SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.
sexta-feira, 29 de maio de 2026
A lógica é simples: comparar grupos que participaram da iniciativa com grupos semelhantes que não participaram.
Dois profissionais podem analisar o mesmo projeto social e chegar a conclusões completamente diferentes sobre seu impacto.
O motivo, muitas vezes, está no método de avaliação utilizado.
👉 Na imagem abaixo expliquei 3 metodologias valiosas para você utilizar na avaliação dos seus projetos.
E é aqui que muita iniciativa social pode se perder.
Porque intenção não é método. Número de pessoas atendidas não é impacto.
E percepção positiva, sem dados, não comprova resultado.
Por isso, ferramentas e metodologias de avaliação de impacto vêm ganhando cada vez mais espaço nos debates, dentro das empresas, institutos e organizações sociais.
Algumas das mais utilizadas no mercado, e que também aplicamos na Civicus, são:
➡️ SROI (Social Return on Investment)
A mais “famosinha”. Busca traduzir impacto social em valor econômico.
Ajuda a responder: “Para cada R$1 investido, qual retorno social foi gerado?”
É uma metodologia, do tipo econômica, poderosa para demonstrar valor, principalmente em contextos onde tomada de decisão e priorização de investimento financeiro exigem dados mais tangíveis.
➡️ Teoria da Mudança
Talvez uma das ferramentas mais importantes para estruturar projetos sociais de forma estratégica.
Ela organiza a lógica do impacto:
Se eu realizo determinadas ações → gero certos resultados → que contribuem para uma transformação maior.
Na prática, ajuda equipes a saírem do “fazer por fazer” e criarem clareza sobre causalidade, objetivos e indicadores.
➡️ Grupos de controle/comparação
Muito utilizados quando o objetivo é entender se a mudança observada realmente aconteceu por causa do projeto.
A lógica é simples:
comparar grupos que participaram da iniciativa com grupos semelhantes que não participaram.
É um método robusto para reduzir percepções subjetivas e fortalecer evidências.
📌Mas existe um ponto importante e que você deve levar em consideração: Não existe metodologia “melhor” de forma universal.
Existem métodos, desenhos e ferramentas mais adequadas para o contexto, maturidade do projeto, disponibilidade de dados, orçamento e decisão que precisa ser tomada.
Porque avaliar impacto não deve ser um exercício apenas para “prestar contas”. E sim, uma ferramenta para aprender, ajustar rota e tomar decisões melhores.
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