SABERES TRANSDISCIPLINARES E ORGÂNICOS.
sábado, 27 de junho de 2026
Um ensaio sobre o que os impostos custam de verdade, quem os paga de facto —
Ontem entreguei a minha declaração de IRS ao nosso querido Ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento. Fica o aviso cordial: já que lhe pago o imposto, agora tem de me ouvir. No taxation without representation — aqui vai a minha.
Como milhões de portugueses, fixei-me no número final da declaração: o que o Estado leva, ou aquilo que devolve com ar de favor. E é o número errado. O verdadeiro custo de um imposto nunca está na declaração. Está em tudo o que não chegou a existir por causa dele: o negócio que não abriu, o investimento que escolheu o estrangeiro, o salário que não subiu, a hora de trabalho que deixou de compensar. Bastiat chamava-lhe “o que não se vê” — e é quase sempre maior do que aquilo que se vê.
Um ensaio sobre o que os impostos custam de verdade, quem os paga de facto — que quase nunca é quem se julga — e como seria uma reforma fiscal a sério.
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