aonde ainda conto em várias Universidades estas histórias e Jornadas . O livro ganha vida . Mas estas fazem parte do 3 ciclo de minha vida de Protetor.

Por isso começei a colocar este livro num blog e gostaria de explicar porque divido a vida em ciclos. De forma que possamos compartilhar e escrever esta jornada juntos. Empreendendo Sonhos numa Terra da Sabedoria. É preciso um mapa e ser parte de uma TRIBO 7i vivendo desafios e missões nesta Socieadade da Paixão. Escolha a sua , construa um dialogo entre gerações, viva e transforme o contexto de sua Juventude. Desenvolva seus poderes e mágicas de um protetor com as lições que apreender nesta jornada . Tenha coragem de construir a Justiça não apenas esperando pelas leis mas conquistando a espiritualidade necessária para revolucionar o cotidiano de nossa dura e triste realidade que necessita de um poder social sendo difundido pela imprensa, ocupanado espaços nos governos , cooperação internacional, empresas, ONGS, Universidades. Transformando seus manifestos, poesias, perguntas e reflexões em ação.

Este livro num manual que desperta e organiza uma ação coletiva , escrevendo, filmando e difundindo pela internet uma revolução feita de protetores do amor, da vida e da Sociedade.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

AGRADECIMENTO PRÊMIO ESPANHA.



A Dios, a mis padres y a mi hijo Joao Victor.


Me gustaría agradecer a María Calvo, directora de la Fundación Ashoka por este fruto en su gran árbol de innovación social. A nuestra semilla plantada en Bilbao en la primavera de la Fundación Novia Salcedo. Estoy de acuerdo plenamente con su Presidente, Jon Arrieta y su Directora Begoña Etxebarria cuando dicen que la crisis es el momento de transformación para todos. Transformación que el lehendakari también construirá con el Pueblo Vasco, siendo luz de España en el siglo veintiuno. Digo esto porque salido de modelos radicales, neoliberales, para construir una nación plural y diversa. Los españoles y los brasileños tienen mucho en común, nuestro sol es muy fuerte, nuestras selecciones de fútbol son artistas del gol, nuestros bailes y música son apasionantes y tenemos una juventud de fe.


Debemos construir entre nosotros un diálogo de generaciones. Mi generación recibió un planeta destruido, la mayor concentración de ingresos de la historia de la humanidad, el aumento de la violencia, las drogas y el crimen en la misma proporción que la soledad y el distanciamiento de las familias en nuestros hogares. De esta manera nos han prohibido amar.


¿Cómo amar un trabajo que no desarrolla nuestro potencial?
¿Cómo amar la política dominada por dinero y grandes lobbies?
¿Cómo amar una educación repetitiva y casi sin sabor?


Esas razones nos convencen y nos convierten cada vez más en seres apáticos. Por eso buscamos a nuestros amigos, las Tribus a las que pertenecemos, las relaciones de igual a igual, el amor y los sentimientos que estas instituciones nos ofrecen. No obstante, no estamos parados, estamos construyendo de abajo hacia arriba con alma y pasión, otra sociedad. El Hip Hop con su música como conciencia, el baile break como cuerpo y los grafitis como alma, saca a más jóvenes de las pandillas que todo el sistema policial. Internet y Google son grandes universidades abiertas. Estamos construyendo también otras tecnologías más poderosas para ir a Marte, la biotecnología … estas son las tecnologías sociales que mantendrán a la humanidad dibujando nuevas instituciones y formas de vivir en sociedad.


Yo creía que gritando con los movimientos sociales, como uno de los líderes del impeachment del ex presidente de Brasil, Collor, resolvería problemas. Yo creía que como ejecutivo de grandes empresas como Coca-Cola, o el Banco ABN-AMRO, Dupont, la economía y el mercado financiero cuidarían del mundo. Yo creía que fundando ONGs como Empresas Junior, Emprendedores de Sueños, la Universidad de la Juventud o el Instituto Educación Portal hallaría la solución. Y que a través de las políticas públicas que desarrollé en los gobiernos, que el Estado era la salvación, o que como consultor del Banco Mundial, la cooperación internacional tendría el control de la situación. La actual crisis prueba que ningún sector tenía razón, que el actual modelo ha llegado a su límite.
Existen otros caminos, necesitamos en este momento de protectores para guardar el amor, la vida y la sociedad.


Al darme cuenta de como la música es compuesta nota a nota, y de lo que cada instrumento o sector tiene para en sinergia tocar la sinfonía. Al igual que la vida, de célula en célula formar el cuerpo humano, uniendo cromosomas distintos, sumando saberes y competencias, para generar colaboraciones y optimizar recursos.
Una sinfonía que necesita una simetría personal en los diversos ámbitos que ejercemos en la sociedad para generar esa sinergia social entre varios sectores y continuar evolucionando es lo que estamos aprendiendo hoy.


Aquí en España, nuestra organización ha iniciado una colaboración con el arquitecto Peridis, que ganó el premio Novia Salcedo y AECID el año pasado, para transformar las “favelas” – chabolas brasileñas.
Vamos a atrevernos con la Fundación Novia Salcedo a realizar el sueño de construir Parques de Innovación Social para la Juventud en la ciudad del Museo Guggenheim al ritmo de su juventud como la banda Noge, a la que tuve oportunidad de escuchar.
Compartiendo nuestras mejores prácticas, en esta jornada al infinito de los sueños de nuestras generaciones, multiplicaremos acciones por el mundo que necesitan héroes verdaderos para realizarlas. Somos todos protectores de la Juventud de la Humanidad.
En esta civilización que da origen a Europa, que es la cuna industrial de España, donde los talleres artesanales se organizaron para a través del comercio, conquistar el mundo y se convirtieron en Embajadores de un nuevo tiempo, me enorgullece recibir un premio del pueblo vasco.


Muchas gracias.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Depois do Natal, o presente vestibular e o mundo do trabalho.



UM DIA DE NATAL...


Aquele dia, virou uma semana, depois um mês, a morte de Renata, os protestos em vários lugares do mundo, os discursos de Nicolau e as músicas do Legião Urbana se confundiam em nossas mentes. Não conseguíamos separar em acontecimentos isolados e a dor da morte de Carol era compensada pela alegria dos Protestos: Porém a alegria era passageira, as lembranças de Renata eram felizes e nos levavam a identificar com tudo aquilo que a juventude representava para nós. Uma das coisas que mais abalou-nos foi saber que ela estava grávida e a fúria aumentou mais ainda! O grupo do pai assassinara mãe e filho. Nas nossas mentes de jovens, era extremamente difícil assimilar tais situações.


Em Renata, víamos o símbolo de grande parte da nossa juventude, do teatro, do prazer, do viver em harmonia com o caos, porém sem organizá-lo, deixando que ele decidisse transformar a morte de Renata, no fim do Teatro, da juventude e do prazer. Pois a dor é um marco divisor de novas etapas de nossa vida.


