SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

sábado, 10 de junho de 2023

O que médico inglês aprendeu em posto de saúde de Pernambuco e levou para sistema de saúde britânico

 

Profissional de saúde medindo a pressão arterial de mulher

CRÉDITO, DIVULGAÇÃO/MINISTÉRIO DA SAÚDE

Legenda da foto, 

Programa de Atenção Primária do Brasil conta hoje com mais de 49 mil equipes, segundo Ministério da Saúde

O médico inglês Matthew Harris hoje trabalha, em Londres, em um projeto inspirado no que aprendeu com o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro há mais de 20 anos.

Um ano depois de se formar em Medicina no Reino Unido, ele se mudou para Pernambuco em 1999 e, após passar pelas provas para revalidar o diploma no país, começou a atuar como clínico-geral de uma unidade de saúde no município de Camaragibe, na região metropolitana de Recife.

Harris permaneceu na clínica durante quatro anos. À época, ele não tinha ideia de que a experiência mudaria a carreira — e até provocaria transformações no Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) do Reino Unido duas décadas depois.

Atualmente, ele é pesquisador da Escola de Saúde Pública do Imperial College de Londres e lidera um projeto que pretende implementar os agentes comunitários de saúde, algo que existe no SUS há décadas, em território britânico.

O médico não faz cerimônia para dizer que essa iniciativa é 100% inspirada na Estratégia Saúde da Família (ESF), um programa criado pelo Ministério da Saúde do Brasil nos anos 1990 que segue ativo até hoje — e traz resultados muito celebrados por especialistas da área.

Harris recebeu a equipe da BBC News Brasil numa sala do Departamento de Atenção Primária e Saúde Pública da universidade, localizada no oeste da capital da Inglaterra, para compartilhar um pouco de sua história profissional e da iniciativa britânica inspirada no SUS.

Matthew Harris

CRÉDITO, GIOVANNI BELLO/BBC NEWS BRASIL

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O médico Matthew Harris passou quatro anos trabalhando em Camaragibe (PE)


Os primeiros passos

O clínico geral conta que as condições de Camaragibe não eram as melhores lá em 1999. "Eu trabalhava numa área rural com cerca de 5 mil residentes", contextualiza.

Harris classifica as primeiras experiências práticas que teve na Medicina como "desafiadoras".

"Eu acabara de sair da universidade, não possuía confiança absoluta para falar português e tinha que fazer meu trabalho numa comunidade muito pobre do Nordeste brasileiro", lembra ele.

"A clínica possuía apenas alguns poucos medicamentos enviados pela prefeitura. Era uma situação muito diferente da que estava acostumado no Reino Unido."

Apesar de todas as dificuldades, Harris rapidamente percebeu algo primordial. "Apesar de todos os desafios e da falta de recursos, ainda assim podemos fazer coisas extraordinárias na atenção básica de saúde", diz.

E, na visão dele, quem faz o elo dessa cadeia da saúde pública brasileira é um profissional chamado agente comunitário.

Esses indivíduos representam a pedra fundamental da Estratégia Saúde da Família (ESF). Criado nos anos 1990, o programa se baseia na premissa de os tais agentes visitarem a casa das pessoas de uma determinada região de um bairro ou de uma cidade. 

O objetivo é entender e acompanhar os principais problemas de saúde que afligem aqueles indivíduos — e, claro, levar essas informações para os enfermeiros, auxiliares de enfermagem, médicos da família e clínicos gerais que estão na Unidade Básica de Saúde responsável por aquela localidade.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Saúde informou que o país conta atualmente com 49.172 equipes de Saúde da Família, que são responsáveis por atender 167 milhões de cidadãos cadastrados (ou 79% da população total) nos serviços de atenção primária, que são considerados pelo governo como "a porta de entrada para o SUS".

"Quando cheguei, não tinha a mínima noção de como o sistema de saúde pública do Brasil estava baseado nesses agentes comunitários", confessa Harris. 

