SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

sábado, 11 de dezembro de 2021

Podemos aprender com nossas tragédias escolares e mudar a gestão da escola e cultura ? Transformando vidas e comunidades!

 


A escolha e formação dos diretores de escola são pilares da gestão estratégica e participativa das escolas. Infelizmente a tutela de Governos sobre as escolas gera centralização e aparelhamento político como temos hoje nas escolas públicas do Governo do Ceará, ao invés de autonomia e busca de seus próprios objetivos em relações dinâmicas entre a comunidade e a escola; entre esses objetivos não somente o desempenho escolar. 


Diante dos três objetivos tratados pela pesquisa na rede municipal de escolas de Juiz de Fora gostaríamos de apresentar alguns pontos complementares em relação à política de seleção, formação, apoio e acompanhamento dos gestores escolares na rede; (ii) as possíveis deficiências em termos de formação, apoio e acompanhamento do gestor escolar na referida rede, frente ao dia a dia da gestão e aos desafios impostos às escolas pelas avaliações em larga escala; e por último sobre as alternativas para ampliar a formação dos gestores na rede, com foco no desenvolvimento de competências para o planejamento, e a gestão estratégica e participativa.



Entre gerenciar a pobreza e escolarizar diante de condições desiguais da educação brasileira, entre escolas da mesma rede, ou entre as comunidades na mesma cidade, observamos como estes fatores reduzem o papel estratégico e participativo da gestão e avaliação, e suas funções de co-responsabilidade, corrigir rumos e melhorar desempenho. Interferem o personalismo, gestão abstrata longe da concretude do fatos, e o isolamento do Diretor que são ao mesmo tempo fatores culturais e burocracias que carregam em si  tragédias educacionais na vida de milhões de alunos, e ausência de mudanças, mesmo em médio e longo prazo em suas vidas e comunidades.



A escola deve ser algo mais que escolarização, mas nem isso alcançamos, nem mesmo boas médias em disciplinas essenciais para formação do aluno. E assim vamos reduzindo o foco da gestão em problemas imediatos sem mediar, gerir e liderar as capacidades e potenciais que os professores , alunos, rede de escolas, e comunidades podem ter numa gestão estratégica e participativa em melhorar esses resultados de forma dinâmica e sistêmica. 


Porém qual a seleção de Diretor com esse perfil de maestro , uma formação adequada e respectivos apoios necessários para lidar com essas questões de forma sistêmica e complexa, sem reduzir a um ponto ou outro ? Os respectivos PPP e o PDE são músicas complexas que para serem tocadas pela comunidade escolar no dia a dia da escola, e no médio e longo prazo, necessitam de instrumentos e equipes adequadas para lidar com a pobreza, desempenho escolar, autonomia e interações com as comunidades.


 

As competências mais duradouras para esses processos são a visão sistêmica  e as capacidades de transformá-la em estratégia e planejamento; incluindo o monitoramento e avaliação das atividades desenvolvidas em rede pela comunidade escolar. Incluindo os caminhos pelos quais democratizam o acesso às informações, assim como o apoio e a descentralização de ações, que juntos impactam pontos críticos e aproveitam oportunidades que as escolas têm para gerar suas mudanças, principalmente culturais de médio e longo prazo.  Gestando o denominado pensamento catedral. 



Na  hora da seleção observamos um desafio que é como avaliar valores, autonomia e capacidade de gestão através de um processo de escolha democrático, assim como outros processos de escolha coletiva presentes em nossa Democracia, colocam muitas vezes os limites dessa escolha para o bem estar coletivo e melhores resultados da escola em várias dimensões .  



Por essas razões os sistemas de apoio e avaliação são fundamentais para preencher essas lacunas e melhorar os processos e formação das pessoas ao mesmo tempo. O nome disso é estratégia, fruto de uma visão sistêmica sobre os limites de nossas capacidades pessoais e organizacionais que podem ser superadas em redes.


