SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.
segunda-feira, 11 de maio de 2026
Esse post é uma homenagem à Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) por trás da polilaminina
Esse post é uma homenagem à Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) por trás da polilaminina, um biofármaco experimental que simboliza, ao mesmo tempo, o que o Brasil tem de melhor e o que ele ainda insiste em errar. De um lado, a potência: ciência feita por décadas, com potencial de impacto profundo na vida de milhares de pessoas com lesão medular e que poderá devolver o movimento a pessoas com paralisia. O medicamento, ainda em fase experimental, já possibilitou a seis pacientes tetraplégicos a retomada de movimentos, demonstrando o potencial da pesquisa revolucionar a medicina. Do outro lado, a ferida: segundo a própria pesquisadora, o Brasil perdeu a patente internacional da polilaminina por falta de recursos para manter taxas e custos. Esse é um retrato doloroso do nosso “voo curto” quando a política pública falha em sustentar o que ela mesma ajuda a nascer. E há um detalhe que não deveria existir, mas diz tudo: para não perder também a proteção no Brasil, a pesquisadora teria bancado do próprio bolso a manutenção da patente nacional por um período. Quando uma cientista precisa usar seus próprios recursos para avançar com uma pesquisa de tamanho potencial, alguma coisa está muito errada. Que a história da polilaminina sirva como reconhecimento público ao trabalho dessa brilhante pesquisadora, Dra. Tatiana, mas também como alerta: ciência não é discurso, é continuidade. O Brasil tem talento, tem inteligência e tem pesquisa de alto nível. O que falta, muitas vezes, é não abandonar seus cientistas no meio do caminho.
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