SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

sábado, 4 de abril de 2026

RENATURALIZAR O HUMANO: UMA ARQUEOLOGIA DA LIBERDADE. Por Egidio Guerra

 



— Resumo, citações e críticas de Spinoza and the Politics of Renaturalization por Hasana Sharp


PRÓLOGO: O QUE SIGNIFICA SER PARTE DA NATUREZA?

Há uma ideia que atravessa a filosofia ocidental como um rio subterrâneo: a de que os seres humanos são exceções à natureza. Somos os únicos com razão. Os únicos com livre-arbítrio. Os únicos com linguagem. Os únicos cujas ações transcendem o mero determinismo causal.

Essa ideia chama-se humanismo. E Hasana Sharp, professora de filosofia na McGill University, escreveu um livro para mostrar que Spinoza — o filósofo excomungado do século XVII — é o seu antídoto mais radical.

Spinoza and the Politics of Renaturalization (University of Chicago Press, 2011) é uma intervenção cirúrgica no coração do pensamento contemporâneo. Sharp argumenta que a recusa spinozista da excepcionalidade humana não é uma perda — é uma libertação. Ao nos vermos como parte da natureza, e não como seus senhores, abrimos caminho para uma política e uma ética livres da auto-obsessão, da culpa paralisante e do ódio que nasce da comparação com ideais inalcançáveis.

O livro está dividido em duas partes. A primeira, "Reconfigurando o Humano", reconstrói os conceitos centrais de Spinoza — ação como afeto, transindividualidade, crítica da ideologia. A segunda, "Para Além da Imagem do Homem", aplica essas ferramentas a debates contemporâneos: feminismo, política do reconhecimento, direitos dos animais, ecologia.


PARTE I: A FILOSOFIA COMO PRÁTICA DE RENATURALIZAÇÃO

1. O Ponto de Partida: A Crítica ao Compatibilismo

Sharp começa diagnosticando o problema. A maioria dos filósofos contemporâneos, escreve ela, mantém uma visão "compatibilista" da pessoa: a ideia de que o livre-arbítrio é compatível com a determinação natural. Somos determinados, sim — mas podemos transcender essa determinação através da razão, da vontade, da escolha consciente.

Para Sharp, esse compatibilismo é uma forma disfarçada de supernaturalismo. Mesmo quando rejeita um deus transcendente, o humanismo compatibilista coloca a mente humana num pedestal — como se ela fosse capaz de se erguer acima das leis que governam o resto da natureza.

"Even if humanism typically rejects a supernatural order in favour of human community on earth, from the perspective of Spinozism it relocates supernaturalism within the human mind".

Spinoza recusa essa dualidade. Para ele, não há dois reinos — o natural e o humano. Há apenas um plano de imanência. A razão não é uma faculdade que nos eleva acima da natureza; é uma potência natural entre outras. Pensar não é escapar da causalidade; é exercer uma forma específica de causalidade.

2. A Sabedoria Prática da Renaturalização

O conceito central do livro é, como o título indica, renaturalização (renaturalization). O que isso significa?

Não é um retorno ingênuo a um "estado de natureza" pré-social. Não é uma celebração romântica do instinto contra a razão. Renaturalização, para Sharp, é a prática de nos lembrarmos continuamente de que somos parte da natureza — e de extrairmos consequências políticas e éticas dessa lembrança.

"Sharp uses Spinoza to outline a practical wisdom of 'renaturalization,' showing how ideas, actions, and institutions are never merely products of human intention or design, but outcomes of the complex relationships among natural forces beyond our control".

Isso tem um efeito paradoxal. Ao nos despojar da fantasia do controle absoluto, a renaturalização nos torna mais capazes de agir. Porque a ilusão de que somos deuses nos paralisa: nunca estamos à altura do ideal. Ao aceitarmos que somos corpos entre corpos, afetos entre afetos, podemos finalmente nos mover.

"The denial of human exceptionalism serves, first and foremost, to attenuate a particular destructive passion: hatred, directed at oneself and others".