Entre essas capacidades precisamos melhorar a condução das questões pedagógicas e gestão de conflitos, a capacidade de unir teorias e práticas no cotidiano escolar, criando processos que tragam a gestão estratégica e participativa para o dia a dia, entre outros.  Sermos mais horizontais exige uma mudança de paradigma nas relações entre a Escola, Secretaria de Educação e comunidades, pois os problemas e desafios da gestão emergem nesses pontos e têm causas e efeitos em rede, exigindo ações articuladas entre eles.



Entre o PPP e ações como respostas aos acontecimentos diários como falta de professores, observamos a energia da escola não ser usada em questões estratégicas essenciais que exigem o pensar, ou seja apagam incêndios que já duram décadas colocando mais fogo. Necessitamos de novas práticas de gestão nas escolas e na administração central da rede, capazes  de criar uma gestão ágil, dinâmica e comunicativa para empreendermos o plano de ação.  A importância da formação e da qualificação dos gestores educacionais, reafirmam a necessidade de uma capacitação mais abrangente e compatível com as demandas dos diretores escolares. Como conclui o texto “A capacitação dos gestores deveria pautar-se no desenvolvimento de competências inerentes à função, e assim propiciar visão sistêmica; pensamento estratégico; e a devida utilização do planejamento como ferramenta de gestão.



A singularidade da história de vida, aprendizagem e autonomia de cada aluno, o contexto socioeconômico dos alunos, o uso da tecnologia, e espaços educacionais não escolares são outros elementos essenciais na gestão estratégica da escola, porém serão abordados em outros textos.




sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

OS ACORDOS ENTRE OS PARTIDOS DE BOLSONARO E O PT DE LULA NO BANCO DO NORDESTE .


O aparelhamento das instituições públicas brasileiras é interno, se dá através de grupos/ feudos que dividem entre si áreas e agem juntos para perpetuar seus interesses como o INEC e a atual Diretoria do Banco do Nordeste. Eles são ligados a políticos que são donos de partidos e que governam impunemente nos Governos Lula e Bolsonaro sobre o silêncio e acordos com o PT, Governo Bolsonaro e políticos corruptos. Os eleitos pela Democracia como Lula e Bolsonaro se fazem de bobos que não sabem nada; e o povo brasileiro também de bobo, agem com medo do impeachment e são tratados como idiotas.  


   

O Brasil não é para principiantes ! O Ciro Nogueira é Presidente sem ser eleito para isso e governa com Lula e Bolsonaro. Enquanto isso o neo desenvolvimentista conclamado pela academia petista produz uma fake ciência dizendo que o PT une o Agrobusiness e o MST, os Bancos e os trabalhadores, os políticos que roubam o Estado público e os desempregados, consegue juntar interesses opostos e mudar os conceitos e a política no mundo ? Claro que não ! É mais simples negociar as bolachas, sem projeto de sociedade, às custas de milhões de vidas e mortes, igual a direita em suas práticas, e um fake discurso de esquerda como vários fundadores do PT denunciaram.   



Todas as nações e culturas aprendem com suas tragédias e buscam rever seus posicionamentos em novas bases de diálogo, mudam prioridades através de outras práticas que alinham estrategicamente uma sociedade para seus desafios. Por essas razões, é preciso uma liderança ética que consiga não recuar diante de compromissos assumidos com a população, bem diferente do que Lula fez e agora faz o Bolsonaro. No mundo temos esquerda e direita, inclusive movimentos como no Chile que renovam a esquerda, aprofunda a democracia e não faz os acordos como o PT faz no Brasil com todos políticos, visando manter seus feudos a qualquer preço! Na Bolívia observamos outras vozes dos territórios se organizarem e expressarem suas lutas de forma direta, verdadeiros líderes, que não curvam suas demandas populares aos interesses de gangues partidárias sem Democracia. 




