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sábado, 27 de junho de 2026

Robótica, luz UV e agricultura: estamos diante de uma nova revolução no campo?


 

Robótica, luz UV e agricultura: estamos diante de uma nova revolução no campo?

A agricultura sempre evoluiu quando ciência e tecnologia passaram a caminhar juntas. Primeiro vieram a mecanização, depois a agricultura de precisão, os sensores, os drones e a inteligência artificial. Agora, uma nova fronteira começa a ganhar espaço: robôs autônomos que utilizam luz UV-C para auxiliar no controle de fungos e alguns agentes patogênicos nas lavouras.

A empresa norte-americana TRIC Robotics desenvolveu plataformas robóticas que operam durante a noite, aplicando luz UV-C de forma precisa sobre as culturas. O objetivo é reduzir a incidência de doenças como oídio, mofo e alguns ácaros, diminuindo a necessidade de aplicações químicas em determinadas situações.

É importante destacar que essa tecnologia não representa, pelo menos no estágio atual, o "fim dos pesticidas", como algumas publicações sugerem. Trata-se de uma ferramenta complementar dentro do Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIP), que combina diferentes estratégias para tornar a produção mais eficiente, sustentável e economicamente viável.

Entre os principais benefícios dessa inovação estão:

• Redução do uso de defensivos em determinadas culturas e situações. • Menor risco de desenvolvimento de resistência por parte de alguns patógenos. • Operação totalmente autônoma durante a noite, quando a eficiência da radiação UV-C é maior. • Redução de resíduos químicos e maior segurança operacional. • Coleta simultânea de dados para agricultura digital e monitoramento da lavoura.

Para o Brasil, líder mundial em tecnologia tropical, agricultura de precisão e produção de alimentos, iniciativas como essa reforçam uma tendência irreversível: o futuro do agro será cada vez mais baseado na integração entre biologia, robótica, inteligência artificial e automação.

A tecnologia não substitui o conhecimento agronômico. Ela amplia sua capacidade de gerar decisões mais precisas, reduzir desperdícios e aumentar a sustentabilidade da produção.

Quem compreender essa transformação antes certamente estará mais preparado para liderar a próxima geração do agronegócio.

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