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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Bernardo Renner e Ísis Valentim criaram um curativo biodegradável chamado “Hada”


 Dois estudantes de 17 anos de Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, venceram a etapa da América Central e do Sul do The Earth Prize 2026, considerado o maior prêmio ambiental do mundo voltado para jovens.


Bernardo Renner e Ísis Valentim criaram um curativo biodegradável chamado “Hada”, feito com babosa e camomila, que pode substituir os curativos plásticos convencionais.

O projeto surgiu a partir das experiências dos dois nas quadras de vôlei, já que eles estavam insatisfeitos com os curativos tradicionais, que geram resíduos plásticos e cobrem apenas pequenas lesões.

Segundo os estudantes, o material ajuda na cicatrização e consegue se decompor no solo em até 48 horas.

De acordo com os organizadores da premiação, o projeto já possui protótipos funcionais e apresentou resultados positivos em testes iniciais de aderência, flexibilidade e ação antimicrobiana.

Os dois alunos também produziram quatro artigos de pesquisa e trabalham em parceria com instituições e especialistas do Rio Grande do Sul.

Com a conquista, Bernardo e Ísis receberam US$ 12,5 mil, cerca de R$ 63 mil, para continuar desenvolvendo a tecnologia e ampliar o uso do biocurativo em escolas, centros esportivos e espaços de saúde.

Agora, eles também disputam a etapa global do prêmio, que reúne estudantes de 169 países e territórios.

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