Introdução: Duas Frentes de Batalha pela Alma
Há uma pergunta que atravessa o século XXI como um eco incômodo: quem molda o que sentimos, pensamos e desejamos? Duas obras recentes, de jornalistas e historiadores meticulosos, oferecem respostas complementares e perturbadoras. Gabriel Sherman, em Bonfire of the Murdochs: How the Epic Fight to Control the Last Great Media Dynasty Broke a Family — And the World (2026), mergulha nas entranhas do império midiático mais influente da era conservadora. Paul Fischer, em The Last Kings of Hollywood: Coppola, Lucas, Spielberg—And the Battle for the Soul of American Cinema (2026), narra a ascensão e a queda dos três "reis" que reinventaram Hollywood e, ao fazê-lo, reinventaram a imaginação popular global.
Juntos, os dois livros contam uma história maior: a história de como a alma coletiva — aquilo que sentimos, acreditamos, sonhamos — tornou-se um campo de batalha. De um lado, a mídia como máquina de fabricação de realidade política. Do outro, o cinema como máquina de fabricação de mitos. E, no centro, a mesma questão: quem controla as imagens controla o mundo.
Este texto busca integrar essas duas contribuições, mostrando como a conquista da alma pela mídia e pelo cinema não são processos separados, mas faces de uma mesma moeda — a moeda da atenção, da crença e, em última instância, do poder.
Parte I: Bonfire of the Murdochs — O Império e a Família Devorada por Si Mesma
A Tese Central: Quando o Negócio da Família Destrói a Família
O título do livro de Sherman é uma provocação deliberada. Bonfire of the Murdochs ecoa Bonfire of the Vanities, a sátira implacável de Tom Wolfe sobre a ganância e a decadência de Nova York nos anos 1980. Mas Sherman não está interessado apenas na vaidade. Ele está interessado no fogo que consome tudo o que toca — e que, no final, consome também aqueles que o atearam.
"Rupert Murdoch said that his dream was to build a family business. And what he built was a business that destroyed his family" .
Esta frase, extraída de uma entrevista de Sherman à rádio pública americana, é a chave de abóbada de todo o livro. O sonho de Murdoch — um sonho alimentado por décadas de aquisições implacáveis, de influência política crescente, de uma rede de veículos que inclui Fox News, The Wall Street Journal e o New York Post — era o sonho da dinastia. Ele queria construir algo que levasse seu nome, que seus filhos herdassem, que perpetuasse seu poder para além de sua morte.
O que ele construiu, porém, foi uma máquina de moer família.
Sherman, que cobre a família Murdoch há duas décadas, baseou seu livro em 150 fontes . O resultado é um relato detalhado de como o patriarca, aos 94 anos (à época dos eventos), orquestrou uma guerra sucessória que opôs seus quatro filhos mais velhos — Lachlan, James, Elisabeth e Prudence — uns contra os outros. O gatilho foi a decisão de Murdoch de alterar os termos de um truste que originalmente previa a divisão igualitária do império entre os quatro herdeiros. A nova versão concentrava o poder nas mãos de Lachlan, o filho mais velho, herdeiro político da visão conservadora do pai .
A Psicologia do Patriarca: "Brutally Cold"
A Kirkus Reviews, uma das publicações de crítica literária mais influentes dos Estados Unidos, descreve o Murdoch retratado por Sherman em termos que lembram as análises de Greenblatt sobre a psicologia tirânica:
O exemplo mais chocante? O divórcio da supermodelo Jerry Hall:
"the media mogul divorced supermodel Jerry Hall by email, having thrown her over for 'a sixty-six-year-old former dental hygienist turned conservative radio host with QAnon-style politics'" .
Não é apenas a frieza que choca. É a naturalidade com que a transação é conduzida. Uma relação de anos é encerrada por um email. Uma esposa é substituída por uma figura política extrema. O afeto, quando existe, é instrumentalizado. A família, quando existe, é um tabuleiro de xadrez.
