SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

sábado, 7 de março de 2026

Música: "Balacobaco da Resistência")





(Introdução - falado, com um tom de protesto) 
Tô chegando de lá, do lado de cá do muro. 
Onde a fome é projeto e o futuro é escuro. 
E trago um pagode que é grito, que é veneno, 
Pra cantar a verdade, porque o silêncio é pequeno. 
Vai começar... 

(Refrão - explosivo, com toda a força do samba) 
Hoje vai ter BALACOBACO! 
Contra a máfia, contra o pacto! 
Oligarquia, ditadura, seu castelo é de vidro, eu sou o estilhaço! 
Balacobaco! 
Poe fogo nesse quartel! 
Samba de revolta, porque o povo é fiel 
À memória de quem tombou, ao grito de quem ficou! 
Balacobaco! 

(Verso 1 - estilo repente, rima forte) 
Pitaco, pitaco, ninguém vai dar pitaco? 
Mas na hora do desvio, o bando inteiro dá pitaco! 
Tasso, Camilo, Ferreira Gomes, a dinastia sanguessuga 
Quatro décadas de poder, a máquina que rouba e mata. 
A esperança da molecada que morre antes dos vinte, 
Enquanto o lucro dos bilionários sobe, sobe e não tem limite. 
O menor salário da América não é acaso, é projeto! 
É a senzala moderna, é o chicote, é o despejo! 

(Ponte 1) 
E eu  firme, não fico fraco! 
Boto a meta, de aba reta, mas o meu colar de prata 
É a memória de quem tomba na calçada, 
Vítima da pátria armada, da bala, da empreitada 
Desse Estado que é privado, dessa toga acovardada. 

(Verso 2) 
O seu like não me viraliza, não esqueço de onde eu vim! 
Eu prefiro a cachaça ao gin, Abya Yala não tem divisa, 
Mas a sua cerca me humilha, me joga pra fora do mapa. 
128 mil! 
A conta que não fecha, a ferida que não tapa! 
Palestina é aqui! O holocausto é agora! 
No silêncio dos mandatos, nossa juventude chora. 
O Aquário, o Tatuzão, a propina, a emenda, a farra... 
Universidade vendida, pacto de sangue na barra 
Dessa família que se perpetua, pai, filho, cunhado no poder, 
Enquanto o povo definha sem ter o que comer. 

(Refrão - ainda mais forte) 
Hoje vai ter BALACOBACO! 
Fogo na Casa-Grande, no Senhor, no seu capataz! 
Samba de revolta, de guerra e de paz (a nossa paz)! 
Balacobaco! 
A cuíca ronca, o tambor anuncia: 
Acabou a patifaria, a vingança é justiça! 
O mundo dá voltas, e essa volta chegou! 
Quem roubou e matou, vai ter que pagar o que levou! 

(Ponte 2) 
E eu não me importo com o seu glamour! 
Não perco o foco, nem no pior dos sufocos! 
A sua estrela de horário nobre apodreceu no meu sofrimento. 
A história do povo pobre, vocês escreveram com sangue e com lamento. 
Mas o vento mudou. É o povo no poder? 
Não! É o povo em pé! 
Exigindo um tribunal popular pra quem nos deve o que é nosso! 
Confisco! Dignidade! Salário pra viver! 
Chega de esmola, queremos o que é nosso por direito e por direito de morrer? 

(Verso 3 - falado com raiva) 
Olha! Eu sou o Robin Hood do agreste, de flow retirante high tech! 
Espalho a peste da verdade no seu castelo de mentira! 
A sua família que é uma "familícia", me fez refém, mas eu viro a mira! 
Chamo o Lula, chamo Dino, chamo a PF pra testemunhar: 
Não é fatalidade! É projeto de matar! 
É o fascismo tropical, é a toga que se cala, 
É a ditadura da corrupção que o povo já estala! 
E vocês, capitães do mato, burocratas do horror, 
Que cumprem ordens por um cargo, por um resto de favor, 
A história vai lembrar de vocês, sim, vão ter nome e CPF. 
Ou se juntam à revolta, ou serão varridos como pó e como EF! 

(Refrão final - explosivo, quase um hino) 
Hoje vai ter BALACOBACO! 
Poe fogo no arquivo, na propina, no ato! 
Que a senzala em chamas é o novo contrato! 
Balacobaco! 
Pelo Zumbi, pelos 128 mil, por quem há de vir! 
Que o Ceará livre nasça pra não mais cair! 
O mundo dá voltas, e o Ceará vai subir! 
Balacobaco! 

(Rufar de tambores e fade out com o grito) 
A revolta é o alicerce do novo mundo! 


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