Chegava o período do vestibular para cinco de nós, e a partir dali levaria um certo tempo para voltarmos nos ver e, antes da partida para a busca de nossos sonhos, decidimos fazer um encontro, desta vez sem divulgação. Ainda estávamos muito abalados, todavia, celebraríamos o Natal, a Festa maior da Cristandade e, deixamos Bin encarregado da organização. À noitinha, com o frio peculiar da época, a cidade iluminada, as flores perfumando o jardim, fazendo um cenário perfeito para o momento, começamos a chegar, um a um e Bin havia preparado tudo, sem deixar nada a desejar. Com a ajuda de nossos pais, que vieram comemorar conosco a ceia estava posta. Bin começou a saudação, primeiro rezando por Renata , cujos pais ali estavam... Pediu ao Deus Supremo que ela estivesse bem... isto é o que nos importava e começou a falar do Natal, com a seguinte mensagem:
E, de repente, chega dezembro! Avivando em nós a lembrança de que ontem fazíamos planos para o ano que se encerra, quatro anos antes do milênio . Daqui há poucos anos 2000 será uma breve recordação... para uns, boa, quem sabe para outros não...
Dezembro, nos lembra alegria! Festa da Cristandade, embora sem a certeza de que Cristo nasceu em 25, celebramos seu aniversário. Ele é o marco, sinal de fé e contradição ao mesmo tempo, pois o povo que o crucificou, os judeus, ainda esperam o Messias. Emblemático e contestador, foi Ele o revolucionário da boa causa... a causa do Reino de Deus, a causa da fé.
Para comemorá-lo, era necessário uma grande data, afinal é o dia do nascimento do "Rei dos reis". Aproveitou-se, por volta de 330 d.C., a data que, em Roma, ocorria a festa pagã do "Solis Invictus", o Sol Invencível, para a grande comemoração natalícia do Filho de Deus, o Rabi de Nazaré.

As cidades se iluminam, o espírito de fraternidade aparentemente se reforça e o "Deus Menino" é comemorado. Ao longo dos tempos, tradições foram se acoplando à festividade e, assim, vieram o "Papai Noel", que quer dizer o mesmo que Papai Natal, inspirado na figura de São Nicolau, Bispo Católico que viveu, no século 4 d.C., na Cidade de Mira, atual Turquia, inclusive levaram-no para o Polo Norte e lhe deram roupas vermelhas. As árvores, os enfeites e o Presépio (criação do santo que mais se aproximou de Jesus, o aniversariante, São Francisco de Assis), a bela música Noite Feliz, composta pelo francês Franz Gruber, de um pequeno vilarejo em homenagem ao seu filhinho que havia falecido, dentre outros.

A celebração do Natal pode e deve ser momento de ajuda, de compreensão, de pedirmos pela Paz no Mundo. Nessa noite que a fé e o amor santificaram, peçamos ao grande aniversariante que faça reinar a sua paz e estendamos nossos braços aos necessitados. Ao invés de ornamentos, enfeites, presentes e outros, ofereçamos um pouco a quem passa um ano sofrido. Se não podermos dar uma ajuda material, doemos um sorriso, um abraço e o desejo de uma Boa Festa de Natal e Feliz e Próspero Ano Novo, aspirando ainda que aconteça o grande milagre: o renascimento do amor, propiciado pelo reencontro do homem por si mesmo, fazendo a tão desejada paz, acontecer!
Bin foi bastante aplaudido e como surpresa, a Banda Sirva os Servos se fez presente e entoou o "Noite Feliz", emocionando aos presentes até mesmo porque não era aquele o estilo da banda, mas, a festa natalina com sua paz irradiante os incentivou a realizar essa faceta. Aquela festa fez-nos perceber que Bin tinha vocação para a vida religiosa, mas isto ficou para ele decidir...incluindo o profeta e sua religião.
Davi não concordou muito com o que havia sido dito e afirmou: acho que no Natal é necessário que aconteçam as trocas de presentes, as luzes, festas etc., pois isso aquecia o comércio e fazia com que suas empresas ganhasse mais dinheiro ainda...
Isaac, por sua vez, disse que seu povo, o judeu, estava comemorando o ano 5757 e o Messias ainda estava sendo esperado. Ponderou que Jesus deve ter sido um cara legal e as idéias dele eram avançadas e importantíssimas, mas isso não justificaria ou o credenciaria à santidade... a ser o Filho de Deus, pois todos nós somos filhos de Deus, o Deus de Abraão e dos profetas. Decidiu não se alongar mais pois o dia era de confraternização e como todos ali não tinham diferenças religiosas, chamou Michel, Amy, Davi, Bin , e os outros presentes, para juntos rezarem a prece de São Francisco de Assis, o maior santo do cristianismo e começou: "Senhor, fazei-me instrumento de tua paz..."

Após este momento, Dona Rita Ilca , organizaram a mesa e a Ceia Natalina se realizou ao som de músicas da legião, natalinas, dentre outras. Após a morte de Renata , foi aquele um dos fortes momentos do nosso grupo e serviu para refletirmos. Em janeiro aconteceriam as provas do vestibular e decidimos que dia 27, nos reveríamos ali para conversarmos mais , antes de partir para a luta com o VESTIBULAR.

PASSEIO POR DUAS FACES DE UMA MESMA MOEDA!


As condições objetivas do mundo, para nós estavam piorando, apesar das subjetivas de poucos jovens ainda celebrarem o prazer, não como encantamento do mundo, como foi para nós, mas como desencantamento do mundo, o prazer para eles era rotina.
Éramos duas faces da mesma moeda: a juventude. Iríamos perceber isto até o abrigo da época adulta: o emprego!

Até ali, as linguagens que falávamos eram confusas, provenientes do conflito de valores que vivíamos e por estarmos no lugar ideal, o Teatro, as diferenças eram conciliadoras, porém não tínhamos a consciência de que a realidade era tudo aquilo que fazíamos separados.
Apesar de saber conviver bem juntos, não sabíamos a cilada que o mundo moderno preparava para nós. Primeiro o rito do vestibular, iria conseguir a façanha de iludir, que ali começava o seu trabalho e a formação para tal, a sua forma de sobrevivência e um período que a sua escolha e a sua capacidade demonstrariam se você era bom!
Que tal a imprensa fazer um matéria sobre isto? Nossos pais falarem sobre a faculdade e o vestibular, da sua formação e felicidade com o seu trabalho? Que tal? Jogamos aberto, em vez de vangloriar a forma que o saber é destratado, controlado e oferecido como se fosse patentes do exército ou cargo político na câmara. Ou seja aquele que menos perturbar, que mais se adequar às regras, entoando o discurso que o sustentam serão premiados.
Achar que é diferente o que acontece, é o mesmo que acreditar que Renata não morreu! Diversas instituições estão mortas, porque a linguagem e valores que pregam são tão superficiais e irracionais ao ponto de sua existência se dá de fato, pelo único sentido de obscurecer, o que é a verdadeira razão, o trabalho, e a existência.
O homem tenta, por suas instituições, definir os caminhos e as respostas coerentes para essas questões, esquecendo que cada indivíduo, tem a sua pergunta, as quais as instituições deveriam responder. Hoje elas apenas calam e formam pessoas para calarem em nome das instituições. Assim são médicos, que não aceitam o doutor Fritz! Assim é Bill Gates que cala as teorias de Harvard; assim são os diversos profissionais, e n "logos" que, que pela mediocridade de sua razão e pelo silêncio que provocam ao saber, acabam destruindo a possibilidade de que o saber seja levado a frente, por aqueles que carregam dentro de si, a paixão pelo Saber.
Será que as instituições não estão atentas para isto? Ou elas preferem jogar no vestibular, o seu conteúdo que nem sempre é o necessário para a carreira do acadêmico, para depois exigir os anos de mediocridade àqueles que reproduziram, com certeza, uma sociedade parecida com eles. Que se vangloriam de seus diplomas e não do seu saber e de sua coragem, pois a mediocridade das instituições, castrou até não poder mais, tirou-lhe os sonhos, transformou a vontade de potência em adestramento, seres humanos em animais.