A Fenda Política: Fox News e o Preço da Lealdade
O que estava em jogo na guerra sucessória não era apenas dinheiro — embora dinheiro houvesse, e muito. Era a alma política do império. Fox News, a joia da coroa de Murdoch, havia se tornado, nas décadas anteriores, o principal veículo de propaganda do movimento conservador americano. E, sob a influência de Donald Trump, a rede havia radicalizado ainda mais suas posições.
Sherman relata um episódio revelador:
"Murdoch reportedly having voiced his view to Hall that the Jan. 6, 2021, rioters 'were just good old boys who got carried away'" .
Esta percepção — ou esta negação calculada — revela o mecanismo central do império Murdoch: a fabricação de uma realidade paralela onde os fatos são subordinados à narrativa, onde a lealdade ao grupo vale mais que a verdade.
Os filhos de Murdoch, no entanto, não estavam todos alinhados com esta visão. James Murdoch, em particular, tornou-se cada vez mais crítico da orientação conservadora da empresa . Elisabeth e Prudence também se distanciaram. Apenas Lachlan abraçou integralmente o projeto paterno.
O resultado foi uma guerra judicial em Nevada, onde os três filhos dissidentes processaram o pai e o irmão. A conclusão, em setembro de 2025, foi uma solução tipicamente murdochiana: dinheiro em troca de silêncio.
"James, Elisabeth and Prudence each reportedly agreed to accept $1.1 billion to relinquish their stake in the company" .
O preço da consciência, ao que parece, é de US$ 1,1 bilhão. A Kirkus Reviews comenta, com ironia cortante:
A Ironia Final: "O Nome é Tóxico, como os Sacklers"
A conclusão de Sherman é sombria. O império sobreviveu. Lachlan está no comando. Rupert Murdoch, aos 95 anos, realizou seu desejo: passou a empresa para um dos filhos.
Mas a que custo?
"He may not have a family, and his name may be 'toxic, like the Sacklers,' but Rupert Murdoch still has his fortune, and, as Sherman concludes, 'He was still in the game, even if he played alone'" .
A comparação com os Sacklers — a família por trás da crise dos opioides, responsabilizada por centenas de milhares de mortes — é devastadora. O nome Murdoch, que um dia significou poder e influência, tornou-se sinônimo de desinformação, de divisão política, de erosão da confiança pública.
E, no entanto, o jogo continua. Sozinho, talvez. Mas continua.
Parte II: The Last Kings of Hollywood — O Sonho e o Preço da Independência
A Tese Central: A Geração que Veio para Destruir Hollywood... e Acabou Construindo o Que Temos Hoje
Se Sherman nos conta a história de uma família que se destruiu para preservar um império, Fischer nos conta a história oposta: a de três amigos que vieram para destruir o império de Hollywood... e acabaram construindo um novo, talvez tão problemático quanto o antigo.
O ponto de partida de The Last Kings of Hollywood é quase mítico. George Lucas, 17 anos, sofre um acidente de carro em Modesto, Califórnia:
"It was 1962; the 17-year-old had just crashed his yellow Autobianchi convertible into a walnut tree, in Modesto, California. The car rolled, bounced and came to rest — it was 'beyond mangled, flipped upside down and twisted like a crushed Coke can against the tree'" .
Lucas sobreviveu. Duas semanas em coma. Quase morreu. Ao acordar, uma nova filosofia:
"Maybe there's a reason I survived this accident that nobody should have survived" .
A proximidade da morte, em Lucas, gerou um sentido de destino. Em Coppola e Spielberg, a ferida veio de outras formas. Coppola passou um ano de cama devido à poliomielite infantil. Spielberg sofreu bullying antissemita que o marcou por décadas .
Três homens marcados pelo trauma, pela exclusão, pela sensação de que o mundo não os queria. Três homens que, por isso mesmo, estavam determinados a refazê-lo.