O médico inglês notou aos poucos como as informações obtidas por esses profissionais eram úteis no dia a dia. "Eles conhecem e compreendem o local onde atuam profundamente, nos mínimos detalhes", chama a atenção.

"Os agentes comunitários são os primeiros a saber sobre qualquer mudança que acontece. E essas informações são usadas de forma inteligente, antes que os problemas se tornem grandes demais", complementa.

Os agentes comunitários passam por cursos técnicos de formação organizados por prefeituras e outros órgãos em que aprendem sobre promoção de saúde e prevenção de doenças. 

Eles vão usar essas informações durante as entrevistas e conversas feitas nas visitas domiciliares. Se possuírem formação e tiverem a supervisão de um enfermeiro ou médico, eles também podem realizar exames simples, como medir a temperatura corporal, a glicemia e a pressão arterial das pessoas, ou averiguar se tratamentos medicamentosos contra doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, estão sendo tomados.

Grupo de profissionais da saúde conversando com um homem

CRÉDITO, DIVULGAÇÃO/MINISTÉRIO DA SAÚDE

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Profissionais da ESF acompanham a população de determinado local e tentam entender quais os principais problemas de saúde daquelas pessoas

Vidas salvas pela informação

Questionado pela BBC News Brasil sobre episódios específicos que marcaram sua carreira, Harris lembra da história de um menino de 11 anos que foi parar no pronto-socorro.

"Ele se queixava de dor de cabeça há vários dias. Infelizmente, o serviço de emergência só podia oferecer paracetamol e 'torcer' para que ele melhorasse", relata.

Mas o trabalho de um agente comunitário mudou essa história. "Durante uma visita de rotina, o profissional notou que o menino continuava mal e nos alertou. Os olhos incharam e ele parecia cada vez pior", conta.

Ao trazer o garoto para uma consulta, Harris notou duas coisas: a pressão arterial estava alterada e a criança apresentava um ferimento no pé.

"Ao juntar todas essas peças, pude fazer o diagnóstico de glomerulonefrite pós-estreptocócica", completa Harris.

Essa doença de nome esquisito é uma complicação que acomete os rins de pacientes que tiveram uma infecção pela bactéria Streptococcus.

No caso desse episódio em Pernambuco, o médico suspeitou da condição ao somar as pistas do corte no pé (um indício de infecção bacteriana) com a pressão baixa e a dor de cabeça (que sugerem algo de errado nos rins).

"Se ele não fosse diagnosticado a tempo, provavelmente teria falência renal e acabaria morrendo", diz Harris. "Mas a detecção rápida a partir do trabalho do agente comunitário literalmente salvou a vida daquele garoto."

Profissionais de saúde examinam mulher

CRÉDITO, DIVULGAÇÃO/MINISTÉRIO DA SAÚDE

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Equipes de atenção básica atendem quase 80% da população brasileira

De volta à casa

Após quatro anos em terras pernambucanas, Harris retornou ao Reino Unido em 2003 com pelo menos uma certeza na bagagem: era necessário replicar a ESF no serviço de saúde pública britânico.

E uma tarefa dessa magnitude carrega uma série de simbolismos e significados.

Um dos principais deles é o fato de a criação do SUS no Brasil lá no final dos anos 1980 ter sido inspirada no NHS do Reino Unido — e, agora, esses papeis se inverterem.

"Mesmo antes de voltar, eu já sabia imediatamente que aprendera algo com os brasileiros e precisava compartilhar isso. Eu necessitava dividir e abrir os olhos dos especialistas sobre os agentes comunitários", pontua.

"Todos precisam conhecer o modelo de sucesso do Brasil", recomenda o pesquisador.

Mas a missão mostrou-se mais árdua do que ele imaginava.

"Infelizmente, levei entre 10 e 15 anos para explicar a importância de um sistema como o ESF porque as pessoas daqui não estão acostumadas com a realidade brasileira e têm representações erradas sobre o país", lamenta ele. 

