Personagens:
NARRADORA (pode ser uma criança ou um sábio)
CAMINHO VERDE (SSP1 – Sustentabilidade)
CAMINHO MÉDIO (SSP2 – Meio do caminho)
ESTRADA PEDREGOSA (SSP3 – Rivalidade regional)
ESTRADA DIVIDIDA (SSP4 – Desigualdade)
ASTRONAUTA DO FUTURO (representa a sociedade, os tomadores de decisão)
Cenário:
Um jardim com cinco portas de cores diferentes. No centro, um globo terrestre iluminado.
(A NARRADORA entra e acende uma lanterna)
NARRADORA:
Bom dia, viajantes do tempo.
Hoje não vou contar uma história que já aconteceu.
Vou contar cinco histórias que ainda podem acontecer.
Bem-vindos ao Jardim dos Futuros Possíveis.
Aqui, cada porta é um caminho.
E atrás de cada caminho, um mundo.
(As portas se abrem. Os personagens entram um a um)
🚪 PORTA 1 – CAMINHO VERDE
CAMINHO VERDE:
(com flores nos cabelos, voz calma)
Eu sou o caminho da sustentabilidade.
As cidades respiram. As florestas voltam.
A energia vem do sol, do vento, da água.
As pessoas compartilham, cooperam, respeitam.
Não há pressa. Há harmonia.
Meu nome é Esperança realizada.
NARRADORA:
Mas como se chega a você?
CAMINHO VERDE:
Escolhendo, a cada dia, o coletivo sobre o individual.
O agora sobre o nunca. O cuidado sobre o lucro.
🚪 PORTA 2 – CAMINHO MÉDIO
CAMINHO MÉDIO:
(veste roupas cinzas, tom neutro)
Eu sou o caminho do “mais ou menos”.
Nem tão verde, nem tão cinza.
As coisas continuam como estão.
Crescemos, sim, mas devagar.
Poluímos, sim, mas um pouco menos.
Meu nome é Conforto sem coragem.
NARRADORA:
E o que acontece com o clima?
CAMINHO MÉDIO:
Ele esquenta. Mas não muito rápido.
Dá pra ir levando… até não dar mais.
🚪 PORTA 3 – ESTRADA PEDREGOSA
ESTRADA PEDREGOSA:
(veste farrapos, carrega um escudo)
Eu sou o caminho da discórdia.
Cada país por si. Cada um contra o outro.
Fronteiras fechadas. Recursos roubados.
A cooperação morreu.
Meu nome é Solidão armada.
NARRADORA:
E o planeta?
ESTRADA PEDREGOSA:
O planeta? Quem liga?
As nações brigam por migalhas enquanto o céu pega fogo.
🚪 PORTA 4 – ESTRADA DIVIDIDA
ESTRADA DIVIDIDA:
(usa roupas luxuosas de um lado, trapos do outro)
Eu sou o caminho da desigualdade.
Alguns vivem em paraísos tecnológicos.
A maioria sobrevive em favelas alagadas.
A adaptação? Só para quem pode pagar.
Meu nome é Privilégio sobrevivente.
NARRADORA:
E a justiça climática?
ESTRADA DIVIDIDA:
(ri com amargura)
Justiça? Que graça.
O clima não escolhe, mas o bolso sim.
🚪 PORTA 5 – ESTRADA DO COMBUSTÍVEL
ESTRADA DO COMBUSTÍVEL:
(usa óculos escuros, carrega um carrinho de brinquedo a gasolina)
Eu sou o caminho da euforia fóssil.
Crescimento! Velocidade! Lucro!
Queimamos tudo, andamos rápido, morremos jovens.
Mas com estilo.
Meu nome é Festa no Titanic.
NARRADORA:
E as emissões?
ESTRADA DO COMBUSTÍVEL:
(joga um papel para o alto)
Nas alturas! Literalmente.
Mas ei… pelo menos a economia vai bem… por enquanto.
🌟 ENTRADA DA ASTRONAUTA DO FUTURO
(A Astronauta entra, com um capacete e uma planta na mão)
ASTRONAUTA:
Eu andei por esses cinco mundos.
Vi o verde florescer.
Vi o cinza se arrastar.
Vi a guerra e a divisão.
Vi a festa insana.
E agora pergunto:
Qual desses futuros nós queremos?
NARRADORA:
Essa é a pergunta mais importante.
Os cenários não são profecias.
São mapas.
E o mapa não anda sozinho.
ASTRONAUTA:
Então o que fazemos?
NARRADORA:
Você já começou: perguntou.
Depois, se junta a outros.
Escolhe uma porta.
E começa a andar.
Mas agora… com os olhos abertos.
(Todos os personagens se aproximam do globo)
CAMINHO VERDE:
Podemos te ajudar a escolher.
CAMINHO MÉDIO:
Ou podemos te distrair.
ESTRADA PEDREGOSA:
Podemos te assustar.
ESTRADA DIVIDIDA:
Ou te iludir.
ESTRADA DO COMBUSTÍVEL:
Mas a caneta… é sua.
(A Astronauta planta a pequena muda no centro do globo)
ASTRONAUTA:
Então que esta seja a primeira semente do caminho que escolhemos juntos.
NARRADORA:
E o nome desse caminho… ainda não foi escrito.
Vamos escrever?
(Todos olham para a plateia. Fim.)
🎵 MÚSICA: “Cinco Caminhos”
Melodia sugerida: Simples, como uma ciranda ou cantiga de roda. Pode ser tocada com violão, flauta ou palmas. Tom amigável (ex.: Dó maior).
Letra:
(Verso 1)
O mundo tem cinco caminhos pra andar
Um é verde, cheio de flor e de mar
Outro é cinza, nem sobe nem desce
Outro é pedra, onde a paz desaparece
(Verso 2)
O quarto é dividido, uns no luxo, outros no chão
O quinto é estrada quente, pura combustão
Cada porta uma história, cada passo um “e se”
O futuro não está pronto, a gente é quem tece
(Refrão)
Cinco caminhos, um só planeta
Qual deles leva à vida mais quieta?
Não é sorte, não é fado, não é estrela cadente
É a mão que escolhe, é a gente com a gente
(Verso 3)
O SSP1 quer sol, vento e cuidado
SSP2 segue o meio, meio apaixonado
SSP3 briga sozinho, cada um por si
SSP4 separa o mundo num fio
(Verso 4)
SSP5 acelera, queima o chão e o céu
Mas o freio de mão… quem é que o moveu?
Os modelos mostram, mas quem decide sou eu
Você, a vizinha, o governo, o museu
(Refrão)
Cinco caminhos, um só planeta
Qual deles leva à vida mais quieta?
Não é sorte, não é fado, não é estrela cadente
É a mão que escolhe, é a gente com a gente
(Ponte)
Pode ser agora, pode ser já
Planta uma árvore, tira o carvão do ar
Cada política, cada NDC
É um passo no mapa do que a gente quer ser
(Refrão final – mais lento, quase coral)
Cinco caminhos, um só planeta
Vamos escolher a vida mais concreta
Com ciência, poesia, coragem e presente
O futuro se faz… com a gente, pra toda gente.
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