PARTE II: OS CONCEITOS FUNDAMENTAIS

1. Ação como Afeto (Capítulo 1)

O primeiro capítulo, "Lines, Planes, and Bodies: Redefining Human Action", estabelece a base. Sharp parte da afirmação de Spinoza, no Ética, de que estudará os afetos como se estudassem "linhas, planos e corpos" — ou seja, com o mesmo rigor geométrico com que se estuda a física.

Isso não é uma redução do humano ao mecânico. É uma ampliação do que conta como ação. Para Spinoza, agir não é apenas executar uma decisão consciente. Agir é ser causa adequada de algo — e nossa capacidade de ser causa adequada varia conforme os encontros que temos.

Sharp introduz aqui o conceito de transindividualidade, desenvolvido por Gilbert Simondon e retomado por Étienne Balibar. A ideia é que os afetos não são propriedades privadas de indivíduos isolados. Eles circulam. Eles nos ligam uns aos outros. A alegria e a tristeza não estão "dentro" de nós — estão entre nós.

"The perspective of affect displaces methodological individualism. To think in terms of affect is necessarily to think in terms of 'transindividuality,' such that forms of individuality are necessarily incomplete and variable in response to other beings".

Isso tem consequências políticas imediatas: não há liberdade individual sem transformação das relações coletivas. E não há transformação das relações coletivas sem atenção aos afetos que as sustentam.

2. A Ecologia das Ideias (Capítulo 2)

O segundo capítulo, "Renaturalizing Ideology: Spinoza's Ecosystem of Ideas", é talvez o mais original do livro. Sharp propõe uma reformulação radical da crítica da ideologia.

A tradição crítica (de Marx a Althusser) entende ideologia como falsa consciência — um véu que oculta a verdadeira realidade. O trabalho do crítico é desnaturalizar: mostrar que aquilo que parece eterno e inevitável é, na verdade, uma construção histórica e contingente.

Sharp não rejeita esse projeto. Mas ela aponta um limite: ao desnaturalizar, o crítico ainda opera na fantasia de que ele está fora da ideologia, que ele vê a verdade. Isso recria, disfarçadamente, a excepcionalidade humana.

A alternativa spinozista, para Sharp, é renaturalizar a ideologia. Em vez de tentar nos colocar fora do sistema de ideias, devemos entendê-lo como um ecossistema — um ambiente afetivo e cognitivo no qual vivemos e respiramos. Ideias opressivas não são meramente "falsas". Elas são vivas. Elas se reproduzem, se alimentam de nossos medos, se fortalecem em certos ambientes e definham em outros.

"Rather than uncovering the synthetic basis of ostensibly natural facts, the politics of renaturalization seeks to identify the 'ecological' factors that contribute to the vitality of oppressive ideas".

A tarefa política, então, não é "desmascarar" a ideologia de fora, mas cultivar ecossistemas ideológicos mais saudáveis — criar as condições nas quais as ideias que nos alegram e nos fortalecem possam florescer.

3. A Utilidade do Homem para o Homem (Capítulo 3)

O terceiro capítulo examina uma das afirmações mais citadas e menos compreendidas de Spinoza: "o homem é útil ao homem".

A interpretação padrão, especialmente entre leitores liberais, é que Spinoza está fundamentando uma ética racionalista: porque somos racionais, reconhecemos que cooperar é mais útil que competir; portanto, seguimos a razão.

Sharp oferece uma leitura diferente. Para ela, a "utilidade" do homem para o homem não é primariamente racional — é afetiva. Nós nos beneficiamos uns dos outros antes de qualquer cálculo racional. A alegria que sentimos na companhia de outros seres humanos não é um acréscimo à nossa natureza; é constitutiva dela.

"What is distinctive about her interpretation is the emphasis on the central role of affect in Spinoza's thinking. Even here 'transindividual' affects are at the basis of Spinoza's account of human community".

Isso significa que a comunidade não é um contrato entre indivíduos pré-existentes. A comunidade é primária. O indivíduo emerge dela, não o contrário.

