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domingo, 17 de maio de 2026

Os aparatos tecnológicos das neuropesquisas também se sofisticaram a ponto de revelar o que acontece em nosso cérebro quando digitamos ou escrevemos à mão.


 Em 1977, o economista John Kenneth Galbraith lançou um livro de grande sucesso: A era da incerteza, em que descreve a imprevisibilidade no cenário econômico mundial. Não dá para afirmar que ele se inspirou no ‘princípio da incerteza’, termo cunhado décadas antes pelo físico Werner Heisenberg, mas pode-se arriscar dizer que nenhum dos dois vislumbrou esse cenário dominando, também, os sistemas educacionais. Afinal, o que aconteceu?


Enquanto a digitalização crescia, os aparatos tecnológicos das neuropesquisas também se sofisticaram a ponto de revelar o que acontece em nosso cérebro quando digitamos ou escrevemos à mão.

O resultado impressiona e está redirecionando certas ‘verdades’ a respeito do uso exclusivo ou excessivo de dispositivos eletrônicos nos processos educacionais. Sim, está havendo um movimento entre educadores e profissionais da escrita que vem recomendando cada vez mais a escrita manual, na tentativa de reverter o desuso dessa prática, especialmente da escrita cursiva.

Em parte, pelo que as neuroimagens revelam — uma íntima e dinâmica conexão entre mãos e cérebro durante a escrita manual. Tal movimento também se respalda pela observação cotidiana de quem lida com textos, dentro ou fora da escola. Ser alfabetizado e logo entrar na digitação é como não cuidar do alicerce sobre o qual infinitas paredes poderão se erguer.

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