As instituições como o Banco do Nordeste devem ser públicas, sem caixas pretas e privilégios para funcionários como a "ONG" INEC de funcionários do Banco do Nordeste com contratos de quase um bilhão sem licitação, e a respectiva transparência sobre seus números, incluindo os empréstimos do FNE há décadas. O INEC é um serviço terceirizado com dinheiro público de um Banco com dirigentes indicados por partido. Isso não é sociedade civil. Os investimentos em mídia ou eventos com dinheiro público são usados para proteger interesses de organizações privadas,  bem diferente das condições que são ofertados aos pobres ou aos pequenos empresários nordestinos com juros altos e difícil acesso ao crédito, através de uma estrutura caríssima do INEC em comparação com outros Programas de microcrédito no Brasil e no Mundo que não tem os mesmos privilégios da organização privada dos funcionários do Banco do Nordeste usando dinheiro público !    


 

Os acordos entre Lula e Bolsonaro celebrados por Ciro Nogueira neste caso ou outros buscam enganar a quem ? sobre que cortina de fumaça tenta esconder quase 1 bilhão de contrato sem licitação para uma organização privada de funcionários do BNB ? O melhor caminho é mais simples, já que o Banco do Nordeste não conseguem trabalhar  com os pobres nordestinos usando sua estrutura de TI como milhares de fintechs pelo mundo fazem ou através de suas agências, como faz a Caixa Econômica Federal , aprendam com a Caixa e entregue a operação a ela! 



A razão de ser e missão do Banco do Nordeste é desenvolver o Nordeste já não basta as tragédias, migração e mortes de milhões de nordestinos. Se milhares de funcionários do Banco do Nordeste, incluindo Diretores e os respectivos Mestrados e Doutorados pagos pelo povo brasileiro, não têm competência ? Nem para encontrar outros caminhos mais baratos para lidar com microcrédito e reduzir a pobreza no Nordeste ou seja não cumprem suas funções para que foram contratados se acham melhor terceirizar ? É porque o Banco é privatizado por poucos e seus acordos entre burocracias e políticos ? 



No Brasil a incompetência do Banco do Nordeste nas últimas décadas com Bilhões do FNE e contratos com o INEC de quase um Bilhão no último ano, imagine se somar os valores desde o primeiro contrato do INEC até hoje e medir seu impacto na Economia nordestina ? É pouco comparado com que outras economias fizerem com muito menos dinheiro, estrutura de agências e funcionários públicos. Nesse mesmo período, a tragédia nordestina serve de acordos e votos entre Lula e Bolsonaro sobre o silêncio deles, enquanto outras pessoas negociam por eles o dinheiro público às custas do povo brasileiro, nossas brutais desigualdades e violências para que burocratas e políticos reinem ! 



Agora e durante as eleições temos que discutir os acordos entre Lula e Bolsonaro, ou entre PT e outros Governos como o Ceara, ou de qualquer político corrupto com suas alianças espúrias e acordos que usam o Estado público a seu favor. Políticos, dirigentes, e burocratas; usando dinheiro público para proteger estruturas privadas, cargos, e outros. De tantas tragédias e humilhações temos que aprender a dizer NÃO como o Chile, lutar contra corrupção, mudar a cultura política de acordos que fazem com que o Brasil não tenha direita, nem esquerda, nem Democracia, mas operadores profissionais do Estado público. Viva Mandela, Gandhi e outros lideres de verdade, temos que lutar contra a pobreza não através de burocratas e políticos que se perpetuam no poder com suas estruturas as custas dos pobres. 



  

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

AS FLORES DO MAL BRASILEIRAS! CORRUPTOS QUE ENRICAM COM AS VIDAS DOS POBRES, OS VOTOS COMPRADOS E A CRIMINALIDADE.



