SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

APRENDER A OLHAR COMO ATO REVOLUCIONÁRIO: O ENGANO DA TELA PLANA E A PONTE ENTRE CORPO E MUNDO. Por Egidio Guerra


 

Uma jornada filosófica por Learning to Look de Alva Noë, as fronteiras da robótica incorporada e a descoberta de que não vemos com os olhos — vemos com o mundo


PRÓLOGO: O ENGANO DA TELA PLANA

Há uma mentira silenciosa no centro da nossa cultura. Uma mentira tão antiga, tão naturalizada, que a repetimos sem pensar: a mente está dentro do cérebro, e o cérebro está dentro do crânio, e o mundo está lá fora, separado, distante, morto.

Essa mentira tem consequências. Ela nos ensina que perceber é como tirar uma foto — o mundo projeta luz nos nossos olhos, e o cérebro "processa" a imagem, como um computador. Ela nos ensina que pensar é manipular símbolos internos, como um programa de computador manipulando bits. Ela nos ensina que somos espectadores, não participantes. Que o mundo é um palco, e nós, plateia.

Alva Noë passou três décadas desmontando essa mentira.

Filósofo da Universidade da Califórnia em Berkeley, formado por Harvard, Noë é uma das vozes mais originais da filosofia da mente contemporânea. Seu livro "Action in Perception" (2004) foi um terremoto na ciência cognitiva. Sua obra mais recente, "Learning to Look: Dispatches from the Art World" (Oxford University Press, 2021), é algo raro: um livro de filosofia que pode ser lido em qualquer ordem, como um álbum de canções. Cada ensaio começa com um encontro real com uma obra de arte — um show de Pina Bausch, um filme de RoboCop, uma canção de Bob Dylan, um quadro de Vermeer — e se expande para questões profundas sobre a natureza da experiência humana.

O título é emprestado de Joshua C. Taylor, cujo Learning to Look foi o primeiro livro sobre arte que Noë leu. Mas Noë vai além. Ele propõe que arte não é algo que contemplamos — é algo que fazemos. E o que fazemos, quando olhamos para arte, é ensaiar um modo mais profundo de estar no mundo.

"Experiencing art — letting it do its work on us — takes thought, attention, and focus. It requires creation, even from the beholder. And it is in this process of confrontation and reorganization that artworks can lead us to remake ourselves." 

A arte é uma tecnologia para nos reinventarmos. E o enativismo — a teoria que Noë ajudou a forjar — é a ferramenta filosófica que explica como isso é possível.


CAPÍTULO I: O QUE É ENATIVISMO? (OU: POR QUE SEU CÉREBRO NÃO É UM COMPUTADOR)

O enativismo nasceu de um livro seminal: "The Embodied Mind" (1991), de Francisco Varela, Evan Thompson e Eleanor Rosch. Varela, um biólogo chileno que também era monge budista, propôs uma ideia radical: a cognição não é a representação de um mundo pré-dado. A cognição é a ação que traz o mundo à existência para o organismo.

A palavra-chave é "enaction" (ação interna, ato de trazer à existência). O organismo não recebe passivamente informações do ambiente. Ele enactua um mundo — cria significado através da interação.

Como explicam Kevin Sinclair em sua tese sobre Noë e O'Regan, o enativismo propõe que:

"Perceptual experience is constituted by the perceiver's mastery of the laws of movement-related sensorimotor contingencies, rather than by the perceiver's purported ability to translate sensory data into a representation of the world." 

A experiência perceptiva não é uma tradução de dados sensoriais em representações. É o domínio das leis que governam as relações entre movimento e sensação. Você sabe o que é uma maçã não porque seu cérebro construiu uma imagem interna dela, mas porque você sabe como suas sensações mudariam se você andasse em torno dela, se a tocasse, se a mordesse.

O mundo não é uma imagem. É um conjunto de possibilidades de ação.