Sharp argumenta ainda que Spinoza não defende uma "essência humana" universal. Não há uma natureza humana fixa da qual possamos derivar normas. Há apenas singularidades que se encontram e se compõem. Essa é uma posição radicalmente antiessencialista — e, como veremos, profundamente fértil para o pensamento feminista e queer.


PARTE III: PARA ALÉM DA IMAGEM DO HOMEM

4. Butler, Hegel e a Política do Reconhecimento (Capítulo 4)

A segunda parte do livro se abre com um confronto fascinante: Judith Butler leitora de Hegel e Spinoza.

Butler, em sua fase pós-hegeliana, desenvolveu uma política do reconhecimento: nos tornamos sujeitos ao sermos reconhecidos por outros sujeitos. O reconhecimento é uma luta — uma luta por visibilidade, por nomeação, por inclusão no espaço público.

Sharp simpatiza com esse projeto, mas vê nele um limite: a política do reconhecimento permanece antropocêntrica e representacional. Ela pressupõe que o que importa é como representamos quem somos. E pressupõe que apenas outros humanos podem nos reconhecer.

Spinoza oferece um caminho alternativo: uma política impessoal. O que importa não é o reconhecimento de minha identidade singular, mas a composição de minha potência com outras potências — humanas e não-humanas.

"From interpersonal recognition to impersonal glory".

A "glória" (gloria) em Spinoza não é vaidade. É a alegria que acompanha o exercício bem-sucedido da potência. E ela não depende de ser visto ou nomeado. Depende de agir bem — de compor com outros corpos de maneira a aumentar a potência de todos.

Sharp critica Butler por manter, mesmo em sua leitura spinozista de Hegel, uma estrutura de reconhecimento interpessoal. O resultado, para Sharp, é uma política que ainda privilegia o humano e ainda se prende à representação.

5. Grosz e a Política da Imperceptibilidade (Capítulo 5)

O quinto capítulo é uma leitura de Elizabeth Grosz, feminista que se inspirou em Deleuze e, através dele, em Spinoza.

Grosz propõe uma "política da imperceptibilidade" — uma política que não busca visibilidade, mas sim passar despercebido. Isso parece contraditório: como lutar contra a opressão sem ser visto?

A ideia é que a lógica do reconhecimento (exigir que nos vejam, nos nomeiem, nos incluam) pode ser uma armadilha. Ela nos prende às categorias que o poder estabelece. Ela nos faz desejar um lugar na mesa que o poder construiu.

A política da imperceptibilidade, ao contrário, busca escapar à grade de recognição. Tornar-se imperceptível é tornar-se ilegível para o poder. É mover-se por entre suas categorias sem ser capturado.

Sharp simpatiza com essa visão, mas a critica por ser vaga demais. O que significa "passar despercebido" na prática? Como isso se traduz em instituições, leis, políticas públicas?

"Sharp takes what is a rather vague idea—'imperceptible politics ... does not have a particular end in view, other than seeking vitality, connection and sharing of power'—and weds it more concretely to Spinoza's theory of democracy based on the expansion of public deliberation".

A resposta de Sharp: a política da imperceptibilidade não é uma fuga da política. É uma democracia radical — uma expansão da deliberação pública para incluir não apenas vozes humanas, mas também forças não-humanas (ecossistemas, animais, corpos). É uma política que não busca "representar" identidades, mas compor potências.

6. Natureza, Normas e Bestas (Capítulo 6)

O último capítulo aborda um tema delicado: os animais. Spinoza é frequentemente acusado de antropocentrismo. Ele afirma explicitamente, no Ética, que os humanos têm mais direito sobre os animais do que os animais sobre si mesmos.

Sharp não tenta limpar essa mancha. Mas ela argumenta que a lógica do sistema spinozista vai contra essa afirmação explícita. Se tudo é natureza, se todos os seres são expressões da mesma potência divina, então não há justificativa metafísica para a dominação humana sobre os animais.

O problema, para Sharp, não é Spinoza — é o humanismo que sobrevive mesmo em Spinoza, apesar de sua própria filosofia. A tarefa da renaturalização é extrair as consequências radicais do spinozismo, mesmo quando o próprio Spinoza recuou diante delas.

