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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Por que a segunda e a terceira maiores economias da América Latina têm menos crédito bancário do que alguns dos países mais problemáticos do mundo?


 Por que a segunda e a terceira maiores economias da América Latina têm menos crédito bancário do que alguns dos países mais problemáticos do mundo? ↓


Leitores antigos da Latinometrics sabem que já chamamos o Brasil de capital bancária da América Latina, título que o país conquistou por meio da mistura de gigantes bancários centenários, os maiores da região, ao lado de inovadores disruptores fintech.

Bem, se o Brasil é o centro do mapa financeiro da região, então o México é a ilha mítica remota da qual os marinheiros falam em lendas.

Afinal, a segunda maior economia da América Latina possui um cenário financeiro singularmente peculiar, no qual as ofertas de crédito do setor privado doméstico se assemelham mais a economias muito mais problemáticas como Argentina ou Nicarágua do que a pares mais tradicionais como Brasil ou Chile.

Em média, as empresas mexicanas conseguem obter metade do crédito como porcentagem do PIB (25%) do que suas pares no restante da América Latina, com 47%. Essa lacuna de financiamento sozinha explica por que a economia mexicana continua funcionando com autosserro, empréstimos familiares, crédito de fornecedores, poupança informal... Na verdade, tudo menos o sistema bancário formal.

Se você acha que essa profundidade mínima de crédito é apenas algum problema macroeconômico obscuro para economistas na Cidade do México suarem, pense novamente.

Apenas 10% das empresas conseguiram financiamento em 2023, um número baixo que, na verdade, caiu em relação aos mais de 12% registrados em 2018, o que significa que a grande maioria das empresas mexicanas opera sem crédito externo.

💌 A história continua...

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