A educadora paraense Noah Chiavenato , fundadora do Instituto Educacional Chiavenato em Belém, foi reconhecida com o Prêmio Inclusão em Neuroeducação Brasil pelo trabalho pioneiro com crianças autistas não verbais.
Seu projeto alia ciência, sensibilidade e inovação pedagógica, aplicando práticas multissensoriais que respeitam o ritmo de cada aluno. A metodologia combina a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), abordagem baseada em evidências que promove aprendizado por meio de reforços positivos, com a Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA), que amplia as formas de expressão através de imagens, símbolos, gestos e recursos tecnológicos.
Essa integração abre caminhos para que crianças que não usam a fala como principal forma de comunicação desenvolvam leitura, escrita e autonomia, garantindo acesso à alfabetização de forma estruturada e personalizada.
O impacto é global: segundo o CDC, cerca de 30% das crianças com Transtorno do Espectro Autista são não verbais ou minimamente verbais. A Organização Mundial da Saúde estima 70 milhões de pessoas com autismo no mundo, o que significa que aproximadamente 21 milhões de indivíduos enfrentam barreiras significativas na comunicação e poderiam se beneficiar dessa metodologia inovadora.
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