Uma pesquisa recente publicada no Frontiers in Psychology (2026) sintetiza essa visão:

"Concepts are not free-floating symbols but remain anchored in corporeal and intersubjective experience, thus integrating embodiment, language, and culture. Human reason proves to be not disembodied, but fundamentally rooted in embodied interaction and intersubjective practice." 

Isso não é apenas filosofia. É neurobiologia. O mesmo artigo cita estudos que mostram fortes conexões entre o processamento da linguagem e os sistemas sensoriomotores e sociais do cérebro. Quando você pensa em "chutar", seu cérebro ativa áreas motoras. Quando você pensa em "abraçar", ativa áreas táteis. A linguagem não é abstrata. É encarnada.


CAPÍTULO II: A CRÍTICA FUNDACIONAL — NOË CONTRA A TRADIÇÃO

O enativismo de Noë é uma intervenção cirúrgica em dois mil anos de filosofia ocidental.

A tradição, de Platão a Descartes até a ciência cognitiva clássica, via a percepção como um processo de representação. O mundo nos afeta através dos sentidos; esses estímulos são transformados em representações internas; a mente manipula essas representações; e o resultado é a experiência.

Noë diz: isso está ao contrário. A percepção não é representacional. É relacional.

O que significa que você não está em contato com representações do mundo. Você está em contato direto com o mundo. A percepção é uma atividade — um modo de explorar o ambiente, de agir nele, de ser afetado por ele.

O crítico Jesse Prinz, em debate com Noë, argumentou que essa visão é "internista demais" — que Noë subestima o papel do cérebro como gerador de conteúdo perceptual . É um debate que continua. Mas a força do enativismo está em sua elegância: ele explica fenômenos que as teorias representacionais não conseguem.

Por exemplo: por que não percebemos o ponto cego na nossa retina? Uma teoria representacional diria que o cérebro "preenche" a informação faltante. Noë diz: você não percebe o ponto cego porque não há nada para perceber ali. Seu sistema sensório-motor não tem acesso àquela região; a ausência de acesso não é uma representação defeituosa — é uma limitação prática. Você só sentiria o ponto cego se tentasse ver algo que sabe que está ali e não conseguisse. Isso requer ação, não apenas sensação.

O ponto cego é invisível porque não há habilidade motora que nos permita acessá-lo.

Essa inversão é revolucionária. A experiência não é um filme projetado na tela da consciência. É um saber fazer.


CAPÍTULO III: O ENATIVISMO SOCIAL — A DIALÉTICA DO CORPO COLETIVO

Um dos avanços mais importantes do enativismo nos últimos anos é sua expansão para o domínio social. O artigo "Enactivizing Dialectics: from individual to social normativity and back" , publicado em Topoi (2025) por Andrea Gambarotto e Thomas van Es, propõe algo fascinante: Hegel como precursor do enativismo.

Os autores argumentam que o conceito hegeliano de "espírito objetivo" — o domínio das instituições sociais, da lei, da linguagem — pode ser integrado ao enativismo. As normas sociais não são impostas de fora. Elas emergem como:

"historically sedimented processes of collective co-regulation rooted in embodied sensorimotor interactions. Once established, such norms acquire an objective character, confronting individuals as ecological constraints, while remaining open to revision and transformation." 

As normas sociais são sedimentadas. Elas começam como interações corporais entre pessoas — gestos, olhares, ritmos compartilhados — e gradualmente se cristalizam em práticas, convenções, leis. Mas nunca se tornam completamente rígidas. Sempre permanecem abertas à revisão, porque sempre permanecem enraizadas na interação corporal.

Isso é crucial para entender a arte. Porque a arte é exatamente o lugar onde as normas sedimentadas são perturbadas. Onde o que era automático se torna estranho. Onde o que era invisível se torna visível.

Noë escreve:

"Works of art are always strange provocations; sometimes they offend us; more often they leave us untouched, unaffected, even bored. And this is where their value lies." 

O valor da arte está no seu poder de nos desestabilizar. De nos forçar a reorganizar nossas habilidades perceptivas. De nos fazer aprender a olhar de novo.