Bin havia decidido que não faria vestibular, a partir dali iria dedicar-se à religião, no sentido de dedicação da vida à Deus, através da construção de Atos, que trouxessem consigo as palavras de Deus, embora que seu coração se angustiasse, por ser Católico também admirava o islã e se quisesse seguir o sacerdócio, teria que renunciar ao amor de uma mulher de carne e osso pois não se podia servir a dois senhores, ou era DEUS ou a "carne", embora que Paulo dissesse numa de suas cartas contidas no Novo Testamento que o "exemplo do líder da Igreja deveria vir de sua Igreja Doméstica", ou seja de sua família!
A atitude de Bin , representava também uma critica ao sistema de ingresso na universidade. É inadmissível, no caso dele, que estudaria Teologia, precisasse prestar exames nas disciplinas gerais como a matemática e as ciências exatas, dentre outras. O ideal seria que o mesmo ou todos os vestibulandos prestassem contas daquelas maneiras que tivessem relação direta com seus cursos.
Na cabeça de Bin há ainda um grande questionamento: " Se Deus é amor", como é que se estuda o amor-Deus! A palavra escrita por homens com a inspiração do próprio Deus e que há milênios ecoa nos ouvidos de muitos, é o primeiro caminho a ser seguido por Bin. Esta tambem será a verdade revelada do Alcorão.

Isaac, tomou a mesma decisão porém por outro motivo não sabia, o que queria, pois não conseguia encontrar naquele caminho proposto pelo vestibular e pela universidade, o horizonte para o saber.
Além do mais, Isaac, ainda estava buscando algo de concreto na Sociedade Moderna, que valesse a dedicação de uma vida. De uma coisa ele tinha certeza, a maneira como estava se organizando, as profissões, "o saber", e "o acesso" a ele não tinha nenhum significado concreto, pois percebia que eram semelhantes ao feudalismo, o momento em que vivíamos.
Havíamos mudado a forma, o estilo, mas a essência do status permanecia a mesma! A universidade tem por seu berço ocidental, os mosteiros em cima das montanhas e os padres como seus professores, como tão bem já tinham protegido o sagrado. Para o povo que cercava os mosteiros, ali era o lugar do saber! Lá em cima eles acreditavam ter o saber e o domínio do sagrado para controlar o povo, usando algo pior que armas e drogas, a violência da mentira, para ter o controle da mente e dos desejos. Não é muito diferente se percebermos a publicidade. A Universidade e o seu isolamento, a utilização do saber como forma de diferenciação e controle entre os que "sabem" e os que não conseguem "saber".
Mas Isaac sabia o que se esconde, por cima das montanhas, um lugar escolhido para o seu sacrifício. Abraão não, a Universidade! Hoje com sua nova moeda de troca, para permanecer em seu grau de nobreza, a tecnologia, que mais uma vez só perpertua a humilhante distribuição de renda, de dinheiro, que no capitalismo significa liberdade ou morte!

Estávamos lá na fila da inscrição. Isaac havia acompanhado Nicolau, Davi, Bin e Michel! A imprensa estava fazendo uma entrevista sobre o que pensavam os vestibulandos e escolheram justamente Isaac. Perguntaram se ele toparia dar uma entrevista para a TV e o jornal. Ele adiantou que estava ali, mas não iria se inscrever. Não importava, para a imprensa, se ele iria fazer vestibular ou não. Afinal a imprensa tem costume de transformar minorias em maiorias, de acordo com a ocasião e calar as maiorias em nome do espetáculo cotidiano, usado por ela como fator quando na realidade são conseqüências!
Isaac, o que você acha da privatização das universidades? Perguntou o repórter.
Eu tenho certeza que o tempo do crescimento da liberdade de espírito, do estudo de como transformaremos sonhos em realidade não deve ser dividido em dois, por uma causa injusta. Diminuam a dívida pública, cortem as isenções fiscais , sintam na pele o enfrentamento da adversidade, porque o governo só pode ser exercido por homens corajosos. Alegar que levará recursos para o ensino básico é o mesmo que fizeram com a saúde. Alegar que trará mais responsabilidades, olhem o currículo dos que propõe e lembre que a responsabilidade verdadeira é fruto de tomar as rédeas do seu caminho, que só pode ser alcançado com liberdade de espírito!
Dividir o tempo entre o trabalho e o estudo é possível desde que seja uma regra para todas as classes, porque senão quem continuará a luta pelos pobres? Quer seja através do saber, ou dos protestos que florescem na universidade, os ricos?
- O que você acha do presidente e o que propõe para mudar?
R.: Eu tenho certeza que um presidente que se orgulha por ter colocado R$ 50,00 no bolso do brasileiro, para que este compre seus "eletro-domésticos", não merece o mínimo de respeito! Por esta razão está ainda mais instrumentalizando nosso povo e se vangloriando pela miséria que distribui em forma de eletrodomésticos! E se isto é a única coisa que ele tem para falar e repetir, a atitude mais digna que ele poderia tomar era a renuncia. Só que isto não existe em seu dicionário, o que existe são outras palavras que ele repete para sustentar-se no poder, aliando os seus interesses aos de órgãos internacionais e bancos, que o fazem de bobo da corte, com suas frases acabadas sem sentido.
Michel também foi entrevistado só que pelo jornal. A repórter perguntou:
- É possível que a redação seja sobre globalização, o que você acha?
- Bem, graças a globalização tenho assistido filmes do Irã, Bélgica, Inglaterra, Japão, China... o que tem me proporcionado entender melhor os valores que são pregados em cada país a partir da história que contam e de seu contexto. Tenho encontrado valores que são globais e locais vividos em suas tribos, porque isto faz parte da essência de ser humano e acho possível que ideologias e novas linguagens se misturem gerando novos valores e criando novas instituições. Por exemplo uma escola de cinema para crianças é mais proveitoso que as TV’s, com tantas informações sem história, sem os adereços e palavras de sua época. No cinema é diferente, é como estivéssemos vivendo. Isto é arte, como o quadro dos sapatos de Van Gogh.
- E a globalização, a redação, o vestibular?
- Não sei, se existe algo de essencial nisso, que eu possa comentar, não falo essa língua, porque a ideologia que ela carrega o neo-liberarismo não existe como Ciência. Apenas querem que a gente repita isto sem pensar mesmo ela sendo motivo de destruição de muitas vidas ! Ela não é inevitável! Ela não tem essência, nem lógica. Porque devemos aceitá-la? Porque aceitamos a impotência em troca do nada que ela oferece... às nossas vidas, famílias e trabalho. Deus no oitavo dia fez o tempo para que vivêssemos e sentíssemos tudo o que ele criou. A globalização, através do mercado financeiro, é o oitavo dia do deus homem! Só que enquanto Deus fez o mundo para ocupar o "nada", o homem criou o "nada", para ocupar o mundo. Esquece ele que não é Deus e portanto como o "nada" é o vazio de suas criações, que querem nomeá-lo Deus! O que pode surgir do Nada? Só a alma de grandes homens pode preencher o mundo que Deus criou e em nenhum momento do história, o saber, a poesia e a arte foram derrotados. Precisamos sim inventar um telescópio que enxergue além dos mapas, dos blocos econômicos e perceba a política além das supostas Leis de Newton, que a coordenam. Existe num plano maior: a Teoria da Relatividade da Política, com o princípio da incerteza que transfere de números para crenças o que podemos tornar realidade. Portanto, temos que discutir nesse Plano Maior, o que nos interessa ou não da globalização.

Estávamos já cansados de tantos repórteres, de tantas perguntas, as quais só mostrariam uma parte isolada sem o contexto e, sem dúvida, as rosas preferem os cinemas.
Davi iria fazer Economia, Michel, Educação e Nicolau, Ciências Políticas além de Adoministração com foco em Empreendedorismo e Estratégia. Amy também decidiu não fazer curso superior. Todos passamos! Depois da festa de comemoração, demoraria muito para haver um reencontro. A dor da morte de Renata e a impunidade de Alexandre, nos levaria ao mundo real, cercado de suas incoerências e armadilhas. Também era a hora de irmos em busca de novos empregos, adequados com a nossas áreas de estudo...

