SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.
domingo, 3 de maio de 2026
Crise de confiança no time quase sempre cai em um desses três elementos.
E cada um pede uma correção diferente.
Em 14 anos dentro do RH corporativo, vi a palavra “confiança” aparecer em reuniões, em planos de cultura, em PDIs — e hoje, desse lado, falo sobre o processo de confiar. Sim, é construção.
E, para materializar esse processo, desenhei aqui o que chamo de Triângulo da Confiança Organizacional. Há outras camadas na construção da confiança? Sim. Mas essas estão sempre no centro das crises.
1. Verdade.
É a disposição de comunicar mesmo quando dói. Devolver um feedback difícil sem anestesiar. Admitir um erro de direção em reunião. Dizer o que a empresa não vai conseguir entregar antes que o colaborador descubra sozinho.
Verdade sem coerência vira discurso vazio. E eu digo há anos, a verdade transforma e também desenvolve.
2. Coerência.
É fazer o que foi prometido, repetidamente, ao longo do tempo. Prazos de decisão que batem com a prática. Política de feedback que vale também pro C-level. Regra que não muda de acordo com quem está na sala.
Coerência sem cuidado vira burocracia.
3. Cuidado.
É o interesse genuíno pela pessoa, não só pelo resultado dela. Saber o que está pesando antes de cobrar a entrega. Lembrar do que foi dito no 1:1 do mês passado. Perguntar como está, e esperar a resposta real.
Cuidado sem verdade vira manipulação.
Os três se apoiam juntos. Se um cai, os outros não seguram.
Antes da próxima conversa sobre engajamento ou clima, pergunte qual dos três está rachado no time.
É um diagnóstico mais útil que qualquer pesquisa de pulso.
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