SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.
sábado, 18 de abril de 2026
Tem coisa que muda carreira. E tem coisa que muda mentalidade.
Projetos como o Meninas SuperCientistas, da Universidade Estadual de Campinas, fazem algo ainda maior: mudam o ponto de partida. Porque a desigualdade nas áreas de ciência e tecnologia não começa na escolha da profissão, começa muito antes, quando meninas sequer se enxergam nesses espaços. Quando foguetes, inteligência artificial e laboratórios parecem “coisa de outro mundo”… ou pior, “coisa de outro gênero”. Quando você coloca uma menina dentro de um laboratório, apresenta astronomia na prática ou faz ela programar algo pela primeira vez, você não está ensinando só conteúdo. Você está dizendo, com todas as letras: esse lugar também é seu. E isso muda tudo. Muda a confiança, muda a ambição, muda o futuro. Não é sobre formar cientistas apenas, é sobre formar mulheres que não pedem permissão para ocupar espaços que sempre foram delas. As inscrições são gratuitas e voltadas para meninas do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, de escolas públicas e privadas da região de Campinas. Ao todo, são cerca de 75 vagas, com prioridade para alunas da rede pública. As participantes terão acesso a uma imersão prática com atividades em inteligência artificial, astronomia, programação e até lançamento de foguetes, além de visitas a laboratórios e ao Sirius. O projeto acontece em encontros ao longo de maio e junho, com estrutura completa de apoio durante os dias. A verdade é simples, e um pouco incômoda: talento nunca foi o problema. Falta de oportunidade, sim. E toda vez que um projeto como esse nasce, a gente não está só criando acesso… a gente está corrigindo história.
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