Estamos prestes de entrar no mundo adulto e a procura por emprego foi uma despedida da juventude! Por muitos lugares que andamos vimos jovens que nos lembravam o mundo grego que estudamos na história. Conseguíamos perceber isto porque olhávamos de fora, afinal o objetivo agora era emprego. Mas ao mesmo tempo olhávamos de dentro, pois, como jovens, sabíamos o que sentiam!
Antes de nos despedirmos, desta vez sem bares, pois faltou dinheiro para cerveja, vimos um grupo de amigos de Agamenon, bebendo e vomitando cerveja, acho que buscavam a morte, não o prazer como na Tragédia pois bebiam por beber.

Isaac, saiu de lá e foi ver um jogo entre Flamengo e Vasco, que lógico acabou em briga de torcidas. Eram verdadeiras guerras entre gregos e troianos, porém sem glória, sem exaltação da coragem, só medo e irracionalidade comandavam aquela disputa. Também em essência diferente dos gregos, pois faltava honra mas a forma era a mesma. De vez em quando surgia na multidão alguns espíritos que uniam a torcida ao perceberem seu traço em comum: a paixão pelo futebol, pela arte de belos gols. Zidane e Ronaldo então trocaram as camisas de seus times e resolveram não se enfrentar. Pois o respeito e a honra pelos dois times era maior que uma luta. Eram nestes atos, que voltávamos a acreditar que a sociedade moderna revivia a Grécia, em sua honra e glória e não apenas no cotidiano. Que os valores renasçam, e ao lado da tecnologia, transformem a vida da maioria das pessoas gerando a igualdade de oportunidades necessária a gregos e troianos, pois a Terra pertence a todos. E Deus não outorgou direito especial sobre ela a ninguém.
Nicolau cruzou em seu caminho por diversas academias, onde o culto à beleza e ao corpo existiam, mas não como questão de estética, mas sim, uma simples briga entre o deus publicidade, que queria oferecer prendas ao deus mercado. Em troca, daria ao Homem o vazio de sua alma. A Grécia mais uma vez estava perto e distante. Brigas de gang’s, individualismo no trabalho, em casa e com os amigos. Todos queriam vencer, serem diferentes, não por honra ou por glória, porque mais uma vez estavam vazios. Isaac percebeu.
Michel ouvia as histórias de seus amigos, sobre orgias, sexo grupal, sadomasoquismo, mas o sexo era uma forma de expressão do egoísmo, desta forma era vazio. Era feito não em nome do prazer ou da dor, mas em nome do nada, mesmo sem sentir, sem gozar, porque não o faziam porque queriam como na Grécia, mas como na Grécia faziam. Todos queriam viver experiências, para satisfazer o egoísmo da publicidade que gaba-se do seu nada e transforma em tudo. Assim meninos transavam com meninas que abriam as pernas, sem contemplar a cor da pele, os lábios a suave voz dos gemidos, gozavam como vomitavam, nem mesmo sabiam, pois não realizavam desejo, apenas corriam de olhos vendados não importava quem era ou eram os parceiros. Apenas faziam, não era tragédia, pois a tragédia tem um sentido, eles não tinham, não sabiam o que era vivenciar o momento, pois racionalizam a conquista, se possível tiravam fotos, levavam a calcinha, deixava o orgasmo!

Tínhamos escolas como os gregos, mas estas adestravam, como máquinas que somos, programavam o currículo. Pensar era proibido, porque desta forma poderíamos decifrar os códigos do Protesto das Rosas. E até mesmo, para conseguir emprego, era necessário estar adestrado para o sub-sistema que conviveríamos. Escolas, Empresas, acabamos arrumando emprego, aprendendo a falar uma nova linguagem já que fugindo da vida, do prazer e da juventude, não encontrávamos o caminho de volta. Ao sairmos de casa, não sabíamos que não voltaríamos! O emprego era a nossa vida, aprendemos a construir Templos, Universidades, Estado, Empresas, uns mais altos que os outros, não para homenagear Deus, mas para homenagear os Homens. Por isso eram tão vazios, os ambientes que construíam, com linguagens, ideologias e valores próprios, a espiritualidade está morta.
Iriam buscar diferenciar uns dos outros, como deuses, para que perdessem a lógica do Uno, do Ser e não se encontrassem mais, vazios em seus sub-sistemas. Conclamavam o Ocaso como responsável, mas eles sabiam que por detrás daqueles Templos, havia uma lógica chamada de Caso, para melhor obscurecer suas pretensões de deuses.
Mais o verdadeiro Caso, criou Isaac, que iria visitá-los em seus Templos, percorrer os labirintos de suas angustias, de seus medos. Destronar os deuses e reis, onde lhe foi mostrada a lógica simples e medíocre que era usada. Para depois entregar às cinzas ao caos, organizar a juventude, manifestar o que encontrará... Era mais uma frase perdida no diário!