Quais necessidades sociais, políticas, ideológicas, morais e psicológicas servem os pobres no Brasil ? Que motivações podem atuar como um poderoso regulador dos afetos, sensibilidades, falsas moralidades e aspirações sociais que usam os pobres para alcançar seus fins!  Um Brasil de corruptos que são ricos e poderosos de esquerda e direita, doentes, hipócritas, e criminosos que roubam e vivem às custas das mortes e sofrimentos de milhões de brasileiros. Um Brasil sem lei onde a ausência de justiça, assim como os políticos são os maiores corruptos. 



Distinguir o verdadeiro do falso não tem nenhum sentido no Brasil, pois o falso se revela o produtor do verdadeiro no Brasil. É na hipocrisia, corrupção, discursos distantes das práticas que vamos encontrar a verdade. A realidade dos pobres no Brasil, o país mais injusto e desigual do mundo, é tão dura que é preciso romancear a verdade tamanha tragédia de mortes de jovens, miséria e abandono do Estado. A exigência da verdade acompanha essas narrativas sobre a vida e as mortes dos pobres no Brasil , gera conhecimento e denuncia que a corrupção aqui significa a falta de políticas públicas. 



A realidade nua e crua, se tivermos capacidades e coragem de conhecer de perto e denunciar, não inventa nada, não flórea, nem exagera como os discursos mentirosos de nossos políticos sobre seus governos de esquerda e direita que negam e  vivem da corrupção. Nosso realismo histórico pode mostrar a verdade como máfias políticas se organizam da mesma forma que o crime organizado. Revelam as mentiras das atitudes ideológicas vendidas como farsas de gangues partidárias, comportamentos sociais das elites com relação à pobreza, desigualdades e violências que mentem sobre a origem de suas riquezas. Ambos componentes morais e psicológicos que regulam nosso teatro de sensibilidades e discursos para viabilizar as aspirações sociais de chegar ao poder, comprando votos, e fazendo parte do assalto ao Estado público. A verdade da pobreza não desapareceu há séculos, assim como de migrantes que vão morar nas periferias ou em suas casas de taipa no interior do Brasil, populações vulneráveis e reféns do crime e da delinquência.



Nossas elites morrem de medo dos pobres, criam obsessões e fantasmas por suas incapacidades de reconhecer suas ignorâncias. As verdadeiras explicações são fundadas em acontecimentos e indivíduos da vida real. Nos presídios, nos restaurantes populares a um real, nas casas e periferias, nos hospitais e escolas que não são modelos de marketing , mas são a maioria onde os pobres são atendidos ou estudam, ou nos programas policiais e cemitérios.



Nós adoramos classificações e estatísticas que podemos controlar, agora nem pesquisas em campo do IBGE realizamos mais, distribuímos indivíduos de percursos e atividades heterogêneas, todos como criminosos e geramos umas das maiores populações prisionais do mundo.  Ao invés de gerar ordem no universo fragmentado e incontrolável dos considerados criminosos, estigmatizamos todos e geramos um exército a ser contratado pelo crime organizado. Na verdade, a maioria são pequenos ladrões moldados pelas ocasiões. 



O que é verdade é que em uma sociedade em mutação, existe desejo de controle e apreensão que busca meios de enquadrá-los numa divisão do trabalho entre eles, como se tivessem separados do mundo social que todos vivemos nas cidades e nas ruas. Assim unificamos pessoas e grupos heterogêneos que tratamos como inimigos mas os corruptos não ? Os temores, os terrores, as ansiedades, os contextos políticos, as preocupações ideológicas e a corrupção são tão produtores da pobreza e do crime quanto a própria miséria e a pressão do crime organizado. 



