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segunda-feira, 15 de junho de 2026
China e EUA estão presos em uma corrida silenciosa e de alto risco pelas cadeias de suprimentos de minerais críticos da América Latina ↓
China e EUA estão presos em uma corrida silenciosa e de alto risco pelas cadeias de suprimentos de minerais críticos da América Latina ↓
Notavelmente, em termos gerais de investimento, empresas americanas conseguiram abrir vantagem no Chile e mantiveram sua dominância nas duas maiores economias da região, Brasil e México. No entanto, em países andinos como Argentina e Peru, até mesmo aliados firmes dos EUA como a Colômbia, as empresas chinesas de mineração tiveram desempenho muito superior, no caso argentino, com mais de US$ 16 bilhões a mais.
As parcerias estratégicas da administração Trump e a atividade da recentemente revitalizada Development Finance Corporation (DFC) podem desempenhar um papel no desenvolvimento do investimento americano nos setores de mineração desses países, mas mais será necessário. No caso da Argentina, reconstruir a confiança das empresas estrangeiras após décadas de desconfiança e longos casos de nacionalização será uma necessidade — sem falar da Venezuela, que as empresas americanas praticamente abandonaram por anos, deixando em aberto para empresas chinesas.
Ainda assim, não subestime a importância dos laços bilaterais para a cooperação em minerais críticos, ou vice-versa. Ao contrário de casos como Chile ou Equador, o Brasil não é um aliado ideológico dos EUA hoje, nem mesmo um país mais dependente do comércio americano do que do comércio chinês.
Considerando os vastos depósitos de nióbio, estanho, manganês e outros minerais críticos e terras raras do Brasil, para os quais acredita-se que o país possua as segundas maiores reservas do mundo, depois da China, fica claro que o gigante da América do Sul tem o maior potencial para empresas estrangeiras, sejam elas dos EUA ou da China.
Assim, até mesmo o governo dos EUA, notavelmente pouco diplomático, tem se comportado bem nos últimos meses, superando lacunas ideológicas e partidárias com clara disposição para cooperar no desenvolvimento dos depósitos minerais do Brasil.
O Brasil já obteve mais de US$ 14 bilhões em investimentos americanos em mineração desde 2000, mas será necessário muito mais se os EUA quiserem criar sua própria cadeia de suprimentos centrada nas Américas para as tecnologias do futuro.
💌 A história continua...
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