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sexta-feira, 5 de setembro de 2025

A vastidão do universo deveria nos ensinar humildade.



A vastidão do universo deveria nos ensinar humildade.

A Terra é apenas 1 em 3,2 trilhões de planetas em nossa galáxia.

O Sol, apenas 1 entre 200 bilhões de estrelas na Via Láctea.

E a Via Láctea, só mais uma entre 2 trilhões de galáxias no universo observável.

Diante dessa imensidão, somos literalmente centelhas de poeira cósmica, frágeis e passageiros.

Ainda assim, insistimos em guerras, egoísmo, soberba e na destruição dos recursos que nos sustentam.

Se há algo verdadeiramente sensato que a humanidade pode deixar como legado, não é poder, não é riqueza, não são monumentos: é a garantia do essencial. Deixar para quem ainda não chegou.

Água limpa e potável, solo fértil sem contaminação e ar respirável.

Esse seria o maior ato de grandeza da nossa breve existência no cosmos.

A vastidão do universo nos reduz à condição de poeira cósmica.

Ainda assim, temos a ousadia de agir como se fôssemos os donos da eternidade.

Deixar água limpa, solo fértil e ar respirável deveria ser o mínimo de lucidez da humanidade.

Mas parece que preferimos deixar uma herança de fumaça, plástico e relatórios de “crescimento econômico”.

Afinal, nada mais irônico do que acreditar que somos senhores do universo quando mal conseguimos garantir o básico no pequeno ponto azul onde vivemos.

É quase cômico: acreditamos ser “senhores do universo”, mas somos incapazes de manter em pé o único planeta onde podemos respirar sem manual de instruções.

Carlos Alberto Tavares Ferreira 🌱💧

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