A intenção não é descartar movimentos regenerativos, mas aprofundar a conversa rumo a um limiar mais radical — onde a transformação não seja mais apenas sobre redesenhar sistemas, mas sobre reexaminar as condições incorporadas e evolutivas através das quais os próprios sistemas são percebidos e reproduzidos.
Neste ponto, minha crítica vai da economia para a epistemologia e até para a própria percepção. Porque o que parece ser "mudança de sistema" ainda pode pressupor um sujeito humano capaz de ficar fora do sistema, observá-lo e redesenhá-lo por meio de intervenção consciente. No entanto, sistemas não são apenas estruturas externas; Eles são continuamente coproduzidos por meio da cognição incorporada, regulação emocional e padrões de sobrevivência profundamente enraizados no sistema nervoso humano.
Na extremidade dessa investigação, a regeneração não é mais apenas um projeto econômico ou ecológico, mas uma questão da própria consciência, se os seres humanos podem continuar a se experienciar como gestores externos dos sistemas terrestres, ou se é necessária uma mudança mais profunda em que a própria percepção se reorganize em torno da incorporação relacional dentro de um processo planetário vivo.
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