SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Talvez o networking descartável já tenha engolido seu caráter.






 Eu nunca deixo alguém sem resposta. Mas quase ninguém mais responde.


Pode demorar. Pode ser à noite, no fim de semana, entre uma reunião e outra.

Mas eu respondo. WhatsApp, LinkedIn, e-mail — não importa o canal.

Porque pra mim, responder é respeito. É presença. É humanidade.

Só que, cada vez mais, o silêncio virou a nova etiqueta:

✔️ Visualizar.
✔️ Ignorar.
✔️ Fingir que não viu.
✔️ Postar sobre "valores humanos".

O que está acontecendo com as pessoas?

Pessoas que falam de empatia em painéis, mas ignoram mensagens básicas.

Gestores que pregam cultura de feedback, mas somem quando o assunto é gente.

Profissionais que se vendem como "líderes humanos", mas tratam conexões como spam descartável.

Vivemos a era da hiperconexão e da hiperausência.

Todo mundo online, mas quase ninguém disponível.

Todo mundo postando sobre humanização, mas quase ninguém sendo humano.

Responder virou exceção. E a exceção revela quem ainda tem alma nesse jogo.

Porque não é sobre tempo. É sobre valor.

Não é falta de tempo. É sobre respeito.

É sobre reconhecer que do outro lado existe uma outra pessoa esperando uma simples resposta que pode ser um “sim” ou um “não”.

Alguém que confiou, que esperou, que merece mais do que o silêncio covarde da conveniência.

Se você ainda responde, parabéns! Você é resistência contra o algoritmo da indiferença.

Se você parou de responder, cuidado! Talvez o networking descartável já tenha engolido seu caráter.

No fim das contas, o que nos conecta não é a tecnologia. É a empatia!

E essa, meu caro colega, não tem botão de arquivar.

E você? Ainda responde ou já virou mais um fantasma?

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