"Mas a verdade é que as realidades de Brasil e Reino Unido estão mais próximas do que se imagina. Há mais coisas que nos unem do que elementos que nos separam", acredita o médico.

"É claro que não temos aqui doenças como leptospirose, esquistossomose e dengue. Mas também sofremos com diabetes, tuberculose, hipertensão, depressão, asma, diarreia…", compara.

Harris avalia que um dos fatores que ajudou a acelerar processos e permitiu a instalação de uma ESF britânica preliminar foi a pandemia de covid-19.

"Nós argumentamos que precisávamos de um sistema de agentes comunitários de saúde como o do Brasil para acompanhar as pessoas de perto", destaca.

E assim a iniciativa ganhou vida: o projeto-piloto começou em Churchill Gardens Estate, um conjunto habitacional em Westminster, no centro de Londres.

Agente comunitária e enfermeira

CRÉDITO, GETTY IMAGES

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Os agentes comunitários andam pelos bairros e fazem visitas domiciliares para identificar as principais queixas de saúde dos moradores

Os primeiros resultados

Segundo Harris, a ideia inicial era checar se as pessoas estariam dispostas a abrir as portas de suas casas para conversar com os agentes de saúde.

"E logo nos seis primeiros meses nós percebemos que isso não apenas era possível, como também os moradores aceitavam muito bem a abordagem", informa.

O médico calcula que, no primeiro ano e meio do projeto, cerca de 70% das moradias do bairro receberam ao menos uma visita dos profissionais da saúde.

"Os agentes conseguem estabelecer uma relação com as pessoas e entender realmente quais são as necessidades dela. O ponto importante é que eles próprios moram ali, então se veem como parte daquela comunidade", destaca.

Harris diz que a equipe fez alguns estudos para medir os resultados práticos da experiência.

"Quando comparamos os lares que receberam as visitas com aqueles que não fazem parte do projeto-piloto, percebemos que o primeiro grupo participou mais de campanhas de vacinação e fez exames de rotina com maior frequência", conta.

"Claro, não podemos provar que essa mudança está totalmente relacionada aos agentes de saúde. Mas é no mínimo sugestivo que isso tenha ocorrido a partir do início de trabalho desses profissionais", complementa.

De acordo com o especialista, os funcionários do programa são capacitados para identificar e até resolver os principais problemas de saúde que estão acometendo cada família. 

A partir disso, os indivíduos se veem mais livres e empoderados para cuidar de outros aspectos importantes, mas que estavam negligenciados, como atualizar a carteirinha de vacinação ou fazer os exames que detectam um câncer em estágio precoce.

Aliás, o treinamento oferecido aos agentes comunitários britânicos foi basicamente o mesmo dado aos profissionais brasileiros.

Mas Harris acredita que os efeitos práticos de um projeto como o ESF vão além do aumento na taxa de imunizações ou de checkups.

"Em Churchill Gardens Estate, por exemplo, nós observamos que as pessoas moravam nas mesmas casas há muitos anos, mas não conheciam os vizinhos e nem se falavam. Porém, com as visitas dos agentes comunitários de porta em porta, houve uma mudança de atmosfera. Os moradores passaram a conversar mais e a marcar programas em conjunto, como um café", acrescenta.

O médico entende que a estratégia criou uma espécie de "coesão social" — algo muito parecido ao que ocorreu no próprio Brasil nas regiões atendidas há décadas pelo ESF.

O projeto-piloto já foi expandido para outras áreas de Londres e deve começar a ser aplicado em bairros de locais como Yorkshire e Liverpool.

Nahima, agente comunitária de saúde
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Nahima é uma das agentes comunitárias de saúde que trabalha em Londres

Baixo custo, alto valor

Harris aponta que os países mais desenvolvidos, como o próprio Reino Unido, não prestam muita atenção ao que é feito em nações em desenvolvimento.

