SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.
segunda-feira, 15 de junho de 2026
A pergunta que fica: o que separa quem sobe de quem cai? Política pública intencional ou apenas herança econômica?
O Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (IBID) 2025, divulgado pelo INPI, traz um retrato revelador.
São Paulo lidera com 0,872 pontos, o equivalente a 3 vezes a média nacional (0,290). Uma distância que não é nova: SP ocupa o topo da série histórica desde 2014.
O top 10 permaneceu inalterado entre 2024 e 2025: SP, SC, PR, RJ, RS, MG, DF, ES, GO e MS. Estabilidade no curto prazo. Mas o médio prazo conta outra história.
⬆️ Quem mais cresceu (em 10 anos)
O Paraná subiu da 6ª para a 3ª posição entre 2015 e 2025 e reduziu em 6 pontos percentuais a distância para SP. Integração entre universidades, parques tecnológicos e startups construída sistematicamente explicam o avanço.
⬆️ Surpresa do ano
O Amazonas foi o estado que mais avançou entre 2024 e 2025, saltando do 20º para o 17º lugar e assumindo a liderança regional no Norte. Fomento à pesquisa e aproximação com startups contribuíram para esse quadro.
⬇️ Quem perdeu terreno
O Rio de Janeiro caiu da 2ª para a 4ª posição na última década. O estado ainda pontua bem em infraestrutura e resultados de inovação, mas a desindustrialização nos setores de alta tecnologia, especialmente em química e eletrônica, comprometeu o ecossistema inovador ao longo dos anos. Crise fiscal crônica e fuga de empresas agravam o cenário.
O paradoxo nordestino
8 dos 9 estados nordestinos apresentam desempenho em inovação acima do esperado para seu nível de renda. Energia renovável, universidades públicas e eficiência na conversão de recursos aparecem como fatores. Mas só 6 estados ficam acima da média nacional.
A pergunta que fica: o que separa quem sobe de quem cai? Política pública intencional ou apenas herança econômica?
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