Perigos reais ou perigos fantasiados sobre pessoas comuns sem oportunidades de vida nem políticas públicas ! A verdade é que as fontes policiais, judiciárias, políticas, midiáticas, estatísticas, filmes, games, e até científicas se misturam, se respondem, se validam ou invalidam criando outras histórias, outras verdades. É, assim, tanto como produto da crise social quanto expressão das consciências inquietas e das vulnerabilidades das elites corruptas, que é preciso pensar nessas sincronias. Elas exprimem, exacerbam, e eufemizam, simultaneamente, as inquietações sociais. Mas essas relações objetivas são também estratégicas. Exprime-se aí, perspectivas claras de estigmatização, de enquadramento, de moralização. Elas são igualmente teatrais, pensam nas atitudes e comportamentos, suscitam atos, caritativos ou repressivos, horrorizados ou distanciados. O imaginário, como vemos, pesa sem cessar sobre o real. 



A estigmatização do outro é um processo inerente aos nossos delírios e imaginações, enquanto a corrupção, a pobreza e crime são processos reais. Identificar a marginalidade e a pobreza como figura do outro, que não tem direitos nem a vida, difundir suas imagens em falsos discursos, contribui sem dúvida para nossa mentira coletiva como nação. Assim o respeito que nossas elites, políticos e gangues partidárias exigem faz parte desse circo, onde querem que a verdade da corrupção desapareça e a culpa é dos pobres. Assim, para eles a democracia se dá pela eliminação dos pobres e a corrupção como algo normal. Porem o trabalho escravo, o racismo, a prostituição, os presídios, os votos vendidos são uteis a farsa do Brasil real sem lei. Em outros países a denúncia da corrupção das autoridades, do conluio entre polícia e criminosos, da corrupção dos meios econômicos e bancos públicos, há mais de um século foi o caminho que essas sociedades enfrentaram, olhar a verdade de frente ou no espelho, mesmo que fosse os esquemas petrolíferos ilícitos e violentos do Rockefeller. 



Como disse Baudelaire em ``As Flores do Mal.“ Em tudo que repugna uma joia encontramos, dia após dia, para o inferno caminhamos.” 


terça-feira, 7 de dezembro de 2021

FELIZ 2022! POR AMOR A INOVAÇÃO! EDUCAR PARA INOVAR SUA VIDA E O MUNDO!



Deus criou o mundo! ou melhor ele inovou criando infinitos mundos que não param de evoluir. Deus nos criou buscando a sua maior inovação, seres humanos que criam outros mundos. Agora o nosso desafio é integrar esses mundos; as tecnologias que criamos com a natureza que Deus criou com a nossa espiritualidade. Tecnologias ambientais espirituais que falem a mesma língua que nosso corpo mente alma. Pensar, sentir, e agir de forma orgânica e orquestrada em sintonia com o pessoal e o planeta Terra que compartilhamos. Esse diálogo entre o micro e o macro que atuam juntos em ecossistemas ao mesmo tempo naturais, humanas, tecnológicos, e espirituais nos educam a ter uma visão sistêmica. Aprender a ler o grande quadro sobre as causas e as consequências dos desafios que vivemos . 



Sim, estamos enfrentando desafios coletivos históricos que criamos e arcamos com as consequências como mudanças climáticas, disrupções tecnológicas, brutais desigualdades e violências incluindo o avanço do crime organizado e corrupção. E por amor aos nossos filhos e as futuras gerações visando superar esses desafios, temos que gerar sinergias entre vários setores da sociedade e nações. Ampliar as velocidades das inovações, reduzir o tempo de gestação quando compartilhamos propósitos e valores, e educar para inovar. Aprendendo mais uma vez a criar outros mundos à luz de uma visão sistêmica, complexa, intersetorial e internacional. 