CAPÍTULO IV: A REVOLUÇÃO ROBÓTICA — QUANDO A MÁQUINA APRENDE A DANÇAR

Aqui a filosofia encontra a engenharia de forma espetacular. As pesquisas mais recentes em robótica e inteligência artificial estão, sem saber, validando o enativismo.

O artigo "Technological System for Embodied Intelligence towards Efficient Integration and Coordination of Human, Robot, and Physical World" , publicado no Journal of Robot pela Academia Chinesa de Ciências (2025), define o estado da arte em robótica incorporada:

"Embodied intelligence is recognized as a critical pathway for achieving efficient integration and collaboration among humans, robots, and the physical world, with its core lying in the deep fusion of humans, robots, and the physical environment, to enhance the capabilities of agents in perception, cognition, and collaboration toward the physical world." 

O que isso significa? Que os robôs mais avançados não são programados com regras fixas. Eles aprendem através da interação. Eles desenvolvem "inteligência incorporada" — um tipo de cognição que emerge da dinâmica entre corpo, ambiente e tarefa.

O sistema FlowAct (Dhaussy et al., 2025) é um exemplo impressionante. Ele é descrito como:

"an asynchronous endless loop of robot sensors into actuators... ensuring a steady flow of perceptual data. This persistent perceptual flow is pivotal for our advanced Action Planner which orchestrates a collection of modular action subsystems, such as movement and speaking modules, governing their initiation or cessation based on the evolving environmental narrative." 

Um loop sem fim de sensores em atuadores. Fluxo perceptual contínuo. Planejamento de ação baseado na narrativa ambiental em evolução. Isso é enativismo em código. O robô não tem um modelo interno do mundo. Ele está constantemente atualizando sua relação com o mundo através da ação.

Os autores citam trabalhos fundacionais como "RT-2: Vision-Language-Action Models" (Brohan et al., 2023) e "OpenVLA" (Kim et al., 2024), que mostram como modelos de linguagem de grande escala podem ser adaptados para controle robótico. O robô não pensa e depois age. Ele pensa-agindo — um só processo.

A pesquisa sobre "aprendizado por reforço profundo" para manipulação robótica  mostra que robôs podem aprender tarefas complexas — abrir portas, empilhar blocos, usar ferramentas — através de tentativa e erro, desenvolvendo habilidades sensório-motoras que não podem ser reduzidas a algoritmos explícitos.

Eles estão, em outras palavras, dominando contingências sensório-motoras — exatamente o que Noë diz que a percepção humana é.


CAPÍTULO V: SENSORES, CORPOS, AMBIENTES — A TRÍADE ESQUECIDA

A integração entre humano, robô e meio ambiente não é apenas técnica. É filosófica.

O artigo da Frontiers in Psychology (2026) argumenta que mesmo conceitos abstratos — "espaço", "tempo", "causalidade", "verdade" — emergem de metáforas baseadas no corpo:

"Abstract concepts arise both through metaphorical extensions of bodily experience and participatory sense-making in social contexts. Neurobiological findings support this view, showing strong connections between language processing, sensorimotor and social brain systems." 

Quando você pensa em "futuro", você frequentemente o imagina à sua frente — porque, no seu corpo, o que está à frente é o que você ainda não alcançou. Quando você pensa em "passado", ele está atrás — porque o que está atrás é o que você já viveu. O tempo é espacializado porque seu corpo é espacial.

Isso não é mera metáfora poética. É como o cérebro funciona. Os mesmos circuitos neurais que processam movimento no espaço são recrutados para processar passagem do tempo. A mesma área que detecta contato físico é ativada quando você pensa em "afeto".

O enativismo nos mostra que não há cognição desincorporada. E a robótica incorporada nos mostra que essa é a única maneira de construir inteligência genuína — não com símbolos desconectados, mas com corpos no mundo.