Isaac tinha resolvido se isolar do mundo, entre o grupo, foi o que mais ficou abalado com a morte de Renata, foi como se o prazer fugisse de sua vida. Isaac não encontrava sentido nos caminhos adotados isoladamente por seus amigos. Pois além de cada um se isolar em seus Templos específicos, começavam a falar uma linguagem, ideologia específica que reproduzisse os valores de seu novo grupo de amigos.
Isaac permanecia em sua busca, de fazer algo com paixão, de sentir as pessoas e vivenciar os fenômenos, sem preconceitos, sem teorias pré-elaboradas, mas principalmente tentava entender porque o mundo tinha tantos problemas, já que haviam especialistas para tudo e, no futuro, dentre eles estariam amigos. Porque o eterno conflito entre o mundo do trabalho, da educação, da política, da religião e das artes criava mundos tão diferentes e tão distintos. Habitado por seres humanos dilacerados por seus desejos e angústias conflitantes ao mundo objetivo que era colocado. Vimos homens do governo e do mercado financeiro, tomando decisões diárias, que castravam a vida de artistas, educadores, do trabalhador como um todo, com explicações que em suma alegavam a ignorância da maioria que pagava as contas.
Isaac resolveu que antes de tecer comentários sobre qualquer uma dessas áreas, iria procurar visitá-las em seus Templos e, tentar, a partir do diálogo socrático, conhecer o mundo em que viviam seus amigos, as razões, o ethos, e o inconsciente que faziam abrigar aqueles lugares e tratá-los como locais sagrados, sem questionar as suas origens. Queria tentar entender o que significava para essas pessoas palavras que temos em comum como vida, liberdade, verdade... e, desse ponto, enxergar seu sistema de crenças e ideologia. Poderia, assim, encontrar um lugar que desse sentido a vida, que trouxesse ao seu coração a paixão, o orgasmo da vida. Considerava essa uma oportunidade única de conhecer e de se conhecer, como para Colombo era essa uma viagem desconhecida, porém como Robison Crusué, teria que sobreviver, pois até aquele momento tinha se tornado uma ilha e entre os novos habitantes que conheceria, poderia perder a sua natureza, em troca de um valor tão atraente quanto os tesouros da Arca Perdida e mais importantes do que eles, era a sua busca! Ou correria o risco de achar o que procurava, perder o gosto pelo conquistado e ir em busca de mais lucro, como o burguês que mais interessado está em ganhar, para tentar preencher o vazio que o cerca. E não conseguindo entrar no círculo vicioso do ganhar por ganhar, acabaria ele perdendo.
Era o risco que Isaac corria, percorrendo os diversos saberes e mundos, poderia perder o sentido de sua busca ou criar um novo sentido. Lembrando uma das músicas do Pe. Zezinho: "Quem se entrega a uma ideologia e por ela quer matar ou quer morrer; se ganhar a sua guerra qualquer dia, corre o perigo de também se corromper". Em sua aventura, em sua solidão, o mundo poderia se tornar um pretexto para a vida, algo tão natural, que não se preocuparia mais com os caminhos que os outros atribuíam às suas vidas.
Ele poderia achar e junto com seus amigos repensar o mundo em que viviam, publicar manifestos descordando do que viu e ao morrer, seu diário se tornaria um best-seller, mas que nada adiantaria no mundo que ficou vazio. Ele poderia transformar e ser transformado por cada pessoa que tivesse contato. Abandonar o discurso de direita e esquerda e seguindo a máxima grega de que "a Sabedoria leva à Bondade", ir paulatinamente como educador, com seus livros, cursos e palestras dando contribuições para que o mundo enxergasse o que enxergou!
Como já dissemos, publicar seus manifestos e com a popularidade destes, tornar-se político e com a luta de seu partido e correligionários praticar a revolução. Afinal estaria trabalhando em benefício da maioria. A minoria também não enxergava ou se aproveitava do mundo que ai está! Poderia com a arte, contemplar o absoluto e a estética, oferecendo aos seus olhos e aos que viam, a razão que sentia um pouco do Paraíso na Terra.
Tornar-se filósofo e viver desta procura, visitar e revistar os Templos, os Templos de sua razão, filosofar, descobrir, não achar, caminhar e falar, percorrer os horizontes do Tempo e da História, do Ser e do ente, questionar, o que estava oculto, escondido, trazer a tona ou esconder mais como a sociedade dos homens de bronze, que serviam para trabalhar, enquanto os de ouro para pensar. Ser ouro, filosofar, enquanto os prata e os bronze, tinham o peso e a medida de cada homem no seu mundo capitalista.
Poderia contemplar a Deus, em suas orações, em seu espírito religioso e orar para que fosse feita a sua vontade! Aplicar atos de terrorismo que tirem o Diabo da Terra, rezar, louvar, admirar Cristo, Buda e seus atos, mas apenas a admiração poderia transformar a sua vida em um empreendimento?
Eu sou uma S.A.? E através de minhas empresas garantir o sustento e a vida de muitos trabalhadores? Poderia ser um Banco para financiar a produção e a ter integridade tão grande quanto os palácios que ocupam. Comprar empresas, fechar outras, afinal alguém tem que ensinar ao mundo o que é nacionalidade. Dar a contribuição da tecnologia, através de "meus" recursos, e lógico em retribuição aos cientistas que pagaria. A sociedade poderá não me ressarcir, mas a contribuição foi dada. Ou poderia ser um cientista, como esse que trabalha conosco e devolver a nova tecnologia de transportar pessoas pelo tempo, através da sua mutação em energia. Levaria pessoas dos E.U.A. para a França num segundo.
Porém teria que enfrentar a industria dos aviões, dos foguetes, automobilística, bicicleta, TV’s a cabo de esporte, pois assistiria os jogos ao vivo... Seria respeitado pela verdade que carrega a ciência?
Poderia, também odiar tudo que via, não ver sentido, maior que o do prazer e sairia de lá correndo para viajar pelo mundo, transar com todas a mulheres, beber todas as cervejas, sentir todos os êxtases da cocaína... Todos os esportes perigosos seriam minha lição de casa, ou poderia amar, viver de amor, amor por alguém, por algo, pelo nada, contemplar o sentimento da vida...
Seriam essas as opções para Isaac. Sua caminhada estava prestes a começar com ela, a rosa. Ele, irá em busca de respostas, para elaborar novas perguntas, tentar encontrar projetos que além de discursos, mostrasse dentro de cada área de ação humana, um caminho concreto, onde poderia efetivá-lo, através das realizações destes!

As áreas de atuação seriam Empresas (ou o mundo do trabalho), Arte, Política, Social, Prazer, Espiritualidade , Educação e Amor! Só o diário tem a resposta, pois o navio ganhou vida e voltou ao mar para realizar novas viagens... não sabe se esses caminhos aqui apontados terão tempo para chegar aos seus destinos, antes do naufrágio da humanidade, do juízo final, produzido por Deus ou pelos homens, sua criação. Era mais uma frase solta, naquele diário, circulei e segui em frente a escrever lembranças.
A falta de dinheiro, o deus do mercantilista, impediu que Isaac começasse logo, a sua jornada, porém orando para a deusa loteria, conseguiu o suficiente para visitar seus amigos. Embora o deus imposto de renda, lhe infligisse sete dias de devoção, em suas filas, antes de iniciar sua caminhada, que dependeria da vontade dos deuses, de deixar que seu destino se realizasse ou não. Ele tinha talento mas o mundo procura glamour. Como vários outros amigos, que sonhavam e desejavam realizar seus anseios e eram proibidos pelos deuses. De vez enquanto um interferia a favor, outro contra. Assim foi Germano, queria ser surfista, o deus vestibular não deixou; Homero queria ser escritor, as contas a pagar não deixaram que praticasse tal absurdo ao seu poder, porque senão a deusa prisão tomaria conta dele. Robson e Fábio queriam ser filósofos, mas deus trabalho não permitiu que o deus saber, que ele chama de vagabundo, cuidasse de seus destinos.
Enquanto os deuses são benevolentes com os políticos, empresários, e seus filhos, que como Tróia, avançam sobre a minha Grécia aptos a realizar a vontade dos deuses que seguem. E seguidores somos, mas de vez em quando surge um curinga neste baralho, neste jogo, pois ele representa para o seu deus uno e absoluto, para percorrer o seu caminho e a sua jornada, seu sacrifício e as rosas que enfeitaram seu destino. Era mais uma das frases soltas no diário.
Que coisa chata, tenho que colocar no contexto, independente do que eu esteja falando. Começo a suspeitar que tem um deus habitando este diário! Será? Ou será que estava querendo com essas visitas, tornar o espírito múltiplo, pois o espírito se eleva acima da parcialidade e porque nunca se identifica com nenhuma de suas formas, tornar-se consciente de ser o princípio único que anima a todas. Alcança portanto, a pureza, isto é, não se sujeita a nenhuma de suas formas, pois ultrapassa a todas elas. Seu olhar é "simples". E por estar pronto para dispersão que triunfa sobre ela.

