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domingo, 7 de junho de 2026

O Brasil, que amargou a 55ª posição entre 58 países avaliados em matemática, à frente apenas de Marrocos, Kuwait e África do Sul.


 Os resultados da última edição do TIMSS (Estudo Internacional de Tendências em Matemática e Ciências) revelaram um cenário crítico para o Brasil, que amargou a 55ª posição entre 58 países avaliados em matemática, à frente apenas de Marrocos, Kuwait e África do Sul. A média por aqui foi de 400 pontos, muito abaixo da média internacional (503 pontos).

  Os dados revelam que 51% das nossas crianças não dominam o básico da matemática: não sabem a tabuada, interpretar gráficos simples ou resolver somas com três algarismos, como "109 + 212". Elas sequer alcançaram o nível de proficiência considerado "baixo" pela prova. 😱 O dado que mais incomoda? Esses são alunos de 9 anos. Estamos falando das bases do aprendizado e elas estão muito frágeis. O estudo também revelou que fatores como bullying, nível socioeconômico e senso de pertencimento à escola influenciam diretamente o desempenho. Como exemplo, crianças que declararam sofrer bullying alcançaram 368 pontos contra 427 das demais. Portanto, não é só um problema de currículo, é um problema de contexto e de condições de aprendizagem. O TIMSS nos dá um dado que o IDEB, por razões metodológicas, não consegue capturar com a mesma clareza. Especialistas apontam que o IDEB tende a distorcer a realidade, pois inclui a taxa de aprovação (fluxo) no cálculo, o que pode criar uma ilusão de qualidade mesmo quando os alunos não dominam o conteúdo. Temos falado muito em alfabetização na idade certa, o que é legítimo. Mas numeracia na idade certa precisa ganhar a mesma urgência nas políticas públicas, pois um país que não ensina suas crianças a calcular e raciocinar desde cedo compromete o futuro do desenvolvimento nacional. O que você acha que mais impede o Brasil de avançar na Matemática? O problema é o currículo, o tempo na escola, ou as condições em que esse tempo acontece?

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