Sharp também critica certas formas de ecologia profunda por serem misantrópicas. Atribuir valor intrínseco à natureza não humana, mas desprezar os humanos, é ainda uma forma de antropocentrismo — só que invertido. A renaturalização não é uma fuga do humano; é uma reinserção do humano na natureza, sem hierarquias, sem desprezo.

"Spinoza avoids the Scylla of humanism and the Charybdis of antihumanism. Humanism causes hatred of others by holding out the ideal of a quasi-supernatural norm which we cannot meet and antihumanism demotes our specific human needs and inclinations by extolling those of non-human animals".


PARTE IV: CITAÇÕES FUNDAMENTAIS

Aqui estão algumas das passagens mais significativas do livro, extraídas da descrição da editora e das resenhas acadêmicas:

"Spinoza redefines human agency as entirely natural, locating it within a system that reserves no special status whatsoever for humans".

"This lack of a metaphysical or moral division between humanity and the rest of nature, Sharp contends, can provide the basis for an ethical and political practice free from the tendency to view ourselves as either gods or beasts".

"A politics of renaturalization seeks to identify the 'ecological' factors that contribute to the vitality of oppressive ideas".

"What is at stake for Spinoza is the communication of powers among bodies and minds that exceeds human consciousness".

"The denial of human exceptionalism serves, first and foremost, to attenuate a particular destructive passion: hatred, directed at oneself and others".

"Spinoza's naturalism denies human exceptionalism in any form. Like any other thing in nature, humans are corporeal and ideal, inevitably immersed in a system of cause and effect, and each comprising a power that is infinitely surpassed by the totality of other beings".


PARTE V: CRÍTICAS E DEBATES

Nenhum livro ambicioso escapa da crítica. Spinoza and the Politics of Renaturalization recebeu amplo reconhecimento, mas também levantou objeções.

1. O Papel da Razão

Michael Rosenthal, da University of Washington, em sua resenha para a Notre Dame Philosophical Reviews, levanta uma objeção central. Ele argumenta que Sharp minimiza demais o papel da razão no pensamento de Spinoza. Para Rosenthal, a ênfase de Sharp nos afetos transindividuais é um "corretivo útil" à tradição anglo-americana que negligenciou os afetos — mas pode ter ido longe demais.

"Sometimes I think that this leads her to some questionable conclusions, especially when she appears to minimize the role of knowledge, and reason in particular, in the Ethics".

Rosenthal não rejeita a interpretação de Sharp, mas sugere que uma leitura mais equilibrada reconheceria que razão e afeto não são opostos — são dimensões da mesma potência. A ênfase exclusiva no afeto pode, paradoxalmente, recriar a dualidade que Sharp quer superar.

2. A Viabilidade Política da Renaturalização

Outra linha de crítica, sugerida por Keith Green em sua resenha para Project MUSE, diz respeito à aplicabilidade prática da renaturalização. Green simpatiza com o projeto, mas pergunta: como traduzir a "política da imperceptibilidade" em instituições concretas? Como organizar uma luta política que não se baseia em reconhecimento, em visibilidade, em representação?

Sharp responde parcialmente ao vincular a política da imperceptibilidade à teoria da democracia spinozista. Mas Green nota que essa resposta é mais sugestiva do que desenvolvida.

3. O Problema do "Naturalismo Normativo"

Um terceiro risco, apontado pelo próprio Sharp, é que a renaturalização pode ser confundida com um naturalismo normativo — a ideia de que "o que é natural é bom". Essa posição tem uma história terrível: foi usada para justificar sexismo, racismo, heteronormatividade, eugenia.

Sharp está consciente do perigo. Por isso ela insiste que renaturalização não significa derivar normas da natureza. Significa, antes, reconhecer que normas são naturais — isto é, emergem de processos causais, afetivos, relacionais, e não de um decreto transcendente. Mas isso não resolve o problema: como distinguir entre normas que oprimem e normas que libertam, se ambas são "naturais"?