Perguntei se não era esse o meu objetivo! Mas era a hora da caminhada, de definir a trilha e resolvi fazer um sorteio para ver a quem visitaria primeiro. Davi foi escolhido, ele e seu templo seriam o meu primeiro destino.
Viajei até São Paulo. Davi pelo telefone me disse que poderia me receber em seu escritório das vinte horas, vinte e dois minutos, porque logo após teria que se preparar para acompanhar a abertura da bolsa de Tóquio! Peguei um ônibus até o centro financeiro do país e desci logo em frente. Era um templo belo, com uma arquitetura moderna, paredes que brilham, elevadores panorâmicos, bastante alto. Mais em sua homenagem aos deuses, ainda perdia em altura para os dos E.U.A e estes não celebravam seus deuses, como a Malásia, que tinha o templo mais alto do mundo. Fui até o décimo oitavo andar.
Davi já tinha atingido a maioridade em sua empresa. Ele veio me receber, pontualmente, na sala de espera. Me convidou a entrar, não me recebeu com tanto carinho como receberia um de seus investidores, é claro. Sentamos em meio a papéis, computadores, jornais e um quadro com a tabela de apostas do mês. Eles estavam apostando que dia iria nascer o bebê de sua amiga Mara. Disse que viviam de apostas, apostavam tudo, o índice da bolsa, o jogo do Brasil, número de mortos naquele dia, o tamanho do sapato do novo zelador etc... e eu completei, sem querer, a pobreza de muitos países, o destino de empresas que falem, o desespero do governo, a infelicidade de muitas pessoas...
Ele ficou calado, sem entender. Parou e disse: então qual o assunto que o trouxe aqui?
- Só queria lhe fazer algumas perguntas e te apresentar alguns projetos.
- Projetos! Projetos eu tenho muitos. Escuta só! Descobrir como se pode provocar a queda nas bolsas e ganhar bastante dinheiro com isso. É simples primeiro você contata com vários órgãos de imprensa, para mostrar as grandes possibilidades de ganhar no mercado de ações, isso vai gerar uma grande procura que lógico você e alguns bancos de investimentos estarão prontos a receber. Com sua carteira bem cheia de recursos, utiliza-se de uma estratégia que se chama de criação do capital da ficção, invisto em um portfólio de ações que sejam noticiadas. Mais uma vez a minha amiga imprensa vai me ajudar. Ela pode ser notícia por si, ou pelo simples fato de que eu as comprei, isto graças à minha credibilidade, adquirida também a ajuda eficiente dela, a imprensa!
Logo, o mercado vai reagir e a cotação da ação vai subir, até o momento em que eu, que montei o esquema sou o primeiro a vender um lote de ações, bem pomposo que provocará a queda nas bolsas e os outros investidores que me ajudaram a fazê-la subir, correm para vender com prejuízo e eu mais uma vez estarei lá para comprar. Viu como é fácil! É só começar, via imprensa, dizer que ali dá para ganhar dinheiro, de novo, como costuma se dizer "As Bolsas Reagiram!" e transformarei o valor daqueles ativos no triplo do seu valor e claro dois terços são meus! Mas não é só essa forma que encontrei para criar capital, tem outra. Eu a chamo de capital probabilístico, ou seja, é provável que ele exista... É simples uma empresa pede dinheiro emprestado aos bancos, tendo por garantia seus ativos, os mesmos que serviriam para lastrear a abertura de capital da empresa, transformando em pacotes de ações, aquelas que eu vou comprar, tirar o meu e vende-las, mais ainda posso pegar esses ativos e transformá-los em debêntures que alguém vai comprar e os Bancos de tudo isso terão este dinheiro como lastro de que seus empréstimos estão garantidos! Podendo captar ainda mais dos poupadores e da conta-corrente, dos trabalhadores que além de não ganharem nada, são o único lastro real de todo esse jogo de sete vidas do gato ou do dinheiro.
Ainda tem os derivativos, deixa pra lá... Sem contar que se os E.U.A precisarem de mais dinheiro para suas contas, é só mexer no câmbio e todos nós, mais uma vez pagaremos o pato. Viu como é simples em vez de trabalhar, produzindo, aumentando a produção como fazem esses bobos. Eu crio dinheiro, porque eles consideram a minha mágica muito difícil de entender, por isso sou divino! Se acharem ruim e não quiserem mais me trazer suas oferendas a meu templo! Corto seu crédito, que lembro mais uma vez, não é meu, pertence à produção, mas eles não são divinos como eu para administrá-los. Entendeu Isaac?
- Entendi e quanto meu projeto faz sentido para contrapor o seu! Agora é a sua vez de escutar: Posso organizar a economia por setores como fez o Japão. Trabalhar a cadeia de valor, desde os fornecedores, passando pela indústria, atacado, varejo e consumidor final, de forma que desde o inicio da cadeia até o fim haja um trabalho de parceria, procurando melhor atender o consumidor final e reduzindo o desperdício a zero, aumentando a produtividade! É simples: o fornecedor, seria exclusivo daquela indústria, que teria o atacado e o varejo vinculados a ela. O Fornecedor só produziria o suficiente para que ela atendesse a programação dos pedidos do varejo, que poderia se reportar ao consumidor final via banco de dados. Atendendo um a um, teria uma produção flexível em células e o Departamento de Seres Humanos, apto a transformar pessoas em talentos que seriam aproveitados nas diversas áreas das empresas, de acordo com a sua competência e potencialidades! Por fim a área de Finanças, definiria preços equivalentes a custos e salários dignos para seus trabalhadores, com contratos de longo prazo estabelecidos com uma meta de produção adequada às necessidades daquela região. Por esta razão, é saudável que exista concorrência, desde que não exceda a capacidade de consumo e que toda essa produção possa ser alocada, em seus diversos nichos. Sem desperdício, com lucros adequados a nível de investimento e produção. O setor seria administrado por um grupo que envolveria participantes de todo os blocos que formam a empresa, inclusive representantes de seus acionistas, que neste caso são os próprios funcionários, de forma que a decisão em conjunto definiria a melhor alocação de recursos. O mercado seria protegido por tarifas altas de importação, até que fortalecesse suas empresas e poderia exportar alguns produtos específicos para outros países que não prejudicasse o seu nível de emprego. Aumentaria a poupança de nosso país e, com o tempo, os diversos países iriam se especializando em setores da economia, de modo que este plano possa ser levado para uma escala maior. Países produziriam vinhos, outros computadores porém sem que o preço e o câmbio sejam formas de lucro fácil pelo mercado financeiro, pois a moeda não é um produto!
- Mas você não sabe que o Japão está com sua Economia em decadência? Indagou David.
- Vamos começar minhas perguntas sobre palavras, então? O que é decadência no Japão, China ou Noruega?
Se nós oferecêssemos ao nosso povo metade da "decadência" japonesa, o Brasil seria um país justo! Eles nunca teriam tido tanto progresso em pouco tempo, como nunca tiveram. Se observarmos, a palavra decadência, aplicado ao Japão tem o mesmo "significado" que hoje usamos para empresas de "sucesso", em nosso país, uma lástima! As empresas brasileiras utilizam uma das piores políticas salariais do mundo, quase não têm concorrência e tratam a empresa com a visão feudal que tratavam os "engenhos". Já mudou o cenário e a roupa. Eu diria que seria anormal, se essas empresas não conseguissem "sucesso", que neste caso não lhes pertencem. Trata-se apenas de uma das conseqüências da Lei da Selva, que impera nesta Terra e da falta de condições para real competitividade, que concordo traria progresso como no Japão! Porém uma premissa para que tudo isto aconteça é ter a frente das empresas, empresários que de fato detenham sabedoria para comandar negócios numa economia global, alguém que possa definir o que de melhor podemos dar de rumo ao nosso trabalho não apenas como a maioria, ao seu estômago!
