SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.
domingo, 31 de maio de 2026
Há quem diga que o sistema tributário para o cidadão brasileiro é algo complexo.
Há quem diga que o sistema tributário para o cidadão brasileiro é algo complexo. Essa é uma forma muito suave, eu diria eufimista, de se referir a um verdadeiro manicômio circense (cercado é um hospício e coberto é um circo), repleto de bi-tributações e impostos em cascata, a que um cidadão brasileiro, durante toda sua trajetória de vida, está obrigado a arcar para sustentar uma máquina pública administrativa, ineficiente, perdulária e corrupta, que além de não prover à sociedade um retorno adequado em termos de serviços, é literalmente incapaz de reduzir as desigualdes sociais. Ou alguém ainda teria a insensatez de afirmar que o assistencialismo instalado no país é um mecanismo que se presta a esse papel? Aliás, fosse assim, cada vez mais teríamos menos dependentes das migalhas e esmolas vinculantes dos governos de turno. Tudo o quê o cidadão consome, como serviços essenciais (luz, água/esgoto, gás), bens de consumo e bens duráveis, entre outros, vão para os cofres dos estados via ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Mas não satisfeita com o isso, a máquina pública, na esfera federal, precisa dar a sua mordidela no cidadão, via PIS/COFINS. Quem pensa que isso é tudo, está totalmente enganado, pois se trabalha no mercado formal (e agora também no informal) tem uma boa parte de seus ganhos destinados ao Leão das Cortes Famintas de Brasília (que mais parece um personagem glutão de filmes como o Geleca do Ghost Busters ou o Jaba-Jaba do Star Wars), via IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física). Ufa! Mas não acabou, os trabalhadores ainda têm que deixar mais alguns frasquinhos de seus suores (eu diria de sangue) para constribuir com os pseudo mutualismos para sua saúde, aposentadoria e garantia trabalhista, que na verdade parecem verdadeiros shows de horrores, com um sistema de saúde pública em frangalhos, com os valores de aposentadoria minguados e com um raquético (mal remunerado) fundo de garantia. Toda essa farra, com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Depois de tudo isso, de forma resiliente, o cidadão exclama: Pronto, agora posso morrer em paz! Não, não é bem assim! O estado que proveu esse trabalhador com uma fantástica rede de serviços e assistência se acha no direito de lhe cobrar após o seu último suspiro, o que esse cidadão conseguiu amealhar, com seu sangue e suor, impostos sobre aquilo que já lhe fora tributado, para que isso possa ser repassado a seus descendentes e entes queridos. Valores monetários e bens, sobre os quais por toda vida, já incidiram tributos como o IRPF, IPTU, IPVA e tantos outros "Is", têm mais um pedacinho abocanhado atravpes do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação). É! Seria cômico se não fosse trágico. Ser brasileiro no Brasil, exceto para as castas superiores e ladrões, não é para os fracos.
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