O Encontro: Uma Amizade Simbiótica, Dinâmica e Tóxica
Fischer descreve a formação da amizade entre os três com a precisão de um roteirista. Lucas conheceu Coppola primeiro, no set de Finian's Rainbow (1968), um musical com Fred Astaire que Coppola dirigia. Lucas, então um jovem bolsista da Warner Bros., observou o Coppola "grande, espalhafatoso" em ação, ouviu seus grandes sonhos de fazer cinema fora do sistema, e os dois se tornaram amigos para a vida toda — "com alguns períodos genuínos de animosidade e ciúme" .
Spielberg entrou na história durante uma festa de encerramento de The Godfather, em 1971. Lucas viu na televisão o filme de estreia de Spielberg, Duel, e ficou tão impressionado que chamou Coppola para assistir. Uma amizade a três se formou. Fischer a descreve como:
A toxicidade vinha da competição. Três homens, três egos enormes, três visões diferentes do que o cinema deveria ser. E, no entanto, havia também uma cumplicidade real. Eles estavam, juntos, contra o sistema.
O Sonho da Independência: American Zoetrope e a Fuga do Sistema
A grande aposta de Coppola e Lucas foi a American Zoetrope, um estúdio independente fundado em San Francisco, longe do controle corporativo de Hollywood. Spielberg, mais pragmático, assinou um contrato de sete anos com a Universal, fazendo televisão .
Fischer descreve a Zoetrope com uma mistura de admiração e ironia. Spielberg a chamava, brincando, de "Shangri-Coppola" . Era um lugar utópico, onde a arte supostamente vinha antes do lucro. A atriz Lainie Kazan lembrou:
Mas a utopia não durou. As dívidas se acumularam. Os projetos fracassaram. Kazan, algumas páginas depois:
"Knowing your whole life is going to be a failure — that's what it felt like" .
A Zoetrope quebrou. Coppola passou décadas tentando pagar suas dívidas, alternando entre falência e "apostas artísticas meditativas" . O sonho da independência total revelou-se insustentável.
As Mulheres que Salvaram os Reis: Marcia Lucas, Melissa Mathison, Kathleen Kennedy
Um dos aspectos mais notáveis do livro de Fischer é sua atenção às mulheres que tornaram possível o sucesso dos três reis — e que foram, por décadas, apagadas da história.
"If this trailblazing triumvirate achieved independence from Hollywood, they did so with considerable help — and Fischer is scrupulous in acknowledging the women who made it possible" .
Marcia Lucas, esposa de George de 1969 a 1983, foi a editora de Star Wars. Fischer revela:
"She recut the film, found its heart, won an Oscar — and was, for decades, airbrushed from the record" .
Melissa Mathison chegou à casa de Coppola como babá adolescente, ficou sete anos em seu círculo, e acabou escrevendo o roteiro de E.T. The Extra-Terrestrial .
Kathleen Kennedy, que mais tarde co-fundaria a Amblin Entertainment com Spielberg e dirigiria a Lucasfilm, tornou-se "the only person in Spielberg's orbit with the nerve to say no to him" .
Fischer dá a todas o devido crédito. E, ao fazê-lo, oferece um retrato mais complexo e justo da Nova Hollywood — uma revolução que, ironicamente, reproduziu muitos dos padrões de exclusão que dizia combater.
A Competição: Ciúmes, Troca de Pontos e a Sensação de Ser Roubado
A relação entre os três foi marcada por uma competição feroz, que Fischer documenta com detalhes saborosos.
Quando Spielberg e Lucas trocaram pontos de lucro — Star Wars por Close Encounters of the Third Kind — Coppola se ressentiu por não ter participação no negócio. A resposta de Lucas foi brutal:
Spielberg, publicamente generoso, era privadamente consumido pelo ciúme:
"I was jealous as hell of [Lucas's wistful hangout film] American Graffiti" .
Sobre The Godfather, ele confessou:
Quando ouviu a trilha sonora de Star Wars, Spielberg ficou convencido de que Lucas havia roubado o melhor trabalho de John Williams .
