Tereza tem 77 anos, trabalha e mora sozinha, com autonomia e independência.
Todavia, ela vive num lugar em que, ao fazer 75 anos, a pessoa é convidada a se retirar da vida e ir para uma colônia de idosos.
Um dia, ao voltar para casa, ela encontra uma láurea fixada na sua porta e é “agraciada” com uma medalha pelo tempo de vida que ela dedicou ao país. A funcionária pública que a espera lhe faz algumas perguntas: tem algum problema de mobilidade? Consegue ir ao banheiro sozinha? Precisa de cadeira de rodas, andador, muleta ou fralda?
No dia seguinte, ela é demitida, por ordem do governo, com o argumento de que é chegada a hora dela descansar.
“O que eu vou fazer em casa sem trabalho?”, pergunta ela ao chefe.
Logo ela descobre que sua filha foi designada como sua tutora e inclusive já está sendo remunerada pelo governo para exercer essa função.
Mas Tereza não quer deixar de viver, ela quer voar! E, ao descobrir que o “sistema” não lhe permite fazer nada sem a autorização da filha, junta todas as suas economias e empreende uma fuga clandestina que, depois de um tempo, termina com ela sendo trazida de volta para a filha pelo “cata velho”.
Inconformada e engenhosa, Tereza consegue driblar a operação “a caminho da colônia” e empreende uma aventura em busca da liberdade...
Esse é o fundamento de “ O último azul”, filme brasileiro que assisti e não me sai da cabeça: será que essa história “distópica” é tão diferente do que estamos fazendo com as pessoas 50, 60, 70, 80, 90+ do nosso Brasil?
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