O amor que temos a Deus, a vida e aos nossos filhos não são palavras repetidas. Elas são pequenos atos que se revelam em nossos atos, e revelam ao mesmo tempo nossa educação, compreensão que temos de nosso ser e do mundo que vivemos. Conhecimentos esses que infelizmente não aprendemos na maioria das Escolas e Universidades, que não se reduzem a um currículo linear, sala de aula e professores, mas que as sementes sempre foram plantadas em nosso ser para criarmos e inovar outras formas de educar, ser, viver e nos governar.  A educação já foi o jardim do Éden e Epicuro, as sinagogas, as tribos indígenas e africanas, os mosteiros da idade média, e outras. Se transformou na Escola e Universidade como conhecemos, e vai se transformar e criar outras formas de educar, porque nossa vontade de saber, aprender e superar desafios pessoais e coletivos está desde o início da humanidade assim como nossa fé, amor, capacidades de trabalhar, nos organizar em sociedades, fazer arte, e outros propósitos e valores respondendo aos desafios da época que vivemos.



Educar é ao mesmo tempo economia, história, política, ciência, arte, saúde, espiritualidade, tecnologia, família, aprender sobre a cidades que vivemos e outros. Essas áreas são por essência interdisciplinares e não se reduzem a uma ciência , assim como os desafios críticos que a humanidade enfrenta como mudanças climáticas, violências, desigualdades, inovações tecnológicas e outras não podem ser explicadas ou solucionadas por apenas uma ciência. É nesse ponto que necessitamos de uma visão sistêmica e complexa para ver o grande quadro que vivemos e criar novos mundos. É nessa encruzilhada que somos levados a querer caminhos curtos e imediatos, a nos auto enganar, a não dialogar com nosso ser, a natureza, e as tecnologias que nos transformam às vezes em ciborgues sem alma e amor plugados em redes sociais. 


           

Amar a inovação é amar as pessoas, Deus e a Terra que vivemos. Hoje falamos sobre humanizar as tecnologias, mas o mais profundo é sentir as tecnologias à flor da pele das desigualdades, violências, e destruição da natureza. Já demonstramos nossas capacidades na ciência, em criar novas tecnologias, viajar pelo espaço e outros. Se tornou urgente mostrar como podemos usar as tecnologias para fins sociais, propósitos e valores. Como podemos criar mercados e economia circulares que tirem bilhões de pessoas da pobreza, desigualdades e violências. Porque isso se chama amor às pessoas e a vida. Criar tecnologias que salvem o planeta porque isso é amor à Terra. 



Nos educar, educar nossos filhos e as futuras gerações para amar a Deus é aprender que todos somos um conectados, ao mesmo tempo somos únicos nessa orquestra divina chamada humanidade, tocando suas músicas com os instrumentos que a Terra nos dá. Bênção em hebraico significa gratuito, porém são as bênçãos mais caras quando nossa educação nos limita e nos dificulta a deixar nosso legado único na Terra. Talvez Deus nos mandou um WhatsApp espiritual que ainda não aprendemos a decifrar essa linguagem única. Ela une as tecnologias que criamos com a natureza e nosso ser capaz de inovar a si e o mundo que vivemos. 



Talvez esse seja o décimo primeiro mandamento que integra todos ou melhor o primeiro  que “resume todos “Não terá outros deuses diante de mim." Entre o zero e o infinito temos que criar métricas para inovar e criar outros mundos, entre elas o amor, a educação, o trabalho, a natureza do qual somos parte, criando diálogo para compreender cada vez mais a si e o mundo que vivemos para inovar. 



Este texto contém conceitos e linguagens econômicas, sociais, ambientais, espirituais, tecnológicas, artísticas e outros que como fios de redes vão se entrelaçando em formas complexas, dando vida às novas formas de ser, gerando outras atitudes, incluindo inovações. Inovar e educar andam juntos entrelaçando sonhos e desafios que geram sementes de qualidade para novas colheitas. De um pequeno grão de terra a Terra da Sabedoria.




Por Egidio Guerra é Empreendedor, Educador e Cineasta. Fellow Ashoka, atuou como consultor do Banco Mundial, ONU, fundador de várias organizações do terceiro setor, executivo em multinacionais e governos. Foi eleito Empreendedor de um novo Brasil pela Exame e recebeu prêmios do Presidente da Unesco e Ministra da Ciência e tecnologia em Bilbao e outros reconhecimentos no Brasil e outros países.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Ação Ecossistema e Sinfonia educacional.