"He was more competitive with me than I was with him," Spielberg admitiu .
Lucas, por sua vez, ainda magoado por ter deixado Apocalypse Now escapar para Coppola, comprou vinhedos em Napa para rivalizar com os do amigo . E, em um gesto quase psicanalítico, começou a insistir — "with apparent sincerity" — que Star Wars era uma alegoria da Guerra do Vietnã .
A Transformação: De Rebeldes a Império
A grande ironia da história contada por Fischer é que os três reis, que vieram para destruir o sistema de estúdios, acabaram construindo o sistema de franquias que domina Hollywood hoje.
"Tracing how they set out to burn Hollywood down and ended up building the franchise-dominated landscape in which we're still living" .
Lucas, que sonhara em fazer filmes abstratos e experimentais, tornou-se o rei da merchandising:
"He conjured up Ewoks with merchandising in mind. 'He's someone who lost his BS detector,' Fischer says, 'and has drunk his own Kool-Aid'" .
Coppola oscilou entre falência e riscos artísticos, refletindo mais tarde que "maybe I became too ambitious" . Seu projeto mais recente, Megalopolis, autofinanciado, foi um desastre crítico e comercial — a prova de que o espírito independente, quando divorciado de qualquer senso de realidade, pode se tornar autodestrutivo.
Spielberg, o mais pragmático dos três, simplesmente continuou fazendo grandes filmes. "I would say he won," comenta o crítico do Boston Globe .
A Profecia de Lucas: O Streaming como Consumação
Fischer inclui uma passagem profética. Em uma entrevista de 1996 à Forbes, Lucas previu:
"a world where producers could 'download a bit character,' and where each 'product will have small market niches'" .
O Boston Globe comenta:
"It was a strikingly prescient forewarning of the Hollywood of the twenty-first century" .
Lucas, o recluso tecnológico, o homem que odiava lidar com atores e preferia a sala de edição, anteviu o mundo do streaming, da fragmentação da audiência, do conteúdo sob demanda. Ele não gostava de fazer filmes. Gostava de tecnologia e de ganhar dinheiro . E, nesse sentido, talvez tenha sido o mais honesto dos três sobre o que Hollywood realmente se tornou.
Parte III: Síntese — A Conquista da Alma como Processo Gêmeo
O Paralelo: Família e Amizade Devoradas pelo Sucesso
Sherman e Fischer contam histórias que são, em sua estrutura, notavelmente semelhantes. Ambas são histórias de ascensão, poder e, finalmente, devoração.
A família Murdoch foi devorada pela luta pelo controle do império midiático. A amizade entre Coppola, Lucas e Spielberg foi devorada pela competição, pelo ciúme, pela sensação de que o outro estava levando o crédito que merecia.
Em ambos os casos, o que estava em jogo era a alma — a alma da política, no caso de Murdoch; a alma do cinema, no caso dos três reis. E em ambos os casos, a conquista dessa alma teve um preço.
A Alma Política: Como a Mídia Fabricou a Realidade
O império de Murdoch não é apenas um negócio. É uma máquina de fabricação de realidade. Fox News, em particular, não se limita a reportar os fatos — ela os interpreta, os emoldura, os insere em uma narrativa que serve a um propósito político específico.
Sherman mostra como esta máquina afetou não apenas a política americana, mas a própria coesão da família Murdoch. James, Elisabeth e Prudence tornaram-se críticos da orientação da empresa. Mas seu preço de silêncio foi de US$ 1,1 bilhão cada. A consciência, ao que parece, é uma mercadoria como qualquer outra.
A Alma do Cinema: Como os Blockbusters Colonizaram a Imaginação
O cinema que Coppola, Lucas e Spielberg reinventaram nos anos 1970 era um cinema de autor, de visão pessoal, de risco artístico. The Godfather, Jaws, Star Wars — todos foram, em sua época, apostas ousadas. Ninguém esperava que se tornassem os filmes de maior bilheteria da história.
