SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

sábado, 29 de novembro de 2025

O metrô recebia milhares de reclamações por mês.

 



Início dos anos 2000. Londres.


O metrô recebia milhares de reclamações por mês.

A pior delas?

“A espera é insuportável.”

A engenharia apresentou o diagnóstico:

Para reduzir a sensação de demora, seria preciso:
– Aumentar velocidade dos trens
– Reformar túneis
– Modernizar sistemas
– Investir centenas de milhões de libras

Demoraria anos. Custaria fortunas.

Mas antes de aprovar o megaorçamento,
o governo chamou um time de psicólogos comportamentais.

Eles fizeram uma pergunta simples:

“A espera é realmente longa — ou só parece longa?”

O que descobriram chocou todo mundo:

O tempo objetivo não era o problema.
O tédio era.

A sensação de espera aumenta quando a pessoa não tem nada para fazer.

Então propuseram algo ridículo de simples:

Instalar espelhos nas plataformas.

Sim. Espelhos.

Psicologia pura:

Quando as pessoas se veem, ajustam roupa, arrumam cabelo, observam outros.
O cérebro ganha estímulos.
A percepção de tempo encurta imediatamente.

Custo?
Quase zero.

Impacto?
Queda brusca nas reclamações.

Sem novos trens.
Sem reformas.
Sem milhões queimados.

A lição não é sobre metrô.

É sobre estratégia.

Empresas quebram tentando resolver problemas técnicos…
que na verdade são problemas humanos.

Nem toda dor exige um bilhão.
Às vezes exige compreensão.

Leaders brilhantes perguntam:
“Qual é a causa real — não a óbvia?”

Porque enquanto muitos tentam acelerar os trens…
os melhores colocam espelhos.

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