Leva um determinado espaço, tempo ou, em muitas ocasiões, não é possível determinar, o momento em que o verdadeiro aprendizado adquirido pelos alunos em uma disciplina curricular de cunho academicista ganha impacto, ou seja, quando um determinado saber transforma sua trajetória de vida. Os limites de avaliação por prova privilegiam apenas uma forma de aprender focada em conceitos ou apenas no raciocínio e razão letrada. Esses itens também podem ser avaliados em vivências ou experiências estabelecidas em espaços educacionais determinados como "não escolares” (Severo, 2015). Nesses espaços o saber acaba por ser necessário para superar desafios, colaborar com outras pessoas em projetos, desenvolver autonomia, além da gama de capacidades críticas e criativas do ensino superior importantes para a produção de conhecimento, ao mesmo tempo que colabora com a sociedade em que vivemos (Burke, 2020).



Ao mesmo tempo, a curricularização da extensão nos abre uma oportunidade para ofertar aos alunos e professores das universidades, espaços educacionais não-escolares que possam atender a essa demanda conectando via plataforma digital. Criei um nome e conceito para essa plataforma digital aberta intitulando-a de: “Ecossistema e Sinfonia educacional”. Tal nomenclatura se dá, pois oferta e apresenta esses espaços educacionais não-escolares que serão cadastrados por educadores e/ou dirigentes de organizações não-governamentais (ONGs), de políticas públicas, do intitulado "Sistema S" e de projetos de extensão das Instituições de Ensino Superior (IES), gerando conexões de maneira harmônica entre diversos projetos. 



Esse portal busca geolocalizar esses espaços educacionais não-escolares nas comunidades e cidades onde estão presentes, e assim dando informações , incluindo a história dessas localidades, seus indicadores econômicos e socioeducacionais, desafios e outros, sendo apresentados por vozes e representantes dessas comunidades (Terra; Gordon, 2002). Essa ferramenta possui o papel de dialogar com alunos e professores, representantes das comunidades, mas também com poder público, empresas, e ONGs que atuam ou podem atuar em sinergia com esses espaços educacionais não-escolares, desenvolvendo importantes caminhos de aprendizagem e suas respectivas possíveis transformações (LOVELUCK, 2018).



Por isso se trata de um verdadeiro "Ecossistema Digital”, pois ao cadastrar e organizar uma rede de espaços educacionais não-escolares, busca gerar uma sistemática sinfonia educacional entre professores, alunos, comunidades, organizações não-governamentais - ONGs, poder público e empresas. 



Isso é o que denomino dentro de minha trajetória acadêmica, desenvolvimento metacognitivo e lutas por mudanças sociais, a elaboração sistêmica de uma  "sinfonia educacional” que acontece nos espaços educacionais não escolares complementares à escola e universidade, mas também e de forma complementar na plataforma digital, incluindo celulares onde os alunos vão receber suas missões educacionais inspiradoras para realizar nos espaços educacionais não-escolares, os quais serão complementares as disciplinas que estão realizando. Em seus celulares ou notebooks poderão fazer registros e memórias dessas experiências com relatos, fotos e vídeos na mesma concepção de um diário de campo visando uma metacognição.


             

Buscamos com esse portal e rede de espaços educacionais não escolares contribuir com os objetivos de desenvolvimento Sustentável - ODS da agenda 2030 (ONU, 2015) que definem que todos os setores devem participar no alcance das metas e na construção de caminhos para o acesso a direitos. Acreditamos que os espaços educacionais não escolares podem contribuir muito, incluindo na aproximação e diálogo entre setores no Brasil injusto, desigual, e violento (Souza, 2018).