Mas o sucesso teve um preço. O modelo do blockbuster, que eles criaram, tornou-se o modelo dominante. E o modelo do blockbuster é, por definição, avesso ao risco. Quando um estúdio investe US$ 200 milhões em um filme, ele não pode se dar ao luxo de ser original. Ele precisa ser previsível. Ele precisa agradar a todos. Ele precisa ser uma franquia.
"The movie brats didn't really mean to help create that world. They were just three guys with stars in their eyes" .
Mas o mundo que eles criaram — o mundo dos blockbusters, das franquias, da propriedade intelectual perpétua — é o mundo em que vivemos. E é um mundo onde a alma do cinema, aquela coisa indescritível que fazia de The Godfather mais do que um filme de máfia, é cada vez mais difícil de encontrar.
A Questão Final: Quem Controla as Imagens, Controla o Mundo?
Ambos os livros apontam para uma questão incômoda. Vivemos em um mundo onde a mídia e o cinema têm um poder sem precedentes sobre nossas crenças, nossos desejos, nossa imaginação. Mas quem controla essas máquinas?
No caso da mídia, a resposta é clara: um punhado de bilionários, Rupert Murdoch à cabeça, que veem a informação como um produto a ser vendido e a política como um campo de batalha a ser vencido.
No caso do cinema, a resposta é mais ambígua. Os três reis vieram para democratizar a arte, para tirar o poder dos estúdios e colocá-lo nas mãos dos artistas. Mas o resultado final foi a concentração de poder em um número ainda menor de mãos — as deles mesmos, e depois as das grandes corporações que compraram seus estúdios.
A Disney comprou Lucasfilm por US$ 4 bilhões em 2012 . O sonho da independência terminou em aquisição. A rebelião contra o império terminou na formação de um novo império.
Conclusão: O Fogo e o Sonho
Sherman e Fischer nos oferecem dois retratos complementares da conquista da alma no século XXI. Um é um retrato do fogo — o fogo da ambição, da ganância, da luta pelo poder que consome tudo o que toca, inclusive a própria família que deveria preservar. O outro é um retrato do sonho — o sonho da independência artística, da reinvenção do cinema, que terminou, ironicamente, na construção do sistema de franquias que os três reis vieram para destruir.
O que une as duas histórias é a percepção de que a alma coletiva — aquilo que sentimos, pensamos, desejamos — é um campo de batalha. E as armas usadas nessa batalha são as imagens: as notícias que consumimos, os filmes que assistimos, as narrativas que nos contam sobre nós mesmos.
Quem controla essas imagens, controla o mundo. Mas quem controla quem controla as imagens? A resposta de Sherman é sombria: homens frios, calculistas, dispostos a sacrificar a família pelo império. A resposta de Fischer é mais ambígua: homens talentosos, visionários, que queriam mudar o mundo e, no processo, acabaram mudando a si mesmos.
Talvez a lição final seja que não há salvação fora do sistema. Coppola, Lucas e Spielberg tentaram construir um sistema alternativo. Falharam. Voltaram para Hollywood. Murdoch nunca saiu do sistema. Ele o colonizou de dentro.
E nós? Nós consumimos as imagens. Nós acreditamos nas narrativas. Nós vivemos na alma que eles conquistaram. A pergunta que Sherman e Fischer nos deixam é se ainda há espaço para resistência — se ainda há espaço para uma imaginação que não esteja à venda.
O fogo continua queimando. O sonho continua sendo sonhado. E a alma continua sendo conquistada — um filme, uma manchete, um bilhão de dólares de cada vez.
Referências
Fischer, P. (2026). The Last Kings of Hollywood: Coppola, Lucas, Spielberg—and the Battle for the Soul of American Cinema. New York: Celadon Books .
Sherman, G. (2026). Bonfire of the Murdochs: How the Epic Fight to Control the Last Great Media Dynasty Broke a Family — And the World. New York: Simon & Schuster .
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