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sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Um professor de História da rede estadual do Tocantins morreu de infarto em Recursolândia



. Seu nome era Carlos Eduardo Meira Batista, conhecido como Kadu, tinha apenas 29 anos. Natural de Brumado (BA), ele havia ingressado como servidor efetivo em 2024 e faleceu um dia antes da publicação de sua remoção da escola onde supostamente teria acontecido o ambiente hostil que o adoeceu.


Colegas e amigos relataram que ele sofria perseguição e bullying no ambiente escolar. Segundo depoimentos, alunos chegaram a jogar bolinhas de papel com pedras enquanto ele escrevia no quadro. Também foram feitas denúncias de assédio e hostilidade por parte da gestão. Para tentar resistir, Kadu chegou a usar três medicamentos de tarja preta. Ele apresentou ao menos três pedidos de remoção, com laudos médicos que comprovavam a necessidade de mudança. O primeiro foi negado por estar em estágio probatório. O segundo foi aceito e seria publicado justamente no dia seguinte à sua morte.

A morte de Kadu é mais do que uma tragédia individual. É um grito coletivo. Um lembrete de que a saúde mental dos educadores precisa ser prioridade. Porque cada vida importa. Nenhum professor deveria morrer esperando por dignidade.

E os números escancaram essa realidade: 7 em cada 10 professores no Brasil já tiveram a saúde mental afetada pelo trabalho e mais de 1 em cada 3 precisaram de afastamento médico. Isso mostra que a história de Kadu não é exceção, mas parte de um cenário estrutural de adoecimento que não pode mais ser ignorado.

É também um lembrete de que, assim como a sala de aula pode nos adoecer, as relações com os colegas e com a gestão também podem minar nossas forças físicas e emocionais. Por isso, cuidar do outro e cultivar respeito no ambiente escolar é tão urgente quanto ensinar qualquer conteúdo.

E você? Conhece algum professor que também pode infartar enquanto aguarda uma resposta da gestão?

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