Embora o termo "datacenter" só tenha surgido décadas depois, essa instalação na Universidade da Pensilvânia (EUA) é reconhecida por muitos como o marco zero, o embrião de tudo o que conhecemos hoje.
O infográfico abaixo mostra uma ilustração do que seria o ENIAC (1946).
Com suas 30 toneladas, ele não era apenas um equipamento em uma sala. Ele era a própria instalação.
Mas o que fazia essa máquina funcionar?
O coração do ENIAC era composto por suas 17.468 válvulas a vácuo.
Pensa nelas como as "avós" dos chips modernos: pareciam lâmpadas de vidro e funcionavam como interruptores eletrônicos gigantes para realizar os cálculos (os 0s e 1s).
O problema é que, assim como lâmpadas incandescentes antigas, elas geravam um calor imenso e queimavam frequentemente.
Para não derreter, a refrigeração era na "força bruta": ventiladores industriais gigantescos empurravam ar para dentro dos racks. Mesmo assim, a temperatura da sala frequentemente passava dos 40 °C.
E ainda, a operação envolvia uma rotina diária e complexa de caçar e trocar válvulas queimadas para manter a máquina rodando.
Mas como era a "programação"?
Era um trabalho manual e físico de reconectar centenas de cabos nos painéis.
Quem dominou essa "máquina"?
Um time de seis mulheres matemáticas brilhantes: Jean Bartik, Marlyn Meltzer, Ruth Teitelbaum, Betty Holberton, Frances Spence e Kay Antonelli.
Sem manuais ou precedentes, elas desvendaram a lógica do ENIAC e se tornaram as verdadeiras pioneiras da programação. Um legado fundamental, mas não reconhecido na época.
O ENIAC é um lembrete poderoso de que a computação nasceu como um desafio físico e tangível.
Hoje, evoluímos da troca de válvulas quentes para a orquestração de contêineres globais na nuvem, mas o DNA da infraestrutura dedicada de missão crítica, que sustenta todo o nosso mundo digital moderno, começou exatamente nessa sala.
Com essa engenharia bruta e essas mentes pioneiras. E continua até hoje nos datacenters mais modernos e sustentáveis.
Ative para ver a imagem maior.
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