SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

terça-feira, 12 de maio de 2026

*Exclusivo: Turismo recorde em unidades de conservação em 2025 injeta R$ 20 bi no PIB*


 

Notícia para quem ainda sustenta que conservar biodiversidade dá prejuízo econômico.


_Segundo a 4ª edição do estudo das Contribuições do Turismo em Unidades de Conservação Federais para a Economia Brasileira, foram 28,5 milhões de visitas_

Por Daniela Chiaretti, do Valor Econômico - 08/05/2026

O turismo nas áreas nacionais protegidas representou R$ 20,3 bilhões de contribuição ao PIB em 2025. As unidades de conservação (UCs) federais geraram R$ 40,7 bilhões em vendas e R$ 9,8 bilhões em renda para as famílias. Foram 28,5 milhões de visitas, um recorde histórico desde o início do monitoramento, no ano 2000.

O turismo em unidades de conservação federais, atingiu, em 2025, um novo patamar de impacto econômico no Brasil, o que representou mais de 332 mil empregos. Para cada real investido nas UCs, o retorno econômico foi de R$ 15,60, considerando toda a riqueza gerada pela cadeia do turismo.

Os dados são da 4ª edição do estudo das Contribuições do Turismo em Unidades de Conservação Federais para a Economia Brasileira, elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ICMBIO, com dados de 2025.

Os dados mostram que “conservar a natureza não é um custo, mas investimento estratégico em desenvolvimento sustentável e na geração de emprego e renda, especialmente em regiões remotas do país onde as UCs são, muitas vezes, o principal motor econômico local”, diz o texto.

UCs promovem desenvolvimento econômico

“Estamos mostrando que as unidades de conservação não só não atrapalham a economia da região, como se tornam cada vez mais instrumentos de promoção e de desenvolvimento para uma nova economia”, diz ao Valor João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

O ICMBio gerencia 346 unidades de conservação (UCs) federais que protegem 79 milhões de hectares terrestres e 93 milhões de hectares marinhos.

“Todos sabemos da importância das unidades de conservação para a proteção ambiental, conservação da biodiversidade, proteção de comunidades extrativistas, de populações locais, as reservas extrativistas”, segue Capobianco. “Mas há o papel das unidades de conservação no desenvolvimento econômico local.” Neste caso, explica, sempre se usam dados do exterior, exemplos dos parques nacionais americanos ou africanos.

O estudo foi feito baseado na metodologia Tempa (Tourism Economic Model for Protected Areas), ferramenta que integra dados de visitação e gastos primários a multiplicadores de Insumo-Produto. O modelo estima a contribuição econômica das UCs em quatro dimensões — vendas totais, valor adicionado ao PIB, geração de empregos e arrecadação tributária.

Nenhum comentário:

Postar um comentário