"Nossa tendência é acompanhar de perto o que acontece em lugares como Estados Unidos, Alemanha, Austrália ou Nova Zelândia e praticamente ignorar as políticas dos países da América Latina, da África e do Sudeste Asiático. Mas não há nenhuma boa razão para que isso seja assim", protesta.

Para ele, o trabalho dos agentes comunitários de saúde é um exemplo desse cenário.

"A ESF do Brasil é um programa altamente custo-efetivo e ajuda a resolver os problemas mais comuns ao acompanhar as famílias de uma forma holística no lugar mais importante de todos: a casa delas", afirma Harris.

O especialista calcula que cerca de 40% das necessidades de saúde das pessoas podem ser atendidas pelos agentes comunitários durante as conversas e as visitas domiciliares. 

"Eles podem falar das vacinas, ficar atentos a sintomas de doenças crônicas [como hipertensão e diabetes], lidar com feridas, sugerir a realização de exames de rotina ou simplesmente checar se a pessoa está tomando os remédios corretamente", exemplifica.

Por fim, o pesquisador do Imperial College destaca como, em determinadas situações, soluções simples e baratas em saúde podem trazer resultados extraordinários.

"É claro que temos espaço para tecnologias sofisticadas, que expandem as fronteiras da Medicina", opina.

"Mas algumas vezes eu sinto que vamos além do necessário e nos esquecemos que as intervenções mais básicas podem fazer toda a diferença", conclui ele.

sexta-feira, 9 de junho de 2023

O SEU LUGAR NO MUNDO! A GEOMETRIA DO SENTIDO E A LÓGICA DA SUA EXISTÊNCIA



A matemática da vida é linda! No mundo de google maps, geolocalização por satélite, coordenadas, é fácil localizar a trajetória de sua vida por onde andou e escolhas que realizou ao longo do tempo. Quanto do seu tempo você gasta em dialogar e dar vida às boas ideias? A viver uma existência bela, boa, justa, economicamente e ambientalmente sustentável? O que aprendeu por onde passou, desenvolveu seu ser, superou desafios ou mais do mesmo, fofocas, vaidades, intrigas, repetiu palavras como papagaio, aceitou tudo sem criticar, criou algo? Em épocas de Inteligência artificial a matemática pode fazer muito mais que calculadoras e computadores fazem, e mais do que respostas, as perguntas nos levam a ensinar a matemática do que era considerado impossível e virou realidades nas vidas de bilhões de pessoas que podem continuar a escrever a História. 


 

A matemática se desenvolveu no início e por um bom tempo sem tecnologia dependeu da boa vontade, capacidade de pensar e percepção do ser humano. Como vocês acham que os seres humanos na pré história calcularam a distância para algo, planejava a caça de um animal, fabricava ferramentas? Ele usava sua inteligência, lógica, capacidade de pensar matematicamente seus desafios e oportunidades que surgiram ao longo de sua vida, e assim escreveu a história e encontrou seu lugar no mundo. 



Os números, as formas, as trajetórias estão escritas na natureza independente dos símbolos e linguagens, portanto vivê-las, senti-las e interagir com os desafios que ela nos coloca a pensar é o caminho mais curto para inteligência. Godel provou que a matemática é uma linguagem e uma teoria incompleta. O que lhe dá vida são as buscas que realizamos em nossas vidas que se tornam conhecimentos e histórias o que lhe facilita encontrar seu lugar no mundo. Mas a vida é computável? Qual a sua resposta para isso ou vai perguntar a IA sobre sua existência ? ela será o novo oráculo? Ser ou não conhece a ti mesmo?




Turing também explorou a possibilidade de "números não computáveis" em sua tese de doutorado em Princeton, "Systems of Logic based on Ordinals" (1938), ao reformular o trabalho de Kurt Godel sobre os limites da prova e da computação. Os teoremas da incompletude de Godel demonstram que não há um sistema lógico formal que possa ser consistente e completo porque sempre haverá algumas proposições que não podem ser provadas verdadeiras ou falsas usando as regras e axiomas dentro de um sistema aritmético lógico. Essencialmente, os teoremas de Gödel sugerem que toda lógica sofre de incompletude e nenhuma teoria axiomática consistente pode provar sua própria consistência.



