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sábado, 27 de junho de 2026

Sempre achei as geleiras suíças humilhantes. Esta semana, eles são de partir o coração. 🧊


 Sempre achei as geleiras suíças humilhantes. Esta semana, eles são de partir o coração. 🧊


Morando na Suíça, onde o World Meteorological Organization está sediado, os Alpes são seu lar.

Cientistas do Glacier Monitoring in Switzerland (GLAMOS) confirmaram esta semana que toda a neve e gelo acumulados pelo gelo suíço no último inverno desaparecerão até segunda-feira, 29 de junho de 2026.

Chegamos ao ponto sem retorno deste ano glacial três meses antes do que já é uma norma catastrófica. 🏔️

🧊 No Glaciar do Ródano — a uma curta distância de carro de onde moro — um metro inteiro de gelo derreteu verticalmente em apenas dez dias
📉 O volume das geleiras suíças diminuiu 38% desde 2000 — em uma única geração
⛰️ 1.200 geleiras perdidas nos últimos 50 anos. Restam apenas 1.300
❄️ 25% menos neve no inverno do que na década anterior, agravada pela poeira do Saara e ondas de calor consecutivas em maio e junho

Nas palavras do chefe da GLAMOS, Matthias Huss: "Estamos três meses antes do que um estado saudável."

Mas isso não se trata apenas de paisagens — embora vê-las desaparecer em uma vida inteira carregue sua própria tristeza silenciosa. Essas geleiras são as torres de água da Europa. O Ródano, que atravessa o Valais, o Reno que alimenta o norte da Europa, ambos começam como gelo alpino. O recuo deles remodela a segurança hídrica, a energia hidrelétrica, a agricultura e os ecossistemas para dezenas de milhões de pessoas rio abaixo. 💧⚡

Cientistas alertam que, se o aquecimento continuar no ritmo atual, até 2100 a Suíça ficará apenas com fragmentos de gelo onde antes fluíam geleiras.
Eu olho para essas montanhas todos os dias. Essa perspectiva não é uma abstração.

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