O artigo chinês sobre inteligência incorporada é explícito:

*"The key components and technological pathways of embodied intelligence are systematically investigated through 5 focused dimensions: task-oriented multimodal active perception, world models for task decomposition, virtual-to-real migration, vision-language-action models, and domestically controlled ecosystems."* 

Cinco dimensões. Todas centradas na ação. Nenhuma fala de "representação interna do mundo" como estágio separado. A percepção é ativa. O planejamento é incorporado. A transferência do virtual ao real é um problema de encarnação.


CAPÍTULO VI: O QUE A ARTE ENSINA SOBRE A IA (E VICE-VERSA)

Voltemos a Noë. Em Learning to Look, ele escreve algo que deveria ser lido em todos os laboratórios de IA do mundo:

"Art always proposes a task, and the task is neither easy nor quite well-enough defined. The task, though, is only this: try to perceive, try to bring what is there into focus. If you do this, you will find yourself unveiled and, to whatever little extent, put together anew." 

A arte propõe uma tarefa que não está bem definida. "Tente perceber. Tente trazer o que está ali para o foco." Essa é a tarefa. E fazê-la nos desvela. Nos reorganiza.

Um robô que apenas classifica imagens — "isto é um gato, isto é um cachorro" — não está percebendo. Está reconhecendo padrões. Percepção genuína exige o que Noë chama de "engajamento ativo". Exige que o percebedor se mova, explore, teste hipóteses, seja surpreendido.

Os sistemas de inteligência incorporada estão começando a fazer isso. O FlowAct, com seu loop contínuo de sensores e atuadores, se aproxima. Mas ainda há um abismo.

A arte nos lembra que a percepção não é um problema a ser resolvido. É um processo a ser vivido. Não há ponto final. Não há "resposta correta". Há apenas o movimento contínuo de tentar ver melhor, de se deixar transformar pelo que se vê.

Noë cita Yogi Berra: "Você pode ver muita coisa observando." Mas observação, diz Noë, exige pensamento, atenção, foco. É brincadeira, mas também é trabalho .


CAPÍTULO VII: METÁFORAS CONCEITUAIS — A PONTE ENTRE CORPO E MUNDO

A pesquisa mais recente sobre a base experiencial dos conceitos  nos dá um modelo concreto de como o enativismo funciona na prática.

Conceitos concretos — "cadeira", "mesa", "bola" — emergem da interação sensório-motora. Uma criança aprende o que é uma cadeira não através de uma definição, mas através de sentar. O conceito é o padrão de ação possível.

Conceitos abstratos — "verdade", "justiça", "amor" — emergem através de metáforas conceituais que estendem experiências corporais para domínios abstratos. "Entender é ver" (eu vejo o que você quer dizer). "Argumentar é guerrear" (ele atacou meu argumento). "Tempo é movimento" (o futuro se aproxima).

Essas metáforas não são enfeites linguísticos. São como pensamos. Lakoff e Johnson, em Metaphors We Live By (1980), mostraram que nossa estrutura conceitual básica é metafórica. E a neurociência confirma: as mesmas áreas do cérebro ativadas por movimento físico são ativadas por movimento metafórico.

O artigo da Frontiers conclui:

"Human reason is not disembodied, but fundamentally rooted in embodied interaction and intersubjective practice." 

Isso é enativismo. E é também a mensagem central de Learning to Look. A arte opera nessas metáforas. Ela as estica, as quebra, as reinventa. E ao fazer isso, nos ensina a pensar de novas maneiras.


CAPÍTULO VIII: PARTICIPATORY SENSE-MAKING — A DIMENSÃO SOCIAL DO ENATIVISMO

Um dos conceitos mais importantes do enativismo contemporâneo é o "participatory sense-making" (De Jaegher & Di Paolo, 2007). A ideia é simples, mas profunda: o significado não é construído individualmente e depois comunicado. Ele é co-construído na interação.

Quando duas pessoas dançam juntas, o significado da dança não está na cabeça de cada uma. Está no espaço entre elas — nos ritmos que emergem, nos ajustes mútuos, nos desvios e correções.