Por sua vez, #Turing desenvolveu #logic ordinal, um método #recursive para que, a partir de um dado sistema de lógica, um sistema mais completo possa ser construído. Turing também concebeu a Máquina #Oracle, uma Máquina de Turing conectada a uma entidade chamada "oráculo" que é capaz de resolver problemas de decisão como o problema de parada na Máquina de Turing. 



As pessoas amam história porque nos dá lições sobre a vida, realizações, acontecimentos, mas também sobre dores, sofrimentos, sonhos, mas esquecemos que nossas vidas são histórias importantes que temos que escrever, fazer nossas escolhas, gastar nossos pensamentos e energias. Espero que seja por algo que possa lhe ajudar a encontrar seu lugar no mundo. Melhor seus lugares no mundo. 




Um dos melhores lugares do mundo é criá-los. O Mundo precisa de líderes de suas visões, ousadias, coragem, criatividade e a justa medida ética. O que vai fazer encontrar seu lugar no mundo é a geometria de suas perguntas, suas lógicas e sentidos, se conseguem calcular a melhor trajetória para respondê-las com razões e atitudes que fazem sentido para sua vida e o mundo que vivemos. Essas equações e padrões matemáticos podem se tornar a música e arte de sua vida. Uma perfeita sinfonia educacional e matemática que constrói o poder de sua vida dialogando com o Universo do mundo e de suas singularidades pois o melhor lugar do mundo é quando a história de sua vida dança com os desafios do mundo que vivemos. Vem dançar comigo? podemos amar a vida e o mundo juntos ? De um pequeno grão de terra à Terra da Sabedoria.                   




E MESMO NO ESCURO SE DANÇA E O INCÊNDIO PODE COMEÇAR NA SUA VIDA COM UMA FAÍSCA DE UM SONHO ! 





segunda-feira, 5 de junho de 2023

SOBRE O PRECONCEITO AOS POBRES NA ESCOLA PÚBLICA! NA SOCIEDADE DOS WHATSAPP!


 


O aluno na escola pública é tratado da mesma forma que na escola privada? Quantos abusos eles sofrem sem ter consequências? Quantos acreditam no potencial dessas crianças e jovens? Quantos lutam pelos direitos delas, não apenas pelos seus ou nossos? O nome de tudo isso consciente ou inconsciente é preconceito! Uma lição importante a se aprender é que a economia, produtividade e qualidade de vida de países desenvolvidos foi alcançada pelos pobres que se tornaram empresários, cientistas, políticos, professores e outros profissionais incluindo os que fizeram história ou sucesso. A minoria era de filhos de políticos ou ricos. Mas os pobres tiveram oportunidades de vida, não se renderam para o crime e o dinheiro que investiu neles não foi para corrupção e privilégios de poucos.  



Hoje infelizmente vivemos numa Sociedade do Whatsapp e Tik Tok no Brasil. Nós temos o dia dos autistas, família e leitura nas escolas, mas quantos desses desafios viram práticas pedagógicas todos os dias? Não apenas para inglês e redes sociais verem? Quanto da falta dessas práticas pedagógicas impacta os sistemas avaliativos? Mais uma vez não para as pessoas divulgarem como cases enquanto a maioria paga essa tal de meritocracia com a vida. Esse sistema premia as escolas que tiram melhores notas e prejudica as que educam em condições absurdas cercadas por todos tipos de desigualdades, violências e miséria. Enquanto isso, políticos tiram fotos para suas redes sociais mas não mudam vidas, comunidades e indicadores sociais há décadas com suas famílias no poder. O nome de tudo isso consciente ou inconsciente é preconceito, corrupção, incompetência e impunidade. O tik tok é algo que nos faz rir por alguns segundos ou minutos, muitas vezes de absurdos, enquanto nos acostumamos de forma insensível com diversas tragédias que presenciamos todos os dias em nossas vidas, incluindo nas escolas públicas.  


