SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

domingo, 30 de novembro de 2025

Dores e Revolta! Quando a Vaidade Sufoca o Humanismo por Egidio Guerra.





Em um mundo onde milhares de gritos silenciosos ecoam de revoltas e injustiças, testemunhamos uma epidemia de duplicidade. Pessoas constroem fachadas meticulosas para suas famílias, amigos e para a sociedade, traindo a confiança alheia em nome de uma vaidade doentia e de uma luxúria desmedida. 

Elas tecem falsas narrativas, adaptando suas roupas, discursos e até seus valores de acordo com a pessoa e o contexto, tudo para alcançar objetivos escusos. Neste jogo de aparências, traem, roubam e enganam justamente aqueles que ainda acreditam no amor, na dignidade e no poder de transformar vidas. É uma dor que só compreende quem a vive: uma revolta interior que grita, mas que, paradoxalmente, fortalece a resolução de continuar lutando. 

Lutamos por um amor puro e sincero, desprovido de jogos e traições. Almejamos resgatar o que ainda há de humano, genuíno e justo em cada indivíduo, sem trampolins imorais, sem o uso do sexo como arma e sem a manipulação da mentira. 

Essa patologia moral não escolhe profissão. Encontramo-la em políticos que se vendem como defensores dos pobres, em empresários inescrupulosos, em artistas que exploram a inocência e em criminosos de todos os tipos. A pergunta que fica, ecoando como um lamento, é: por que tanta maldade? 

Esses indivíduos mentem até para Deus, frequentam templos com a alma em frangalhos, enganam as próprias famílias—pais, cônjuges, filhos—que lhes deram a vida e o apoio incondicional. Agem com uma frieza imune, sem um pingo de caráter, colocando-se arrogantemente acima da divindade e da sacralidade da vida. Suas vítimas preferenciais são sempre os mais frágeis: os pobres, os ingênuos, os que ainda ousam acreditar em palavras bonitas sobre amor e justiça social. 

Diante desse cenário, a revolta não é um grito de derrota, mas um clamor por integridade. É a recusa em se calar perante a corrosão do caráter. Seguiremos em frente, exigindo verdade e lutando pelo que é autenticamente humano, pois a esperança de um mundo mais justo reside naqueles que, mesmo feridos, se recusam a perder a fé no que é puro e sincero. 

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