Pelo fim do fascismo e do nazismo, pela vitória do povo nas ruas
I. A convocação
Em 1945, o fascismo e o nazismo foram enterrados por exércitos e por uma aliança de Estados. O mundo respirou, mas as sementes ficaram sob a terra. Agora, em 2026, é o povo que cava a sepultura. Não com tanques. Com votos, com vozes, com corpos nas ruas, com a alegria indomável de quem descobriu que a história não é feita por generais, mas por multidões.
Esta é a convocação para a maior festa que o mundo já viu. Não uma festa de poder, mas uma festa de libertação. Não uma celebração de um líder, mas de um povo que se reconhece em si mesmo. É o começo do fim — não de um governo, mas de uma era.
II. O que enterramos
Enterramos o fascismo que se veste de terno e o nazismo que se esconde atrás de algoritmos. Enterramos o ódio que se disfarça de patriotismo, a mentira que se chama de liberdade, a exclusão que se apresenta como ordem.
Enterramos, junto com eles, a pobreza que humilha, a miséria que mata, a fome que envergonha. Enterramos o modelo de sociedade que destrói o planeta em nome do lucro, que queima florestas para plantar soja, que envenena rios para extrair ouro, que aquece o ar para encher cofres. Enterramos a lógica que trata pessoas como números e a Terra como mercadoria.
Enterramos tudo isso com a mesma pá com que enterramos o fascismo — porque são a mesma coisa. Não há luta contra o autoritarismo sem luta contra a desigualdade. Não há vitória sobre o nazismo sem vitória sobre a destruição do planeta.
III. Quem cava a cova
São os jovens da França que ocupam as praças contra a extrema-direita. São os jovens da Espanha que enchem as ruas contra o retrocesso. São os jovens do Brasil que descobriram que a democracia se defende com alegria, com arte, com votos, com festa.
São as mulheres que não voltarão para a cozinha. São os trabalhadores que não aceitarão a precariedade como destino. São os movimentos sociais que transformaram a dor em organização. São os povos indígenas que defendem a floresta como defendem a própria vida. São os cientistas que gritam os dados enquanto o mundo finge não ouvir.
E são também os empresários, os políticos, os países que entenderam que o circo dos Bolsonaros, dos Trumps, dos Netanyahus, dos Mileis é uma palhaçada que custa caro demais. A aliança é de baixo para cima, mas é ampla o suficiente para isolar os que apostam no retrocesso.
IV. O espírito de maio de 68
Como em maio de 68, dizemos: a imaginação ao poder. Como em maio de 68, recusamos este modelo de sociedade que nos quer consumidores passivos e cidadãos obedientes. Como em maio de 68, sabemos que a alegria é subversiva, que a festa é política, que ocupar as ruas é ocupar a história.
Mas agora é diferente. Não é só uma geração. É o mundo inteiro que se levanta. Não é só uma utopia. É uma eleição, é um voto, é uma vitória que se constrói voto a voto, rua a rua, coração a coração.
V. A visão
Vislumbramos um mundo em que o fascismo e o nazismo sejam lembrados como pesadelos antigos, não como ameaças presentes. Um mundo em que a pobreza e a miséria sejam relíquias de um passado que decidimos não repetir. Um mundo em que o planeta seja tratado como casa, não como depósito.
Vislumbramos um mundo em que a maior festa da democracia não seja um dia de tensão, mas um dia de alegria. Em que o voto não seja medo, mas esperança. Em que as ruas não sejam campo de batalha, mas palco de celebração.
VI. A convocação final
Conclamamos todo mundo: os que acreditam na justiça, os que acreditam na paz, os que acreditam na vida. Conclamamos os jovens, os velhos, os que ainda não nasceram. Conclamamos os que votam, os que marcham, os que cantam, os que escrevem, os que plantam, os que ensinam, os que cuidam.
Conclamamos todos a enterrar o fascismo e o nazismo — pela segunda e definitiva vez. A enterrar a pobreza, a miséria, a destruição do planeta. A enterrar o cinismo, a indiferença, o medo.
E a celebrar, com a maior alegria do mundo, o início de uma nova era: a era em que o povo, unido nas ruas, escreve a história com as próprias mãos.
A história os manda para a lata do lixo. Nós mandamos a alegria para as ruas.
Viva a maior festa do mundo. Viva o povo. Viva a vida.
Este manifesto é um chamado à esperança ativa: não a esperança que espera, mas a que organiza, vota, marcha e celebra. Porque a maior vitória não é a que se conquista com armas, mas a que se constrói com a alegria de quem sabe que a história está do lado de quem luta.

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