SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.
sábado, 16 de maio de 2026
Em 1939, Leon Feffer fundou a Indústrias Suzano de Papel e Celulose em São Paulo.
Em 1939, Leon Feffer fundou a Indústrias Suzano de Papel e Celulose em São Paulo.
O nome veio da cidade de Suzano, no interior paulista, onde a primeira fábrica foi instalada.
O mercado era papel.
O insumo era o pinheiro, que na época dominava a indústria brasileira de celulose.
Mas o pinheiro cresce devagar.
Leva décadas para atingir o porte necessário para o corte industrial.
Leon Feffer enxergou outro caminho.
O eucalipto, uma árvore originária da Austrália, havia sido trazida ao Brasil no século XIX para outros fins.
Era considerado inadequado para celulose.
A fibra era curta demais, dizia o mercado.
Feffer apostou no oposto.
Investiu em pesquisa para adaptar o eucalipto à produção de celulose.
A vantagem era decisiva.
Enquanto um pinheiro levava 25 anos para crescer, o eucalipto chegava ao ponto de corte em 7 anos.
No Brasil, com clima tropical e extensão territorial, isso significava uma vantagem competitiva que nenhum outro país do mundo conseguiria replicar.
Décadas de pesquisa e investimento depois, a fibra curta do eucalipto passou a ser reconhecida mundialmente como superior para determinados tipos de papel.
Em 2019, a Suzano concluiu a fusão com a Fibria, outra gigante brasileira do setor.
A operação criou a maior produtora de celulose de mercado do mundo.
Com capacidade de produção superior a 11 milhões de toneladas por ano.
Presente em mais de 80 países.
Dona de 1,5 milhão de hectares de florestas plantadas no Brasil.
Tudo construído sobre uma árvore que o mercado descartou.
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