Esse mapa do @BrasilEmMapas mostra a evolução da população com ensino superior completo entre 1990 e 2022.
O salto é claro. A média nacional sai de 5,7% para 18,4%. É um avanço relevante, sobretudo quando lembramos o ponto de partida.
Mas o mapa chama atenção por outro motivo.
O crescimento não aconteceu da mesma forma em todo o país.
Enquanto alguns estados avançaram de maneira mais consistente, outros permanecem em níveis bem mais baixos. A diferença, que já existia, continua ali. Em alguns casos, mais visível.
Isso costuma aparecer pouco no debate. Fala-se muito em expansão, número de vagas, crescimento do sistema. Menos sobre como isso se distribui.
E essa distribuição importa. A presença de ensino superior em um território está ligada a formação de professores, capacidade de gerar conhecimento, qualificação da força de trabalho. Quando isso se concentra, os efeitos também se concentram.
Não é só uma questão educacional. É desenvolvimento.
Outro ponto que o mapa sugere, ainda que indiretamente, é o papel da estrutura. Onde há universidades mais consolidadas, políticas continuadas e maior densidade institucional, o avanço tende a ser maior.
Não é automático. O país cresceu em acesso ao ensino superior. Mas, olhando com mais cuidado, dá para ver que esse crescimento ainda segue um padrão conhecido.
E talvez seja justamente aí que está o principal desafio daqui para frente.
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