O artigo de Gambarotto e van Es  conecta essa ideia à dialética hegeliana do reconhecimento. Eu só me torno um sujeito pleno quando reconhecido por outro sujeito. E esse reconhecimento não é um evento mental — é um evento corporal, interativo, sedimentado em práticas sociais.

A arte é o laboratório do participatory sense-making. Uma performance de dança não é algo que o dançarino faz e o público assiste. É algo que todos fazem juntos — dançarino, plateia, luz, som, espaço. O significado emerge da interação.

Noë entende isso profundamente. Ele colaborou com coreógrafos como Deborah Hay, Jess Curtis e Claire Cunningham. Foi filósofo residente com a The Forsythe Company . Ele sabe que a filosofia não se faz apenas com livros — se faz com movimento.


EPÍLOGO: APRENDER A OLHAR COMO ATO REVOLUCIONÁRIO

Vivemos numa época de distração. Telas nos bombardeiam com imagens projetadas para serem consumidas em um segundo, esquecidas no próximo. Somos treinados para reconhecer, não para ver. Para classificar, não para contemplar.

O enativismo de Alva Noë é um antídoto.

Ele nos lembra que a percepção é uma habilidade — algo que se aprende, que se treina, que se perde se não praticada. A arte é a academia dessa habilidade. Cada encontro com uma obra genuína é uma sessão de treinamento perceptivo.

"We don't get all this — the wow, the pleasure, the unveiling, and the reorganization — just for the price of admission. We have to join in, turn on, throw thoughts and reactions at the works themselves, position ourselves to catch them on the rebound, and allow room for emotions, not always positive." 

Não recebemos a transformação de graça. Temos que entrar em cena.

A robótica incorporada e a inteligência artificial estão, sem saber, aprendendo a mesma lição. Os robôs que simplesmente processam dados falham. Os que interagem — que exploram, que testam, que se movem — prosperam. A cognição não é computação. É dança.

O mundo não é uma imagem a ser decodificada. É um parceiro de dança a ser seguido, desafiado, transformado.

Aprender a olhar é aprender a estar presente. É resistir à passividade do consumo. É recusar a mentira de que somos espectadores separados de um mundo morto.

Somos parte do mundo. E o mundo é parte de nós.


NOTAS FINAIS: OBRAS E AUTORES CITADOS

Livros de Alva Noë:

  • Action in Perception (MIT Press, 2004) — A formulação original do enativismo na filosofia da percepção.

  • Out of Our Heads (Hill and Wang, 2009) — Uma crítica acessível à visão do cérebro como centro exclusivo da consciência.

  • Strange Tools: Art and Human Nature (Hill and Wang, 2015) — A ponte entre enativismo e estética.

  • Learning to Look: Dispatches from the Art World (Oxford University Press, 2021) — O livro que inspira este ensaio .

Obras fundacionais do enativismo:

  • Varela, Thompson & Rosch, The Embodied Mind (MIT Press, 1991) — O texto fundador.

  • Thompson, Mind in Life (Harvard University Press, 2007) — A integração entre biologia e fenomenologia.

Pesquisas recentes citadas:

  • Gambarotto & van Es, "Enactivizing Dialectics" (Topoi, 2025) — Enativismo e Hegel .

  • Liu et al., "Technological System for Embodied Intelligence" (Robot, 2025) — Robótica incorporada na China .

  • Fuchs, "The Experiential Basis of Concepts" (Frontiers in Psychology, 2026) — Base corpórea dos conceitos .

  • Dhaussy et al., "FlowAct" (arXiv/ICPRAM, 2025) — Sistema pró-ativo de interação humano-robô .

  • Sinclair, Perception and Action (tese, Macquarie University) — Análise crítica do enativismo de Noë .


FIM

"Não vemos com os olhos. Não pensamos com o cérebro. Vemos com o corpo inteiro, em movimento. Pensamos com o mundo inteiro, em relação. Aprender a olhar é aprender a viver."

— Adaptado de Alva Noë, Learning to Look

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