O Prêmio Nobel da Paz foi anunciado hoje. As salas de emergência sudanesas não ganharam, mas fico pensando - que prêmio poderia ser suficiente para tanta doação?
Como você mede o valor de pessoas que estão necessitadas, mas de alguma forma encontram forças para dar aos outros primeiro? Quem escolhe, no meio da fome, do medo e da exaustão, ficar, ajudar, organizar, curar?
Ser corajoso o suficiente para dizer não à injustiça, vez após vez. Comprometer-se com uma causa - não por reconhecimento ou recompensa, mas porque é a coisa certa a fazer. Criar uma iniciativa após a outra, cada uma nascida do mesmo lugar de amor e responsabilidade, cada uma merecedora de todos os prêmios do mundo.
Não é uma pena que os ERRs não tenham vencido. Nem importa. A maior parte do mundo não sabe quem eles são. Mas eu vi o que eles fazem e vi outros como eles. Já vi pessoas em todos os cantos do Sudão fazendo o possível para aliviar a dor de alguém, compartilhar o pouco que têm, manter a vida em movimento, mesmo nos dias mais difíceis.
Todos os sudaneses que conheci se sentem como uma sala de emergência por conta própria - cuidando dos outros, carregando o peso de mais de uma vida, doando quando não há quase nada para dar.
E talvez essa seja a verdadeira paz - não aquela que vem com prêmios, mas aquela feita silenciosamente, todos os dias, por pessoas que se recusam a parar de se importar.
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