SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.
sábado, 23 de maio de 2026
E se, em vez de "trazer cultura" às comunidades, o Estado primeiro aprendesse a ouvir a cultura que já existe lá?
E se, em vez de "trazer cultura" às comunidades, o Estado primeiro aprendesse a ouvir a cultura que já existe lá?
No meu último post no blog, escrevo sobre os Pontos de Cultura no Brasil: uma das experiências mais importantes de política cultural comunitária na América Latina.
O caso é muito interessante porque inverte uma lógica que está muito presente na gestão pública: não se baseia na falta, mas no poder. Não imagina as comunidades como receptoras passivas de programas projetados de cima, mas como territórios onde conhecimento, práticas, redes, memórias e formas de organização cultural já existem.
Também não se trata de romantizar os Pontos de Cultura, já que eles também mostram enorme aprendizado, mas também tensões reais: burocracia, descontinuidade política, dificuldades de financiamento, problemas de escala e a distância entre o reconhecimento institucional e os recursos concretos.
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