 

Se você perguntar a políticos profissionais de esquerda ou direita, que vivem de renovar seus mandatos comprando votos, o que é política pública? A maioria não vai saber até porque são operadores do Estado, mantendo seus mandatos às custas da pobreza, violências e exclusão da maioria da população há décadas. Se você perguntar aos gestores educacionais o que é educar? Talvez não saibam porque foram educados ou ascenderam socialmente em sociedades escravocratas atuando como capitães do mato. Nas Sociedades das redes sociais, empresários que não pagam impostos com bilhões em incentivos fiscais, tiram fotos em eventos sobre ESG, enquanto exclui do acesso às políticas públicas milhares de pessoas há décadas. A irresponsabilidade social dessas empresas, políticos e gestores educacionais produz pobreza, avanço do crime e ignorância nem gera trabalho, cidadania e mercado. 


 

Eu estava numa reunião com uma empresa pública, aí um dos dirigentes dessa empresa olhou para mim e disse que eu estava cobrando deles pelos meus artigos as entregas da política pública para população? Eu fiquei me perguntando se essa pessoa quando compra pão na padaria, se ela sai de lá sem receber o pão? Se ela paga a luz e fica no escuro? Se ela paga a internet e fica sem sinal? A verdade é que muita gente que está no Estado entre políticos e gestores vai receber o dinheiro público e não vai entregar nada ou uma política pública que não funcione, pois esses são nossos indicadores sociais, repito, que não mudam há décadas quando avaliamos os gestores e políticos e não apenas os pobres. Muitos carregam preconceitos em suas cabeças, corações e almas em nome de Deus, Pátria e família, outros em nome da vanguarda ou da revolução que nunca acontece.  


 


Então a política pública é feita para roubar? Manter cargos e mandatos de pessoas, oligarquias e elites que vivem do Estado? A Educação não é feita para educar e criticar com artigos como esse? É ISSO QUE NOSSOS POLÍTICOS E GESTORES QUEREM QUE A GENTE SE ACOSTUME, A NÃO LUTAR, SE CALAR, E PERDER A SENSIBILIDADE PELA DOR E SOFRIMENTO DE QUEM SOFRE AS CONSEQUÊNCIAS? Enquanto geram o caos, mais pobreza e violências há décadas, mantendo seus parentes e amigos no poder, roubando o Estado ou não pagando impostos. Enquanto publicam as fotos nas redes sociais na sociedade do whatsapp. Atuam como Máfias protegendo seus interesses ou enriquecendo com dinheiro público, produzindo espetáculos ou discursos que não revelam as entranhas de como chegam ao poder e se mantém, inviabilizando a Democracia ou o Estado de Direito. 


 

Eu tenho dedicado décadas de minha vida a lutar contra a pobreza e violências, e pela educação e democracia por melhores políticas públicas com mais e melhores impactos na vida das pessoas e cidades onde moram. Muito disso eu fiz sem ganhar dinheiro ou pelo poder, é o que amo, o que sou, e minha contribuição a uma melhor economia, produtividade, educação e qualidade de vida para todos. Mas não adianta no Brasil apenas contribuir, sem aprender a gritar, criticar e denunciar! No Brasil não há limites da tragédia na vida de milhões de pessoas todos os dias, há décadas, nem na cara de pau de políticos corruptos que acham que o Estado é seu e estão nus delirando quando eles se tornam o pão, o circo e o ópio do povo em nome da revolução e dos pobres? ou de Deus, Pátria e família? Ambos são políticos da mentira, corrupção e mortes. Por isso é preciso continuar a caminhar e cantar como se tivéssemos 17.