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segunda-feira, 18 de maio de 2026

A maioria dos terapeutas pensa na conexão como algo que acontece entre mentes.


 

A maioria dos terapeutas pensa na conexão como algo que acontece entre mentes.
A neurociência diz que isso acontece entre corpos.

Um artigo recém-publicado na Frontiers in Neuroscience (Lettieri, 2026) é uma das coisas mais clinicamente úteis que li recentemente. Os pesquisadores agora podem escanear simultaneamente o cérebro de duas pessoas e observá-las sincronizando durante a conversa. Isso é impressionante. Mas o argumento do autor é que cérebros são apenas parte do que está acontecendo.

Quando duas pessoas estão em contato genuíno, toda a fisiologia delas entra em ritmo. Batimentos cardíacos. Respirando. Excitação autonômica. E o que determina o quão bem isso acontece? Em grande parte, o quão bem cada pessoa consegue perceber e interpretar seu próprio corpo: interocepção.

A co-regulação não é uma metáfora. Ele tem uma fisiologia mensurável.
É com isso que a terapia relacional tem trabalhado há décadas.

Conexão não é principalmente cognitiva. É incorporado, mútuo e acontece em tempo real entre dois sistemas nervosos. O artigo também destaca algo clinicamente significativo: práticas que ajudam os clientes a atender a sinais corporais internos podem aumentar ativamente sua capacidade de se sincronizar com os outros.
As condições que criamos na sala não são apenas um bom treino.
Eles estão mudando a neurobiologia relacional.

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