Ficamos por algum tempo em silêncio, começava a achar que estava bastante agressivo e resolvi frisar, para não ser mal interpretado.
- Bem, é lógico que não estou referindo-me a todos. Não trata-se de uma acusação socialista contra o empresariado. Não sou socialista, sou social-democrata, como assim considero o Japão e a Europa. Respeito Marx, em muitas de suas leis econômicas, mas discordo de sua estratégia política, em essência! Como Bakuin, acho que todo Socialismo acabaria virando um Capitalismo de Estado, como assim provou Stálin e a História. Minhas críticas são bastantes claras, em torno de como tratamos o outro, que tanto no Socialismo como no Capitalismo são tratados como números e em massa, rasgando a sua individualidade. Também como lidamos com a verdade, por exemplo querendo ou não os liberais, a mais-valia não é o capital fictício. São produtos da perversão do capitalismo sobre o outro e o conhecimento que Marx, sabiamente, previu!
A realidade, camuflada pela ideologia não é mais uma barreira para o ser humano reviver seus sonhos e seus valores. A história não acabou, ela está começando porque as ideologias e os dogmas estão caindo, principalmente aqueles que ainda sustentam conceitos que castram novas instituições, linguagens e valores!
- Você sabia que o modelo que você defende foi desenvolvido por Michel Porter, o grande impulsionador das estratégias de globalização das multinacionais? Interpelou Davi.
- Sei, como estava falando, o conceito da cadeia de valor e o seu controle, desenvolvidos por Porter também serve para fortalecer economias nacionais e torná-las competitivas como fez o Japão, aprofundando ainda mais sua Teoria. Se não nos fecharmos em ideologias e dogmas e pudermos olhar sem preconceitos o mundo que nos cerca, poderemos permitir que a transformação necessária para qualquer mudança concreta de atitude política possa ser realizada. Isto quer dizer que chegou a hora, de entre as rosas, escolhermos quais farão parte de nosso jardim. Escolha as rosas e plante o seu jardim! Foi provado: o que segurava a URSS era a polícia, a garantia, a repartição dos bens, a lei e a repressão, não a liberdade de espírito. Como, da mesma forma no Capitalismo, a liberdade caminha sem espírito, pois o homem virou objeto e sua racionalização, idêntica à de um objeto que pode fluir por toda parte da Economia Global. Mas o homem, não consegue fluir nem pelo seu quarto, que não seja orientado por seus objetos, que o prendem e escravizam a todos aqueles que se subordinam ao capital, como mestre e deus!
- O que você pretende é utópico, como você disse a História já provou, Isaac!
- Davi, já vi, que para você, História é passado, para mim, além disto, ela é futuro e imaginação que podemos concretizar em momentos históricos. Por exemplo: se a juventude decidisse que não tomaria mais coca-cola, salvo se esta revertesse 50% dos seus gastos em publicidade com cultura, educação e geração de emprego, seria uma revolução fantástica. O jovem abdica de tomar o refrigerante, o que o socialismo restringia e ao mesmo tempo derrubaríamos a Coca-Cola de sua posição criada pela publicidade, para levá-la à sua condição de objeto. Sem esquecer nos benefícios da redistribuição de renda e alocação de recursos em projetos essenciais como alguns já citados... Imagine em larga escala este projeto... Sem publicidade, com mais cultura e educação, teremos uma juventude autêntica e feliz, por poder agora escolher a que deuses ou Deus atribuir significado à sua vida. Não seria por ímpeto ou "desejos fabricados". É uma pena que os meios de comunicação tenham que viabilizar novas formas de geração de recursos, assim como grandes astros, ou a nobreza, que dependem da imagem. Viveríamos num mundo mais autêntico. Tenho certeza que como apreciadores da arte, iriam gostar!
Desculpem se o romance está em Pentium e os Protestos em 386, é porque nesta velocidade eles tem uma melhor definição de imagens. Enquanto, um romance em Pentium celebra a estética da velocidade do caos que se realiza, nos protestos, o romance é a Bela , os protestos, a Fera, mas a Bela e a Fera se amam não pelas suas dimensões estéticas, mas porque compartilham da mesma essência humana e se utilizam de diversas formas para expressar o seu Ser.
- É, como você disse, a realidade hoje é por demais castradora, objetiva e por isso limitadora, que só se pode conhecer de fato um Ser humano, pelo seu Ser, suas expressões seus sonhos e valores! Disse Davi.
- Puxa, gostei! Mas me diga o que é o Outro para você?
- No meu mundo, não existe outro, só existe eu! Não consigo ver o que os outros constróem, porque, como Narciso, só vejo e só reconheço meus feitos. É uma necessidade que tenho de competir com o outro e mostrar que sou melhor. Ele só serve para isto! O lucro é a expressão deste algo mais que tenho que ter para preencher este vazio, que só o outro preencheria. Como esse não existe para mim, eu sou a verdade! Nós decidimos sem chegar a uma conclusão.
- Bem colocado. O que é a verdade? Perguntei.
- A verdade são os números e tudo que me dizem, a minha razão é numérica, sem sentimentos, como assim é a verdade em meu mundo. "Quanto vale?" e não "O que é?" É um jogo, que criamos e recriamos para brincar como objetos entre deuses, entre balanços, marcamos pontos comprando carros, apartamentos, empresas, quadros, fazemos doações para mostrarmos quem somos, quando sabemos que não somos, pois o vazio continua a exigir que façamos algo que de fato preencha o nada que ocupa! E quando as máscaras caem, sabemos que pode ser tarde demais, pois é nítido: o outro, que agora nos olha, busca em nós algo mais que um lugar, um cartão, uma caneta pois estes estarão lá, trocarão as pessoas e não percebemos. Por morte ou viagem é como se nunca estivesse estado!
E qual o sentido da vida? Passei a me questionar... enquanto levantava depois de quase duas horas em sua sala. Nos despedimos sem chegar a uma conclusão. Davi, continuaria com suas "estratégias". Na sua situação, com suas mordomias e "verdades". Fica difícil tenta fazê-lo aceitar meus pensamentos, quanto mais pô-las em prática. Como o tempo muda as pessoas!
Sai, desci pelo elevador, ainda escutava o eco do silêncio! Começava a entender o porque dos altos salários dos executivos! O mundo que estava ao seu lado, da BMW, até o escritório e o seu salário eram as únicas coisas que conheciam.
Havia dedicado a juventude e agora seu tempo a estes "deuses" que o proibiam de pensar! Tudo que fugisse à sua lógica, era prejudicial à disciplina! Era necessário evitar crer, ser, para continuar a se divertir com seus "brinquedos". E, como toda criança egoísta, brigar por eles...
Fui desenvolvendo o raciocínio e comecei a entender reengenharia, qualidade total, downsing... coisas tão simples e tão banais, produtos da insignificância humana de não ter coragem, nem inteligência, para enfrentar os desafios humanos de melhor viver com o outro e com a verdade. Como isso lhe faltava, acabavam tendo que ter na pessoa do executivo, a ferramenta típica para demitir, cobrar, cortar, explicar o que não tem explicação, falar demais quando não tem nada a dizer, vender a sua alma e o mais engraçado de tudo... fazer com que esta ferramenta ache que tem poder, que "manda", quando na realidade, como seus brinquedos, é um deles, que não reconhece de um prisma mais amplo a sua terrível brincadeira de fazer coisas bobas em nome de algo que só destrói o que espírito humano construiu: o Trabalho.
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Hoje no mundo do trabalho e na vida, graças à insanidade dos que fazem do tempo e da historia, meros artefatos de paredes, esquecendo-se de ver, que como eles, os nobres, são o cumulo do ridículo, só mudaram as ocasiões e os adereços desta homenagem que prestam aos seus reis, com isto fazendo do trabalho, escravidão gerando a sub-vida, enquanto o viver plenamente, fica num plano quase inatingível.