A resposta de Sharp, inspirada em Spinoza, é que as normas libertadoras são aquelas que aumentam a potência de agir. Mas "potência" é um conceito descritivo, não normativo. Por que deveríamos preferir mais potência a menos potência? Spinoza e Sharp parecem assumir que essa preferência é auto-evidente — mas talvez não seja.


EPÍLOGO: POR QUE RENATURALIZAR AINDA IMPORTA

O livro de Hasana Sharp foi publicado em 2011. Mais de uma década depois, sua relevância só aumentou.

Estamos vivendo um momento de crise ecológica sem precedentes. A ideia de que os humanos são "senhores da natureza" revelou-se uma fantasia destrutiva. O antropoceno — a era em que a atividade humana se tornou uma força geológica — é, ao mesmo tempo, a prova da nossa potência e dos nossos limites. Podemos mudar o clima do planeta, mas não podemos controlar as consequências dessa mudança.

A renaturalização spinozista oferece um recurso filosófico para pensar essa situação. Não somos deuses. Não somos exceções. Somos parte de um sistema imenso e complexo, cujas leis nos excedem. Aceitar isso não é resignação. É o primeiro passo para agir com o sistema, não contra ele.

Além disso, a política do reconhecimento — que dominou as lutas por justiça social nas últimas décadas — mostrou seus limites. O reconhecimento pode ser concedido e retirado. Pode ser uma armadilha narcísica. Pode nos prender às categorias que o poder estabeleceu. A política da imperceptibilidade, da composição de potências, da expansão da deliberação pública para incluir o não-humano — essa é uma direção nova, ainda a ser explorada.

Sharp não oferece respostas prontas. Ninguém poderia. Ela oferece ferramentas — conceitos, distinções, modos de pensar. E oferece uma advertência: cuidado com a fantasia da excepcionalidade humana. Ela nos faz odiar a nós mesmos e odiar os outros. Ela nos paralisa.

Renaturalizar é, antes de tudo, um ato de humildade. É lembrar que somos corpos entre corpos, afetos entre afetos. É lembrar que nossa liberdade não é um dom divino, mas uma conquista precária — uma composição feliz de potências.

E é também um ato de coragem. Porque ver a verdade — que não somos exceção — é assustador. Mas é também libertador.

"Human was, for Spinoza, a rallying call to oppose sectarian conflict and deny that some peoples are favoured above all others by God".

Renaturalizar é, no fim das contas, aprender a ser humano de outra maneira. Não como o ápice da criação. Mas como um nó na teia. Como um encontro. Como uma pergunta aberta.


NOTAS FINAIS: OBRAS E AUTORES CITADOS

Livro principal:

  • Sharp, Hasana. Spinoza and the Politics of Renaturalization. Chicago: University of Chicago Press, 2011.

Resenhas acadêmicas citadas:

  • Rosenthal, Michael. Review of Spinoza and the Politics of RenaturalizationNotre Dame Philosophical Reviews, 2012.

  • Green, Keith. "Digging the Naturally Queer in Spinoza." Journal of Speculative Philosophy, 2015.

  • Dea, Shannon. Review in Philosophy in Review.

  • Gratton, Peter. Review in Environment and Planning D: Society and Space.

Autores e conceitos discutidos por Sharp:

  • Spinoza, Baruch — ÉticaTratado Teológico-Político

  • Hegel, Georg Wilhelm Friedrich — dialética do reconhecimento

  • Butler, Judith — política do reconhecimento, Giving an Account of Oneself

  • Grosz, Elizabeth — política da imperceptibilidade

  • Deleuze, Gilles — Spinoza: Filosofia Prática

  • Althusser, Louis — teoria da ideologia

  • Simondon, Gilbert — transindividualidade

  • Balibar, Étienne — leitura política de Spinoza


FIM

"A renaturalização não é um retorno à natureza. É um lembrete de que nunca saímos dela. A ilusão de que saímos — essa é a fonte do nosso sofrimento. A sabedoria prática de Spinoza nos ensina a abandonar essa ilusão não com tristeza, mas com alegria. Porque ao deixarmos de tentar ser deuses, podemos finalmente começar a ser humanos."

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