SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.
domingo, 28 de junho de 2026
Ttransformada pelo conhecimento indígena no alimento base de 800 milhões de pessoas.
A mandioca brava é tóxica crua.
Contém linamarina — um composto que, quando a célula é danificada por mastigação ou corte,
contacta com uma enzima chamada linamarase e produz ácido cianídrico.
É o mesmo ácido que torna o cianeto tóxico.
Os povos indígenas brasileiros descobriram como resolver este problema
há pelo menos 8.000 anos.
O processo:
a mandioca é ralada — o que danifica as células e inicia a reacção química.
A massa ralada é colocada no tipiti — uma cesta trançada específica —
e espremida com força.
O líquido que sai contém a maior parte do ácido cianídrico.
A massa resultante é depois torrada — o calor volatiliza o HCN residual.
O resultado é a farinha de mandioca — completamente segura.
A mandioca mansa — chamada aipim no Sudeste e macaxeira no Norte e Nordeste —
tem teor muito mais baixo de linamarina e pode ser cozida normalmente.
O cianeto não é um erro da mandioca.
É uma defesa — contra insectos e herbívoros que mastigam as folhas.
As células intactas armazenam o precursor.
Só ao partir é que se torna activo.
https://lnkd.in/eNz-u3Mf
Uma planta que se protege de quase todos os predadores naturais
transformada pelo conhecimento indígena no alimento base de 800 milhões de pessoas.
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