Há mais de 35 anos, no gramado de terra do Cearense Marista, um time se encontrava não apenas nas camisas, mas na alma. E ali, no centro do nosso losango, havia um capitão chamado Luiz Henrique.
Você, Luiz, não usava apenas a braçadeira. Você era a costura invisível que impedia o time de se rasgar. Sabia ouvir o silêncio de cada um e transformar desencontro em jogada. Liderava com a calma de quem entende que um time unido é mais forte que qualquer esquema tático. E assim nos manteve inteiros, dentro e fora das quatro linhas.
Mas você sempre foi mais que um líder: você é um construtor. Assim como assentou tijolos em suas obras, você cravou o alicerce daquele time. Cada treino, cada conversa na beira do campo, cada gesto firme foi uma coluna erguida. E, graças a essa base sólida, pudemos jogar sem medo de desmoronar.
E como esquecer do empreendedor dentro de campo? Você driblava o risco como quem drible na marcação – sem hesitar. Encarava o negócio novo como uma jogada ousada: com coragem de quem sabe que a bola pode queimar, mas também pode entrar no ângulo. Seus gols e passes sempre tinham um traço de audácia, porque você nunca teve medo de errar o lance. Tinha medo era de não tentar.
Hoje, ao soprar essas 54 velas, vejo que a partida não acabou. Você apenas trocou de camisa, entrou num novo campeonato – mais longo, mais poético, iluminado por desafios maiores.
Que os próximos 54 anos sejam como uma prorrogação bem jogada: com novos projetos a construir, novos riscos a abraçar, novos líderes a formar. Que a bola continue rolando para você, e que os campos que agora pisa sejam tão verdes quanto a saudade que deixou no Marista.
Porque capitão não para. Capitão rebola, reinventa, ensina. E você, Luiz Henrique, segue sendo o nosso eterno camisa 10 da vida.
Um abraço forte do time que, graças a você, nunca esqueceu como se joga em equipe. Parabéns pelos seus 54 anos, e que venham muitos campeonatos pela frente.
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