Se nos puséssemos a falar palavras que só tem sentido para uma minoria da população, estas só significariam a ausência do sentido, que essa minoria carrega consigo. Transbordam no nada de seu luxo, pela miséria de suas palavras, que como nada significam, nada mudam, nada realizam na construção da liberdade de espírito.

Esse primeiro encontro foi o mais vazio de todos, pois empresários, como Davi , apesar de ver muito, não enxergava nada! Se um dia eles pudessem viver o seu espírito, entenderiam que o trabalho é uma das dimensões humanas, que garantem a sobrevivência material e um dos meios de concretização dos nossos sonhos. Mas não é a única, também todo trabalho deve proporcionar a todo ser humano, vida! Isto é básico, gostaria que alguns dos executivos que sustentam as incoerências do mundo moderno, olhasse ao seu redor, depois dos muros que os prendem e vissem o quanto seria significativo se colaborassem e pensassem em nome da humanidade, procurando melhor solucionar a equação do trabalho na vida humana! É a única forma de serem algo. Mais falta, na maioria dos casos, inteligência e dignidade.

Já estava cansado de meditar sobre o nada, não que o trabalho e as empresas não signifiquem nada, não me refiro a isto e sim ao trabalho do executivo, que agora "descobriram" que todo funcionário deve pensar, porque se não, não há competitividade! Mais uma vez só sobrará para o executivo o trabalho de um vigia informado, que com o tempo serão transformados em vigias informatizados, se eles não acordarem a tempo e reconhecerem de fato quem são!

domingo, 26 de abril de 2009

OS BASTIDORES, O PALCO E PLATÉIA DA HISTÓRIA


CAPITULO 5 :


PROTETORES : Empreender Sonhos na Terra da Sabedoria

Claro que voces já entenderam que são várias historias mas na verdade é apenas uma que é representada em três momentos no palco da vida.
De um lado os bastidores ( 1 ) do palco que através do dialogo entre gerações, poesias, manifestos, perguntas e reflexões reflete o que ocorre na peça que é representada com Isaac e seus amigos ( 2 ) provocando mudanças e gerando histórias de vida na platéia de protetores, ( 3 ) entre eles eu.
A relação entre a arte e a vida, mostram que este mundos se misturam numa alquimia entre o imaginário e o real, como forma de proteger o amor.
Por isso Quando amar é proibido na mais triste dura realidade do mundo que entregaram a nossa geração. Sem trabalho, a natureza destruída, uma educação sem sabor, a espiritualidade entregue a falsos profetas, a cultura as franquias de massas , a politica ao poder vazio e doentio e a familia ao abandono. Nos desafia a proteger no palco da vida o amor.
Estes personagens , estas histórias , vão se encontrando, se relacionando entre si, formando uma única história aos poucos.
Os bastidores e a platéia sobem ao palco para transfomar a jornada da vida. A vida não é só o romance da arte, mas ela tambem é protestos,dialogos principalmente com nossos filhos, poesias, histórias reais de nossa vida, reflexões, tribos e personagens de nossa vida , projetos futuros, heróis que nos tornamos nestes desafios , porque só isso nos dara de volta as dimensões perdidas.
Vivendo com toda intensidade e paixão para contar estas histórias através destas diversas linguagens. Esta jornada que estamos conhecendo neste livro nos transforma aos poucos num protetor capaz de libertar o amor nesta Terra. Assim reencontraremos dentro de cada um de nós , nas tribos e projetos que fazemos partes as dimensões econômicas , educacionais, políticas, culturais, espirituais, sociais, ambientais, tecnológicas , psicológicas e familiares que compôe a totalidade de nosso ser . Buscando integra-las de forma simetrica em nosso ser, assumindo vários papéis de forma orquestrada, gerando sinergias em nossa sociedade através da ação conjunta de nossa tribos que atuam nas empresas, ONGS, governos, universidades, escolas, igrejas vamos compondo este quebra-cabeça de projetos nas comunidades que habitamos.
A cada 100 jovens , nomeando e formando sua Tribo , composta de 10 celulas de 10 protetores cada , que tem a missão de desenvolver projetos com seu grupo. Cada celula na dimensão que mais se identifica desenvolvendo um projeto para atender as outras células nesta área; e vice-versa. Estas 10 celulas cada uma em sua dimensão atuando em rede formam uma Tribo e interagem com outras Tribos. Gerando comunidades sustentavéis que formam cidades que são feitas por protetores empreendendo sonhos numa Terra da Sabedoria.
Protetores que participam ativamente na construção das ações, despertando sentimentos, progredindo em simetria e evolução continua em seu ser. Desperta a consciência crítica, exige decisões , visão do mundo e tomada de consciência. O leitor se transforma e se apaixona, determinando seu pensamento , gerando inovações e sinergias na sociedade para além das renovações constantes que o sistema se defende.
Por isso lhe convido a ser um destes personagens em sua vida , criar outros ou ser juiz crítico deles. Empreendendo nossa inteligência nesta obra criativa que é a vida. Vamos crescendo juntos em nossas tribos com o tempo, adquirindo novos significados e assimilando novos conteúdos com outras tribos e seus personagens mas todos com a missão de proteger o amor, a vida , a natureza e a criação de uma nova sociedade, a Terra da Sabedoria.
Arte somada a dados estatisticos, acompanhando as manchetes dos jornais, empreendendo projetos em rede, difundindo em palestras estes personagens, suas ideias e tribos esta é uma das missões deste livro. Arte democrática que incentiva comentários, ironias, as situações e ideias abordadas em suas histórias, metaforas , manifestos e poesias. Perguntando, respondendo e refletindo.Desvendando mascaras, desmontando Fraksteins, na luta deles contra a sociedade e nas tensões de suas paixões vamos superando as contradições que determinam o mundo. Evoluindo coletivamente nele. Enterrando homens , para nascer novos que consiguam integrar a sua individualidade à coletividade sem uma anular a outra. Uma arte fiel como a vida que busca traduzir a eterna mudança em histórias, uma linguagem viva. A arte revelando a realidade, a realidade revelando a arte. O leitor como sujeito capaz de decifrar a história em sua vida para depois escreve-la. O leitor e a totalidade de suas condições sociais a luz de um personagem que ele se torna com sua psicologia,situações, relações com a sociedade, visamos ajuda-lo a criar a sua própria história na vida com coragem enfrentando as injustiças e libertando o amor .
CONEXÃO GERAÇÃO JOÃO VICTOR 5-
Carta Resposta para João Victor de seu pai Egidio
Até 2050 eu vou ler mais 1000 livros , ou seja 25 a cada ano.
Para contar a minha história com mais significados e conteudos interdisciplinares e intersetoriais gerando com minhas tribos mais Inovações ampliando nossa Indepedência, Interdepedências e Impactos.
Escreverei um livro a cada ano ou seja 40 livros. Para cada 25 livros que recebi e li deixarei a contribuição a humanidade de um livro.
Realizarei todo ano um projeto social diferente ou seja 40 cromossomos na construção do DNA de uma Sociedade diferente, a Terra da Sabedoria.
Essa é a contribuição de apenas um ser humano imaginem que Sociedade fantástica podemos criar ? Se 1000 pessoas atuando em rede, conectando gerações , compartilhassem desafios presentes e futuros. Realizaremos a maior mágica que este mundo já viu em termos de tecnologias, transformações e melhorias sociais, geração de riquezas, produção de conhecimento e arte , espiritualidade transbordando a vida e o Universo com muito AMOR E PAZ.
Porque serão em cada cidade ,comunidade ou bairro, mil líderes em Simetria pessoal , atuando de forma estratégica em sinergia e sincronia social com mais de 40 mil projetos envolvendo todos os habitantes da cidade , ações estas fundamentadas em um milhão de livros .
Isso é o que se chama de Capital humano e Social e com esta energia podemos substituir nosso indicadores de criminalidade e violência por geração de riqueza e felicidade. Uma cidade ou comunidade média de cem mil habitantes pode encontrar mil protetores capazes de realizar e se comprometer com estes desafios e revoluções.
Por isso eu me preocupo bastante em identificar, formar, apoiar e gerar oportunidades para protetores. Este comunidade pode chegar a gerar 200 milhões por mês ou seja 2 bilhões e 400 milhões por ano . Lógico que se ocuparmos posições estratégicas no estado é mais facil ou seja podemos ter várias pessoas ocupando mandatos políticos a cada 4 anos. Peças no tabuleiro de xadrez que podem ser vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, governadores, presidentes e senadores em 40 anos .
Portanto João Victor,meu filho, o potencial do ser humano é infinito eu lhe perguntou você já pensou o que vai fazer com o seu ?