Agora, em setembro, a China vai começar a ensinar IA para crianças a partir de 6 anos. Fiquei curioso para entender como a política funcionaria, já que na mídia só encontrava essa notícia, mas sem muito detalhes.
Quando fui fazer pesquisa de campo no país para o meu doutorado, isso em 2014, o país tinha conseguido uma nota absurda no PISA: os alunos de Xangai tinham batido o dobro da nota da média global.
Então queria saber como o país iria aplicar a medida de ensinar IA nos diferentes níveis educacionais - especialmente qual tipo de conhecimento e habilidade eles pretendiam trabalhar em cada ano escolar.
Pesquisei muito documentos. Até traduzi alguns originais, mas o melhor que encontrei é este ótimo material produzido pela China Media Project, que condensa toda a estratégia nesta tabela.
Fica fácil de ver que a China propôs diferentes abordagens para cada nível educacional: foco primário, conhecimentos, habilidades, pensamento e valores éticos.
Especialmente para os mais novos, achei importantíssimo trazer o pensamento computacional, a decomposição de tarefas e, principalmente, essa separação do que é humano do que é IA. Na nossa BNCC foi introduzido o pensamento computacional, mas a China vai muito mais fundo no foco em inteligência artificial.
Já para o ensino médio é surpreendente a proposta de desenvolver habilidades de construção de modelos de IA, além de despertar a importância de pensar a estratégia nacional de tecnologia.
É uma medida que vai fazer a diferença no médio e longo prazo para um país que sabe onde quer chegar.
O que acharam?
O link para o conteúdo original está nos comentários!
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