Estádio Azteca reformado, Cidade do México. 90.000 almas. Bilhões de ouvidos no mundo todo. E aqui, na Rádio Globo, a voz que treme é minha:
"Boa noite, galera! É a final que a humanidade pediu desde que a bola é redonda. De um lado, a Seleção dos Imortais: Pelé, Maradona, Messi, Zidane, Ronaldo Fenômeno, Cruyff, Beckenbauer, Casillas... Do outro, os Atuais Titãs: Mbappé, Haaland, Vinicius Jr., Bellingham, Courtois, o jovem Endrick, Rodri, e o craque de 2026, o português Rafael ‘Falcão’ (sim, um novo fenômeno). O mundo parou. Artistas, intelectuais, o povo – todos grudados no rádio, no celular, na televisão da praça."
— PRIMEIRO TEMPO: POESIA E VIOLÊNCIA —
Aos 3 minutos, Zidane já deu uma aula. Domínio no peito, letra, e toca de calcanhar para Messi. O atual campeão do mundo com a Argentina em 2022 – agora com 39 anos, mas ainda bruxo – arranca em velocidade. Mbappé tenta o bote, mas Messi aplica la pelopina... Sai o "Uau!" do estádio. Passe para Pelé, de 85 anos? Não, o Pelé eternizado nos simuladores – como a FIFA permitiu – está com seu drible de corpo. Tabela com Ronaldo Fenômeno. O Fenômeno corta o goleiro Courtois... Chute! Defesaça com as pontas dos dedos! O gigante belga se despedaça no chão, mas segura. Torcida solta o ar.
"Gente, é futebol de outro planeta. Mas aos 15 minutos, a violência humana aparece."
Sergio Ramos (entrou no lugar de Beckenbauer por lesão fictícia) dá uma entrada de carrinho por trás em Vinicius Jr. – o mesmo gesto que marcou a final da Champions de 2018? Pior. Cartão vermelho direto! Ramos discute, mas o juiz (um holograma computerizado, pois a FIFA quis tecnologia total) não recua. Imortais com um a menos.
O técnico dos Imortais, Guardiola (sim, ele foi convocado como lenda tática), recompõe. Recua Maradona para a zaga. E El Pibe de ouro, braçadeira, manda a bola na trave de propósito? Não, ele dribla dois, cai, levanta e toca para Pelé. Aos 28 minutos, Pelé recebe na entrada da área. Lembra 1958? Ele domina no peito, faz o balão por cima de Van Dijk, e manda de primeira no ângulo. 1 a 0 – Imortais! O Azteca vira um caldeirão de lágrimas.
— INTERVALO: A REAÇÃO DO MUNDO —
Nas ruas do Rio, sambódromo vira loucura. Caetano Veloso abraça Chico Buarque e grita: "Pelé é nosso!" Em Paris, Emmanuel Macron esquece a política e liga para Zidane (ex-técnico? Não, ele está em campo). Beyoncé no show de intervalo de Los Angeles para o show para ouvir o rádio. Intelectuais: Noam Chomsky, em sua casa nos EUA, escreve no Twitter: "O gol de Pelé é um ato de revolução estética". O povo em Mumbai, Cairo, Tóquio – todos com bandeiras improvisadas.
— SEGUNDO TEMPO: O CONTRA-ATAQUE DOS TITÃS —
Com um a mais, os Atuais Titãs pressionam. Aos 52 minutos, Bellingham rouba a bola de um Maradona já cansado. Lançamento de 40 metros para Haaland. O monstro norueguês – que em 2026 já tem 50 gols na temporada – sai na cara. Casillas sai como em 2010... Haaland dá um toque por cima. Gol! 1 a 1. A torcida dos Titãs, verde-neon, explode.
Agora, Mbappé resolve imitar seu ídolo Ronaldo. Aos 67', ele recebe na esquerda, dá um corte de corpo seco que lembra O Fenômeno no Barcelona, passa por Beckenbauer (recomposto digitalmente) e chuta no contrapé de Casillas. Defesaça histórica! O goleiro espanhol, com 45 anos virtuais, espalma para escanteio.
No escanteio, Cristiano Ronaldo (que também joga pelos Imortais? Sim, substituiu Cruyff) sobe como um foguete. Cabeceio no travessão. Aos 75', Rodri acerta uma bomba de fora da área. Neuer (goleiro atual da Alemanha, entrou no lugar de Casillas) pega no reflexo – a pegada de 2014 contra a Argélia.
— A EXPULSÃO DE MARADONA —
Aos 82', tudo azeda. Maradona – sempre ele – dá um pisão em Declan Rice após uma falta não marcada. O VAR (humano, por insistência da torcida) revisa. Cartão vermelho! Imortais com dois a menos. Maradona xinga a cabine do árbitro. Sai de campo sendo consolado por Messi – o herdeiro e o pai do futebol argentino se abraçam. Choro no obelisco de Buenos Aires.
— OS ÚLTIMO MINUTOS: ÉPICO PURO —
93 minutos. Pelé puxa um contra-ataque impossível. Ele mesmo rouba a bola de Falcão (o português de 2026). Dá um chapéu em Courtois que estava adiantado. A bola sobe... e desce no pé de Messi, que avança com três marcadores. Messi lembra o gol ao Getafe? Dribla Van Dijk, passa por Gvardiol, tira Courtois da pequena área... Mas toca para trás, para Endrick (o jovem brasileiro de 19 anos, titular dos Titãs? Não, ele foi emprestado aos Imortais no regulamento da final). Endrick, cara a cara, de letra – faz o gol que Pelé não fez em 1970: 2 a 1 Imortais!
O estádio não respira. A bola rola mais um minuto. Mbappé, em cobrança de falta no último lance, tenta a bicicleta invertida que ele treinou em 2024. A bola passa raspando a trave... Fim de jogo!
— A COMEMORAÇÃO FINAL DA COPA DE 2026 —
"É CAMPEÃO! OS IMORTAIS! PELÉ, MESSI, ENDRICK – TRÊS GERAÇÕES EM UM SÓ ABRAÇO! A COPA DE 2026 CHEGA ENTRE LÁGRIMAS E FOGOS!"
No gramado, Pelé levanta a taça com um andador virtual (mas seus olhos brilham). Messi chora igual a 2022. Cristiano Ronaldo tira foto com Mbappé. Maradona, do vestiário, manda um beijo para o céu.
Pelas ruas de Tóquio, um monumento ao futebol – samurais dançam samba. No Louvre, Yayoi Kusama pinta bolas coloridas. Em Londres, Paul McCartney dedica "Hey Jude" aos dois times. O papa (um argentino, claro) abençoa a partida do Vaticano.
O povo – em cada esquina do planeta – solta rojões. Crianças na África com camisas rasgadas imitam o drible de Maradona. Intelectuais: Eduardo Galeano (que já se foi, mas sua alma escreve) resume: "O futebol é a única religião sem ateus". E a Copa de 2026, a mais louca de todas, termina com um letreiro no céu: "O jogo nunca acaba. Só recomeça."
Aqui, Robson "Gaúcho" narrando. Desligo o microfone, mas o coração continua aplaudindo. Que venha 2030..."
Nenhum comentário:
Postar um comentário