Um primeiro objetivo da pesquisa e da Plataforma é atualizar e/ou construir os dados sobre a situação das crianças e adolescentes hoje no Brasil, assim como estabelecer metas de acordo com as Objetivos do Desenvolvimento Sustentável - ODS para as Universidades, Escolas, Cidades e espaços educacionais não-escolares que aderirem à Plataforma Ecossistema e Sinfonia Educacional. 



Dessa forma sistêmica, será elaborada uma rede de atores sociais comprometidos com os processos de transformação, reelaborando uma educação que emerge de uma teia de sentidos sociais vivos. É na tessitura da pessoa com a sua realidade que a mesma acaba por transformá-la em demasia, não apenas dialogando sobre a natureza social, mas se entendendo como uma, partindo do princípio basilar de que a construção de uma nova forma de sociedade é também seu papel enquanto sujeito ativo no mundo (FREIRE, 2019). 



Essa plataforma digital torna-se um instrumento de ensino, pesquisa e extensão visando problematizar as correlações entre educação e garantia de direitos na construção coletiva do bem-estar de todos (as) no contexto escolar e comunitário (Sen, 2018);  tendo os espaços educacionais não escolares como meio de acesso a esses direitos através da aproximação entre diferentes cursos das universidades com escolas e comunidades. A plataforma buscará desenvolver metodologias e pesquisas para mapear as concepções sobre bem-estar de estudantes, profissionais da educação e familiares de estudantes, em contextos pós-pandemia covid-19; a luz de suas vivências, experiências, missões educacionais e registros de memórias nos espaços educacionais não escolares e escolares. 



A plataforma digital e o conceito de um ecossistema e sinfonia educacional podem contribuir no seu formato focado em missões educacionais, como temos realizado na primeira cidade modelo em Paraipaba, no Ceará, em parceria com a prefeitura, Universidade Federal do Ceará - UFC e Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL, tendo em vista que é preciso, na dimensão dos objetivos específicos desta investigação: a) Relacionar a garantia de direitos nos cotidianos das infâncias e adolescências com as percepções sobre bem-estar enunciadas coletivamente, em contextos pós-pandemia covid-19; b) Identificar estratégias para formação de profissionais da educação na promoção e fortalecimento coletivo do bem-estar (das gerações atuais e futuras) nos contextos escolares e comunitários; c) Promover a construção corresponsável de tecnologias para o desenvolvimento sustentável e melhora da qualidade de vida no contexto escolar e comunitário. Visamos gerar sinergias entre escolas, projetos de extensão das universidades, ONGs, Sistema S, políticas públicas nas comunidades e cidades pela plataforma digital. 


   

Busco alinhar essas pesquisas visando a produção de um Plano Político Pedagógico, da plataforma digital, baseada num prática pedagógica que busca a sinfonia educacional e sinergia entre pessoas e organizações de vários setores da sociedade, visando juntas impactar e melhorar as condições e qualidade de vida das comunidades pobres. 



Teci redes em torno de desafios pessoais e coletivos que me ajudaram a construir o currículo da minha vida, num processo metacognitivo planejando minha vida desde os 15 anos, pois sempre que um questionamento me despertava na jornada, ia em busca de pesquisar autores(as) que escreveram sobre isso e experimentar vivências que me desafiavam a construir novos caminhos com novas ideias, organizações, práticas e uma postura ética que sim, podemos fazer a diferença no mundo e em nossa vidas, todavia isso depende de redes e de como educamos nosso ser em tempo integral para uma vida plena. RANCIERE



Esse processo todo se dá conforme os objetivos da Organização das Nações Unidas - ONU e a participação efetiva de alunos e professores das universidades em espaços educacionais não escolares contribuindo para sua formação e meta cognição; num mundo em profundas transformações tecnológicas e digitais, incluindo fake news e fragilidade democráticas nos governos, mudanças climáticas, engenharia genética, robótica, e avanços do crime organizado, brutais desigualdades e violências (ABRANCHES, 2020; HARARI, 2016; WALLACE-WELLS, 2019)