As pessoas adoram suavizar o que aconteceu em Wounded Knee. Eles chamam isso de "batalha". Eles chamam isso de "trágico". Eles agem como se fosse algum mal-entendido infeliz.
Não.
Foi um massacre.
A 7ª Cavalaria dos EUA cercou um acampamento Lakota em 1890 – um grupo já faminto, exausto, de luto – e os forçou a se desarmar. Mesmo assim, abriram fogo. Eles usavam rifles. Eles usavam metralhadoras Hotchkiss. Eles atiraram em homens que tentavam proteger suas famílias. Eles atiraram em mulheres correndo com seus bebês. Eles atiraram em crianças escondidas no desfiladeiro. Corpos ficaram congelados na neve.
E depois de tudo isso, os Estados Unidos entregaram Medalhas de Honra por isso. Imagine recompensar pessoas por assassinarem famílias indígenas, e depois agir confuso gerações depois quando dissermos que não "seguimos em frente".
Wounded Knee não foi um momento isolado. Foi o resultado de um sistema inteiro construído para nos apagar. Quebrar as Nações, deixar o povo passar fome, proibir as cerimônias, roubar a terra. Esse era o plano. E Wounded Knee foi o ponto de exclamação.
Aqui está o que as pessoas fora das nossas comunidades nunca entendem:
Wounded Knee não é história antiga. Fica na memória viva. Nossos avós foram criados por pessoas que viveram as consequências. Nossos pais foram moldados pelo luto. E carregamos os ecos... em nossas línguas, nossa luta pela terra, nosso humor, nossa resiliência, nossa recusa em desaparecer.
Quando falamos de Wounded Knee, não estamos desenterrando feridas antigas. Estamos dizendo a verdade que foi enterrada de propósito. A cura não começa fingindo que isso não aconteceu. Tudo começa com honestidade – honestidade real – sobre a violência que construiu este país, e a força que foi necessária para sobrevivermos.
Honramos essas vidas contando sua história sem suavizar nada.
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