SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Não porque não estejamos aprendendo — mas porque a própria fronteira está avançando rápido demais.


 Na semana passada, um estudante da University of Maryland - Robert H. Smith School of Business me fez uma pergunta que ficou na minha cabeça:


"E se nunca mais estivermos na fronteira?"

Não porque não estejamos aprendendo — mas porque a própria fronteira está avançando rápido demais.

Em trabalhos contínuos e pesquisas relacionadas à difusão de habilidades (link abaixo), constatamos que novas habilidades — especialmente em TI e IA — estão se espalhando muito mais rapidamente entre empregos e localidades.

O que antes levava meses — ou até anos — para se dissipar agora acontece em uma fração desse tempo. Isso muda a natureza do desafio.

Não se trata apenas de adquirir novas habilidades. Trata-se de operar em um ambiente onde:

-ferramentas e modelos evoluem continuamente
-A "fronteira" continua se movendo
-espera-se que os trabalhadores se adaptem sob restrições de tempo cada vez mais apertadas

Também há sinais de que isso está afetando a intensidade do trabalho:

- sistemas mais rápidos exigem esforço cognitivo sustentado
-as tarefas estão cada vez mais concentradas nas interações mais complexas e estressantes — um ponto levantado em discussões recentes com sindicatos, relacionadas aos trabalhadores de call center.

A implicação é mais ampla do que uma lacuna de habilidades: o desafio é acompanhar uma fronteira em movimento. Isso levanta novas questões para as políticas — não apenas sobre requalificação, mas também sobre como projetar empregos e instituições que permaneçam sustentáveis à medida que o ritmo das mudanças acelera

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